Sentimentos De Paz
2 Por um outro lado
Notas iniciais
O únicos ruidos que quebravam o silêncio de sua concentração era as ondas se quebrando, ou pela metade ainda no mar ou na costa da praia.Era um ruido acolhedor e pacifico que te prendia apenas para escuta-lo o dia inteiro e te acalmar.
Para alguns podia ser tempo perdido, sentar e ver algo como o mar e suas repetidas ondas, mas para ela até que nem tanto.
Mas o caso era que nem o mar ela olhava.
O vento chicoteava forte na enseada da praia da ilha Tenrou fazendo seus cabelos loiros voarem para trás e assim brincando com algumas de suas madeixas, ele tocava lhe a face sem incomoda-la e balançava seu vestido. Era um sentimento refrescante que lhe reconfortava misturado com os sons que a água salgada na sua frente trazia. Para falar a verdade qualquer lugar daquela ilha era reconfortante para ela, mas ali estava sendo o ponto que ela escolheu para se concentrar.
O sol estava nascendo, mais um ponto forte de calmaria, eram ainda poucos e fracos raios de luz que inundavam o céu azul.
Mas como o mar Mavis não via nada daquilo, apenas sentia.
Sentia o vento quebrando quando cruzava com seu corpo, sentia cada onde se quebrar, sentia os pássaros a alguns metros da sua cabeça fazendo um barulho de manhã assim como os leves raios solares tocando seu corpo e a esquentando mesmo que ela estivesse morta, ela sentia a areia fofa entre seus dedos dos pés descalços e depois sentia o mar os lavando deixando sob seus pés a areia molhada e fria e tudo isso era bom.
Mavis estava virada para aquele oceano e seus olhos estavam fechados, ela não via nada da linda paisagem formada pela natureza, sua feição era de concentração e serenidade ela parecia aproveitar o que sentia ao seu redor e ao mesmo tempo o que fazia.
Então a garota abriu levemente os olhos revelando a cor linda verde que tinham, finalmente ela pode contemplar a visão que estava a sua frente esse tempo todo quebrando sua concentração de antes.
E ela deu um sorriso, um leve e gentil sorriso; mas não pela paisagem mesmo que fosse exuberante e sim pelo que ela fazia, pelo que ele fez.
— Zeref malvado — ela sorriu mais ainda, como uma criança se divertindo e bem feliz — foi embora no melhor da conversa
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