Notas iniciais
Oie galerinha do bem! Amanhã eu vou viajar então decidi adiantar esse capítulo hehe espero que curtam!! Boa noite e um OOOOTIMO fim de semana!

Point Of View Emma

— Eu?? – me faço de louca e Regina se levanta ficando na minha frente – não fiz nada – tento não rir e me escondo atrás da minha esposa

— Emma... – Regina me chama e a olho

— Você está pálida – Mary fala se aproximando e todos tentam ajudar de alguma forma e saber o que está acontecendo

— Amor, o que houve? – pergunto preocupada

Parece que Regina esperava apenas por minha pergunta, assim que falo ela desmaia. Mills fica inconsciente e eu desesperada.

— Emma, calma – Robert me pede — o pânico só irá atrapalhar ainda mais

— O que eu faço? – tento ajudar

— Vamos deita-la aqui no chão mesmo – ele explica, deitando Regina com as costas no chão

Ele sente o pulso dela, coloca a mão em sua testa e olha para minha mãe.

— Dona Miranda, pode pegar aquele litro de vodka? – ele pede e tira um lenço do bolso – obrigado – agradece e embebeda o lenço com a bebida, colocando perto do nariz da Regina

— Coloca mais perto que ela acorda mais rápido – Ruby grita

— Fica quieta, ele é medico – Zelena retruca

— Se eu colocar muito perto ela pode sufocar, essa distância é o suficiente – Robert responde e parece funcionar

— Oi amor – falo com carinho assim que vejo Regina se mexendo

— Vamos dá espaço para ela respirar? – Robert faz sinal para as pessoas se dispersarem

— Amor? – pergunto ao ver Regina estranha – o que está acontecendo? – pergunto desesperada para o Robert

— Acho que ela vai vomitar – ele alerta e logo vira seu corpo para a lateral, apoiando a cabeça da Mills em sua mão – hei, calma... Está tudo bem – ele fala suave assim que ela para

— Tudo gira – ela fala devagar

— Emma, me ajuda a levantá-la – ele pede – vamos sair de perto desse vômito e sentar no sofá? – ele pergunta a Regina, com carinho, ela assente

Robert a deixa sentada ainda no chão para o corpo se adaptar com a posição vertical, para só então levantá-la e acomodá-la no sofá. Ele afere sua pressão, faz alguns testes visuais na Regina, pergunta algumas coisas e parece chegar a uma conclusão.

— Pelas respostas que me deu e o que pude avaliar, o desmaio pode ter sido um esgotamento físico – ele adverte

— Viu? Eu te avisei – falo e ela me repreende com o olhar – desculpa, não é a hora para isso

— O que posso recomendar é repouso, alimentação melhor e muito carinho – ele me olha e sorrio – mas ainda acho essencial me procurar no hospital para alguns exames

— Ouviu? – Mary interfere – prestou bastante atenção em tudo? – ela parecia repreender e Regina apenas confirma

— Vamos continuar a festa? – Regina pede – ainda nem almoçamos – força um sorriso

— Tem certeza? – pergunto com receio

— Sim, já me sinto melhor – ela pigarreia e faz um carinho de leve em minha mão – vamos sair daqui – ela olha para o chão enojada e aparentemente envergonhada

Passamos mais um tempo conversando e eu sempre de olho na Regina, todas as vezes que me viu de olho ela fazia questão de me mostrar que estava bem, mas algo em mim dizia que aquilo não era verdade. Fomos para a mesa, nos servirmos, mas o prato de Regina estava de dar vergonha.

— Agora está explicado porque está mal – meu sogro a repreende

— Isso é prato que apresente, Regina? – dona Cora faz o mesmo

— Hoje não, pessoal – ela fala e logo apoia o rosto sobre a palma da mão

— Vamos, menina, coloque algo mais nesse prato – minha mãe serve um pouco mais de carne e Regina reluta

Comemos, conversamos e como era de se esperar a minha esposa mal toca no prato.

— Hei – sussurro – quer ir embora?

