Sentenced to love - A new begging
5 Alucinación
Notas iniciais

Point Of View Emma
Regina parecia não acreditar em tudo que ouvira, eu sabia que seu desejo maior era passar pelo processo da geração e sentir nosso filho crescendo dentro dela, mas percebi que ao saber que poderia ser mãe, isso foi a única coisa que importou. Deito um pouco no sofá e repouso sua cabeça em meu peito, assim, adormecemos. Mais tarde, acabo por despertar, acordo a Regina com delicadeza e a ajudo a tomar banho e deitar na cama. Demoramos um pouco para dormir, mas gastamos esse tempo fazendo planos para o futuro. De manhã, acordo e vejo Regina dormindo tranquila ao meu lado, isso era bom, pois ela passou maior parte da madrugada agitada e mexendo muito. Me levanto com cuidado, Regina estava com um sono leve ultimamente, vou para o banheiro do quarto do Henry e faço minha higiene matinal lá, para não acordar minha esposa. Durante a noite tive uma ideia para surpreender Regina, planejei na minha cabeça um dia especial para nós, começando pelo café da manhã. Fui até a cozinha e tentei adequar a dieta do Chase com o que minha esposa gostava, bem... Bacon, nem pensar! Começo a fazer algumas panquecas, me policiando quanto ao barulho, tentava substituir algumas coisas para que a panqueca tivesse o que Robert indicou. Enquanto as panquecas assam, faço uma calda de morango tentando utilizar o mínimo de açúcar possível e passo a me desdobrar entre panqueca, calda no fogo e fazer um suco de laranja. Metade da minha surpresa estava pronta, começo a organizar as panquecas e o suco numa bandeja, coloco a calda por cima com um pouco de iogurte, pois sabia que aquilo agradaria os olhos da Regina e talvez ela nem percebesse a mudança na receita, ponho alguns morangos em um recipiente de vidro e pronto! Olhando aquilo eu penso que café da manhã para minha morena sem ovos, bacon e café... Bem, isso é o mesmo que nada! Resolvo passar por cima das ordens médicas só por hoje, coloco em uma forma de silicone um ovo e o deixo envolto em duas fatias de bacon, levando ao micro-ondas. Ponho a cafeteira para trabalhar e vou até a sala roubar uma rosa de um dos buquês que Regina ganhou no hospital. Organizo tudo, coloco um bilhetinho na bandeja, resolvo arrumar um cantinho para colocar um presente que eu iria dar no dia do nosso aniversário e vou até minha esposa bem devagar, não iria acordá-la para comer, resolvi deixar a bandeja bem a vista e sair para correr, assim ela descansaria mais. Porém, assim que chego ao quarto, vejo Regina levantar da cama.
— Pode deitar de volta e fechar os olhos – falo indignada
— Ai amor, que lindo – ela diz assim que olha minhas mãos e volta a deitar na cama – estou dormindo, me acorda pra comer – ela fecha os olhos e aponta para sua bochecha, me mostrando que gostaria de ser acordada com um beijo
— Vou bem devagar porque não quero acordar meu anjinho – falo e posiciono a bandeja no chão, Regina sorrir com o que digo – é tão fofa que sorrir até dormindo? Como posso com isso? – me aproximo dela e começo a beijar seu pescoço e sua bochecha – bom dia, amor
— Bom dia – ela finge se espreguiçar e bocejar, isso me faz sorrir
— Agora levanta pra comer – falo e já me levanto para pegar a bandeja
— Acabou de interromper todo o romantismo – ela revira os olhos e senta na cama
— Se eu ficasse na cama você arrumaria uma forma de me enrolar e não comer – beijo sua bochecha e posiciono a bandeja sobre suas pernas

— Bacon – ela fala imitando um monstrinho, algo que ela fazia que me deixava em gargalhadas – o que é isso? – ela parece se emocionar ao se dar conta do meu presente
— No dia que fizemos 1 ano de casamento você passou mal, mas eu decidi que não temos que ter um dia para festejar nossa felicidade – falo e ela sorrir – podemos fazer isso todos os dias, certo? – pergunto e ela assente sorrindo – então coloquei aqui o que te daria no nosso aniversário – mostro a xícara com o nome “marry me” e um anel na alça – mostrando que te pediria em casamento todos os dias das nossas vidas, pois me apaixono todos os dias pela mesma mulher
— Emma... – ela fala emocionada e me rouba um selinho demorado – e eu não me importaria em dizer sim por todos os dias das nossas vidas – ela me diz com um sorriso largo e os olhinhos marejados que aquecem meu coração
Seguro a nuca da minha esposa e começo um beijo que eu queria que não tivesse fim, mas foi preciso ter, pois meu celular alarma para nos avisar que chegou a hora de um dos remédios da Regina.
