Sentenced to love - A new begging
24 Tudo sob as estrelas
Notas iniciais

Point Of View Regina
Acabei de acordar, tem só uns dez minutos que saí da cama, ainda tínhamos muito para arrumar na casa nova, mas o principal já estava organizado, as demais caixas se tratavam de coisas menos usadas. O henry dormiu aqui na intenção de nos ajudar até mais tarde, como acabou ficando tarde para Violet, ela também findou dormindo aqui. Como fui a primeira a acordar, decidi que nosso primeiro café da manhã na casa nova merecia ser especial, a mesa da cozinha estava ainda cheia de caixas, então resolvo arrumar a mesa fixa que tínhamos no jardim. Corto algumas frutas, ainda restantes na geladeira do apartamento e que levamos para a casa, coloco waffles já prontos na máquina, ponho a cafeteira para funcionar e decido fazer um suco para as crianças.
— Caiu da cama? – Emma aparece
— Já são quase 10 horas da manhã, preguicinha – brinco e ela se agarra a minha cintura – acorda as crianças, é nosso primeiro café aqui
— Acordo sim, mas antes... – ela me puxa e me beija – bom dia
— Bom dia – roço meu nariz ao seu e ela sai
Aos poucos todos nós vamos nos reunindo ao redor da mesa, os menores já começam a devorar os waffles e a incrementá-los com os acompanhamentos doces e salgados que ainda tinha em casa.
— Precisamos ir ao supermercado, não temos quase nada aqui – falo – ainda tem a farda das crianças para lavar
— Se quiserem, posso passar no mercado quando for levar a Violet – Henry se oferece
— Sério, garoto? – Emma praticamente agradece com o olhar
— Perfeito, antes de sair eu te dou uma listinha, tá amor? – completo
Emma e as crianças voltam a desempacotar caixas, coloco roupas na maquina e vou ajuda-los. Enquanto isso, Henry nos faz o favor de reabastecer nossos armários indo ao supermercado. Não demorou muito para chegar a hora do almoço, como ninguém estava com vontade de enfrentar panelas, resolvemos sair para comer e nos divertir um pouco, assim que saímos do restaurante, já de barriga cheia, decidimos levar as crianças para o parque a caminho de casa, até mesmo o Henry se divertiu a beça. Treinamos baisebol, vôlei, brincamos na areia, até de escorrega. A noite começa a dar indícios da sua chegada, passamos em um delivery de comida mexicana e compramos algumas coisas. Cortei alguns acompanhamentos para colocar nos tacos, os menores ajudaram com a mesa, Henry temperando o guacamole e Emma esquentando o chilli com feijão que veio no pacote de noite mexicana, fora alguns molhos e nachos, nos proporcionando um maravilhoso momento em família.
— Que hora a gente vai comer a sobremesa, mamãe – a Tata fala assim que senta para jantar
— Mas você nem comeu ainda, pandinha – falo sorrindo
— É que quero o taco de oreo, mamãe – ela diz sorrindo com uma cara sapeca
Anos depois
Não estou acreditando que hoje comemoramos os 15 anos do Oli, parece que foi ontem que nos conectamos naquele hospital. Infelizmente, com a pressão de notas, futuras inscrições para universidade, namoro... O Oli teve algumas crises e a psicóloga pediu para arrumar uma forma de canalizar e ele acabou decidindo entrar para o teatro da escola e o time de basquete, com o tempo isso acabou se tornando um grande vício, assistir jogos de basquete e peças teatrais. Os exercícios e o teatro fizerem ele se sentir melhor e a Gabi foi um grande pilar em todo esse processo, mas por sorte, depois dessas adaptações e com a mudança da medicação, feita pela psicóloga, ele estava bem mais calmo. Ficamos arrumando uma forma de não passar em branco o aniversário dele, mas como não curtia musicas altas ou muita gente, então resolvemos comemorar o aniversario dele de forma diferente, demos ingressos de basquete para ele e Gabi, para que saíssem, na volta ele seria surpreendido com um bolinho na nossa casa, só para nossa família e as meninas. Resolvemos fazer algo com a carinha do nosso menino, uma comemoração mais despojada, para que ele não desconfiasse, resolvemos dividir as tarefas e não faltaram pessoas que se oferecessem para nos ajudar. Alex e Maggie se dispuseram a fazer gelatinas alcóolicas, drinks e coquetel sem álcool. Mary e David disseram que trariam algumas tortinhas doces e salgadas como aperitivos, Zelena e Ruby falaram que poderiam trazer alguns doces para enfeitar a mesa que Ágatha arrumaria. Deixei Emma responsável para pegar o bolo que encomendei, com alguns cupcakes e mais doces, já eu fiquei responsável pelas frutas e mais aperitivos. Killian, Milah, meus pais e meus sogros queriam ajudar de alguma forma, então disse que trouxessem o que achassem conveniente. Ah, pedi para a Tata ir com Nate buscar uns sanduiches frios de atum de uma padaria perto do apartamento, era o que o Oli mais comia quando criança.
