Sentenced to love - A new begging
32 Pequeno Principe
Notas iniciais

Point Of View Regina
Eu e Emma temos dormido em quartos separados e nossas conversas têm sido limitadas aos nossos filhos e perguntas cordiais. Nós já havíamos conversando depois da nossa noite juntas e eu prometi para ela que daria o tempo necessário. Nosso filho fez um aninho e combinamos em fazer algo especial para ele, infelizmente, não pôde ser no dia do seu aniversario, mas preparamos tudo para a semana seguinte. Na mesma semana de nossa volta, levamos nosso filho para registrá-lo, agora sim ele foi reconhecido por lei como nosso. Interessante é que ninguém o conhecia por seu nome, apresentei a Addison para meus filhos e para Emma e a partir do momento que ela o chamou de Enzo o apelido pegou e não teve volta. Confesso que fiquei feliz quando minha esposa conheceu minha médica, pois ela parecia sentir ciúme da Addison Montgomery, me fazendo perceber que ainda temos chance. Por sorte, hoje Emma ficaria em casa e eu ainda não voltei ao trabalho, pois estou no processo de anulação do atestado de óbito, sendo assim, pensei em tentar me aproximar de Emma.
— Você continua sendo insuportável de manhã – brinco com ela ao vê-la entrando suada em casa
— Se eu soubesse que acordaria cedo, teria te chamado para correr – ela retorna a brincadeira
— Passo... – nos olhamos sorrindo e decido tentar algo – bem... Que tal um banho enquanto preparo algo para comermos?
— Não precisa se incomodar, tenho comido cereal de manhã – ela coloca sua garrafa de agua na pia – não tenho sentido fome
— Nem para suas panquecas de mirtilo com calda de maçã verde? – falo e ela vira para mim
— Mas nem tem calda de maçã verde – ela da de ombros desdenhando
— Fui ao mercado ontem e comprei umas maçãs para fazer uma papinha para o Enzo... Acabei fazendo uma calda para você – sorrio e solto uma piscadela
— Nossa... Faz tanto tempo... – ela parece empolgada, mas logo volta a postura – talvez eu aceite depois do banho
— Ok, vai e eu faço – passo por ela e já começo a preparar tudo
Começo a fazer tudo rapidamente, minha ideia era terminar antes da Emma e se me lembro bem, seus banhos pós corrida costumavam demorar um pouco mais, o que seria um ponto ao meu favor. Enquanto as panquecas assam, começo a dispor os pratos, talheres e xicara na mesa. Assim que acabo tudo me dou ao luxo de respirar aliviada por ter dado tempo, mas esse sopro de vida veio acompanhado de um chorinho insistente gritando mama.
— Já estou chegando, filho, calma – falo entrando no quarto
— Ma ma, ma ma...- ele me chama com as mãozinhas
— Oi, meu amor – o seguro – bom dia, filho – encho seu pescoço de beijo
— Olha só quem acordou – Emma entra no quarto e recebe um lindo sorriso do Enzo – bom dia, príncipe
— Tem alguém aqui que precisa de banho e frauda nova – faço careta – seu café da manhã já está na mesa – falo tentando esconder minha frustração
— Ok... Obrigada – ela me olha com carinho – xau, filho
— A mamãe está tentando reconquistar sua outra mamãe, mas está difícil, hein – brinco com Enzo
Começo a banhar o Lorenzo, que faz uma bagunça enorme no banheiro e me obriga a trocar de blusa quando acabo de arrumá-lo. Volto para a cozinha, com ele nos braços, na intenção de preparar algo para ele comer, mas quando chego, vejo Emma sentada à mesa, lendo jornal e a cadeirinha do Enzo já posicionada.
