Sentimentos Cruzados

13 A missão em Paris


Notas iniciais
Preparados para mais um capítulo? Então, respirem fundo e deleitem-se! Kisses❣

Eram pontualmente dezessete horas, quando Diana, Bruce e Zatanna chegaram à recepção do luxuoso hotel em Paris. As heroínas aguardavam no saguão do hotel, enquanto Bruce conversava com a recepcionista num francês fluente sobre as reservas. Fizeram uma viagem tranquila, apesar de Diana ter passado a maior parte do tempo incomodada com a intimidade de Bruce e Zatanna. A forma como ele sorria e dava atenção aos assuntos da maga demonstravam que eram amigos bem íntimos, o que fez com que o ciúme criasse diversas histórias em sua mente, que para não demonstrar o desconforto, fingiu que dormia durante todo o voo.

Enquanto aguardavam, Zatanna tentou puxar assunto com a princesa das amazonas.

― Está muito calada, Diana. Você não costuma ser assim. – Diz a morena, com um sorriso.

― Apenas estou cansada da viagem. – Diana responde com má vontade.

― Cansada? – Questionou não acreditando. – Mas você dormiu o tempo todo.

Antes que Diana pudesse responder, a voz grave e firme de Bruce soou por trás de si, fazendo com que se arrepiasse.

― Podemos subir para os quartos. – Falou, enquanto entregava um cartão chave para Zatanna.

― Que ótimo, estou louca por um banho. – Diz a maga sorrindo.

― É melhor subirmos logo, o desfile está marcado para às vinte horas, portanto não se atrasem.

― Não se preocupe, pelo menos não por mim. – Diz Diana, um pouco áspera.

Bruce olhou para Zatanna, que continuava intrigada com o jeito arredio de Diana, logo percebeu que talvez não tivesse sido uma boa ideia colocar as duas heroínas no mesmo quarto, não sabia ao certo o porquê, mas estava nítido que Diana não estava disposta a simpatizar com a outra morena.

Os três subiram juntos e se dirigiram aos respectivos quartos. Zatanna e Diana ficaram impressionadas com a luxuosa suíte que Bruce havia reservado para elas. Havia duas camas Twin, um espaçoso banheiro, uma sala de estar independente e uma varanda com uma vista privilegiada da cidade luz, podendo avistar a bela Torre Eiffel.

Ao se aproximar da varanda para observar a cidade, Diana não pode deixar de se lembrar da última vez que estivera em Paris, quando confirmou suas suspeitas e descobriu a identidade secreta do Batman, apesar dele ter se feito de indiferente quando ela o confrontou. Lembrou-se da luta para salvar a princesa Audrey dos planos de Savage e, como se divertiu junto com a amiga na noite parisiense. Mas, sobretudo, lembrou-se saudosista do momento em que dançou com Bruce, ele ainda lhe devia a continuação daquela dança e gostaria muito de poder cobra-lo novamente. Ficou tanto tempo imersa nas lembranças que não se deu conta que Zatanna havia se aproximado e estava parada ao seu lado.

― Paris é mesmo uma cidade lindíssima, não é? – Zatanna puxou assunto.

Diana a olhou de lado e apenas concordou com a cabeça.

― Você já esteve em alguma missão por aqui? – A maga insistiu, tentando socializar com a companheira de quarto.

― Sim. – Diana foi monossilábica.

― É impressão minha ou você não simpatiza muito comigo, Diana?

― É impressão sua. – Disse friamente.

― Agora entendo porque Bruce gosta de você, são iguaizinhos.

A última frase despertou o interesse de Diana. Não acreditava que, de fato, Bruce gostasse dela, mas ter ouvido essa afirmativa da boca de uma amiga tão íntima dele, lhe deixou intrigada.

― Não entendi o que quis dizer, Zatanna. – Diz a princesa, encarando-a.

― Até para negar o que sentem vocês se parecem. – Afirma sorrindo.

― Bruce e eu somos apenas bons amigos. – Pondera Diana, com um pouco de frustração na voz.

― Como já disse para ele, vou dizer para você também. Bruce e eu somos bons amigos. É nítido que vocês se gostam.

― Bruce só gosta dele mesmo. – Diz Diana, com uma certa mágoa no olhar.

― Pelo visto ele ainda não soube como lidar com isso, não é?

