Sentenced to love - A new begging
14 Presente que Deus trouxe para perto de mim
Notas iniciais
Point Of View Regina
E se a vida passasse a cada 3 meses? Nossa, quanta coisa eu falaria.
9 meses atrás
Diferente da outra vez, dessa, a Emma não sentiu enjoo, tontura... Nada! Achávamos até que a fertilização não havia funcionado. Chega o dia da nossa primeira ultrassom e eis que vem a surpresa, Emma está grávida! Mas eu ainda não sabia disso, pois no dia da consulta eu tive que ir ao fórum e não consegui ninguém de confiança para me substituir. O que Emma me disse, assim que liguei, é que em casa nós conversaríamos, por isso comecei a pensar que não era o que esperávamos. No mesmo dia, chego em casa pronta para apoiar minha esposa por mais essa perda, chamo seu nome e não vejo ninguém, o que me faz pensar que ela saiu com o Oliver. Vejo uma caixinha na cama e vou até ela, já estava chorando e na minha cabeça se passavam mil possibilidades do que poderia ter acontecido com Emma. Assim que abro, vejo um par de sapatinhos branco que formavam a frase “eu amo a mamãe”, confesso que isso me deixa bem confusa.
— Amor – ela aparece chorando com o Oli nos braços
— Isso é verdade, Emma? Você...? – nem termino a pergunta e ela vem me abraçar chorando
Oliver não entendia nada, mas ao nos ver chorando, simplesmente nos abraça. Ficamos assim por um tempo e decidimos não explicar ainda para o nosso filho o que estava acontecendo, apenas falamos o quanto estávamos felizes. Essa notícia aumentou ainda mais nossa felicidade, pois estávamos eufóricas com um aplicativo que Emma desenvolveu, Oli estava testando e começara a ler pequenas palavras por causa da associação com as imagens e Emma pode ver que seu programa funciona. Apesar de já ter sido finalizado, ninguém sabia da existência dele, só nós três e o Killian, pois a ajudou a inserir o vocabulário. Além disso, ganhei um grande caso, dando a firma um bom lucro, e David fez a proposta para que eu chefiasse um grupo de associados jr nível 1 e óbvio que eu aceitei.
6 meses atrás
Nós deixamos passar o primeiro trimestre e enfim contamos para o Oli que ele seria irmão mais velho de alguém, achávamos que ele iria ficar eufórico com a notícia, mas sua reação nos surpreendeu, Oli começou a chorar descontroladamente e se abraçou com a barriga da Emma. Depois de um tempo nós descobrimos que os amigos da escolinha de Oli tinham irmãos e falavam para ele, Nate e Angel sobre suas aventuras e brigas. E só agora o nosso menino nos revela que sempre quis alguém para brigar, nos fazendo sorrir. Apesar de ter contado para ele, nós pedimos segredo, mas sabíamos que ele não manteria a boca fechada por muito tempo, por esse motivo, nós conversamos e decidimos marcar um jantar aqui em casa e anunciar para todos. Emma cuidou de tudo em relação ao jantar, mas eu estava achando muito sem graça nós sentarmos e falar "estamos grávidas". Comecei a procurar na Internet formas de anunciar a gravidez e confesso que chorei ao assistir cada vídeo. O grande dia chega e já tinha combinado tudo o que iríamos fazer, pedimos ao Oli para manter a língua dentro da boca por mais algumas horas e por incrível que pareça ele conseguiu, claro, devemos desconsiderar a parte que ele passou o jantar inteiro nos olhando com cara de "eu sei o que você fez no verão passado". Chega o fim do jantar e nos levantamos para pegar a sobremesa, Emma coloca um belo tiramisu na mesa e começo a servir os pratos certos, solto uma piscadela para o Oli e ele entra entregando um envelope a cada convidado.
