Sentença Final

1 OneShot - Sentença Final


Notas iniciais
Bem pessoal, esta é uma fic que queria fazer há anos! Bem, não saiu bem como eu queria, ao invés de uma limonada bem forte, eu fiz uma shounen-ai bem kawai para vocês!

Enfim, escrever LxRaito é a realização de um plano que guardei em minha caixinha! HSUASHUHU
Bem, espero que vocês gostem!

Boa leitura!

Anjos e Demônios

Oneshot: Sentença Final

Não conseguia mover sua atenção daqueles monitores e da caixa de mensagens de seu notebook, pelo menos era o que Raito pensava.

O mais novo mantinha os olhos fixos naquele ser estranho, que ora comia um doce, ora se remexia em sua estranha posição de cócoras sobre a cadeira.

O garoto de belos cabelos castanhos e olhos avassaladores encontrava-se deitado de lado naquele sofá ao lado da habitual cadeira de seu maior rival, procurando não cair no sono enquanto a chuva fazia barulho do lado de fora da mansão.

Havia decidido que para L ganhar sua confiança deveria continuar algemado à ele, pois mesmo se quisesse, não teria privacidade. L não parava de monitorar seu quarto e os outros aposentos da casa.

As horas iam vagando e Raito olhava cada segundo se passar no relógio de pulso, mudando várias vezes de posição. Seu corpo não resistia mais ao sono, portanto decidiu questionar:

– Ryuuzaki, você nunca dorme? Eu já estou morrendo de sono e você continua monitorando estas câmeras... -Disse afundando a cabeça ainda mais no travesseiro e fitando L de costas.

– Eu já disse que você pode sair quando quiser, você tem as chaves Raito-kun. –Disse L sem se virar ainda com o polegar nos lábios, observando as câmeras.

– Eu sei Ryuuzaki, mas prefiro que você confie plenamente em mim. -Disse Raito entediado levantando-se em um impulso e sentando-se no sofá, olhando para as correntes que lhe prendiam o punho.

– Já disse que minhas suspeitas de você ser o Kira são de aproximadamente um por cento, por isto não posso te manter preso. -Disse L erguendo o braço que os prendia e abaixando-o logo em seguida.

– Porque as porcentagens caíram tanto Ryuuzaki? – Disse Raito levantando-se e virando a cadeira de L para seu encontro, abaixando-se um pouco para que seus rostos ficassem bem próximos.

L conseguia sentir a respiração inebriante de Raito tomar conta de seus sentidos. Apesar da situação, permanecia atento e fitando-o no fundo daqueles orbes que julgava serem assassinos, mas não conseguia provar.

– Hum... Simplesmente por que não tenho provas contundentes contra você. – Disse L Fazendo Raito se reerguer com a mão sobre as têmporas – Aliás, vou interromper o caso Kira por hoje, pois vejo que isto está mexendo com a sua cabeça, Raito-kun. – Levantou-se obrigando Raito a se afastar um pouco e puxando o braço do mais novo, assim virou-se para fitar o possível Kira.

Raito não sabia como fora capaz de perguntar tal coisa para L, agora sim sabia que o mais velho poderia ter aumentado aquela porcentagem para dez por cento. Sentia-se cansado demais para pensar. Talvez o sono fosse o responsável por tal questionamento fútil.

– Raito-kun, você está bem? – Disse L enquanto observava Raito tomar a atitude de andar depois de bocejar, obrigando o detetive a segui-lo.

– Yare, estou bem Ryuuzaki. –Disse abaixando a cabeça e esfregando os olhos – Só preciso de um banho para dormir... – Disse Raito abrindo a porta dos aposentos.

– Como quiser Raito-kun. – Disse L dando espaço para Raito entrar no quarto, mas teve de continuar a segui-lo.

– Você vai me seguir até no banho? – Disse Raito ao pegar a toalha e as roupas na gaveta.

– A chave está aqui Raito-kun. – Disse L retirando-as do bolso e ofertando ao menor.