Point Of View Oliver
Minhas mães acham que me enganam com esse “excesso” de sutileza fingida, até parece que eu iria cair na ideia de que elas decidiram não fazer nada, conhecendo elas da forma que conheço. Nesse caso eu teria duas escolhas, a primeira seria falar que já sei de tudo, a segunda seria fazer cara de surpresa, sair com minha namorada e deixar minhas mães felizes porque conseguiram preparar uma surpresa, acho que está bem na cara qual foi minha escolha. Me arrumo para ir ao basquete e me despeço das minhas mães, estava saindo mais cedo, pois a Gabi me esperava em sua casa, para irmos ao estádio. Assim que chego lá, minha sogra me dá suas felicitações e expressa seu carinho por mim, apesar de gostar da minha sogra, naquele momento outra pessoa roubou os meus olhares e minha atenção, a Gabriela estava completamente perfeita, estava com roupa simples, mas ela não precisava de muito para ganhar meu coração, bastava ser ela mesma. Confesso que no inicio do nosso relacionamento eu me sentia muito inseguro, na minha cabeça a Gabi era demais para mim. Linda, estudiosa, aluna nota 10 da sala, voz linda, talento nato para as artes e ainda por cima apaixonada por mim, não conseguia entender o que ela via em um garoto magricelo, com cabelos caindo nos olhos, autista e com crises de ansiedade... Por me desvalorizar, acabei puxando muita briga com ela, minha insegurança afetou nosso relacionamento e me deixava ainda mais vulnerável, mas a paciência da minha namorada, o amor das minhas mães e as idas a terapia me ajudaram a lidar com tudo isso e entender que o meu autismo limita algumas áreas da minha vida, mas não limita minha capacidade de amar e ser amado, como minhas mães gostam de falar, o normal é ser diferente. Fomos ao jogo e foi incrível, nunca fui fã de esportes, mas de um tempo pra cá eu me apaixonei pelo basquete. Assim que acaba o jogo, minha namorada fala que preparou uma surpresa para mim, mas na minha cabeça eu sabia que seria uma forma de passar o tempo até minha mãe a liberar para voltarmos para casa. Fomos até o terraço de um prédio, nosso refugio, lá ela tinha deixado um buque de rosas, almofadas, lençol e algumas lanternas.
— Você fez tudo isso? – falo surpreso
— Aham, queria que a gente passasse um tempo juntos – ela sorrir e vai até o buque – feliz aniversário, príncipe
— Que cavalheiro – brinco e a beijo – obrigada, amor... Meu dia foi incrível, graças a você e minha família
— Se fizemos tudo isso é porque você merece – ela sussurra e se agarra ao meu pescoço
— Você é incrível – sussurro de volta olhando em seus olhos
— Eu quero ser sua – ela diz sem jeito – ainda mais que já sou
— Você tem certeza do que... – me surpreendo
— Sim... Eu tô pronta, Oliver – ela volta a sussurrar
— Eu não sei muito bem o que fazer – sorrio nervoso
— Eu também não – ela faz o mesmo
Não paro de olhar em seus olhos e quando me dou conta estamos deitados nas almofadas nos beijando.
— Olha, se você tiver com medo, se pensar em parar ou... – falo apressado
— Para de falar Oli – ela sorrir e me faz um carinho
Aos poucos, nossas peças de roupa vão saindo do corpo e minha pele desnuda toca a sua que estava totalmente arrepiada. Ela se deita por completo nas almofadas, me dando total visão do seu corpo nu, fico admirado com tamanha beleza e doçura, confesso que estava em pânico, queria que fosse perfeito pra nós dois, mas todo aquele medo parece ir sumindo quando nossos corpos se conectaram por completo. A beijo com carinho e em determinado momento sinto suas unhas passarem de leve por minhas costas, nossas mãos se unem, enquanto nossos dedos se entrelaçam e nossos corpos seguem a mesma sintonia.