— Não abram ainda, só quando mandarmos — falo ao ver minha mãe quase vendo a surpresa
— mamãe — Oli fala aos risos, tentando se conter — vai logo — gargalha e nos contagia
— Filho, se concentra — Emma pede para ele parar de rir, mas nem ela consegue
— Vamos lá... Oli — faço sinal para ele fazer silêncio e não acabar falando e ele tapa a boca com as duas mãosinhas, ainda sorrindo — diz o ditado que uma imagem vale mais que mil palavras, esperamos que entendam... Podem abrir
— Isso não é verdade, certo? — minha mãe pergunta, assim que ver uma cópia da foto da ultrassom e Oli começa a pular de alegria
— Não entendi — Henry olha a foto e não sabe se rir ou chora
— Vocês vão ter um bebê? — Lilly parece chocada
— Fizemos uma fertilização in vitro com meus óvulos na Emma... Estamos grávidas — falo sem conseguir me conter e todos ficam eufóricos com a noticia
— Aí meu Deus — Zelena começa a chorar e abraça Emma fortemente
— Sai daí, preciso abraçar minha irmã — Lilly implica com Zelena
Todos começam a nos abraçar e desejar boas vibrações para nosso bebezinho, aquilo era realmente contagiante. Assim que todos nós nos abraçamos, Zelena volta para abraçar novamente a Emma.
— Sabia que você ficaria feliz, mas não sabia que seria tanto — Emma brinca
— Parece até que você é a grávida — Lilly fala enciumada e Zelena olha para Ruby
— Bem... — Zelena fala desconfiada
— Você não está grávida, certo? — Emma estampa no rosto um misto de surpresa e euforia
— Óvulos da Ruby e esperma de um gatão ruivo — Zelena dispara e nos deixa surpresos
— Você não está grávida... — Emma não acredita
— Está brincando? — pergunto e ela nega com a cabeça
— Vamos ser mães ao mesmo tempo? — Emma se emociona e corre para abraçá-la
— Acho que sim — ela dá de ombros e enxuga o rosto — vou completar 16 semanas
— O seu chega primeiro — vou abraçá-la — parabéns, zel... E você hein? — me agarro a Ruby — meu Deus, você vai ser mãe... Sério isso?
— Se brincar, ela ainda vai ser mais protetora e babona que a gente — Mary se une ao nosso abraço
— Alguém ainda duvida disso? — Alex faz o mesmo que Mary
— Mais alguma surpresa para nosso jantar? — sorrio
— Tia Lilly está namorando — Henry dispara e leva um tapa
— Porque você namoraria escondido? — Miranda toma a frente da situação
— O Killian casou com Milah e ninguém sabe — Lilly dispara e Jones cospe sua bebida
— Como você...? — Milah parece perdida
— Eu vi a certidão na casa de vocês — Lilly da de ombros
— Porque você se casaria escondido? — Emma tenta entender
— Peguei Henry quase sem roupa com a Violet — Killian joga a bomba para o lado
— Tio Killian — o garoto reclama
— Espera, a gente precisa se ver mais — Emma senta — você usou preservativo?
— Madrinha — ele parece envergonhado e Emma parece esperar uma resposta mesmo assim — a gente não fez nada ainda, mas sempre tenho guardado — ele fala entre dentes como se a gente não ouvisse
— Por que casou escondido? — Emma vira a bola para Killian
— Porque ela precisava mostrar a certidão para não ser transferida — ele explica
— A princípio seria pela promoção, mas nós gostamos da ideia — Milah da de ombros
— E agora, moramos juntos — Killian finaliza — só não queríamos criar um alarde em relação a isso
— Afinal aquilo é só um papel — Milah completa tão desencanada quanto Killian
— E você... — olha para Lilly que estava saindo de fininho — porque nos escondeu um namorado misterioso?
— Não é misterioso — Lilly responde e nos deixa intrigados – e nem é namorado... É a Remy..
— Quem? — Emma parece confusa — Espera... A? É uma mulher?
— Remy? Que Remy? — Chase se envolve — você fala da Hadley do hospital? A mesma que aplicou material radioativo na Regina?
