Notas iniciais
Eitaaaaa... 21 dias sem aparecer ou dar satisfação? Que bonito, hein? Em minha defesa, final de ano é inferno para professores, para piorar, eu adoeci, minha mãe adoeceu... Sucessões maravilhosas de eventos... Desculpa?? Siiiim! Espero que curtam e no final existem umas fotxenhas extras

Point Of View Emma

É estranho está fazendo 55 anos, continuo me cuidando, cuidando da alimentação, afinal a idade chega para todos e pretendo viver bem o que chamam de terceira idade. Mas meu corpo não está com a mesma disposição de antes, hoje acabei perdendo a hora de sair para correr porque dormi tarde trabalhando, aqui está chovendo bem pouco, mas ainda assim acaba criando um clima convidativo para a cama e lençol. Acabo me levantando, indo ao banheiro e recuso o banho, pois o frio me consumia, faço minhas necessidades e logo corro para colocar um casaco. A casa está silenciosa, mas ouço risos vindo da parte coberta do jardim, resolvo desder bem devagar e descobrir o que aprontam.

— anw – falo assim que vejo todos juntos

— não, mãe – Tata grita

— era pra você tá dormindo – Oli reclama

— surpresa, mamãe – Enzo age como se eu não houvesse acabado com a surpresa e todos sorriem

— Vocês fizeram tudo isso pra mim? – falo emocionada

— feliz aniversariooooo – Regina praticamente pula nos meus braços

— obrigada, meu amor – a beijo – agora vamos comer? – não tiro os olhos da mesa, extremamente organizada em uma louça azul tifanny, com varias comidinhas saborosas na parte giratória da nossa mesa

— Dona Emma, te trouxe isso – Violet me entrega um embalagem embrulhada – feliz aniversário

— Vem cá, menina – a abraço – mas se me chamar de dona novamente eu corto sua língua – sorrimos

— Feliz aniversário – Gabi também me entrega uma embalagem e me abraça

— Já que resolveram começar com os presentes... Esse aqui é nosso, mamãe – Oli fala e todos os filhos se aproximam para entregar-me uma caixinha miúda

— Agora fiquei curiosa – abro a caixinha e me espanto – isso é uma chave?

— A gente já vinha juntando a um tempinho, a mamãe também ajudou e... – nem deixo Tata terminar e os abraço

— E cadê meu carro? – falo eufórica e eles me levam até a entrada – minha nossa! – exclamo ao ver um fusca amarelo com design de um camaro

— A mamãe disse que você tinha um fusca de estimação e vendeu ele antes do casamento... – Oli começa

— Só pra ter uma grana extra pra a família que pretendia montar – Tata se aproxima

— Lembro que a gente lavava junto o seu fusca e que você adora ele – Henry sorrir

— Abre, mamãe – Enzo grita e obedeço ainda atônita

O carro era simplesmente incrível, ainda não acreditava no que eles fizeram. Depois de babar um pouco em meu carro, fomos para dentro novamente. Já no jardim, comemos bastante e minha esposa me faz levantar para me arrumar para minha entrevista, sim, seria hoje o dia. Treinei varias vezes com base em fichas e olhando tudo que criei, revisando os passos. Fui ao cabelereiro e pintei o cabelo de ruivo, queria dar uma inovada no visual antes da entrevista, infelizmente isso acabou me atrasando e cheguei bem em cima da hora. Fui encaminhada para um camarim onde retocaram a pouca maquiagem que eu já tinha. Depois, fui levada para um studio, onde seria gravada nossa conversa e tiraríamos algumas fotos.

— Podemos começar? – a bela jovem me pergunta e me ajeito na poltrona

— Podemos! – respondo e pigarreio

— Meu nome é Nia e você pode relaxar, ok? Evita olhar para a câmera, conversa comigo, certo? – solta um leve sorriso e concordo – Bem, você começou do zero com essa empresa! Qual a sensação de fazer isso pela segunda vez?