– IE! – Disse Raito removendo as chaves da mão de L com um tapa, fazendo com que elas escorregasse para debaixo do sofá – Você quem tem de removê-las! Têm de provar que confia em mim!

– No momento, as chances de vocês ser o Kira estão em quinze por cento. – Disse L pacientemente.

O Yagami pensou em ficar nervoso, mas fitou intrigado. Porque mesmo com quinze por cento de dúvidas L ainda o deixava ir? Resolveu não pensar a respeito...

– Pense o que quiser. Agora não temos mais uma chave... –Disse puxando o detetive forçadamente pelas algemas e adentrando o banheiro – E vou provar que sou inocente!

– Certamente, Rai-to-kun. – Disse enquanto encostava-se à parede, sibilando ironicamente.

Raito bufou e chegou infimamente perto de L, mas apenas levantou as correntes à frente dos olhos de dele.

–Então feche os olhos Ryuuzaki, não quero que me veja nu. –Disse Raito com um ar vitorioso ao sentir L tremer na parede do banheiro.

– Te ver nu não vai aumentar ou diminuir as chances de ser Kira. – Disse L mudando a posição e ficando de cócoras com os olhos fechados e de costas para o Yagami.

Raito ficou quieto por alguns segundos, se despindo e despertando a curiosidade de L que apenas levantou-se, mas nada viu, pois ainda permanecia de costas e com os olhos fechados.

– Hum, eu não estou preocupado com isto. – Finalmente respondeu – A minha única preocupação Ryuuzaki, é pegar o Kira e te provar que eu sou um investigador muito melhor que você. – Raito adentrava o Box do banheiro, apenas deixando uma fresta por onde a corrente metálica passava.

– É o que você acha Raito-kun? – L encostou-se à parede coçando a batata da perna direita com o pé esquerdo — Suas porcentagens só aumentam cada vez mais...

– Eh mesmo? – Surtiu ironicamente —Então em quanto estão neste momento? –Disse Raito ao ligar o chuveiro.

– Hum em torno de vinte e um por cento, Raito-kun...

– Bem, no momento não estou preocupado com isto. Vou voltar minhas preocupações ao caso Kira e sugiro que você faça o mesmo Ryuuzaki.

– Eu sugiro que ao menos para tomar banho, nós deveríamos tirar estas algemas. – Disse L observando de esgueira a água escorrer pelas correntes e parar ao meio, respingando no chão do banheiro.

Raito nada disse. Apenas sorria vitorioso enquanto se ensaboava, percebendo a inquietude do detetive do outro lado do Box. Olhou para baixo e reparou o quanto provocar L o excitava, o pior que não sabia explicar como aquilo acontecia...

– Kuso! – Sacudiu a cabeça tentando dispersar aqueles pensamentos insanos e percebeu que L se movimentou.

– Algo de errado R-Raito-kun? – Disse L abrindo o Box do banheiro e fitando a cara de espanto de Raito.

– Eu só... Deixei o sabonete cair.... –Disfarçou ao ver o olhar deslumbrado de L – Mas... Porque você abriu o box Ryuuzaki?

– Ahh... – Murmurou vermelho, mas ainda fitava o corpo bem torneado e o membro ereto do menor – I-Imaginei que você estava falando com um Shinigami Raito-kun. —Suspirou pesadamente fechando os olhos e os reabrindo — Mas não havia lembrado que, de alguma forma, ele só aparece para quem está com o caderno em mãos... – Raito colocou o sabonete no apoio e voltou a fita-lo.

– Era só isto? — Disse com a mão apoiada no Box enquanto a água escorria sensualmente sobre sua pele — Então feche o Box Ryuuzaki! – Disse Raito vermelho, desligando o chuveiro.

L fechou o box assim como Raito pediu, mas o Yagami continuava espantado com o rubor que havia visto no rosto do maior, coisa que nunca havia visto antes.