— Seu prato ainda está limpo? – falo espantada
— Achei que seria injusto não esperar por vocês dois – ela me responde e levanta – coloca ele na cadeirinha e põe o babador, fiz banana amassada com aveia para ele – ela vai pegar
Confesso que não consegui esconder meu sorriso e foi difícil não me desmanchar diante do que ela fez. Por mais difícil que esteja sendo essa volta, são essas pequenas coisas que me fazem pensar que vamos superar tudo isso. Talvez o motivo para tamanho ato tenha sido o fato de querer comer ao lado do Enzo, mas ainda assim eu tinha esperanças que uma pontinha disso também fosse por mim. Começo a tirar tudo da mesa e Emma se oferece para lavar a louça, mas decido dar a ela uma função melhor, a de ficar com nosso filho e distraí-lo, o que ela aceita com um sorrisão no rosto. Depois de arrumar a cozinha, começo a lavar as roupinhas do Enzo enquanto Emma brinca com ele no chão da sala. Era lindo ver os dois juntos e a forma que ela queria recuperar o tempo perdido, nem parece que eles estavam separados, pois durante esse, quase um mês, a conexão deles foi incrível.
— Regina Mills – atendo ao ouvir tocar
— Oi Rê, tudo bem? – Jaci cumprimenta
— Tudo sim e você? – retribuo a gentileza
— Perfeito... Só liguei para dizer que as caixinhas do aniversário do Enzo já chegaram – ela fala animada
— Ótimo, você acha que o trono chega a tempo? – pergunto receosa
— Chega sim, deixe comigo – ela passa confiança – qualquer coisa eu vou atualizando vocês, ok? Pode respirar aliviada que vai dá tudo certo
— vai sim, só quero que seja perfeito – Sorrio
— E vai ser... Um beijo para vocês, ok? Preciso desligar – ela se despede
— Obrigada pela atenção, beijos – desligo
— Era a Jaci? – Emma me pergunta ao me ver
— Era sim, as coisas já estão quase prontas para amanhã – respiro aliviada – os meninos irão direto para lá?
— Ainda não sei, Henry disse que irá cobrir uma matéria perto de Portland e iria direto, mas Oliver e Tata eu não sei – ela dá de ombros – vamos ligar?
— Concordo – assim que falo ela pega o celular – liga para Oli e ligo para Tata
— Ou podemos fazer uma vídeo chamada entre nós e os dois ao mesmo tempo – ela da de ombros e sorrio
— Que bom que vocês atenderam – falo assim que os vejo
— Oiii, falta dois componentes nessa chamada – Tata brinca
— Um componente está aqui – viro a câmera – o outro está no trabalho
— Eu estou indo daqui a pouco, não tenho muito tempo – Oli fala apressado
— Nós queríamos saber se vocês irão direto para o aniversario do Enzo ou virão pra cá?- Emma pergunta
— Eu pretendo ir direto para lá – Oli afirma
— Eu vou com vocês, devo está chegando em Seatlle daqui a umas três horas – Tata responde
— Ok, então nos vemos lá, Oli e te espero, Tata – finalizo
— Amamos vocês – Emma fala sorrindo
— Também amo vocês – Oli manda beijo para câmera
— Onw, também amamos – Tata faz o mesmo – mas preciso ir, até daqui a pouco – finalizamos a chamada
A hora do almoço chega e acabo aquecendo comidas que já estavam na geladeira, apenas faço uma carne assada e Emma pega um ovo na geladeira para coloca-lo para cozinhar para Enzo. Com a sonequinha da tarde, se torna possível Emma trabalhar um pouco e eu acabo adiantando coisas pessoais minha.
Um dia antes da festa
— Você precisa entender... – Hanna parece nervosa
— Eu te entendo, não é fácil... Não tô pedindo para casar comigo, te peço que passemos mais tempo juntas – Alícia usa o mesmo tom – ainda que escondido, quero está sempre contigo – sussurra
— Eu também quero – o seu tom amansa – Oi, tia – Hanna me olha espantada
— Faz tempo que está aí? – Alicia me olha e olha para Hanna
— Não, acabei chegar, porque? – me faço de louca
— Por nada, tenho que ir – Hanna tenta fugir
— Espera – falo ao perceber o clima – está tudo bem?
