Notas iniciais
14/07/13
14/07

Eu tenho medo de tudo. Na verdade, eu sempre tive medo. Eu tenho medo de respirar, pensar e fazer. Tenho medo de falar, querer e escrever. Tudo parece perto e tão longe ao mesmo tempo.

Eu me encontro aqui sozinha, no meio de toda essa escuridão. Essas lágrimas me cegam, não me permitem encontrar a luz. Eu tenho medo, pois eu sempre tive medo.

Medo é a minha ponte para o mundo. Medo é o sussurro a noite que me lembra quem eu sou. Medo é aquele me domina diante da esperança. Medo é aquele que se alimenta da minha alma. Eu sempre serei a vítima perfeita: fraca e dependente.

Eu não tenho forças para me erguer sozinha. Vou precisar de alguém comigo, para eu acreditar que posso. No momento de pavor, eu vou correr para o canto da escuridão e evitar abrir os olhos. Vou evitar olhar para os lados e choramingar baixo, para não ser escutada, mesmo sabendo que eu não posso fugir.

Eu sempre fui a criancinha assustada. Essa é a minha natureza, eu não consigo mudar.

Eu tenho medo da noite e principalmente de ficar sozinha. Eu tenho medo de tudo que pode me atacar, mesmo sem estar la.

Eu tenho medo de enfrentar o meu próprio chão. Porque eu sei que não vou conseguir, e assim, vou desabar.

Eu tenho medo de tudo, mas me mostro forte. Palavras bonitas? De que adiantam, quando de esta morrendo por dentro?

Eu estou caindo, caindo e caindo, cada vez mais. Para mais baixo... Para um além insignificante, longe do brilhos dos olhos de qualquer um, que possa me ajudar. Eu não consigo me reerguer sozinha lá...

Medo. Não consigo. Medo.

Covardia e medo. Interpretar coisas ruins. Esta tudo acontecendo e eu não vou me levantar para impedir. Eu não consigo, estou perdendo meu chão. Eu vou cair e ninguém vai estar lá para me ajudar, a levantar: nem eu mesma.