L esperou que o menor se vestisse, virando-se para o lado oposto com pensamentos estranhos na cabeça e isto o atormentava. Por que não conseguia tirar Raito da cabeça? Por que ficou tão constrangido ao ver o garoto nu? Concluiu que aquela visão de Raito o deixava louco e estava com uma enorme vontade de possuí-lo ali mesmo...

Não! Não poderia pensar em uma coisa como estas, afinal ele era o suposto Kira! Mas este era mais um motivo para sua curiosidade e desejo...

Raito vestiu um roupão branco e praticamente puxou L para fora do banheiro. O maior estava com a cabeça baixa, a mão livre sobre a cabeça e os olhos fechados.

—Você está bem Ryuuzaki? — Disse Raito ao separar as roupas da gaveta, se virando em seguida.

— Ie. — Respondeu L, fitando Raito com olhos de malícia, cheios de desejos reprimidos.

Raito fitou o maior sem saber o que responder. Talvez aquele acidente tenha despertado mais do que uma “reação diferenciada” de L. Ele estava estranho, com um brilho diferente nos olhos, mas não podia negar que aquilo o fissurava e o deixava em transe. Raito piscou os olhos para quer no que via e retomando a consciência, voltou a falar:

– Me desculpe por alguma brincadeira sem graça Ryuuzaki. Eu não que... — Foi interrompido por L através de beijo cheio de desejo e foi prensado violentamente contra a parede do quarto.

Raito não tentou se soltar, apenas correspondeu o beijo a altura, afinal nunca iria perder para L. As línguas se buscavam desesperadamente em um beijo devasso e cheio de desejo. L acariciava a face do menor, ainda o beijando, exasperando por aquele corpo. Raito se assustou quando L desceu sua mão por dentro de seu roupão, desatando o nó do mesmo.

L já não pensava mais em protocolo e pudores. Queria o Yagami e iria tê-lo...

— O-O Que você pensa que está fazendo? –Disse Raito assustado, empurrando L com as mãos.

— O que eu estou com vontade de fazer... – Fitou Raito serenamente e perguntou –Se me disser que não quer, eu não te obrigarei... –Disse o moreno fitando o chão por um instante.

Os olhos trêmulos do menor davam-lhe a resposta, mas continuavam atônitos diante daquela situação. L apenas o fitou, aguardando pacientemente por uma decisão de Raito, o qual não sabia que atitude tomar.

– I-Isto é só um teste, Ryuuzaki? – Indagou desconfiado.

– Ie, poderia até ser, mas não é... Te direi até meu nome se você quiser. Não me importo com o que venha acontecer comigo depois. Sei apenas que certamente, irei morrer...

– Nani? E se você morrer... Vai provar que eu sou o Kira, não é?! – Blefou Raito.

– Isto mesmo. – Respondeu com convicção.

– Então eu aceito. – Retrucou trêmulo, porém estava confiante de que fora o melhor a se fazer.

L sorriu com a resposta. Ficara impressionado com a ousadia de Raito, e sem dúvidas, suas suspeitas sobre o garoto só caíam, ao contrário do que havia dito.

Viu o Yagami encostar novamente na parede, fechando os olhos e esperando uma reação vinda do maior. L não demorou, levou suas duas mãos gélidas na face do mais novo, procurando mais uma vez seus lábios, sentindo os estímulos e calafrios que percorriam o corpo esguio dele.

A intensidade do beijo foi aumentando, deixando ambos em êxtase e puro torpor. L começava a percorrer a mão por dentro do roupão de Raito, atingindo seu membro que já estava ereto.

– Ryuuzaki, eu nunca fiz isto com um homem... –Disse deixando o roupão escorregar pelos ombros onde L beijava carinhosamente.

– Não se preocupe Raito-kun, vou te fazer se sentir bem... –Murmurou masturbando de leve o membro do garoto que começava a suar naquela parede.