Trilha sonora: They Don't Know About Us – One Direction
People say we shouldn’t be together / As pessoas dizem que nós não deveríamos estar juntos
Too young to know about forever / Somos muito jovens para saber o que é eterno
But I say, they don’t know what they talk talk talking about / Mas eu digo, eles não sabem o que estão falando
'Cause this love is only getting stronger / Porque esse amor só está ficando mais forte
So I don’t wanna wait, any longer / Então, eu não quero esperar, por mais tempo
I just wanna tell the world that you’re mine, girl / Eu só quero dizer ao mundo que você é minha, garota
Eu olhava bem para ela e para tudo que seu corpo parecia me dizer, queria entender tudo e queria que ela se sentisse confortável, tanto quanto eu estava. Assim que finalizamos, ela deita sobre meu peito e me abraça.
— Você se sente bem? – pergunto cauteloso
— Achei que meu sorriso falasse por mim – ela diz me olhando e eu sorrio – foi perfeito, você foi tão doce – ela volta a me abraçar
— Sabe, sempre foi muito difícil falar sobre sexo com as minhas mães, mas agora eu sinto que não teria sido tão bom sem elas – falo sorrindo e ela volta a me olhar – é que elas sempre me falaram sobre tratar bem uma mulher e prestar atenção... Não ser um babaca – ela gargalha
— Isso é bem a cara da sra Swan – ela completa e concordo – me lembra de agradecer as minhas sogras por isso – me solta uma piscadela – agora temos que ir embora
— Tenho uma festa para participar – falo sorrindo e ela me bate
— Você vai fazer cara de surpresa e ser gentil – ela levanta e começa a colocar sua roupa – suas mães ralaram muito para ser surpresa
— Eu sei, por isso me fiz de idiota – começo a vestir minhas roupas – se até eu que tenho autismo descobri, imagina o nível de sutileza delas
— Nossa como você é bobo – volta a me bater – e já te disse que detesto quando faz piadas assim, Oli
Voltamos para casa e fui surpreendido com minha festa nada surpresa. De certa forma acabou tendo fatores que me fizeram arregalar os olhos, afinal, não imaginava tamanha produção. Comemos muito, bebi coquetel que tia Alex fez especialmente pra mim e sem álcool, até arrisquei alguns passos de dança com as mulheres da minha vida. Depois que as pessoas vão embora e percebo que a Tata dorme no sofá, vou até a cozinha e vejo minhas mães guardando algumas coisas.
— Obrigado por hoje – falo e as abraço
— Meu menino – minha mãe Regina me beija – você merece
— E como foi o jogo? Se divertiu muito? – minha mãe Emma pergunta
— Sim, me diverti muito – pigarreio
— Porque eu sinto que você quer falar algo? – a sra Mills e seu sétimo sentido disparam
— Como você...? – olho para elas e automaticamente elas param – tem algo que quero falar...
— Pode falar o que quiser, filho... Você sabe disso, certo? – e a moça do sétimo sentido ataca com sua compreensão, me deixando automaticamente confortável
— Lembra que vocês falaram sobre confiança, amor, respeito, compreensão – enrolo e ela confirmam – a gente transou – sou direto e vejo expressões surpresas
— Bem... Hã... Nossa... Emma? – minha mãe parece sem ação
— Eu? Bem... Vocês usaram...? – ela tenta
— Camisinha? Sim! – sorrio com vergonha ao perceber que elas estavam mais sem jeito que eu
— Filho... – a sra Mills pigarreia – foi bom?
— Foi perfeito, mãe – sorrio – eu tentei ser o mais carinhoso possível e ela me ajudou a ficar calmo... Não sei explicar – dou de ombros – não fui babaca
— Isso é a magia... Quando a gente consegue explicar com palavras, tudo perde o sentido – a loirinha da casa logo responde
— Esse teu sorriso já é o suficiente pra gente – minha outra mãe completa – filho, só não para de proteger seu amiguinho aí de baixo, ok?
— Assunto encerrado – sinto minha pele corar – durmam bem e mais uma vez, tudo foi lindo hoje – as beijo e vou para o quarto correndo
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