— Não me olha assim – falo ao perceber que ela faz biquinho – você precisa comer para ser medicada – ela pega os talheres e vai direito no ovo com bacon – não mocinha, um pouco de panqueca, suco, fruta e depois bacon
— Mas quando eu chegar no fim não vai ter mais espaço – ela aponta para sua barriga e volta a olhar para o bacon
— Que tal um acordo? – a olho e ela parece não saber se aceita ou não – a cada duas garfadas de panqueca, um morango e um gole de suco... Você ter direito a uma garfada de ovo com bacon e um gole de café
— Ok, combinado – ela fala e vai logo cortar a trouxinha de ovo com bacon
— Hei, moça... Primeiro o saudável – repreendo
— Eu sei, mamãe, mas cortei aqui pra ter uma noção de quanto vou ter que comer para chegar no que eu quero – ela fala isso enquanto conta os pedaços cortados por ela e me impressiona o tamanho da cara de pau da minha esposa
Regina começa a comer e enquanto comia dizia que já havia conquistado um pedaço do que ela realmente queria, sempre deixando bem claro que eu não poderia enrolar, ela estava ligada. Entre uma garfada e outra, ela me dava algo para comer para que eu a acompanhasse e começávamos a falar sobre o dia. Comentei com minha esposa que havia planejado um piquenique no Karry Park e, instantaneamente, sua vontade de ficar em casa foi embora.
— Pronto, conquistei o direito de comer o que eu quero – ela fala e logo ataca
— Mas ainda tem panqueca e fruta – falo em vão
— Emma, você não vai querer ficar entre mim e o bacon – ela fala de boca cheia e gargalho – que saudade que eu estava disso – ela pega a xicara de café e só então se dá conta do meu bilhete – amor, desculpa
— Tudo bem... Eu o coloquei mais para trás quando percebi que você estava acordada – falo mostrando que está tudo bem
— “Amor, saí para correr, mas queria que soubesse que te amo e que você deve preencher seu estômago agora para preenchermos algo mais, a noite.” – ela ler e faz sinal com a mão, imitando o gesto que fazemos quando estamos com calor – uuuuuh, preciso de muito bacon e café pra ter energia para a noite
— Você sabe que a gente não precisa de combustível – sussurro e vou até seu pescoço, beijando e deixando uma leve mordida
— Você gosta de um incêndio, hein Swan? – ela fala com voz entre cortada por sua respiração
— Você não faz ideia – ponho minha mão por debaixo do lençol e vou subindo devagar por dentro da sua camisola, mas sou parada pelo alarme que nos avisa que o tempo a mais que coloquei já havia acabado
— Mas que droga de celular – ela fala brava
— É melhor pegar logo esse remédio – reviro os olhos e levo o medicamento para minha esposa tomar com suco
— Depois dessa frustração, vou tomar banho – ela levanta e segue para o banheiro, notoriamente brava, seria errado dizer que aquela cena me fez sorrir?
