Sentimento Imortal
8 Sim?!
Olhei para a sua mão que estava fechada, o mistério que rondava parecia assustador para mentes pessimistas. Mas qualquer realista, agora tornaria-se facilmente um mero pessimista. A apertou com força, mas logo a abriu, observava apreensivo qualquer movimento seu. Congelei em extrema surpresa quando foi subindo-a devagar ao encontro da mão do marginal.
– Eu aceito... – o sorriso que dera era realmente intrigante. O líder da gangue retribuiu seu sorriso.
O mesmo deu mais um bruto chute na barriga de Sasuke que urrou de dor e caiu no chão impotente. Gaara saiu com os outros caras e eu antes de ir olhei para Sasuke caído ao chão. Um duvida surgira de imediato em minha mente. Apenas não sabia quem era garoto amigável, agora de olhos tão frios. Andei em pressas em direção a Sasuke, que ainda nem fazia menção em levantar ou dar qualquer sinal somente para comprovar consciência. Parei impedido.
– Vá logo... — falou com dificuldade por causa da dor que deve estar sentindo. Ignorei. — Vá! Eu sei me virar! – ordenou um pouco mais alto. Era realmente confuso, como pode recusar ajuda em hora tão imprópria. — Por... Favor — suplicou. Com dificuldades conseguiu ficar pelo menos levantar-se com os joelhos e os braços no chão.
– Idiota! O que acha que está fazendo?! Orgulho não vale isso tudo! – entrava-me já um pouco enraivecido.
– Droga Naruto!... Cada um faz suas escolhas... O mundo não tem e eu não preciso de um super-herói agora – sua insistência ridícula. Mas de algum jeito, ou de nenhum, eu realmente não podia fazer nada. – Vá logo... Se algum funcionário da escola te vires aqui a culpa vai ser inteiramente sua... E antes que faça alguma besteira... Apenas, tente entendê-lo... – Encontrava-me em um poço sem opção.
Sim, eu sai correndo de lá, porém decidido do que iria fazer. Vontade e raiva eram o que não faltava, aquela duvida seria esclarecida agora. Não sou do tipo que recebe um não e apenas aceita.
“Sim Sasuke, a parte da “besteira” eu entendi!”
Corria a toda velocidade nos corredores da escola já vazia, já não vazios. Apressado bebia água, inexplicavelmente aumente a velocidade, o ultimo segundo em que me notou era tarde. Mesmo que a intenção não era a do ocorrido, serviu para bom uso. Agarrando-o a toda força, a exagerada velocidade não contribuía. Acabou que fomos com tudo ao chão, rolamos por pouco tempo até pararmos com notável distancia entre nós. Rapidamente levantei-me ficando os braços e os joelhos apoiados ao chão. Ofegava por conta da corrida enquanto observava-o se levantar, pouco ofegante provavelmente por conta do susto.
– Por que aceitou? Não precisa entrar para aquele grupinho ridículo!... – gritei.
– Aceitei por que quis! – retrucou em mesma hora. – Se quiser vir comigo será melhor, agora se não quiser o resultado poderá ser o contrario – confesso que me deixou sem resposta. A proposta ainda não perdeu seus valores. – Que seja, não quero perder o ônibus – levantou, logo vindo em minha direção.
Ainda que não olhasse em meus olhos, ainda que quando os rápidos contatos visuais, não existissem mais o afeto amigável, por algum motivo ainda estendia a mão para mim. De mesmo modo, palavras como o simples “Obrigado” não sairiam de minha boca nem obrigadas. E por mais estranho e pior, é que eu odeio isso. Aceitei seu humilde e desafetuoso auxílio, por pura tentativa talvez. Após já estar de pé ignorei-o e seguir em frente.
Sorte o ônibus ainda estar lá, mesmo quase partindo. Cortesia de o motorista deixar-me ainda entrar estando tão atrasado.
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"Só tente... Entende-lo"
Aquelas palavras teimavam a bagunçar minha mente. Tentava quase que desesperadamente saber o que entender da suposta maluquice do Gaara. Saímos do ônibus quando chegou ao nosso lugar de descida.
– Tchau — falei brevemente. Esperei assim que fez menção de que iria falar algo. Apenas havia perdido meu tempo
– Tchau — falou em mesmo tom.
Talvez até seja egoísmo de minha parte, mas assim que sorriu de igual para igual, possa ser que minha esperança tenha se esvaído. Um pouco, não sei.
Entrei em casa e me joguei no sofá. Minha mãe só chega mais tarde, ficarei a tarde inteira sozinho, às vezes isso até que é bom, mas agora não.
Escutei um barulho que vinha da minha barriga, realmente estava com fome. Levantei-me e fui preparar meu almoço. Coloquei o avental rosa, propriedade da minha mãe. Comecei a preparar as minhas delicias culinárias, pois eu cozinho muito bem. Aprendi algumas coisas olhando a minha mãe quando pequeno e que ao longo do tempo eu com as minhas mãos mágicas aperfeiçoei.
Após terminar de fazer a comida arrumei a mesa para mim mesmo, não é por que eu to sozinho que eu tenho que comer com a mesa feia. E realmente a comida estava maravilhosamente maravilhosa e não estou me gabando. Lavei a louça e fui descansar, mais ou menos fui jogar vídeo-game, depois fui ler uns mangas, jogar vídeo-game de novo, ficar um pouco no computador vendo certo tipo de coisas, fiz o jantar e estudar que é bom? Nada. To certo!
Ouvi barulho da tranca da porta e logo uma mulher de cabelos ruivos preso num coque muito bem feito.
– Oi filho — falou um pouco cansada, largou sua bolsa na cadeira e deu um beijo na minha testa e sentou-se ao meu lado no sofá — Como foi o dia hoje?
– Foi bem — falei meio sem animação ela me olhou um pouco confusa — Não está com fome? Já preparei o jantar — me levantei e fui para a cozinha preparar as coisas do jantar. Realmente não gosto de contar desgraças para minha mãe.
Coloquei o jantar a mesa e após minha mãe como sempre falar que está bom, jantamos em silêncio. Lavei a louça e fui me deitar, minha mãe já tinha ido parecia cansada.
Tomei um banho e fui para o meu quarto, vesti minhas roupas para dormir e deitei na cama. Deitei na cama, porém o sono, no qual já deveria exercer seu papel, ao estava presente. E em seu lugar havia Sasuke e sua ultima fala, digamos assim. Eu já não tinha controle, maldita duvida corrosiva de mentes.
“Sasuke!”
Continua...
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