L voltou a beijar seu pescoço, deixando leves marcas, enquanto o direcionava para a cama. Raito se sentia estranho, uma sensação indescritível, talvez um tanto quanto perigosa, mas adorava senti-la. Ao encostarem-se à cama, Raito se sentou nela e viu L ajoelhar-se no chão para ficar a sua altura.

– Ryuuzaki... – Murmurou deixando claro para L o que queria, fitando-o nos olhos.

L apenas assentiu com a cabeça. Levantou-se e removeu sua camiseta branca, assim como a calça, ficando apenas com a cueca. Quando colocou a mão nas laterais para removê-la, foi interrompido pelas mãos de Raito.

– Não, eu tiro. – Disse fitando o moreno que deixou as mãos do garoto fazerem o trabalho.

Raito desceu o tecido, se deparando com o membro que diferentemente do corpo esguio e fraco, pois era grosso e grande, o que fez Raito estremecer. L continuou a fitar Raito calmamente, pois já esperava tal reação.

Raito nunca tinha feito aquilo, mas sentiu uma necessidade enorme de fazê-lo. Sem pensar duas vezes, colocou a mão nas virilhas de L, enfiando o membro de L em sua boca.

– Ahn Ra-Raito-kun... – Gemeu L ao sentir a língua de Raito passear em seu membro, acompanhada de movimentos de vai-e-vem com a boca.

Raito já estava levando L à loucura, mas queria mais, sentia-se extremamente excitado e estava adorando chupar o rival daquela maneira.

L estava perdido em seus devaneios, remexendo o quadril para ajudar a ir mais fundo com o membro na boca de Raito.

– E-Eu vou... – Alertou L, pois iria chegar ao seu ápice, mas este não deu ouvidos –Ahhh... –Gemeu, gozando na boca do menor.

– Como você é fraco Ryuuzaki –Raito limpava o canto dos lábios, passando a língua nos mesmos.

– Então eu também quero ver se você é um fraco... – Disse jogando o garoto na cama, sorrindo – Me espere um pouquinho, vou te mostrar porque adoro doces – Sorriu malicioso e saiu do quarto, deixando Raito confuso.

Raito ficou paralisado, mas não pensava em fugir. O que era aquilo? Mais um teste? Não podia negar, aquilo o excitava ainda mais.

L voltou sorrindo, com duas taças na mão; uma com chantilly e a outra com morangos. Subiu em cima da cama e consequentemente sobre Raito.

– Gosta de bolo de morando, Raito-kun? – Disse L maliciosamente, espalhando chantilly pelo peitoral do menor.

Raito entrou em estado de choque ao perceber que L fazia dele “seu bolo”. Espalhou chantilly em seu peitoral, descendo e colocando até mesmo em seu membro. Raito gemia sem saber o que dizer e fazer, observando L espalhar o chantilly, inclusive em sua entrada. Quando terminou, L espalhou uma caminho de morangos sobre o chantilly que foi comendo e lambendo , lambeu e comeu tudo, até chegar no pênis de Raito que pulsava loucamente de desejo.

“Agora posso entender o que esse ninfomaníaco pensava quando comia os malditos dos doces! Ele lambia todo recheio antes de comê-los... Eu deveria ter imaginado!”, pensou Raito olhando para L que agora colocava um morango na ponta do seu pênis.

Assim como Raito previu, L abocanhou seu membro, porém com muito mais de habilidade do que poderia imaginar. Junto com o movimento dos lábios e da língua, L usava também as mãos, massageando as virilhas, os testículos e também o pênis do mais novo. O chantilly fazia raito ficar mais excitado ao pensar que era um “bolo sendo comido por L” e o mais velho se deliciava com aquela situação. Em poucos segundos, Raito gemia alto e pedia para ser penetrado.

– Nani? O que você disse Raito-kun? – Espalhou com os dedos um pouco de chantilly na virilha do garoto, mordiscando e lambendo o local enquanto o masturbava.

– Enfia... Enfia essa porra de pau em mim... Ah L, Pare de me torturar! Me come logo!