— Obrigada Chase por ter me ajudado — ela fala como se quisesse matá-lo
— Você é lesbica? — Henry parece filtrar apenas isso
— Você namora a mulher que quase matou minha esposa? — Emma foca nessa parte
— Em primeiro lugar ela cumpriu ordem e se desculpou, depois disso quando salvou a vida dela — fala olhando para Emma — em segundo lugar... Não sei se sou, só sei que a Remy me faz bem e que não quero perder isso... — Lilly começa falar olhando para Henry, mas passa a olha para suas mãos — Eu realmente gosto dela, não estraga isso, Emma... Tenta escutá-la
3 meses atrás
Henry está cada vez esforçado e feliz, a terapia estava dando resultados incríveis ate mesmo para confiança e auto estima dele. Estávamos impressionadas com seu desempenho na escola e como nosso garoto estava se tornando um lindo homem. Oli também estava crecendo rápido e já estava na escolinha, na sala tem uma garota loirinha linda com síndrome de down, essa garotinha e uma menina toda desenvolta de cabelos bem pretos se tornaram as melhores amigas dele na sala, um grude só! Oliver está feliz com a chegada da irmãzinha, na verdade, desde que descobriu que é uma menina só fala nisso. Ele tem estado mais sociável e mais comunicativo, ainda nas limitações dele, mas cada dia melhor e isso nos fazia um bem sem igual. Enfim nós teríamos a presença de Remy em nossa casa, Lilly adiou esse encontro até isso não ser mais possível, mas Emma tomou a iniciativa e chamou sua mãe com Henry e Lilly, dando um convite especial para a Remy. Só para garantir, decidimos chamar o Chase também, para que Remy não se sentisse tão deslocada.
— É um prazer reencontrar vocês — Remy fala meio sem jeito
— Entra, fique a vontade, ok? — a puxo para dentro — a Emma faz cara feia mais não morde — sussurro ao seu ouvido e ela sorrir
— Quais suas intenções com minha irmã? — Emma dispara
— Oi, boa noite... Seja bem vinda.. Essas são as frases certas a serem usadas, Emma — Lilly repreende
— Desculpa, Hadley — Emma fala e me olha — É que não tenho dormido bem porque a bebe se meche muito... Por exemplo, agora ela acha que minha barriga virou bola — Emma põe a mão na barriga e faço o mesmo para tentar acalmar
— Posso tocar na barriga e tentar ajudar? — Remy pede e Emma deixa
Remy pede para Emma sentar e começa a fazer uma massagem leve na barriga, não demora muito para que minha esposa comece a sentir um alívio e falar que nossa menina se acalmou, Remy nos explica que as vezes os bebês procuram uma posição para ficar e enquanto não encontram eles se mexem. A massagem ajudou nossa princesa a encontrar sua posição confortável.
— Hoje, antes de dormir, tome um banho morno, senta na cama com algo macio nas costas, como um travesseiro e passe o hidratante de sua preferência na sua barriga — Remy fala sem parar a massagem — coloca o Oliver para cantar perto da barriga ou até mesmo vocês... Uma leitura boba, uma conversa, música... Isso liga mais ainda vocês ao bebê, ele sente tudo isso e se acalma mais facilmente — ela para a massagem
— Obrigada — Emma fala sem jeito depois do pré julgamento — ela já pode entrar para família — fala brincando olhando para Lilly, que abraça a Remy
Por sorte, nossa princesa deu o ponta pé inicial para uma noite agradável e ajudou a mamãe a não ser tão Cabeça dura. Remy fala um pouco de si, mas não nos fala muitas coisas das quais não sabíamos, ainda assim não a pressionamos. Assim que acabou, todos foram para casa e Lilly sai falando abertamente o quanto estava feliz. Sei que não tem sido fácil para Emma, além da dificuldade para dormir, minha esposa tem sofrido com o aumento de peso. Swan está pesando quase o quíntuplo do seu peso normal, isso tem alterado seu humor e adicionado algumas dores para seu dia a dia.
Hoje
— Fica calma, continua respirando – Falo aos gritos
— Porque fizemos as aulas se você está em pânico? – Emma fala, forçando um sorriso
— Filho, ajuda a mamãe... Pega aquele telefone ali na cômoda – peço ao Oli
— A zelena não me falou que doía tanto – Emma geme e apoia a mão na barriga
— Porque o da Zelena foi Cesário, Emma – falo e quando me viro ela está me encarando – pode ser mais um alarme falso
— Acho melhor você calar a boca, Regina – fala gritando e geme
— Oi, Emma está tendo o bebê – falo ao telefone – não, vem rápido... O que eu faço? Você acha que me lembro das aulas? Ok, certo... Certo... – desligo – a Remy mandou te deixar confortável... O que posso fazer?