― Sinceramente eu não gostaria de falar sobre esse assunto, é algo que já decidi virar a página.

― Tudo bem Diana, mas seja lá o que ele tenha feito a você, só te peço que não leve muito a sério as grosserias daquele cabeça dura. Ele sofreu muito e por isso não sabe muito bem como lidar com os próprios sentimentos. Se há alguém que precisa ser feliz nessa vida é ele, e você é a primeira mulher que vejo com condições de dar a ele essa felicidade.

Diana se sentiu tocada pela sinceridade que Zatanna imprimiu nas palavras, certamente ela o conhecia muito bem, mas duvidava muito que Bruce tivesse falado sobre seus sentimentos com a morena. Estava intrigada por Zatanna estar tão convicta dos sentimentos de ambos. Não iria perder a oportunidade de perguntar a ela.

― Como você pode afirmar com tanta convicção que há algum sentimento, além de amizade, entre Bruce e eu?

― Primeiro percebi da parte dele, quando Circe te transformou numa porquinha. – Diana franze o cenho com raiva ao lembrar o ocorrido. – Naquela ocasião, quando Bruce me procurou pedindo ajuda para desfazer o feitiço, ficou evidente que ele nutria mais que um sentimento de amizade por você. Eu nunca o tinha visto daquele jeito, disposto a tudo para poder te encontrar e te ter de volta, a ponto de dar à Circe o que ela quisesse para ela reverter o feitiço. Já em você percebi depois desse incidente, a forma como você o olha, como se perturba ao falar dele. Isso é amor, Diana.

A princesa detestava ter que admitir, mas Zatanna estava certa. Amava Bruce e cada vez mais se dava conta que era péssima em disfarçar o que sentia. Talvez fosse melhor começar a usar uma máscara junto com a armadura de heroína para tentar se preservar das deduções das pessoas ao redor. Por outro lado, sentiu seu coração pulsar forte ao ouvir a morena descrever a dedicação de Bruce para salva-la de Circe. Ele nunca lhe deu detalhes de como conseguiu fazer Circe voltar atrás.

― Tenho um carinho especial por Bruce, apenas isso. – A maga fingiu que acreditou. – Mas já que tocou nesse episódio com Circe, você poderia, me dizer como foi que Bruce conseguiu convencê-la de reverter o feitiço?

Zatanna já imaginava que Bruce não tinha contado nada para Diana e por sua vez já tinha falado demais detalhando o desespero dele na época, era melhor deixar que um dia ele mesmo contasse à princesa sobre seu talento exposto para salva-la.

― Desculpe Diana, mas já disse o suficiente, Bruce não iria me perdoar se te contasse. Se não desistir dele, um dia, certamente ele te contará. – Falou, dando um meio sorriso e Diana retribuiu compreensiva.

***

Em sua suíte, deitado numa enorme cama King Size, com um iPad nas mãos, cuja tecnologia demorará uns dez anos para chegar ao mercado, Bruce mantém os olhos parados na tela sem prestar atenção no que fazia antes. Estava perdido em seus pensamentos, recordando quando encontrou Diana em Paris. Lembrava-se como ela estava deslumbrante naquele vestido preto que marcava bem as suas curvas, do perfume que o inebriou enquanto dançavam, de como sentiu raiva dos olhares predadores de todos os homens sobre a sua princesa e da noitada que aquela princesa mimada a levara pelas boates da cidade. Um sorriso se formou em seu rosto quando lembrou-se dela o questionando sobre a dança não concluída, ainda iria descobrir como ela desvendou sua identidade naquele dia.

Saindo de suas recordações, olhou a hora e viu que ainda tinha um tempo para descansar antes de tomar um banho e se arrumar. Colocou o iPad no criado ao lado da cama e acomodou-se melhor na cama, fechando os olhos. Lembrou-se de Diana novamente, esperava que ela e Zatanna estivessem se dando bem no quarto ao lado, sabia que a princesa era bem difícil de se conviver quando queria, mas agora só lhe restava torcer para que Zatanna conseguisse lidar com isso.

Não demorou muito até que adormecesse e para variar em seu sonho estava ela, linda, sensual e com um sorriso provocante. Diana dominava seu coração, pensamentos e sonhos, lutar contra o que sentia era cada dia mais, uma prova de resistência.

***

Em um quarto de hotel não muito longe de onde os heróis estavam, Safira Estrela e Sombra conversam sobre o plano para roubarem as joias que carregam as tão preciosas pedras.

