A época era aquela em que o verão ainda estava para começar. Pelos corredores lotados, havia apenas um único rumor sendo contado.
Era um rumor estranho, sobre uma garota popular da mesma escola.
Parece que um impostor dela apareceu em algum lugar ...
Todo mundo ficou curioso e, pelo meio do dia, a história tinha sido ouvido, de um jeito ou de outro, por todos os alunos.
No meio de tudo, um menino de aspecto sombrio estava sorrindo.
Tudo está correndo como planeado.
O fato é que a confusão sobre o impostor da garota era uma obra sua.
O nome do jovem era A-ya, e espalhar histórias falsas e rumores eram apenas alguns de seus amados hobbies.
Se você perguntar o porquê de alguém fazer algo como isso, a resposta provavelmente seria "tédio". A-ya estava entediado com sua vida cotidiana normal e desinteressante.
Mas, na verdade, havia esta outra razão para este rumor específico.
A garota dos rumores, a popular B-ko era, como A-ya, um dos membros do Clube de pesquisa do Oculto. E cada vez que o grupo se encontrava no edifício da velha escola, a máscara caía e ela começava a agir como seu verdadeiro eu, que poucas pessoas conheciam.
Este fato, somado às pesquisas de A-ya acerca de doppel gängers no dia anterior, foram a chave para o seu rumor da "B-ko impostora". Era o rumor perfeito.
Mas ela discordava.
Após a aula, A-ya se dirigiu para a sala de aula de música no antigo edifício escolar.
“…Oi”
"Não diga apenas 'oi'... Eu realmente não me importo com seu mau gosto, mas poderia parar de usar outras pessoas como material?"
"Do que você está falando?"
"Não aja como se você não sabe!"
"Se alguém visse você agora, não pensariam que você é uma farsa?"
"Estou falando sério, se você não parar agor ..."
B-ko estava extremamente irritada.
A-ya pensou que algo assim fosse acontecer.
E ele estava bem com isso.
Afinal de contas, ver a reação da menina a rumores sobre ela era algo inestimável.
A forma com que B-ko ficava irritada.
O jeito com que ela chama seu nome nessas situações.
A cara que fazia enquanto está sendo provocada.
Seu verdadeiro eu, que poucas pessoas sabiam, sendo expostos sem hesitação na frente dele.
Tudo sobre esta B-ko era inestimável.
A-ya riu.
Ele não se atreveria a dizer nada disso em voz alta.
Em primeiro lugar, porque a menina provavelmente pensaria que é outra brincadeira.
Em segundo, porque seria ruim para ambos, uma vez que B-ko é uma garota popular e A-ya sempre tenta passar despercebido, a fim de ser capaz de se espalhar seus rumores com sucesso.
Em terceiro, porque, é claro, ele até que estava com certo medo de ser rejeitado isso atrapalhar sua amizade.
Sim, as coisas estava bem daquele jeito.
A-ya foi subitamente puxado de volta à realidade quando sentiu sua gravata sendo puxado com força, quase sendo acertado por uma B-ko furiosa.
Ah, é mesmo, ela ainda estava brava com ele.
A-ya agia como sempre, C-ta piorava a situação e D-ne alguma forma acalmava B-ko.
Sim, apenas um outro feliz e tediante dia.
"Vamos tentar mais uma vez."
...Ou era o que eles pensavam.
A sala de aula agora escuro estava cheia tanto de desejo quanto de medo. Mesmo com a janela aberta, a única luz vinha da TV.
Em cima da mesa, um tabuleiro e uma única moeda de 10 ienes.
Era hora para outra tentativa de obter o livro e o Marca-Páginas do Fim, através de Kokkuri-san.
“A B-ko gosta de alguém?”
A-ya perguntou, não tendo certeza se a informação poderia ser útil para seus rumores ou se ele estava à espera de uma resposta negativa, só para libertá-lo deste sentimento indesejado.
A moeda de dez ienes se moveu para o "sim".
"Então, é 'sim', hm? Uh ... "
No final, a resposta não teria importância. Se ela não tivesse uma pessoa que ela gosta, isso significaria que A-ya não tinha absolutamente nenhuma chance; mas sabendo que ela gosta de alguém não ajudara muito de qualquer modo, já que ela conhecia gente provavelmente melhor do que ele.
"A-ya! Foi você mesmo quem perguntou, então que reação é essa? "
B-ko, corada e envergonhada, não estava mais calmo.
Esta era uma expressão incomum. A-ya poderia usar isso para espalhar um novo rumor.
Não, ninguém mais além desse grupo deveria saber sobre isso.
"Quando eu pensei a respeito, eu não estava realmente interessado, é só isso."
Claro, esta devia ser a melhor resposta agora.
B-ko não iria acreditar em seus sentimentos. Ao menos, não ainda.
Talvez um dia ela descubra sobre eles?
Ou talvez o garoto pessimista transforme tudo em apenas mais um e-mail que nunca seria enviar a ninguém.
A única maneira de descobrir isso seria se B-ko conseguisse entender o significado por trás do rumor do doppel gänger.
Esses impostores são reflexos perfeitos; eles sabem exatamente como você é, mesmo os seus sentimentos mais profundos.
Para alguém como B-ko, que está sempre usando uma "máscara perfeita" na frente de outras pessoas, isso significaria ser seu verdadeiro eu.
Em outras palavras, o garoto havia usado o rumor como uma dica. Se ela iria perceber ou não, era algo imprevisível.
Mas, se ela não percebesse, pelo menos, a história poderia ajudá-la se for pega em uma situação difícil. "Não fui eu, foi a impostora", ou algo do tipo.
Estava tudo bem. Eles eram jovens e ainda tinham muito tempo. Sim, eles...
"Devido a um único traidor, uma 'raposa', o jogo teve início."



A lua vermelha podia ser vista fora da janela.
O sentimento de traição, logo por alguém que ele conhecia há muito tempo.
A dor de ser esfaqueado várias vezes.
A solidão de não conseguir alcançar ninguém.
O desespero de vir a entender tudo tarde demais.
Com o celular firme em suas mãos, A-ya começou a escrever novos e-mails.
Estes, ele tinha a intenção de enviar.
Mas era inútil.
O dirigido a seu querido amigo de infância não pôde ser enviado.
E o e-mail para a garota de quem secretamente gostava, não pôde ser concluído até seu último suspiro.



B-ko correu para seu quarto, fechando a porta e se escondendo debaixo das cobertas.
“Aquela garota” estava vindo por ela.
Em breve, ela chegaria a aquele quarto e abriria a porta.
B-ko começou a chorar. Estava com medo.
Ela não queria morrer.
E ainda assim, naquele momento, a única pessoa que veio à sua mente foi...
“Socorroooo…”
“…A-ya”
E, em seguida, com um adorável "eu vou te proteger" ... B-ko, também, foi morta.



Desentendimentos.


Corações partidos.


Caminhos errados.


Futuros perdidos.


Arrependimento.


Desespero.


CONTINUAR?
SIM / NÃO

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