Sentimento Inesperado
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Antes que ela pudesse sair dali ele a segura pela mão e a puxa para si, colando seus corpos. Quando Clara está prestes a protestar ele se explica.
— Eii! Eu estava rindo porque você estava divagando, falando sem parar! – ele sorri e faz carinho no rosto dela com uma mão, enquanto segura a cintura dela com a outra – Você é linda demais, sabia?
— Eu acabei de me declarar para você e tudo que tens a dizer é que sou linda? – Clara pergunta brincando.
— Não! Tenho muito mais a dizer! Mas ante de qualquer coisa...
Patrick a beija colando seu corpo ao dela mais ainda, se é que era possível. Ela se agarra a ele após se recuperar da surpresa e percorre as mãos pelas costas dele. Ele desliza a mão que estava no rosto dela para sua nuca, enquanto pede passagem para sua língua entre os lábios dela, aprofundando o beijo. Com o braço entrelaçado em sua cintura, ele traz ela para a sua altura, fazendo ela ficar na ponta dos pés. O beijo foi diferente do primeiro, estava cheio de sentimentos, de certezas. Os dois se perderam naquele momento, se entregaram totalmente ao amor. Quando sente que está sem fôlego, Patrick se afasta, mas continua abraçado a ela.
— Eu estou inteiramente e completamente apaixonado por você Clara Tavares! – Patrick diz com um sorriso lindo, com o rosto bem próximo ao dela.
— Você está? – ela pergunta esperançosa, não acreditando que aquilo estava acontecendo.
— É lógico que eu estou mulher! – ele diz rindo – Só você não tinha percebido isso, porque tenho certeza que sua mãe sabia, até a Dri já tinha me perguntado se era você a mulher por quem eu estava apaixonado.
Clara, ao ouvir o nome da irmã, se afasta de Patrick e fecha a cara, cruzando os braços.
— O que foi? – ele pergunta estranhando a reação dela, com medo dela ter se arrependido – O que aconteceu?
—Você aconteceu, você que agora só anda com Adriana pra cima e pra baixo. Mal conversa comigo, não fazemos mais refeições juntos e eu não sei nem o que eu fiz pra você se afastar de mim e ir correndo pra ela. Vocês estão juntos né? Eu já imaginava! Como eu sou burra! – ela se irrita consigo por ter se declarado para Patrick, sem se lembrar que desconfiava que ele e sua irmã estavam juntos.
— Ei, ei, ei! Calma lá. Se eu estivesse junto com a Adriana eu jamais te beijaria Clara, você me conhece melhor que isso! Por mais que eu te ame, se eu estivesse com ela ia esclarecer tudo com ela e depois voltaria correndo para você, mas jamais trairia qualquer mulher! – ele fala um pouco irritado por ela ter pensado daquela forma.
— Eu sei. – Ela diz ruborizando e olhando para baixo envergonhada – Desculpa, é que há muito tempo eu estou doida de ciúmes de ver vocês dois, eu tinha certeza que vocês estavam juntos e quando você mencionou ela, todo o ciúme que eu guardei essas últimas semanas, sem saber que era ciúmes, veio à tona.
Patrick ri e a abraça, entrelaçando suas mãos na cintura dela.
— Confessa, você não queria admitir para si, mas teve ciúmes da Dri desde o primeiro dia que falei nela.
— Lógico que não! – ela fala e sua voz sai meio abafada porque ela estava com o rosto colado no paletó dele, como se estivesse se escondendo e ele solta uma gargalhada.
— Tá bom, tá bom. Mas continuando, eu não estou com a Dri, nunca tive nada com ela. Ela se declarou para mim e eu disse que não podia ficar com ela porque era completamente apaixonado por outra mulher e nesse dia ela me perguntou se era você essa mulher. Esclarecido?
— Sim. – Ela responde encostando o queixo no peito dele e olhando para cima para fitar seus olhos.
— Eu te amo tanto! – ele diz sentindo-se hipnotizado por aqueles olhos azuis.
Clara abre um sorriso enorme e dá um selinho nele.
— Não querendo quebrar o clima, mas... E agora? – ela pergunta ainda com o queixo apoiado nele.
— Agora nós vamos ficar juntos. – Ele responde como se fosse obvio.
— Mas tem tanta coisa acontecendo né? – Patrick suspira e se afasta dela.
— Que coisas Clara? Todo o resto que está se passando em nossas vidas não interfere em nossos sentimentos.
— Não mesmo, mas tem a Adriana, o Renato, o Thomaz, minha vingança...
— A Adriana é sua irmã e minha amiga, por que ela seria um problema? Ela quer ver nós dois felizes e ponto final, não adianta discutir, ela não é um argumento para você fugir. – Ele diz quando vê que ela vai responder e impede ela de protestar – O seu filho vai ser muito bem recebido por mim, vou amá-lo como se fosse meu, pode ter certeza.
Clara sorri ao ouvir isso e sente vontade de correr para os braços dele de novo, mas ele prossegue.
— A sua vingança eu não concordo e já te falei que ela só te faz mal, mas se você quiser continuar com ela, eu não vou interferir, mas também não vou te ajudar a planejar maldades como o Renato faz. Se você tiver argumentos dentro da lei para que algum deles responda perante à justiça pelos crimes que cometeu, serei o primeiro a ajudar, mas maldade por prazer, eu estou fora.
— Eu não tenho prazer em fazer maldades Patrick, só quero que eles sofram como eu sofri por dez anos, internada naquele lugar.
— Clara, eu não vou discutir isso com você porque vamos brigar e acabamos de nos declarar um para o outro, de ter um momento lindo. Você sabe o que eu penso e eu sei o que você pensa, nos respeitamos e pronto. – Ele diz encerrando o assunto – Agora com relação ao Renato eu não sei. Vocês estavam se acertando, né?
— Como assim? – ela questiona sem entender o que ele quis dizer.
— Estavam se acertando, pensando em voltar, ou já estavam juntos, não sei.
— Oi? – Clara estava confusa realmente – Quem te disse isso?
— Ninguém precisou dizer, não. Eu vi vocês se beijando aqui na sala outro dia. – Ele responde com rancor.
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