― Eu ainda acho prudente agirmos após o desfile. – Diz o Sombra, tentando convencer a parceira.

― Não seja tolo, certamente algum membro da Liga da Justiça vai estar monitorando após o fim do desfile, só esperando o momento que aconteça a tentativa do roubo. – Diz a vilã, convicta.

― Mas nada impede que eles estejam disfarçados entre os convidados. Se o detetive deles descobriu algo sobre as pedras, eles vão fazer de tudo para evitar o roubo.

― Se eles estiverem entre os convidados daremos um jeito ameaçando um civil qualquer, você sabe que eles prezam a vida das pessoas acima de tudo.

― Você está certa, além disso, assim que conseguirmos pegar as joias eles não poderão nos deter. – Ambos trocam um sorriso repleto de maldade.

***

Na suíte que Diana e Zatanna dividem, as duas heroínas terminam de se arrumar. Enquanto Diana termina os últimos detalhes da maquiagem, Zatanna coloca alguns acessórios em sua clutche para lidar com os possíveis contratempos na missão.

As duas heroínas estavam deslumbrantes. Zatanna trajava um vestido preto nada básico, frente única, sem decote frontal, com aplicação de pedras pretas na gola e no cinto que marcava bem a sua cintura, a saia descia levemente solta até quase a altura dos joelhos, com um corte diagonal deixando o look mais sensual. Nos pés uma sandália de tiras finas e salto agulha. Os cabelos semi-presos na lateral desciam com pequenas ondulações sobre seu ombro esquerdo. Arrematando o visual a maquiagem bem delineada nos olhos e um batom matte em tom vinho.

Diana terminava de passar o seu batom quando ouviu uma leve batida na porta do quarto. Zatanna, que já estava pronta, se dispôs a atender. Ao abrir a porta, estava Bruce que ficou impressionado com o visual da amiga, estava lindíssima. Ele, por sua vez, não fazia por menos. Usava um terno preto elegante e despojado, destacado pela camisa branca sobreposta por um colete preto e sem gravata. Zatanna sorriu e o convidou para entrar.

― Entre Bruce, eu já estou pronta, só preciso terminar de colocar alguns itens na bolsa e poderemos ir.

― Tudo bem. Diana já foi? – Perguntou curioso e temeroso que sim. Queria contemplar sua princesa antes de qualquer outra pessoa.

Antes que Zatanna pudesse responder, Diana caminha para sala que havia no quarto onde Bruce aguardava de pé e de costas para onde a princesa surgira.

― Estava terminando de me arrumar. – Falou a princesa fazendo com que o Wayne virasse e não pudesse conter o olhar e o sorriso de extrema admiração pela beleza estonteante da amazona.

Bruce buscava palavras que pudessem definir a elegância e sensualidade da princesa. Ela sempre conseguia o que parecia impossível, ficar ainda mais bela. Ele a olhou de baixo a cima para não perder nenhum detalhe. Nos pés um belo scarpin preto e salto fino alongavam a silhueta da morena. A saia lápis preta de couro com uma fenda média lhe dava um ar de sensualidade com classe. Compondo o visual a blusa de seda vermelha, frente única, trazia um decote vertiginoso, valorizando os fartos e firmes seios da princesa. Os cabelos ainda mais lisos e soltos, com as mechas frontais atrás da orelha, destacavam o belo rosto da amazona. Os olhos azuis estavam em destaque pelo olhar bem marcado pela sombra escura e os cílios alongados e, por fim, os lábios carnudos e chamativos estavam ainda mais desejáveis pelo batom vermelho que lhes cobriam.

A amazona e o morcego ficaram alguns instantes se observando. Diana também admirava a beleza implacável de Bruce. A elegância do terno era aperfeiçoada pelo colete que deixava evidente seu corpo malhado e sexy. Evitava encarar muito o seu rosto, principalmente pela forma que ele a olhava sorrindo e os olhos negros brilhando de desejo, tudo aquilo era a sua perdição. Sob a máscara de Batman ele já a perturbava, mas quando via seu belo rosto perdia o autodomínio, era como se ele fosse seu ponto de atração na Terra, não conseguia reagir como queria, era movida por ele.

