Sentimentos Inexplicáveis.

13 Conversa civilizada?


Notas iniciais
OK, ME DESCULPEM, SEI QUE FUI IRRESPONSÁVEL, MAS ME DESCULPEM MESMO.

Pietra POV

Uma semana já havia se passado des do incidente da balada, as coisas continuavam o mesmo inferno que sempre foi e, ao menos enquanto eu morar aqui, sempre vai ser. Não fui a escola essa última semana, por motivos pessoais, por isso Nanda trazia as atividades para mim.

- Ahhh Nanda, desisto! Eu não entendo isso, pra que eu vou usar física na minha vida? – Falei jogando o lápis e o caderno na cama e em seguida me levantando da mesma.

- Pietra volta aqui agora – Ela falou pausadamente em tom de ameaça. Ok, as vezes ela me assusta mais do que a minha mãe. Sentei-me na cama ao lado dela novamente e peguei o caderno.

- Olha, termometria é bem simples – Ela disse pegando o livro de físca e me explicando pela sétima vez. Pelo menos dessa vez eu entendi alguma coisa entre todos aqueles conceitos.

Depos disso eu consegui resolver alguns exercícios da lista de física que valia nota.

- Pietra, eu posso te perguntar uma coisa? – Falou ela enquanto me ajudava a resolver uma questão que eu estava em dúvida.

- Depende da pergunta – Disse olhando pra ela pelo canto do olho.

- É sobre gabriel.

- Ah, isso... Pode

- Você ainda gosta dele?

- E-eu – Eu não sabia responder, afinal eu ainda gostava dele? – Eu não sei Nanda.

- Como não sabe?

- Sei lá, eu só não sei o que eu sinto exatamente por ele – Falei sem conseguir encará-la diretamente – Nanda, me ajuda nessa questão – falei mudando de assunto.

- Certo... – Ela explicou a questão e depois ela disse que tinha que ir embora por que a mãe dela disse para ela estar em casa ás seis para cuidar de Karol.

- Ok, mas amanhã você vem?

- Acho que sim, qualquer coisa eu te ligo – Dito isso ela saiu do quarto e eu fiquei tentando resolver o resto do exercício.

Quando eu estava quase pegando no sono eu escutei batidas na porta.

- Entra vai – Disse ajeitando meu cabelo.

- Oi Pietra, a gente ainda não se falou muito depois que eu cheguei – Gabriel disse entrando no meu quarto. O que aquela peste tá fazendo aqui?

- Gabriel? O que você t-

- Nada de mais, só vim conversar com você – Ela falou se sentando – Ou será que eu ainda mexo com você? – Ele disse em tom provocador.

Revirei os olhos amaldiçoando até as gerações futuras dele.

- Olha, se você quer conversar com alguém, vai falar com a vaca da minha irmã, eu não tenho paciencia pra isso.

- Ficou irritadinha foi?

- Ah, vá se foder Gabriel.

- Vem comigo? – Ele falou se aproximando.

- Nem se minha vida dependesse disso – Falei empurrando-o.

Ele começou a rir do nada. Gente doida.

- Do que você tá rindo?

- De você, que dizer, de nós dois – Falou ficando de pé.

- Não existe nós dois – Disse eu me sentando na cama.

- Antes existia – Ele disse se sentando na cama.

- Não era NÓS dois, tava mais pra nós quatro – Falei e comecei a rir, acho que esqueci de falar pra vocês nós quatro nos conhecemos des de pequenos – Lembra quando nós fomos para o sítio do seu pai e aí a gente escondeu a vara de pescar dele?

- Ele passou dois dias procurando – Ele riu comigo – E quando a gente ia pescar?

- Vocês sempre escondiam minha isca – Falei relembrando das nossas tardes no sítio do pai deles, esses sim eram bons tempos.

- Ai ai, bons tempos – ele falou se recuperando.

- Gabriel?

- O que?

- Por que vocês vinheram para aqui?

Ele pareceu pensar um pouco antes de reponder.

- É complicado – Ele falou com um ar meio triste, abaixando a cabeça.

- Ah, então eu não sou a única com problemas na família – Falei aproveitando o raro tempo que nós tinhamos um pouco de paz – Sabe, assim voc~e nem parece tão problemático – Falei em tom de brincadeira.

- Ah é? Então eu sou o problemático? – Eu afirmei com a cabeça – Então você é irritante – rimos novamente.

- Por que você veio pro meu quarto?

- Já disse, queria falar com alguém diferente.

- Ah, então eu sou diferente? – Falei em tom de brincadeira. Juro que ele corou um pouco.

-Não, é que eu-

A porta se abriu revelando uma Miranda desesperada.

- Nossa Gabriel, você tava aí. Faz idéia de quanto tempo eu tem procurei? – Ela falou pegando-o pela mão e puxando-o para fora da cama – Achei que essa aí tinha sei lá, abduzido você.

- Não se preocupa não sua vaca, ele é todo seu – Falei tirando uma risada baixa de gabriel.

Notas finais
Então, o que acharam?