— Aham – Hanna se limita
— Foi difícil pra você se assumir? – Alicia toma a frente e Hanna a encara em pânico
— Porque a pergunta? – me aproximo e me sento, fazendo-as fazer o mesmo
— Deve ter sido difícil pra você entender o que se passava no seu coração, imaginar que tudo mudaria, poderia perder quem ama... – Hanna começa e parece nem se dá conta do que fala – seus pais podem até aceitar, mas você pensar nos seus amigos, em tudo que pode perder...
— Estamos falando de mim ou de vocês? – pergunto e elas não me respondem – ok, situação hipotética, se eu tenho pais com uma cabeça aberta, que me amam e com certeza irão me apoiar... Porque não tentar? Eu diria as pessoas dessa situação hipotética que elas devem se preocupar mais com o que se passa dentro do coração, afinal, os amigos que forem embora é porque nunca foram amigos de verdade... Quando a gente ama alguém, nos importamos a ponto de apoiar o amor, seja ele de que forma for
— Mas é complicado – Hanna respira fundo
— Quando se existe amor tudo se descomplica, tudo muda de forma e ganha a forma desse sentimento que invade o nosso ser – falo olhando para Emma pela porta de vidro – conversem, ok? E se precisar de mim... Estou aqui para servir – brinco fazendo uma reverência e saio
— Olha quem vem – Emma diz sorrindo ao me ver
— Ma ma – Enzo pula ao me ver
— Oi, meu amor – o abraço – você está brincando com a mamãe?
— Agora deu ciúme, hein? – Tata fala de longe
— Percebeu que nem chamaram a gente para brincar? – Oli dá corda
— Agora é só Enzo, somos grandes demais para isso – Henry colabora e olho para Emma
— Você está vendo o que vejo? – pisco para ela e levanto – vocês estão com ciúmes?
— Não queremos mais papo – dão as costas para mim
— Ok, sendo assim, não vão se importar se eu fizer isso... – empurro Tata e Oli na piscina e quando empurro Henry ele cai e me puxa – isso não fazia parte do meu plano
Estamos em Portland, resolvemos tirar Henry um pouco de casa e fazer seu aniversario aqui, acabamos alugando uma casa para esse fim de semana e faríamos sua festinha aqui mesmo. Minha sogra acaba preparando o almoço, enquanto isso, vamos trocar de roupa e Emma vai ver as coisas que Jaci está trazendo para a festa.
— Tia, podemos conversar? – Alicia me para assim que saio do quarto – o que você sentiu quando beijou uma garota pela primeira vez?
— Me senti incrível – respondo lembrando – agora, eu posso te perguntar uma coisa? – ela confirma – você já beijou a Hanna?
— Hã? Como assim? – ela parece assustada
— Correção... Na nossa situação hipotética, as garotas já se beijaram? – toco em seu ombro tentando passar segurança
— Tia, Vó Miranda está te procurando – Hanna aparece
— Estou indo – beijo a Alicia e saio
Ajudo minha sogra e começamos todos a almoçar. Por sorte, Tata se oferece para ninar o irmãozinho, enquanto isso todos os adultos juntam-se ainda à mesa para falar dos filhos e Ruby acaba falando que desconfia da sexualidade da filha, querendo apenas que ela se abrisse, eu acabo pegando um gancho na conversa e pergunta se para Killian e Milah seria um problema isso já que eles e David com Mary são o único casal heterossexual nosso grupo de amigos. Para minha surpresa Killian abre o jogo e diz que gostaria que ela sua filha falasse como se sente em relação a tudo, ele acaba olhando para Ruby e Zel, me fazendo entender que eles já sabiam de tudo. À noite, após o jantar, decidimos, eu e Emma, darmos banho juntas no Enzo. Algo comum entre nossos filhos, na hora do banho todos eles fazem uma festa e levam as mães a loucura, mas ao mesmo tempo é uma delicia. Como me molhei mais que Emma, ela pega o Enzo e vai trocando ele enquanto aproveito e tomo logo meu banho, colocando uma roupa mais quentinha já pronta para dormir. Assim que saio do banheiro, vejo Emma e Enzo na cama brincando, separo um sobretudo, para esconder o que eu usava quando resolvesse sair do quarto, mas por enquanto não o coloco.