Ligo para as meninas para combinar nosso piquenique, antes disso, já havia pego varias referencias em sites sobre piquenique romântico, mas que tivesse um clima mais despojado, afinal nós iriamos com toda família e amigos próximos. Depois de tudo escolhido, anoto o que precisaria comprar, teria que comprar tudo pronto, pois as meninas que iriam arrumar tudo no parque e eu não gostaria de dar muito trabalho a elas. Coloquei numa cesta a toalha do nosso primeiro encontro, algumas almofadas que temos em casa e pedi que Mary levasse mais algumas. Encomendo algumas flores e peço para que seja entregues na casa da Mary, o mesmo eu faço com algumas frutas, marshmallow, chocolate e cupcakes. Mary me falou que eu não precisava me preocupar com bandejas, pois ela tinha algumas dos aniversários de Angel. Ruby ficou de comprar alguns utensílios descartáveis e Alex passaria numa lanchonete para pegar alguns mini hambúrgueres e sanduiches. Mais tarde, chegamos ao parque e todos já estavam a nossa espera, as meninas haviam colocado alguns enfeites na arvore e estávamos no mesmo canto onde foi o nosso primeiro encontro, coloco a toalha embaixo da arvore, como fiz a alguns anos atrás, disponho das almofadas de forma que Regina fique confortável e ali passamos nossa tarde. Robert estava capaz de me matar pela quantidade de bobagens que eu havia comprado para Regina comer, mas ao perceber a felicidade que ela estava, decidiu que apenas uma vez não teria problema, frisando que aquilo não se repetisse. Comemos, bebemos suco, nos divertimos muito e chegou a hora de arrumar tudo e ir embora. Assim que chegamos, Regina diz que vai tomar banho e começo a guardar as coisas que havia levado para casa. Percebo que minha esposa demora no banho e isso me apavora, chego perto da porta e escuto ela pedindo para alguém sair, repetindo isso algumas vezes.
— Amor, está tudo bem? – falo ao bater na porta
— Oi? Sim, está – ela responde
— Quem você está mandando sair? – pergunto e já me preparo para entrar
— Amor, só estou tentando me lembrar de uma musica – ela fala e me acalmo
Regina sai do banho, tomo o meu e faço apenas um sanduiche para comermos, pois havíamos comido muito ao longo da tarde, como era de se esperar, Regina mal come, mas não era isso que estava me deixando aflita. Minha esposa mal fala e parece com o olhar distante, meio perdido. Pergunto se aconteceu alguma coisa e ela parece se armar contra mim, não entendi muito bem, pois, até onde sei, nós estamos bem. Começamos uma briga sem pé nem cabeça e Regina começa a gritar, completamente descontrolada.
— Cala a boca, sai daqui – ela grita
— Amor, o que houve? – falo e me aproximo dela, que já está em pé e descontrolada
— Eu mandei você sair daqui – ela grita novamente e parte para me bater
— Regina, para... Regina, não quero te machucar... – seguro em seu punho e tento coloca-la contra a parede para que eu não a machucasse sem querer – Regina, sou eu... Olha para mim – ela começa a me esbofetear, tentando se livrar dos meus braços – olha pra mim, amor
— Emma? – ela parece se dar conta
— Sim, sou eu – falo assustada e vou soltando-a devagar
— Amor, me perdoa, eu não quis te bater, não em você – Regina parece nervosa e confusa, ajudo-a a sentar e busco água – Emma...
— Shiii... Chega de desculpas, ok? – sento ao seu lado e tento acalma-la – quem você viu? – falo e ela me olha apreensiva – Regina, quem você viu?
