Notas iniciais
Olá leitoreeeees! Estou voltando com mais um capítulo pra vocês! Espero que gostem! Boa leitura!

Estava quase anoitecendo quando Patrick volta para casa. Ele queria subir direto para seu quarto, mas Clara, que estava na cozinha, o ouve chegando.

— Patrick? – ela chama saindo da cozinha – Ah que bom que você chegou!

— Boa noite Clara! – ele fala um pouco distante.

— Está tudo bem? A Beth disse que você estava meio triste hoje de manhã... – ela pergunta percebendo que ele está estranho

— Eu não estava muito bem mesmo. Mas conversei com a Dri e agora estou melhor, obrigada.

— O que você tinha? Quer conversar sobre isso?

— Não, prefiro não tocar mais nesse assunto.

Clara fica louca com essa resposta. Não gostava de saber que ele estava confidenciando seus problemas para Adriana, antes ele sempre se abria com ela!

— Hum... Ta bom... Eu comprei os ingressos para assistirmos aquele filme que você queria! É a sessão das 21h, podemos jantar em um restaurante e depois irmos ao cinema, o que acha?

Patrick não ia suportar a ideia de passar 2 horas ao lado de Clara vendo um filme romântico após jantar com ela. Só de pensar na tortura que seria, ele já se sentia exausto. A imagem do beijo vinha constantemente na cabeça dele e aquilo já o estava matando.

— Ai Clara, me desculpa, eu não estou me sentindo bem. Acho que não vou conseguir nem jantar. Vou deitar e dormir para ver se amanhã acordo melhor, ok? Me desculpa. – Ele abaixa a cabeça e sobe para seu quarto.

Clara se sentiu devastada. Ela queria tanto passar esse tempo ao lado dele. Ele tinha passado o dia inteiro com Adriana e agora chegava em casa e se recusava a sair com ela. Patrick realmente estava estranho. Mas ela resolveu deixar aquele assunto quieto por enquanto.

Algumas semanas depois, Patrick estava conseguindo lidar melhor com a situação e estava conversando com Clara quase normalmente, apesar de ter se aproximado muito de Adriana. A advogada até tinha se declarado para ele, mas ele disse que era completamente apaixonado por outra e que não estava pronto ainda para ter um relacionamento e ela disse que esperaria por ele mesmo com ele insistindo que ela não devia.

Clara estava ficando cada vez mais chateada de ver Patrick e Dri juntos. Ela não entendia o porque e nem estava se esforçando para entender, simplesmente se sentia triste. Principalmente por sentir que Patrick estava se afastando cada vez mais dela. Não entenda mal, ele continuava a ser gentil, se demonstrava amigo nas horas que ela precisava, mas evitava contato físico, quase não estava presente e eles há algum tempo não se encontravam nem nas refeições. Diversas vezes ela ia para abraça-lo e ele recuava, dando uma desculpa qualquer. Tantas vezes ela queria o amigo por perto para jogar conversa fora e ele não estava, ou estava com Adriana. Ela não sabia mais o que fazer, não compreendia o que estava acontecendo.

Uma bela noite ela estava sentada na sala com as pernas no sofá, apenas com uma luz fraca ligada, tomando um vinho sozinha, sua mãe já tinha se deitado há muito tempo e ela achava que Patrick também. Como teve insônia resolveu descer e organizar seus pensamentos. Começou pensando em Patrick e nos momentos maravilhosos que tiveram juntos nos últimos meses. Lembrou da alegria que ela sentiu quando ele chegou a tempo para passar o Natal com ela, do Natal agradável que tiveram juntos mesmo com a confusão na visita à Thomaz, e então se lembrou do beijo que trocaram e se arrepiou toda. Lembrou de como Patrick era intenso ao mesmo tempo que era suave durante o beijo, como a boca dele era macia e quente, como se perdeu naquele beijo. Recordou-se do desejo que sentiu, da dificuldade que teve para se afastar e para concluir que eles deveriam mesmo parar. Clara sorriu com as lembranças, desejando que pudesse repetir aquele beijo e ao pensar isso o sorriso desapareceu do seu rosto. Patrick era apenas um irmão e ela estava perdendo seu irmão, vendo ele se afastar cada vez mais.

E como já dizia o ditado “é só falar no diabo que ele aparece”, no caso, foi só pensar nele, que Patrick entrou em casa. Ele entrou apressado indo em direção à escada, mas parou ao notar que ela estava ali.

— Oi Clara, o que você está fazendo acordada a essa hora, sozinha? – ele perguntou tentando não olhar para a camisola que ela vestia por baixo do hobby que tinha escapado do laço e estava meio aberto.

— Não consegui dormir, resolvi tomar um vinho para ver se relaxava. – Ela disse olhando para baixo, chateada por perceber que ele estava chegando tão tarde.

— Aconteceu alguma coisa? – ele diz se aproximando e sentando no espaço que tinha no sofá ao lado das pernas dela.

— Não, só estava tentando organizar meus sentimentos. E você? Onde estava até essa hora? Achei que já estava dormindo.

— Eu estava no escritório revisando um processo do Rio...

— Sozinho? – ela o interrompe antes dele continuar.

— Sim... Sozinho, por que?

— Só perguntei, você e a Dri vivem juntos agora, achei que ela estivesse com você.

— Não estava não. Mas me diz, – ele muda de assunto para não ficar procurando coisa onde não tem, pois já estava começando a pensar que Clara estava com ciúmes – o que está acontecendo que você está precisando organizar seus sentimentos? Algo com que eu possa ajudar?

— Não sei... Acho que não.

— É alguma coisa com o Renato? – ele pergunta muito a contragosto, mas tinha prometido que seria amigo dela e que estaria sempre ao lado dela.

— Também. Ele vive falando que me ama, mas eu não sei, ando confusa com meus sentimentos.

— Você gosta dele? Quer ficar com ele? – Patrick pergunta tentando ajudar, mesmo achando que sabia qual era a resposta e odiando ter que ouvir ela declarar seus sentimentos por Renato.

Notas finais
E aí? O que acharam? Tenham paciência porque vai valer a pena a espera! Até o próximo!