— Uau – me espanto – confesso que não me preparei para essa pergunta – sorrimos – bem, na primeira vez foi mais um impulso, não estava preparada para toda a responsabilidade de uma empresa e acabei confiando demais em pessoas erradas e deixando responsabilidades que deveriam ser minhas nas mãos de pessoas que me levaram a falência – respiro – dessa vez, o ponto fraco era o capital e não a responsabilidade, mas por sorte, confiei nos melhores profissionais, fiz sociedade com um cara incrível e nos tornamos o que somos – dou de ombros e sorrio – e ter a melhor secretária, assessora e amiga do meu lado, também fez toda diferença

— Agora vamos falar dos seus aplicativos, você já recebeu vários prêmios, foi convidada de honra de alguns eventos, em especial o prêmio de orgulho autista, você considera que isso foi um marco na sua carreira? – Nia é educada

— Com certeza, esse foi o primeiro prêmio que recebi por um app e isso me abriu portas inimagináveis – gesticulo mais calma

— Poderia citar algo? – Ela pergunta

— Claro, algo importante que consegui a partir do prêmio foi uma filial e, consequentemente, mais clientes, mais formas de propagar nosso trabalho – respondo – jeitos de ajudar outras pessoas e de mostrar quem somos

A entrevista foi sendo feita e surgiram perguntas sobre a rede social que criei, a que se deve a fama do app, como surgiu a ideia, como os estudantes haviam recebido essa ideia e passaram-se alguns vídeos dos estudantes falando pontos positivos e negativos sobre a rede social. Como a entrevista seria para a revista e para o canal deles no you tube, eu tentava manter sempre o profissionalismo e o sorriso no rosto. Até que alguém faz um sinal para a Nia e mostra uma cesta, a repórter, por sua vez, parece ouvir algo em um ponto eletrônico e faz sinal para trazerem a cesta até ela.

— Falamos da sua vida profissional, dos seus aplicativos, mas que tal falarmos um pouco do lado pessoal? – Nia faz sinal para que eu abra a cesta

— Nossa! – começo abrindo curiosa – encontro algumas guloseimas e chocolates – vocês fizeram isso? – percebo um isopor e quando abro vejo um penini com recheio de peru, bacon, tomate, bastante queijo e uma pasta de abacate que eu adorava – Regina... – a voz trava

— Como sabe? – Nia sorrir

— Pasta de abacate e queijo extra?? Ela me conhece muito bem – sorrio – ainda lembrou do meu chá gelado... Com certeza foi a Regina

— Junto com a cesta veio esse cartão – Nia pega pelas mãos da produção e me entrega – será que pode ser lido em voz alta? – olho rapidamente o cartão e vejo que não há problemas

— “Depois de tanto tempo, venho aqui agradecer a grande dádiva que é te ter como meu amor. Feliz aniversário, vida! Receba essa cesta como o segundo mimo do dia! Quando terminar a entrevista, almoce seu penini, vá na empresa e volte logo para casa, lá terá novas instruções do que deverá ser feito. Te amo” – leio e pigarreio

— Oonw que lindo, mas é o segundo mimo? – fica curiosa

— Ela e meus filhos me acordaram com um café da manhã lindo – digo emocionada

— Você diria que são sua base para felicidade? – Nia pergunta já sabendo a resposta

— Sim, são meu tudo – sorrio – com eles eu aprendi o que é ser uma pessoa melhor, aprendi o que é ser mãe, mulher, esposa... – pigarreio e me prendo para não chorar – eu sou muito agraciada com a família que tenho, me sinto abençoada, sabe?

— Ela fala e eu é que choro – Nia se emociona – é tão lindo ver esse brilho no olho, algo que só acontece quando a gente fala de algo que realmente amamos, algo assim não dá pra disfarçar, um amor assim não se abafa, mas se propaga... E é nesse clima maravilhoso que encerramos nossa entrevista, foi um prazer tê-la aqui – agradece

— O prazer foi todo meu – sou simpática – obrigada pela oportunidade

— Mas não poderíamos encerrar de outra forma – entra um funcionário com um cupcake e todos me felicitam e me fazem apagar uma velinha

— Ai gente, muito obrigada pelo carinho – agradeço

— Obrigada por ter perdido tanto tempo do seu aniversário – Nia sorrir – bom almoço, viu – nos despedimos

Vou para uma mesinha do local e começo a almoçar, tento ligar para minha esposa, mas acho que está ocupada, pois não me atende. Passo na firma, recebo felicitações e algumas flores que clientes me enviaram. Zelena me presenteia com alguns documentos para ler e assinar, assim que termino, vou para casa. Chego antes do normal em casa e tem uma mesinha próxima a entrada da sala. Nela havia alguns balões de coração, flores e doces. Sabia que tinha o dedo da Regina nisso. Junto a mesinha havia mais um envelope com instruções.