– Você era mais delicado horas atrás... – Disse irônico – Então pede com jeitinho meu bolo delicioso de morango... ­ – Sorria completamente malicioso, se divertindo com as expressões faciais e palavras grotescas de Raito.

– Ah... kuso! Por favor, Dá para me foder logo Ryuuzaki? – Disse Raito impaciente.

– Não ouvi direito...

– Pervertido! – Resmungou –Por favor... ahnn... Vai Ryuuzaki, QUERO QUE ME COMA LOGO!!!

Percebendo que Raito se segurava para não gozar logo, L o deixou no ápice, saindo de cima do garoto e pedindo para que ele ficasse de quatro e Raito obedeceu.

– Hum, como você disse nunca ter feito isto com um homem antes, então suponho que você seja “virgem” aqui, não é? Ou já usou algum brinquedinho? –Disse passando chantilly em sua entrada, lambendo e penetrando-o com a língua.

– Ie! Q-Que história é esta de brin-brinquedinho?! Eu nunca fiz e nem pretendia fazer isto! –Disse trêmulo sentindo L alisar e afastar suas nádegas, abrindo mais suas pernas.

Raito olhou para trás para fita-lo, mas logo ficou vermelho ao fitar o brilho maldoso nos olhos de L, voltando a olhar para frente

– E-E-Então vai com calma...

– Okaerimashita. –Disse L com um sorriso ameno se posicionando atrás de Raito – Você vai sentir aquela dorzinha que as mulheres tanto reclamam, mas o Chantilly vai ajudar na penetração. – Disse calmamente, assustando Raito.

Raito arregalou os olhos e antes que pudesse raciocinar, L o penetrou fundo fazendo-o sentir uma dor imensurável.

– ITAI! L, O QUE EU DISSE PORRA?- Urrou Raito, sentindo as pernas estremecerem e as paredes de seu ânus pedirem por mais espaço, pois L se curvou sobre seu corpo e o abraçou, permanecendo dentro dele. –EU VOU TE M-! – Mordeu os lábios, não poderia dizer nada que fizesse L descobrir sua identidade criminosa.

– Parece que eu estou conhecendo seu “outro” lado, Raito-kun. –Disse L abraçado a Raito, voltando a masturbá-lo – Isto é bem interessante...

– Vo-você... Anh... Está me torturando Ryuuzaki... – Disse sentindo o prazer começar a fluir em seu corpo.

– Decidi que não vou fazer isto mais com você, Raito-kun... –Disse L sorrindo e sentindo os estímulos positivos do corpo de Raito.

– Se mova, por favor, Ryuuzaki... – Disse Raito, tentando movimentar o quadril.

– Viu? Eu não preciso te torturar, ou melhor, isto não é tortura... – Disse começando a se movimentar de leve, segurando o traseiro de Raito.

– Aght... Isto é bom... – Disse segurando a fronha da cama, enquanto L aumentava aos poucos os movimentos de vai-e-vem – Vai mais rápido... Ryuuzaki... Ahn!

– Yare, mas é claro! No entanto, quero que diga meu nome verdadeiro quando chegar ao ápice! –Gemeu L, prestes a revelar seu verdadeiro nome.

Dizendo isto, aumentou a velocidade das estocadas, tocando fundo o íntimo de Raito, que não sabia que gemia pedindo por mais, ou sanava sua curiosidade e o matava logo, mas na verdade, sentiu uma estranha dor no peito e percebeu que não queria pensar em ser o “Kira” naquele momento, apenas o colegial exímio que sempre foi; o Yagami Raito.

– Ahn.... esquece L... – Disse Raito ofegante com os olhos espreitados, sentindo um prazer que nunca havia sentindo com mulher alguma.

– Lawliet é o meu nome! – Revelou – Diga Lawliet, por favor, Raito-kun! – L ofegava descompassadamente, penetrando-o com força, arrancando gemidos insanos de Raito.