— Graham – ela fala temerosa
— Como assim? – pergunto
— Eu tenho visto o Graham, tenho sonhado com ele, vejo ele aparecer – Regina começa a se desesperar
— Hei, calma... – trago seu corpo para perto de mim – Graham estava no banheiro hoje? – ela me olha e afunda seu rosto na curva do meu pescoço, me mostrando que a resposta é sim
— O que está fazendo? – ela fala assustada
— Ligando para o Robert – respondo
Ligo para o Chase e, após dizer um resumo do que aconteceu, ele pede para que eu leve a Regina para o hospital e ele também seguiria para lá. Chegamos primeiro que ele, mas o Foreman havia sido avisado de tudo, ele fez algumas perguntas sobre como foi, se ela conseguia tocar no Graham, se sentiu cheiros que sejam característicos daquele homem... E, depois de todas as perguntas, ele nos acalma dizendo que se trata de uma alucinação simples. Nesse meio tempo o Chase chega e encaminha minha esposa para uma ressonância magnética, os pais de Regina e minha mãe também aparecem e recebem junto comigo a noticia de que a ressonância está ok.
— As alucinações foram por causa da B12 – Robert nos fala sua hipótese
— Ela está em tratamento a pouco tempo, o medicamento ainda irá fazer efeito – Hadley completa
— A dr Hadley tem razão, mas por precaução a Regina passará a noite no hospital
Mais uma noite naquele hospital, pelo menos lá eu sabia que a Regina estava segura. Dormimos e logo no dia seguinte o Robert apareceu para nos mandar embora. A noite, acabei recebendo uma ligação do Killian pedindo para que eu fosse à empresa hoje, pois tínhamos uma reunião séria com possíveis investidores e eles queriam os sócios juntos. Por sorte, conversei com Cora e Henry e eles não se importaram em ficar com Regina enquanto estou fora.
— Nossa bebê já tomou banho, tomou remédios e só falta almoçar – brinco após beijar minha esposa
— Pode deixar, trouxe algo de casa que com certeza ela irá adorar – Cora se aproxima após deixar uma travessa no balcão da pia.
— Os próximos horários de remédio estão anotados naquele bloquinho – aponto – mas qualquer duvida pode me ligar
Point Of View Regina
Emma sai de casa depois de mil recomendações e praticamente expulsa por mim. Minha mãe vai para a cozinha finalizar o almoço e faz todo um suspense sobre o trouxe, como em hipótese alguma eu poderia ir xeretar as panelas, decido nem tentar e fico na sala conversando com meu pai.
— Lembra o que fazíamos nos seus dias tristes? – meu pai fala quebrando um silencio repentino e tento lembrar – você era bem pequena, lembra?
— Tem algo haver com o Dumbo? – pergunto e ele gargalha
— É, você ainda lembra – ele me olha e depois olha para a cozinha
— Não acredito – falo surpresa – mãe, você não fez isso
— Henry, você falou? – minha mãe diz brava e ele apenas rir
— Nossa filha é esperta – ele se aproxima
— Pega um prato e monto para você – minha mãe pede e eu faço
Dona Cora começa a colocar arroz com brócolis, que apesar de odiar eu sabia que não teria como escapar, um pouco de salada, algumas batatas rusticas e meu prato preferido, pelo menos dos que minha mãe fazia... Gratinado de almôndegas com bacon! Nossa, isso era tão divino e ninguém fazia esse gratinado como minha mãe.
— Mãe, nem lembro qual foi a ultima vez que comi isso – falo e já ataco o prato
— Vem filha, senta aqui que o filme já vai começar – meu pai fala do sofá, atacando seu prato
— Vocês trouxeram Dumbo? – meus pais se entre olham e sorriem – Você lembra o que me dizia sobre esse filme? – falo olhando meu pai
— Sim, lembro... O Dumbo é ridicularizado por suas orelhas muito grandes, mas descobre que pode voar utilizando-as como asas... – meu pai fala imitando a voz de contador de historias que ele usava quando eu era pequena
— Aceite tudo aquilo que você ver como sua imperfeição – eu o interrompo
— Porque é isso que te torna especial – dizemos em único som e deposito um beijo em sua bochecha
— Silêncio, já vai começar – minha mãe nos fala e sorrimos, afinal ela nunca gostava de assistir esse filme conosco
Passamos a tarde conversando e relembrando a infância, aquilo foi maravilhoso, mas apesar de está mentalmente relaxada, meu corpo pedia cama. Falo para meus pais que vou deitar um pouco, porém não consigo dormir. Levanto e pego uma foto minha com Emma que tiramos no dia da nossa chegada no local da lua de mel, olho nossa felicidade e o brilho em nossos olhos, vê essa Emma tranquila e feliz me amedronta, pois sei o quanto ela tem sofrido. Minutos depois é que me dou conta que estou sendo observada por meu pai, que estava escorado na porta.