— “Está chegando o momento da surpresa final, agora você já pode fazer um lanchinho, andar para nosso quarto e pegar o próximo envelope. Te amo” – leio em voz alta e sorrir se torna inevitável

Até pensei em correr para o quarto e ler logo as próximas instruções, o problema é que eu não consegui resistir aqueles doces, não comi tudo, mas provei um pouco de cada coisa. Estava tudo tão delicado, poderia até saber de onde vinha aquele capricho, confeitaria Dolce mio. Sabor inconfundível! Subo para o quarto e acabo chorando, lá estava repleto de detalhes, um coração na cama feito com pétalas de rosa, balões vermelhos pelo chão, algumas velas na cabeceira da cama, fotos e mensagens dos meninos penduradas no teto, até fronha com corações a Regina comprou. Começo a ler todas as cartinhas e percebo que uma delas contém mais instruções.

— “Enfim você chegou em minha vida e agora é chegada a hora da surpresa final... Quero te dizer que te amo muito e que a minha intenção hoje é deixar ainda mais especial esse dia que é só seu! Toma um banho, já preparei a banheira com os sais que você gosta, sua roupa já está pendurada na porta do banheiro. Depois, desce as escadas e vem ao meu encontro!” – enxugo as lágrimas que invadiram meu rosto após ler as cartinhas

Vou até o banheiro para meu banho e me surpreendo ao ver que a única roupa pendurada na porta é um roupão. A emoção dar lugar a pensamentos bem sacanas. Tomo meu banho com bastante calma e curtindo cada segundo, me enxugo e coloco o roupão, seguindo as ordens da minha mulher. Ainda na vibe de seguir ordens, desço as escadas e vejo uma cabaninha na sala, onde antes havia uma mesinha.

— Mas o que é isso? – sorrio admirada

A cabana foi feita com algumas almofadas e um teto feito de lençol. Algumas luzes foram usadas para enfeitá-la, velas pela sala, vinho e taças dentro da cabana, mas onde está Regina?

— Happy Birthday to you... Happy Birthday to you – ela aparece cantando toda sexy e sorrio de nervosa — Happy Birthday my love... Happy Birthday to you – ela para bem na minha frente com uma camisola transparente preta e uma calcinha fio dental, também preta

— Uau – ainda sorrio nervosa

— Parabéns, meu amor – ela sussurra e me beija

— Você sempre faz dos meus dias algo novo e especial, mas hoje você se superou – brinco

— Você ainda não viu nada – ela solta uma piscadela

Em nossas trocas de olhares podia ver o quanto eu era a mulher mais sortuda do mundo, pois tinha ela do meu lado, nossos filhos, nossos sonhos... Podia notar o olhar dela, uma mistura de amor e cobiça, eu soltava um sorriso meio feliz e tímido, não conseguia entender o porquê do nervosismo, afinal já fizemos isso tantas vezes, acho que se dava ao fato de ter medo de alguém aparecer, todas as vezes que intensificávamos o beijo eu acaba dando um jeito de aliviar aquele tesão, diminuindo a intensidade e me afastando um pouco, na verdade, queria ir para nosso quarto e trancar a porta.

— Você não quer? – ela arqueia a sobrancelha e me olha aparentemente zangada

— As crianças podem chegar – sussurro

— Os maiores receberam alforria e o menor está com as tias – ela sorrir – mais alguma objeção?