— Quero – ela me responde e faz uma caretinha fofa

— Gente, o papo está ótimo, mas preciso levar Regina para casa – começo – é melhor descansar

— Faz bem, filha – minha mãe deixa seu café de lado e se levanta para abraçar Regina – se cuide e não deixe de ir ao hospital como Robert disse

— E descanse, nada de chegar em casa e trabalhar – meu sogro fala abraçando a filha

— Qualquer coisa nos avise – Cora fala para mim

— Hoje durmo com a vovó – Henry toma a frente – aí a senhora cuida da tia Rê – ele a abraça e se despede de mim, também com um abraço

Abro a porta para Regina e sigo para nosso apartamento. No caminho, vejo que ela abre a janela e fecha os olhos, como se curtisse o vento no rosto ou precisasse daquilo para respirar melhor, decido não perguntar nada e apenas observar. Chegamos no apartamento e assim que entramos ela me avisa que vai tomar um banho, pergunto se ela quer um copo de leite e Regina apenas confirma erguendo o dedo polegar. Pego leite e esquento um pouco, acredito que se ele estiver morno será mais fácil para ela tomar. Coloco um pouco de canela, só o suficiente para dar sabor e volto para o quarto. Escuto o chuveiro ligado e em nenhum momento ele é desligado, aquilo me chama atenção, pois Regina sempre foi regrada quanto a economizar agua, vou até a porta e bato, mas não tenho resposta.

— Regina, vou derrubar essa porta se você não abrir – falo em voz alta

Começo a empurrar a porta, mas nada acontece, tento derrubar batendo o braço, mas é em vão. Começo a chutar e entro em desespero, pois nada adianta.

— REGINA – grito batendo na porta – espero que você não esteja perto da porta – falo sozinha e pego impulso para chutar, só assim consigo abrir – amor!!!

A cena que vejo é desesperadora, Regina estava nua no chão do banheiro em meio a cacos de vidro do nosso box. Não sabia o que fazer, meu coração parece sair devagar do peito, mas deixo a razão tomar conta, pego uma toalha e cubro seu corpo e vou até meu celular.

— Robert? – falo assim que ele atende – a Regina foi tomar banho e desmaiou de novo, quando cheguei ela estava caída em meio aos cacos de vidro do box – digo rapidamente e sem muitos espaços – tem sangue, ela não acorda, está nua no chão, mas tenho medo de pegar nela e machuca-la mais...

— Hei, hei, hei... Respira, fica calma! – Robert pede, mas não atendo

— Fala logo, o que eu faço? – pergunto e volto para o lado da minha esposa

— Vou pedir uma unidade para seu apartamento – ele fala e depois o escuto sussurrando algo para alguém – sua mãe vai ligar e pedir, como está o pulso dela?

— Fraco – falo assim que analiso

— Temperatura? – ele pergunta novamente

— Ela está gelada – começo a chorar

— Calma, a Regina precisa da sua tranquilidade – ele tenta

— Você consegue ver algum corte profundo? – escuto a voz da minha mãe

— Tem sangue – falo ainda chorando – tenho medo de virar de mal jeito e machuca-la mais

— Se você não ver nenhum corte, melhor não mexer – Chase adverte – a ajuda está chegando

A ambulância não demorou a chegar, mas na minha cabeça foram séculos, era algo enlouquecedor. O porteiro me avisa e os encaminho para cá, em poucos minutos Regina já estava na maca, sendo guiada ainda inconsciente para o hospital. Logo que chegamos, Robert guia a maca para o Foreman, que já estava com residentes em frente a uma sala.

— Você cuida de tudo? – Foreman pergunta olhando para Robert e ele confirma

— O Eric vai cuidar da Regina e eu preciso te fazer mais perguntas – Robert fala e chama minha atenção – força sua memoria, esses sintomas só apareceram hoje? Normalmente o corpo reclama antes de chegar a esse extremo.

— Dores no corpo, insônia... – forço a memoria – não sei... Falta de apetite...

— Sabe quando isso surgiu? – ele me pergunta novamente

— Sei lá, Robert – tento olhar pelo vidro da sala onde ela estava

— Regina precisa de você focada, presta atenção aqui porque isso pode ajudar no diagnostico – ele me repreende – então foca na pergunta que fiz, quando isso surgiu?

— Ela passou um tempo sem as vitaminas e sentiu tontura – tento lembrar – voltou a tomar as vitaminas, mas esses outros sintomas foram aparecendo...

— Quando? – ele questiona novamente e as meninas se aproximam de nós

— Mary, quando foi o primeiro caso com Cat Grant? – pergunto

— Sei lá... Hum... – tenta lembrar – acho que foi a uns 8 meses, porque?

