Sentimentos Inexplicáveis.
3 Inferno - Parte I
Notas iniciais
Até.
Pietra POV
Não me admiro eu acordar acordei cedo para uma manhã de domingo, ontem eu fui dormir muuuuuuito cedo. Não tava com a com a mínima vontade de sair da cama. O motivo? Eles chegam hoje à noite.
Mas já que nada é perfeito eu tive de descer para tomar café da manhã e estranhamente não tinha ninguém em casa.
– Que legal – ironizei. Nunca gostei de ficar sozinha mesmo que eu tenha que ficar em casa com a minha mãe e a Sr. Perfeição.
Chequei as horas no relógio da cozinha.
– 7:45.
Coloquei meus fones de ouvido e fui procurar o meu café da manha. Que ótimo! Não tinha nada para comer.
Decidi não comer nada no café da manha. Talvez só uma xícara de café.
A chuva já se anunciava lá fora, nuvens negras já cobriam o céu e alguns trovões se anunciavam. Isso que dizer que: Café + chuva + cobertor + um bom livro = felicidade. E assim eu fiz, eu peguei um livro para ler, fiz o meu café, peguei o meu cobertor e logo começou a chover, eu me sentia tranquila, mais sossegada com a chuva, tinha mais tempo para pensar, eu e meu pai sempre líamos um livro quando chovia, tempo que nós éramos uma família feliz.
Suspirei pesado com as lembranças daquela noite que insistiam em vir a minha mente. Balancei minha cabeça tentando me livrar desses pensamentos. Inútil.
Li alguns capítulos do livro e terminei a minha xícara de café, a chuva lá fora já estava virando uma tempestade, eu estava com frio, pois o cobertor já não estava dando de conta do vento gélido. Decidi tomar um banho quente. Me despi, liguei o chuveiro e deixei que a água quente deslizasse lentamente sobre o meu corpo levando junto qualquer vestígio de frio e com ela os meus pensamentos.
Saí do meu banho demorado e fui colocar uma roupa com um moletom.
Desci novamente.
– Mi, mãe, já chegaram?– chamei elas.
–...
– É, elas ainda não chegaram – Eu disse pra mim mesma.
Subi e decidi ligar pra Nanda pra saber como ela está.
– Alô?! – Nanda disse do outro lado da linha.
– Oi Nanda como é que você tá?
– Mais ou menos, e você? – Ela disse.
– Bem. Seus pais brigaram de novo?
– É. Sua mãe brigou muito pela demora?
– Não, o de sempre, como é que Karol tá?
– Ela ainda não sabe o que tá acontecendo.
– Já pensou na minha proposta para ficar aqui?
– Sim, eu não tenho certeza...
– Fala com a sua mãe, ela com certeza vai deixar você passar uns tempos aqui já que ela quer que vocês fiquem o mínimo tempo possível em casa.
– Obrigada, por tudo.
– Que isso, amiga serve pra isso né?
– É.
– Nanda vou ter que desligar, trabalho da escola.
– Certo, tchau.
– Tchau.
Desliguei e logo fui fazer o trabalho sobre a guerra fria (lê – se: Copiar e colar da Wikipedia). Logo terminei o trabalho e desci.
A tempestade continuava severa lá fora, o tempo fechado, a casa quase vazia e escura criava um clima negro, mas tudo bem, me sentia bem assim.
– Negro, combina comigo – Disse pensando alto
Comecei a preparar o almoço, coisa bem básica para um dia de domingo, lasanha. Peguei os ingredientes e comecei a cozinhar enquanto escutava música e cantarolava (lê – se: gritava).
O interfone começou a tocar.
–quem é?
– Pietra sou eu Mi e a mamãe.
Apertei o botão que abre o portão (uia portão automático) e elas logo entraram.
– O almoço já ta pronto Pietra?- Minha mãe perguntou quando chegou na cozinha.
– Não. Onde é que vocês estavam?
– Fazendo compras – Mi disse toda animadinha balançando as sacolas de compras que estavam em sua mão.
– Trouxeram alguma coisa para mim?
– Claro que não – minha mãe disse. Tava pronta pra dar uma resposta quando Mi entreviu.
– Pietra você pode comprar depois – ela falou.
– Tudo bem, Mi você pode me ajudar aqui?
– Eu não, eu vou provar as minhas roupas.
– Eu te ajudo filha.
E assim se foram Mi e minha mãe provar roupas.
– Eu te ajudo filha – Falei imitando minha mãe.
Terminei de preparar a lasanha e chamei Mi e dona Carmem (minha mãe).
Na mesa de jantar...
– Que horas eles chegam? – Mi perguntou
– Umas oito da noite – minha mãe respondeu.
Nota mental: Tomar remédio para gripe (esse remédio me dá um nocaute) sete horas (uma hora pra dar efeito)
Continua...
"Mulheres comportadas, raramente fazem historia."
– Marilyn Monroe -
Notas finais
Morankiss
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