– Ahn, La-Lawliet-kun... – Sibilou Raito completamente extasiado e chegando ao ápice – Lawliet...ahn...Law...L... Incrível... Isso é incrível! – Gemia tentando apagar o sorriso do rosto, o qual ele não sabia ao certo se era por descobrir o nome do rival ou por aquele prazer imensurável que sentia – Ahn... L-kun... Lawliet-kun... ahnnn! Na-Não suporto mais... AHHHH! – Disse Raito, gozando.

– Ashiteiru, Raito-kun! – Disse L gozando dentro de Raito e desabando sobre o garoto.

Raito não respondeu. Sentiu L sair de dentro de si, assim como o líquido viscoso que escorreu por suas pernas. Fechou os olhos e adormeceu com um peso na consciência. Não queria ter ouvido aquele nome...

L levantou-se da cama, cobriu Raito e foi tomar um banho demorado. Quando voltou, viu o garoto com um rosto angelical, completamente adormecido na cama. Agachou-se e tirou as mechas suadas que caíam sobre o rosto do menor e sentiu o coração apertar ao fazer aquele gesto de carinho, afinal, aquela seria a primeira e última vez que pudera dar carinho ao seu maior rival, seu maior amor.

– Raito-kun, você foi a pessoa que mais admirei em minha vida. Não te culparei se o Kira dentro de você terá de me matar, pode ter certeza que morrerei feliz por ter ouvido você dizer meu nome verdadeiro... Arigatô, Raito-kun. – Disse sorrindo e levantando-se, deixando o garoto adormecido no quarto.

Raito comprimiu os olhos e não aguentou mais um segundo sequer depois que L fechou a porta. Sentiu as lágrimas forçarem suas pálpebras e permitiu que elas escorressem pelo belo rosto jovial. Sentou-se sobre a cama e quando percebeu chorava como uma criança e não conseguia parar. Apesar do orgulho de tê-lo impedido de acordar e dar um beijo avassalador em L, jogá-lo naquela cama e repetir tudo o que haviam feito, sabia que tinha feito a escolha certa em deixa-lo partir sem dizer “adeus”. Aquela declaração de L havia mexido com seus sentidos, seus medos e anseios.

Mas o pior estava por vir. Teria de matar L pelo mesmo motivo... O orgulho. Seu lado Kira não poderia permitir que L continuasse vivo depois daquela revelação.

Raito respirou fundo e levantou-se para tomar outro banho e ir para casa.

Depois de chegar em casa completamente cabisbaixo e sem ouvir uma palavra sequer do que a mãe lhe dirigia, subiu e se trancou em seu próprio quarto.

Retirou o Death Note do fundo falso e o abriu, sentando-se na cadeira da escrivaninha. Pousou a caneta sobre a linha em branco, mas começou a tremer. Lembrou-se dos momentos juntos a L, lembrou-se das sensações intensas que viveu naquela cama, no amor que sentia por L.

– E-Eu não posso L... –Murmurou soltando a caneta sobre o caderno, jogando tudo que havia na escrivaninha no chão, chorando copiosamente. – Eu amo esse desgraçado! – Disse tentando limpar as lágrimas, sentindo uma imensa dor no peito.

Foi a partir dai que o lado Kira se manifestou. Raito parou de chorar instantaneamente quando uma ideia racional vinda de Kira surgiu-lhe.

O mataria, mas não com seu Death Note ou com suas mãos...

O Shinigami de Misa faria isto por ele. Certamente, depois disto não conseguiria mais se esconder, mas morreria tentando. Assim, ficaria vivo e venceria L, mesmo que pra isto condenaria seu coração a se martirizar eternamente por ter matado quem mais amou e odiou na vida.

THE END!

Notas finais
E ai pessoal, o que acharam?
Críticas, sugestões e elogios são muito benvindos!
Sua opnião é muito importante para mim!

Bjoos e até a próxima fic!

Att. Yoline.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!