— Tudo bem? – ele diz se aproximando devagar
— Emma decidiu ter um bebe – falo rapidamente
— isso é incrível – meu pai se anima e me beija – você não está feliz?
— Sim, claro – respondo, mas parece não acreditar
— isso é temporário e quando ficar bem, tudo voltará ao normal, tenha paciência – ele sorrir – você já está grande para sentar em meu colo, mas aceita meu ombro?
Nesse meio tempo, Emma tem ligado infinitas vezes para Cora, perguntando sobre comida, medicamentos, descanso, eu sinceramente estava vendo a hora da minha mãe desligar o celular e puxar o fio do telefone, mas ela sabe, assim como eu, que se isso acontecesse a minha esposa viria aqui em casa. A noite, após o jantar e meus remédios, vou para a varanda e fico lá admirando as estrelas.
— Não seria melhor dormir na cama? – meu pai pergunta surgindo na porta
— Não, pai, mas obrigada – volto a fechar os olhos – Vou esperar a Emma
— Que tal se fugíssemos da realidade? – meu pai pergunta e senta ao meu lado – lembra quando ficávamos assim, bem juntinhos e olhando estrelas?
— Lembro sim – me aconchego em seus braços
— Sabe minha menina, a lua hoje está pouco iluminada, mas em breve terá lua cheia e seu brilho inundará o céu... – ele fala calmo e eu o olho – A vida é como as fases da lua e assim como a lua cheia vem, os momentos de felicidade também, não há nada que...
— Uma boa noite de sono não cure – eu completo
— Isso! — meu pai sorrir ao se dar conta que eu ainda lembro do que ele falava
— A Emma as vezes foge... – falo, quebrando o silencio que se formou
— Como é? – ele parece não entender
— Quando ela tem medo, ela costuma me afastar dela e fugir – falo olhando pra o céu
— Porque me diz isso? – ele me olha e só percebo isso através da visão periférica
— Por que tenho medo que isso aconteça... Ontem eu bati nela e se isso se repetir? – pergunto e o encaro
— Vamos pensar no agora, no tratamento que vai fazer efeito, na sua esposa que está ao seu lado... Pare de sofrer por antecedência – meu pai me repreende – que tal viver um dia de cada vez?
O abraço forte e o escuto cantar para mim. Sabia que tudo que ele falava era verdade, mas não posso parar de pensar... Na verdade, nesse momento eu acho que posso, pois é sob a luz do luar e o abraço gostoso do meu pai, que eu adormeço.