— Ela começou a sentir isso um tempo antes de entrar nos casos dessa mulher – ignoro a pergunta de Mary e foco no Robert – mas depois disso os sintomas se intensificaram

— Intensificaram? Ficaram mais frequentes? – ele me questiona

— A insônia sim – tento lembrar novamente – tem se alimentado mal, sem apetite... Sempre reclamando de dor no corpo, tensão muscular

— Insônia, falta de apetite, fadiga... – ele anotava – o único medicamento que ela estava tomando eram as vitaminas

— Não, vi varias vezes a Regina tomando antiácidos – Mary completa

— Ela vivia com dor no estomago, dizia ser azia – Ruby adiciona

— Verdade, já chegou dias de ser preciso tirar o antiácido de perto dela – Mary parece lembrar – e ela reclamar conosco

— Hum... – Robert anota algo com uma expressão não muito agradável

— O que isso significa? O que foi? – tento ver o que ele anotou

— Ela tem sentido náuseas ou hoje após o desmaio foi uma exceção? – Ele ignora minha pergunta

— Fala... O que anotou? – eu insisto e ele volta a me ignorar, fazendo uma expressão como se insistisse por minha resposta – fala Robert

— Só me diz uma coisa e te respondo... Ela reclamou de prisão de frente ou algo assim? – ele pergunta

— Não – respondo

— Sim – Alex fala e as meninas olham para ela – vocês não lembram? Ela comentou sobre está com o estômago alto, algo sobre tomar algum remédio para melhorar o intestino...

— Verdade – Ruby lembra – até brinquei fazendo uma piada sobre coisas entupidas – ela gargalha ao lembra, mas logo se recompõe e pede desculpa

— Ela reclamou de dor ao urinar, mas já faz umas semanas – me lembro – o que você acha?

— Vou pedir para Foreman fazer um exame simples de urina – Robert fala e entra na sala

Passamos um tempo sem entender o que estava acontecendo, Robert entrou e saiu da sala duas vezes e sempre apreensivo. Ando de um lado para o outro, angustiada com o que poderia está por vim.

— O que houve? – falo assim que vejo o Robert

— Não tenho nada que possa acalmar vocês – ele começa – o resultado do exame saiu e deu negativo para infecção

— Regina acordou? Posso vê-la? – o bombardeio de perguntas

— Ela acordou, está bem – ele nos acalma – acordou muito atordoada e com dor no corpo por causa da queda e dos vários pequenos cortes... Medicamos a Mills e ela voltou a dormir

— Só fizeram o exame de urina? – minha mãe questiona

— Não, nós estamos seguindo outra pista, mas os resultados ainda não saíram – ele explica

— E que pista seria essa? – pergunto e Robert me encara

— Posso está enganado... – ele começa

— O que? Fala! – grito e sinto a mão da minha mãe

— Robert, por favor, nos fale algo – o sr Henry pede em tom de desespero, sendo amparado por Cora

— Alguns sintomas batem com câncer de colo uterino – ele fala e nos desesperamos — mas pode não ser isso, vários sintomas não batem... – ele tenta explicar, mas não nos agarramos a isso – nós fizemos um exame de Papanicolau e pedimos para tentar adiantar o resultado, mas ainda não saiu

— Não precisa... Eu e Regina fizemos esses exames corriqueiros, estávamos pra pegar o resultado e nunca tínhamos tempo – explico – fizemos esses antes do exame de fertilidade

— Onde fizeram? – Robert pergunta

— No consultório da nossa ginecologista – falo e ele parece esperar algo mais – dra Cuddy

— Isso! – ele comemora e corre para um balcão de atendimento – a dra Cuddy está no hospital? – ele pergunta e a moça confirma – vem comigo, ela atende aqui

Corremos para o consultório da dra Lisa Cuddy, nunca tinha sido atendida por ela no NorthWest então não sabia onde ela estava, apenas segui o Robert que corria em desespero pelos corredores do hospital.

— Lisa! – ele abre a porta sem pedir

— Robert! – ela se espanta e olha para sua paciente – a senhora me desculpe!

— Tudo bem! – a moça responde – nos vemos semana que vem dra?

— Com certeza – ela mantem um sorriso até a paciente passar por nós – vocês estão malucos? Já imaginaram se eu estivesse fazendo um exame ginecológico nela?

— Não temos tempo pra isso – interrompo seu surto de raiva

— Como é? – ela repreende minha ousadia

— Regina está internada, tem passado mal e o Robert acha que o exame de Papanicolau pode confirmar o diagnostico – falo rápido e ela parece perplexa

— Você está com os resultados? – Robert finaliza meu apelo

— Não, está na clínica, mas posso tentar puxar pelo sistema – ela senta em frente ao computador e em poucos minutos imprime uma folha – bom... — Ela olha os resultados – o que você acha?

— Hum... – Ele olha novamente e encara Cuddy

— Vamos? Falem logo alguma coisa – disse olhando para o Robert

Notas finais
Até a próxima!!