— Você pensou em tudo – abro um sorriso

— pensei sim – ela volta a se aproximar – só não entendi porque ainda tem tanta roupa

— Vamos dormir aqui mesmo? – a pergunto e já vou colocando minhas mãos sobre sua bunda

— Não – ela começa a abrir o roupão

— E onde vamos dormir? – pergunto curiosa e ela sorrir

— Não... Quero saber, quem disse que vamos dormir? – ela tira meu roupão e auxilia minhas mãos a tirarem sua camisola, ficando com seus seios a mostra

Regina me beijava como se não precisasse de mais nada para sobreviver, minhas mãos desciam entre suas costas e ela passava sua língua no meu pescoço me deixando completamente desnorteada. Ficamos entre beijos, amassos, toques, até que ela se deita entre as almofadas e me chama com aquele dedinho que eu só imaginava em outro canto. Assim que deito, a encho de beijos e mordo sua orelha de leve, fazendo seu corpo arfar e ela sorrir. Coloquei a minha mão entre suas coxas e sentia o calor que emanava do corpo quente dela.

— Você me enlouquece, Regina – sussurro entre sua boca

— Ainda não fiz nada – em um golpe rápido ela fica por cima de mim – “Estou me sentindo sexy... Eu queria ouvir você dizer meu nome”

— Queria? – falo e ela coloca o dedo na boca dela

— “Hoje à noite eu serei sua garota safada” – ela levanta parcialmente e tira sua calcinha – “Nós vamos transformar isto em festa e eu sei que você quer meu corpo, então hoje à noite eu serei sua garota safada”

— Regina – sussurro e ela vai descendo sua mão pelo meu corpo

— “Na minha imaginação eu estou totalmente em cima de você, minha temperatura atingiu o teto” – ela faz um carinho com as unhas em meu abdômen

— Sim – sussurro quase que em forma de gemido

— “Brinque comigo mais um pouco, eu só quero te fazer sentir como nunca se sentiu antes, me deixe envolver minhas coxas em volta da sua cintura” – ela fala e logo me envolve, fazendo nossas intimidades se tocarem – “Só uma provinha, toque meu corpo, sei que você gosta das minhas curvas” – ela fala e começa a rebolar em cima de mim – você me paralisa com sua sensualidade... Essa é minha deixa, Swan...

— Está esperando o que? – mordo o lábio

Ela não falou nada. Apenas balançou a cabeça e desceu sua mão do meu abdômen para minha intimidade. Os dedos não foram suficiente, Regina desceu entre beijos e leves mordidas, me provocando sensações que eu já havia sentido antes, mas ainda me enloquecia. Ela sabia muito bem o que estava fazendo. Enquanto sua boca brincava com a minha pele, suas mãos não paravam de explorar o resto do meu corpo. E eu ali, agarrada ao lençol e tentando conter os meus gemidos. Felizmente, ela é boa no que faz e ficou impossível segurar meus gemidos e meu clímax. Assim que invertemos as posições, vejo a Regina quietinha, com o olhos fechados e a boca semi aberta, talvez esperando os meus próximos movimentos. Eu sabia do que ela gostava e como eu deveria fazer para enlouquece-la. O corpo quente dela se contorcendo e suas coxas tremendo, sem duvidas ela estava quase lá. Depois de gozar, Regina me puxou para os seus braços e começou a passar as suas mãos sobre meu corpo. Meu corpo ainda tremia de prazer e o seu estava do mesmo jeito. Ficamos agarradinhas, deitadas dentro da cabana. Tomamos vinho e fizemos um novo round, na verdade, novos rounds. Durante vários minutos nós duas trocamos carinhos, brincamos com nossos corpos, cheiramos uma a outra. Alguns minutos mais tarde a gente comeu o que tinha do piquenique na sala, aquele que ela fez com doces e guloseimas em uma mesinha, chegamos até a conversar e dormimos abraçadas ali na sala mesmo.

2 anos depois

Point Of View Henry

Meus dias têm sido correria em cima de correria. Essa semana vai ser cheia, tenho que dar tudo de mim no trabalho e em casa, já que hoje teríamos a visita de uma assistente social para averiguar a nossa criança. Ah, eh... Não falei! Eu e Violet adotamos uma garotinha linda que agora tem 10 aninhos, a Lucy. Ainda estamos em período probatório, mas já a sinto minha. Eu e minha esposa passamos por altos e baixos, em alguns momentos mais baixos que altos... Muitas coisas vocês nem sabem...