Em outro ponto da sala, Zatanna sorria observando a cena. Tentava imaginar até quando aqueles dois iriam resistir um ao outro. Qualquer um poderia perceber o clima que os envolviam e o quanto se pertenciam, mesmo que fugissem ou evitassem lidar com isso.

― Diana está bonita não está, Bruce? – Diz a maga, para quebrar o silêncio.

― Magnífica. – Responde Bruce sem nem pensar duas vezes, fazendo Diana corar.

― Obrigada. Você também está ótimo. – Diz retribuindo o elogio.

― Acho que vai precisar de um lenço Bruce, se não estou enganada há um pouco de baba no canto da sua boca. – Fala Zatanna, arrancando um sorriso convencido de Diana e um olhar nada amigável de Bruce.

― Não temos tempo para brincadeiras, já está na hora de irmos. O nosso carro já está nos esperando. Em dez minutos um taxi virá busca-la Diana, é melhor não chegarmos ao mesmo tempo. – Falou com ar frio habitual.

― Tudo bem, nos encontraremos no desfile. – Diz Diana, se despedindo dos parceiros.

***

Ao chegar à entrada do local do desfile, Diana respira fundo, antes de prosseguir. Já imaginava o tipo de recepção que teria no momento que fosse reconhecida. Fotógrafos, repórteres, curiosos em geral, tudo isso lhe assustava mais que enfrentar qualquer luta. Não se sentia nada confortável com o assédio e a superficialidade que havia nesses tipos de eventos, mas precisava lidar com isso para o êxito da missão. Na entrada, apresentou o convite e foi rapidamente conduzida por uma recepcionista, sob os flashes de alguns fotógrafos na área externa e o assédio de alguns canais de TV, para ao salão principal. Sentiu-se segura por poucos minutos ao adentrar no luxuoso saguão, mas não demorou até se tornar o centro das atenções e comentários de todos os presentes.

Sentado ao lado de Zatanna, na primeira fila de um lado da passarela, Bruce observava irritado a movimentação causada pela chegada da princesa, principalmente porque vários empresários a cercavam com os olhares repletos de interesse.

Educadamente, Diana conseguiu desvencilhar-se de todos os curiosos que a especulavam e tentavam puxar algum assunto. Sempre que possível, lançava olhares para o local de onde Bruce a observava, sorrindo pela maneira como ele não conseguia disfarçar o incômodo em vê-la tão assediada. Vencida toda a agitação em torno de si, conseguiu chegar à cadeira que lhe fora reservada, também na primeira fila, de frente para os parceiros de missão. Manteve-se indiferente, para não levantar suspeitas e ficou atenta ao local e às pessoas a fim de encontrar algo suspeito.

― Não imaginei que a heroína mais poderosa da Terra se misturasse aos meros mortais nesses tipos de eventos. – Diz a voz de um belo homem, ao se sentar ao lado de Diana.

Diana vira-se para o lado para encarar a voz que lhe abordara e fica surpresa com a beleza e elegância de seu dono, que a olhava com um sorriso de pura admiração. Alto, pele clara, cabelos castanhos lisos e olhos verdes, o homem parecia um deus. Diana retribui com um sorriso tímido, para então responder:

― Não é o meu tipo de evento favorito, mas qual a mulher que não gosta de moda?

― Tem razão, todos somos reféns da moda direta ou indiretamente, mesmo que alguns não admitam. A propósito, você seria uma modelo perfeita. – Diz o belo homem, extasiado com a beleza da heroína.

Diana fica um pouco sem graça e agradece o elogio.

— Obrigada, mas eu jamais conseguiria me dedicar a isso, não consigo me imaginar com o biótipo dessas mulheres, gosto do meu corpo como ele é.

― Não quis dizer modelo de passarela Mulher Maravilha, mas modelo fotográfica. Qualquer marca e qualquer segmento social ou empresarial dariam tudo para lhe ter como garota propaganda. Acredite, eu fui modelo e atualmente trabalho agenciando modelos e artistas, se algum dia quiser experimentar algo paralelo à vida de heroína, esse segmento de mercado estará aberto para você.

― Acredite, eu não levaria jeito para isso. – Diz Diana, ao pensar na possibilidade.

― Não pode julgar sem experimentar. De qualquer forma, fique com meu cartão e se um dia tiver curiosidade, apareça na agência que mantenho na América, será uma honra lhe apresentar um pouco deste universo.