— Parar de falar... – ela fala e logo grita de dor
— Ok, são os hormônios e não posso ficar chateada – falo e me aproximo
Coloco algumas almofadas para amparar as costas de Emma e tento acalmar a ela e o Oli, que fica em pânico ao ouvir os gritos da mãe. Remy chega com Lilly e isso é nossa salvação, pois ela fica com nosso pequeno enquanto eu e Hadley levamos Emma para o quarto. Havíamos optado por um parto humanizado, mas algo me diz que minha esposa já estava se arrependendo dessa escolha.
— Você quer que eu te leve para um hospital? – pergunto entrando em desespero
— Não, amor... Vem cá – ela me chama e sento perto dela – eu quero respeitar o tempo da nossa menininha... Ela vai nascer na hora certa, só não sai do meu lado
— Claro que não saiu – beijo os seus lábios
— Eu só estou aqui para garantir que tudo dê certo, mas não vou intervir se não for necessário, ok? – Remy nos fala e concordamos – Emma, preciso ver a evolução do seu trabalho de parto, então vou introduzir dois dedos na sua vagina e fazer um exame de toque, ok?
— Sim – ela confirma, abre as pernas para ficar em posição ginecológica e solta um grito forte – vão nos expulsar do prédio se eu continuar gritando
— Que se danem – digo e volto a apoiar suas costas
Alguém bate a porta e Cuddy entra com uma bola para pilates, o que nos surpreende, pois não a chamamos, nessa hora a Remy nos explica que ela pediu para avisar e que ali não era a doutora Cuddy, mas a nossa amiga. Nós seguimos os conselhos e Emma sentou-se na bola que a Lisa trouxe e enquanto ela respirava fundo eu fazia uma massagem na sua lombar, para ajuda-la com a dor. Começamos a conversar e Emma até soltava algumas risadas, o tempo foi passando e as contrações iam e vinham. Minha esposa agora sentia fome, então fui para a cozinha pegar algo leve para comer e vejo meus pais, Miranda, Lily com Oli e David, todos cochilando na sala, mas acordam assim que me veem.
— Nasceu? – Miranda levanta rápido e tapa a boca por lembrar do Oli, que ainda dormia
— Ainda não, mas ela está com um pouco de fome – pego um pedaço de bolo, frutas e suco enquanto vou olhando para eles – ela está mais calma
— Ok, vamos ficar aqui esperando – Miranda parece ansiosa e volto para o quarto
Emma come um pouco e de vez em quando dava pequenos pulinhos sentada na bola suíça, sempre respirando fundo. Já estamos no meio da madrugada, Swan volta a sentir muitas dores e Lisa tema ideia de coloca-la em baixo do chuveiro. Tiramos toda a roupa e ligamos o chuveiro para deixar a água percorrer seu corpo, Emma começa a chorar e não sei se ali é cansaço, emoção, dor ou uma mistura de tudo isso. Fico ao seu lado durante todo tempo, decidimos encher a banheira e mudar a minha esposa para lá, pois ela ficaria sentada e talvez fosse mais confortável. A dor mais forte passa, Emma arrisca até soltar algumas piadas, mas continuo passando a mão eu sua barriga e fazendo carinho nela. A Swan abre mais suas pernas para colocar seu corpo de uma forma mais confortável e põe sua mão sobre a minha, que estava em sua barriga. Remy e Lisa saíram um pouco para deixar que aquele momento se tornasse mais intimo e comunicar a família o que estava acontecendo. O cansaço de Emma está cada hora mais intenso, ficamos conversando por um tempo, mas nossas acompanhantes de jornada aparecem para examinar minha gravidinha. Retiramos Emma da banheira e ela voltou para a bola, Remy usa um aparelhinho para ouvir os batimentos do bebê e Lisa faz uma massagem mais forte no pé da barriga da Emma, que soltava pequenos gemidos, tais gemidos ficavam cada vez mais intensos com o passar das horas. O dia já estava amanhecendo e eu estava ficando impaciente com a espera.
— Acho que voltar para a banheira vai ajudar – Lisa nos fala – nessa hora a contração aumenta, o colo do útero fica duro e a água ajuda a relaxar – passamos Emma para a banheira, com calma
— Amor, nasce – Emma fala com a barriga – as mamães querem te ver e dormir também – ela sorrir
— Regina, se você quiser, pode entrar na banheira com Emma – Lisa fala – você pode abraçar ela por trás e apoiá-la no seu corpo
— Ok – tiro apenas a blusa e entre com short e sutiã na banheira, fazendo exatamente tudo que a Lisa mandava – está confortável, meu amor? – Emma confirma
Trilha sonora: Ana Vilela — Trem-Bala
É saber se sentir infinito
Num universo tão vasto e bonito
É saber sonhar
E, então, fazer valer a pena cada verso
Daquele poema sobre acreditar
Passamos um tempo curto naquela posição, trocando carinhos e jogando agua sobre seu corpo. Emma começa a ficar inquieta na banheira e Lisa olha entre suas pernas parecendo achar o motivo para tal inquietação.