Flashback on

— Você não precisa namorar com todas que beija, mas seja o homem que você foi criado para ser – minha madrinha grita

— Respeite as mulheres como você gostaria que respeitassem a mim, a Emma, a sua vó... Já pensou se alguém tratasse Ágatha da forma cafajeste que você tem tratado essas meninas que tem ficado com você? – minha mãe Regina fala mais calma

— Garoto, vem cá – minha madrinha me chama – entendo que seu namoro acabou novamente e que se sente mal com isso, mas seu comportamento não é explicado pelos últimos ocorridos

— Madrinha... Só me deixa – saí chateado

Flashback off

Os anos passaram, voltei a ser eu mesmo e deixei minha vida de garanhão fajuto de lado. Acabei começando a faculdade, voltei minha cabeça para isso e esqueci que Violet existia.

Flashback on

— Henry? – alguém me chama e me dói ouvir aquela voz

— O que faz aqui? – me surpreendo

— Oi... Hã... Vim para cá – ela pigarreia – faço economia

— Faço jornalismo – a olho encantado – você não mudou nada

— E você seguiu com nossos planos – ela sorrir

— Pois é... Parece que você também seguiu nosso plano – falo sem jeito – afinal estamos juntos na universidade

— Topa um café? – toca meu braço – recordar os velhos tempos...

— Nossa... Claro... – sorrio nervoso – quando?

— Te conheço, se marcarmos, nunca tomaremos esse café – ela sorrir e me puxa pelo braço

Passamos alguns bons momentos recordando o nosso namoro ate que...

Flashback off

Muitas coisas nos fizeram está onde estamos. Viver o que vivemos. Conquistar nossas conquistas. Construir nossa vida!

Flashback on

— Mas você não entende, Henry – ela me dizia chorando

— Eu não ligo pra isso, me escuta – tento

— Não, Henry... Não quero ouvir – ela se desvencilha dos meus braços

— Juntos nós vamos encontrar uma solução ouviu? Podemos adotar uma criança e sermos os melhores pais que um bebezinho pode querer – sorrio e enxugo minhas lagrimas – não quero ser pai se não for de um filho nosso

— Mas não existirá um filho nosso – ela choraminga

— A partir do momento que tivermos nosso bebê, ele será nosso, ouviu? – enxugo suas lagrimas – não quero que se sinta insegura com isso porque eu te amo, não me apaixonei pela possibilidade de ser pai, mas por você, ok? Vamos vencer isso porque juntos somos mais forte – a abraço

Flashback off

Tudo que aconteceu ate hoje me trouxe ao lugar que estou, ate as idas e vindas com Violet, pois depois noivamos, nos casamos... Mas essa conversa é pra outro momento. Preciso resolver um problema por vez, primeiro o trabalho e depois a assistente social.

— Comunicação institucional... Bem, a relação entre uma organização e aqueles que fazem parte dela é muito importante, e é também papel do jornalista fazer essa mediação – continuo minha aula – Esse tipo de assessor é responsável por gerenciar toda a comunicação interna de uma instituição, planejar ações inclusivas e com isso, tornar possível o diálogo entre todos os setores da entidade... Alguém tem alguma pergunta? – todos permanecem em silencio – então... Liberados

Começo a jogar todo meu material dentro da bolsa carteiro que eu usava. Trabalhava em uma universidade com turmas de jornalismo e um dos donos resolveu me contratar para fazer uma assessoria para um atleta da universidade. Sinceramente? Ele dava mais trabalho do que uma turma cheia. Saiu correndo da universidade e chego em casa afobado.

— oi, desculpa, ela já chegou? – respiro fundo

— ainda não, você demorou – Violet fica aliviada

— pois é, desculpa por isso – guardo a bolsa

A assistente chega e olha a casa, faz perguntas para nós e para Lucy, que parecia bem assustada, não demora muito e ela vai embora. Assim que ela sai, Lucy pergunta se existe a possibilidade da mulher levar ela embora, nós tentamos fazer com que ela se acalme e a abraçamos.

— Hei, ela só está aqui pra ver se eu e a mamãe estamos cuidando de você, só isso... – a abraço novamente

Fotos extra

Fusca
Sucessão de surpresas para Emma
Henry e Lucy