― Christopher Miller. – Diz Diana, ao ler o cartão. – Sua agência fica em Metrópolis? – O questiona, tendo em vista a coincidência.

― Exatamente, mas, por favor, pode me chamar de Chris. Perdoe-me por não ter me apresentado antes, é um prazer imenso conhece-la Mulher Maravilha. – Diz, tomando a mão da princesa e a beijando num gesto cavalheiresco.

― Prazer Chris, mas, por favor, aqui me chame somente de Diana.

― Tudo bem, Diana. – Sorri com interesse para a princesa, mas recebendo apenas um sorriso educado da mesma.

Assistindo a cena de frente, Bruce os encara com um olhar fuzilante. Pensava em quem poderia ser aquele idiota que se atrevia a puxar assunto com Diana, cheio de sorrisinhos e ainda lhe entregando um cartão. Sabia que Diana seria o centro das atenções e temia que surgisse algum oportunista no tempo em que estivessem aguardando o momento de agir. O que mais o incomodava é que parecia que Diana estava realmente simpatizando com o infeliz, se arrependia por não ter pensado em incluir algum outro membro da Liga na missão para ser acompanhante dela, já que se fosse ele a chegar junto com ela o alvoroço seria ainda maior.

― Bruce, não se esqueça que estamos em missão. – Fala Zatanna, discretamente ao pé do ouvido do amigo, ao perceber o olhar dele para a princesa.

― Eu não esqueceria. – Responde respirando fundo.

Não demorou muito até que houve a abertura do desfile. O desfile era cheio de requinte, contando com apresentação musical durante e entre os intervalos em que as modelos entravam. No momento em que o apresentador do evento anunciou que iniciaria a apresentação da coleção em que as joias seriam expostas, Zatanna e Bruce se levantaram e se dirigiram para uma área reservada próxima aos bastidores. Ao sinal de qualquer tentativa de roubo a maga poderia usar sua habilidade para vesti-lo com as roupas de Batman e assim poderem entrar em ação.

Diana continuou no mesmo lugar, observando as primeiras modelos entrarem exibindo joias estonteantes compondo o visual glamoroso que a grife havia apostado. Sabia que precisava estar extremamente atenta ao menor movimento suspeito para interceptar a ação dos criminosos.

***

Do lado de fora do espaço de eventos, Safira Estrela e Sombra se preparam para a ação.

― Agora é a nossa hora, nos leve até o interior do salão de eventos e assim que estivermos lá projete o campo de escuridão. Quando se derem conta que não se trata de efeitos especiais eu já estarei com as pedras. – Fala a Safira Estrela, confiante para o Sombra.

― Foi bom termos ficado observando o movimento aqui de fora, agora já sabemos que a Liga mandou a Amazona para acompanhar o desfile, vai ser uma luta boa. – Diz o Sombra, ajeitando o óculos. – É só agirmos rápido e ela nem vai ter chance depois que conseguirmos efetuar o roubo. – Safira Estrela sorri enquanto se preparam para a ação.

***

Todos os convidados apreciavam o espetáculo em torno do desfile, luzes, efeitos especiais e recursos tecnológicos utilizados na passarela. De repente uma cortina negra começa a avançar sobre os convidados. Os heróis rapidamente deduzem do que se trata e quem possivelmente está por trás disso. Os organizadores do evento se entreolham preocupados pelo efeito que não estava incluído no roteiro, enquanto os convidados seguem entretidos acreditando tratar-se de algo planejado pela grife. Percebendo que a modelo que estava entrando usava o bracelete com uma das pedras visadas, Mulher Maravilha voa em direção da mesma antes que o Sombra a interceptasse.

Aproveitando que a escuridão já tomava conta do salão, Bruce faz sinal para Zatanna usar a magia o colocando em seus trajes de Batman e rapidamente corre aos bastidores para evitar que se aproximem do colar que acomoda o rubi rosado.

Chegando aos bastidores, Bruce avista a modelo que estava prestes a entrar usando o colar, se dirige a ela, mas Safira Estrela se coloca a sua frente lançando lhe uma rajada de raio violeta da safira que lhe dá poderes.

Zatanna volta-se para o salão totalmente dominado pelas trevas e logo trata de usar seus poderes para resolver a situação.

— Zul! – Diz dissipando as trevas e antes de ser fortemente golpeada pelo Sombra que já estava atrás dela.