— Estávamos esperando a mamãe para a historia – Emma fala olhando para nosso menino
— Qual será o livro que ele vai escolher? – pego três livrinhos e ele escolhe o de sempre
— Nossa, que surpresa – Emma finge – escolheu o pequeno príncipe? Isso é novidade – ele abre um sorrisão como se entendesse tudo
— Vamos lá – me sento na cama e enquanto conto a historia resumida, Emma passa as unhas de leve nas costas dele
Nosso plano de coloca-lo para dormir só teve uma falha, dormimos com ele! Percebemos isso quando acordamos, já tarde da manhã. Por sorte, ninguém nos esperou para começar a organização. Seguimos a rotina matinal do nosso filho, depois a nossa e fomos ajudar. A hora da festa chega, marcamos para o fim da tarde e o tema... Bem... Teria que ser algo que fosse sua cara!
— Olha só nosso pequeno príncipe – Tata fala ao me ver com Enzo nos braços
— Como ele está lindo – minha mãe baba o neto
— Digno de ser chamado de príncipe – minha sogra completa
Tiramos algumas fotos com a família, outras dele e depois o deixamos a vontade para brincar, sem tanta roupa.
— Olha o aniversariante – Nathan brinca com Enzo nos braços de Emma, que sorrir
— Olá – Alex cumprimenta e instantaneamente o sorriso de Emma morre em seus lábios – Emma... – ela faz um cumprimento bem dirigido e Emma apenas assente com a cabeça, forçando um sorriso
— Quer ficar um pouco com ele? – Emma fala com o Nathan, que pega nosso filho – fiquem a vontade – ela fala e sai
— Emma... – a chamo – Emma... – tento novamente
— Nathan não tem culpa e é um bom menino, mas não me peça para fingir que nada aconteceu – ela para
— Não te peço isso – me aproximo – ultimamente temos falado apenas sobre nossos filhos, conversas cordiais e te prometi te da seu tempo, mas queria saber se ainda temos chance
— Eu te amo, mas não sei se confio em você de novo – ela respira fundo
— O que preciso fazer para que confie? – pergunto
— Não há uma formula, Regina – ela fala calmamente – eu quero que tudo volte ao normal, quero está contigo para sempre, se fosse uma escolha, estaríamos juntas
— Entendo... Mas eu quero que saiba de uma coisa – me aproximo – eu estou tentando de reconquistar e isso inclui conquistar sua confiança, já parti uma vez e não vou fazer isso novamente – a pego de surpresa e dou um selinho rápido
A festa acaba e algumas pessoas que passaram esse tempo conosco acabam indo embora.
— Quero falar com vocês duas – Tata se aproxima da mesa dos adultos que ainda sobraram – chegou mais uma carta de aprovação de mais universidades e já tomei minha decisão
— Nossa... Não esperei por isso hoje – Emma se ajeita na cadeira
— Qual a decisão? – faço o mesmo que Emma
— Bom, pensei muito porque para a Juilliard School seriam 6 horas – ela fala rápido – para a American Ballet Theatre mais de 5 horas, a Universidade da California fica a quase 3 horas...
— Filha, mata logo essa agonia – digo não me contendo
— Decidi ir para Havard que fica a 30 min de casa – ela da de ombros
— Você passou em Havard? – Oli diz boquiaberto e corre para abraçar a irmã
— que irmã exibida nós temos, Oli – Henry faz o mesmo
— qual curso você escolheu? – Nathan parece interessado
— Teatro, Dança e Mídia – os seus olhinhos brilham
— Eu estou voltando pra Seattle – Nate fala olhando para a Tata
— Acho que nos veremos mais – os dois esquecem que não estão sozinhos
— Ok... – falo e pigarreio – vem cá, filha... Estou muito orgulhosa de você – a abraço
— Também estou – Emma vem até nós – nunca duvidei isso
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