— Está sentindo vontade de fazer força? – Lisa pergunta – não vai demorar muito, ok?
— Ai meu Deus – ela geme e começa a chorar
— Ok, respira... Eu sei que dói, mas respira – Lisa fala e Emma continua a gemer
Remy dá uma ideia e decidimos seguir, colocamos Emma de quatro na banheira, mas com a bunda submersa na água e começamos a massagear suas costas, principalmente a parte lombar. Emma não parava de gemer.
— Regina – ela geme meu nome – eu quero a Regina
— Estou aqui, amor – falo e ela estende a mão para mim – não vou sair do seu lado — ela faz sinal para sentar
— Acho que ela está... – ela recosta sobre meu peito e volta a gemer de dor
— Calma, respira – Lisa fala e coloca a mão na vagina da Emma – Ok, respira – Swan geme cada vez mais e Cuddy não tira os olhos da vagina da minha esposa
A gente não pode ter tudo
Qual seria a graça do mundo se fosse assim?
Por isso, eu prefiro sorrisos
E os presentes que a vida trouxe
Pra perto de mim
— Ai... Re... Ai... – Emma apertava minha mão e gemia, até que ouvimos um chorinho insistente e um grito vindo da sala, aparentemente eles também ouviram nossa princesa
— É linda – Lisa fala emocionada, tirando nossa menina da água e colocando nos braços da Emma que não parava de chorar – olha aqui nossa menininha, mamães
— Filha – Emma fala aos prantos e começo a chorar – olha, Regina – ela a segura com as mãos trêmulas
— Oi meu amor, não chora, vida – seguro em sua mãozinha e ela nos olha curiosa, acalmando o choro devagar
Segura teu filho no colo
Sorria e abrace teus pais
Enquanto estão aqui
Que a vida é trem-bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir
— Emma, precisamos te tirar com cuidado – Remy explica – podemos chamar o David para nos ajudar?
— Não é algo que me deixe confortável, mas tudo bem – ela responde
— Ok, me dá ela aqui... Regina, seria bom você sair também – Lisa fala e David chega – pode nos ajudar a coloca-la na cama?
— Claro – ele fala constrangido e tira a blusa – ela é tão linda – esquece de Emma ao olhar para nossa filha
Colocamos Emma na cama e Cuddy ajusta tudo para que eu corte o cordão umbilical. Remy pega um pouco de água morninha e coloca na banheira para banhar de leve a mais nova Mills-Swan, enquanto isso, Lisa cuidava da Emma e David enchia novamente a banheira para dar banho em minha esposa. Troco os lençóis da cama com a ajuda do David e me deito para ter apoio e pegar a minha filha. Hadley já tinha anotado suas medidas e a pesado, então aproveita esse momento para chamar os ansiosos para entrar e acabam me vendo com minha pequena sobre meu peito. Ela começa a chorar, talvez pela possível movimentação no quarto e Oli se emociona ao ver a irmãzinha de perto. Chamo ele para mais perto e o colocam na cama, ao meu lado, Oliver põe a ponta do seu dedo na mão dela, que o olha curiosa e sem mais chorar, ficando ali, um olhando para o outro em silencio. David é chamado para ajudar com Emma e ele entra no quarto com ela nos braços, colocando-a na cama, junto de nós.
— Não podemos continuar chamando minha neta de bebê – minha mãe dispara sussurrando
— E nem precisam, já escolhemos o nome – falo e olho para Emma
— Nossa menina se chamará Ágatha – Emma me olha sorrindo
— Significa boa, perfeita, respeitável e virtuosa – completo – além de ser considerada uma pedra preciosa
— Agora temos duas pedras preciosas, né filho? – Emma fala com Oli e ele sorrir, encostando sua testa devagar na testa da irmã
Fale com o autor