Ao se darem conta do ocorrido, com a luz novamente brilhando e o barulho vindo dos bastidores, os convidados começam a correr em desespero.

Diana coloca a modelo que usava o bracelete, em segurança no chão e a pede que lhe entregue a joia. Sem pensar duas vezes ela lhe passa o bracelete e observa a Mulher Maravilha partir para o ataque contra o Sombra que cria seres de sombras para se defender do ataque.

Recuperado do ataque de Safira Estrela, Batman a ataca com alguns batarangues que são facilmente desviados por ela.

Ele avança sobre ela utilizando sua pistola lançadora de ganchos e consegue derrubá-la. Enquanto isso consegue sair com a modelo, que lhe entrega o colar, em direção ao salão principal.

Zatanna se recupera do forte golpe que levara e usando magia começa a ajudar Diana a batalhar contra os seres de sombra que as envolvem, rapidamente os eliminando.

― Precisamos sair logo daqui. – Diz Batman, ao entrar correndo no salão.

― Tudo bem, o bracelete está comigo. – Diz Diana

Zatanna está prestes a usar sua magia para saírem, quando a Safira Estrela aparece recuperada lançando uma poderosa rajada de energia sobre os heróis, que caem atordoados.

― Não vai ser tão fácil assim idiotas da justiça. – Fala a vilã, sorridente enquanto flutua sobre os heróis.

Bruce faz sinal para Zatanna pegar as joias e sair, enquanto Diana e ele terminam com o embate contra os vilões.

Diana entrega o bracelete para a maga e parte para o combate contra a Safira Estrela. A princesa consegue se desviar facilmente das rajadas de energia da vilã e acertar bons golpes a desestabilizando.

Sombra avança sobre o Batman, antes que Zatanna possa se aproximar criando novamente uma nuvem de trevas. Apesar da escuridão o Homem Morcego consegue se desviar do golpe devido a sua habilidade de luta, usando a audição aguçada. Zatanna lança um feitiço atraindo o colar para suas mãos.

Percebendo que a maga já iria desaparecer, Safira Estrela lembra-se do conselho da feiticeira sobre conseguir manipular a energia do rubi devido as suas habilidades. Concentrando-se, mira um raio de energia violeta sobre o colar e consegue que uma poderosa força saia da pedra atingindo Zatanna, que é lançada contra uma parede, enquanto o colar vai parar na mão da vilã.

― Eu disse que não iria ser fácil. – Fala pretenciosa.

― Se fosse fácil, nós mandaríamos um representante. – Diz Mulher Maravilha, ao atingir um poderoso golpe na Safira Estrela, que cai.

Sombra continua tentando vencer Batman que, mais articulado, consegue desviar dos ataques utilizando seus acessórios e suas habilidades de luta.

Zattana recuperada, lança um feitiço sobre o Sombra o deixando imobilizado.

― É melhor desistir Safira Estrela, seu parceiro já foi. Se continuar insistindo, vai se machucar. – Avisa a Mulher Maravilha, enquanto Zatanna e Batman se aproximam e se colocam ao seu lado, cercando a vilã.

Safira Estrela sorri, sem se deixar intimidar pelo trio.

― Qual de vocês vai tentar me deter primeiro? – Pergunta, confiante.

― Foi você quem pediu. – Diz Diana, ao voar em direção à vilã, que rapidamente aponta a pedra rosada em direção a heroína.

― Diana, cuidado! – Avisa Zatanna, mas é tarde demais.

Usando a propriedade mística da pedra de absorver e conter energia, Safira Estrela consegue paralisar Diana que cai e é atingida por uma rajada de energia da safira mística da vilã, ficando inconsciente.

Bruce corre até Diana para verificar seu estado, enquanto Zatanna fica encarregada de deter Safira Estrela. A maga tenta inutilmente acertar um feitiço, mas todos são bloqueados pelo poder da pedra que está sob posse da vilã.

Utilizando um campo de forças de sombras, o outro vilão consegue se desprender do feitiço da maga, e aproveitando sua distração lhe acerta um golpe pelas costas, conseguindo pegar o bracelete.

Sozinho para o combate, Batman tenta reagir lançando algumas bombas de gás em direção aos oponentes, mas é tarde demais. Sombra cria um portal e desaparece junto com a Safira Estrela levando as pedras.

Notas finais
Continua...