Point Of View Emma
A semana passou depressa, Regina diz que se sente mais forte e não voltou a ter alucinações. Nós fizemos um trato, bacon em um dia da semana e ela me contaria tudo que estava sentindo. No dia de hoje os seus pais não poderiam ficar com Regina, pois Cora levaria Henry ao médico, mas eu ainda estava com medo de deixa-la só. Conversei com Killian e Zelena e pedi que cuidassem de tudo por mim. Sabendo que Regina tem dormido melhor, me acordo bem cedo e vou para a empresa, para pegar alguns papeis e trabalhar em casa. Tudo foi muito rápido, saí, peguei os papeis, assinei um documento e voltei, mal peguei transito, pois estava muito cedo. Mas ao chegar em casa, não encontro Regina em lugar nenhum. Tento ligar para Regina por diversas vezes, mas ela não atende. Ligo para as meninas e nenhuma parecia saber da minha esposa, tento novamente falar com ela e mais uma vez não consigo. Resolvo sair para procura-la e assim que chego à porta vejo Henry e Lily, explico brevemente tudo o que aconteceu e eles resolvem sair comigo para procura-la. Passa-se mais de meia hora e eu já estava louca, por sorte o David nos liga e diz que Neal ligou para ele e avisou que encontrou com a Regina e ela parecia meio perturbada, David me passa o endereço e vou imediatamente para lá com Lily e Henry. Chegando lá, encontro Regina atordoada e logo que me ver ela corre para os meus braços.
— O que houve? Porque saiu? – a abraço em pânico
— Eu acordei e você não estava lá – ela fala apertando meu corpo – chamei o taxi e dei o endereço para ir para a empresa, mas acho que dei o endereço errado... Eu não sei Emma
— Ok, ok... Tudo bem – faço um carinho em seus cabelos – agora está tudo bem, certo?
— Aham – ela afirma, ainda apertando meu corpo
Mais algumas semanas se passaram e hoje fazem dois meses que Regina foi diagnosticada. Nossa vida está tão bem, minha esposa ainda não voltou a trabalhar, mas está mais forte, dormindo melhor, comendo melhor, é uma pena que nossa vida sexual não esteja tão bem assim, mas melhorou consideravelmente. Eu comecei com o tratamento para engravidar, fiz a consulta e todos os exames necessários, respondi questionários sobre minha árvore genealógica, comecei com os medicamentes para estimulação dos meus ovários e escolhemos novamente um doador, pois da primeira vez escolhemos um doador parecido comigo, para que tivesse algumas características físicas minha e de Regina... Agora, fizemos o contrário. O doador que escolhemos tem os cabelos escuros, jeito latino, olhos escuros, tipo físico bem normal e é um moreno bem alto. Parece um pouco com Regina, seria uma Mills com um olhar diferente e mais alto. O dia amanhece e acordo a minha morena com um café da manhã do jeitinho que ela gosta, hoje ela amanheceu extremamente animada, pois Robert a liberou para voltar a trabalhar, são dois meses sem sonhar com um caso ou Cat Grant e suas loucuras. Preparo um lanche reforçado, que serviria como almoço para que Regina leve para o trabalho.
— Aqui seu almoço e não sai de perto desse alarme – entrego tudo para ela – coloquei nisso aí todos os horários para seus remédios
— Café da manhã, lanchinho, alarmes... Você sabe que não sou criança, certo? – ela arqueia a sobrancelha e parece esperar resposta
— Claro que sei, mas a gente cuida de quem ama, certo? – agarro sua cintura e ela me beija — lembra que você evoluiu muito, não quero que regrida por causa do estresse... Então se eu perceber que te tratar como criança está funcionando, eu vou continuar fazendo isso
— Eu te amo, sabia? – ela sorrir e fala ao enlaçar meu pescoço
— Sabia, ninguém resiste ao charme Swan – debocho e ela me beija novamente, mas dessa vez, um beijo mais forte e demorado
Eu daria carona para Regina até a firma, então acabamos por nos apressar. De cara nós encontramos o David na porta, ele estava a sua espera.
— Mas olha quem eu vejo – David vai até ela e a abraça – pronta para voltar a todo vapor?
— Vamos maneirar, certo? – falo antes mesmo dela responder
— Pode ficar tranquila – ele afirma
— Vocês dois querem parar? Robert me deu alta e me disse até onde posso ir, parem com isso – Regina fala brava e nos repreende
— Cat Grant tem um caso novo – ele fala e o repreendo com o olhar – um caso difícil, mas que tenho certeza que você tirará de letra... Interessada?
— Sim – Regina fala animada
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