Sensei,Koishiteru!
7 A felicidade não pode ser expressa em palavras.
Notas iniciais
Sensei, Koishiteru!
Capítulo 7: A felicidade não pode ser expressa em palavras.
Ichigo, Rukia, Ishida, Orihime, Chad, todos eles estavam presentes ali, parecia que toda a turma tinha se reunido na casa do Byakuya pra ficar jogando conversa fora? Que grande plano para um final de semana, uma atividade excelente.
Renji só conseguia perguntar-se repetidas vezes porque eles não pensaram em um lugar melhor para realizarem aquela “confraternização” deles, afinal, com Byakuya ali, como poderiam se divertir?
Peraí, claro que ele não achava o professor um chato, um velho rabugento ou coisa parecida, apenas tinha certeza de que com Byakuya presente, eles não poderiam aprontar todas como provavelmente queriam fazer. Ou então Rukia simplesmente pensou que seu irmão não voltaria para casa tão cedo e resolveu dar uma festa de arromba com seus amigos?
Vai saber.
—Ei, Abarai, onde você estava até essa hora? — Ishida levantava a questão, ajeitando seus óculos com o dedo indicador, como fazia toda hora.
—Tirou as palavras da minha boca, Ishida! — Ichigo pronunciou-se —Você está começando a aprender como alfinetar o Renji, aprendeu comigo, hehe — Debochou rindo.
—Do quê está falando? — Uryuu quase nunca entendia bem as piadas de Ichigo ou suas bobagens, apenas franzia a testa aborrecido diante das gracinhas do amigo.
—Parem com isso por um instante! — Rukia pediu.
—Espera um pouco, onde está o Kuchiki-san? — Inoue perguntava, olhando para todos os lados.
—É mesmo! Onde?— Renji e Rukia falavam em coro.
—... Vejam...— Chad indicava com seu dedo para o corredor, onde podia-se ver Byakuya. Para onde ele tinha ido assim de repente afinal? Sumindo do nada.
—Nii-sama, pra quê esse cachecol? Nem tá frio! — Rukia dizia, olhando para o cachecol de cor clara que Byakuya mantinha envolto no pescoço.
—Eu estou com frio. —Na verdade, tudo o que ele queria era cobrir as marcas em seu pescoço, que foram deixadas por Renji. Mas ninguém precisa ficar sabendo disso, e além do mais, só tinha se lembrado desse detalhe há pouco, por isso seu sumiço repentino.
—De qualquer forma, Nii-sama sempre fica muito estiloso com esse cachecol! —Rukia se gabava do irmão, afirmando com brilho nos olhos.
—De qualquer forma, por que estão todas essas pessoas aqui, Rukia? — Byakuya poderia ter soado mal-educado, o que poderia ser meio raro vindo dele, mas aquilo tinha de ser feito, não ia deixar Rukia e seus amiguinhos darem uma festa por ali.
—Hãã, veja bem Nii-Sama, eu estava me sentindo tão sozinha...Então, eu convidei o Ishida, Sado e a Inoue para passarem a noite aqui, conversando. — A garota usava aquele tom de voz fininho e irritante, como quando queria fazer um drama, ou um de seus teatros para convencer as pessoas. Ninguém disse que aquilo poderia convencer Byakuya a alguma coisa, mas ela tentou mesmo assim.
—Ei, e eu também. — Ichigo reclamou.
—É, e o Ichigo também. — Ela completava.
—E eu trouxe saquê! Yey! — Inoue dançava, enquanto balançava a garrafa da bebida de um lado para o outro.
—E-ei Inoue-san, cuidado com isso. — Ishida advertia um pouco nervoso, ajeitado seus óculos novamente.
—Você disse saquê? — Renji se mostrou interessado naquela conversa de saquê, ele não percebeu mas o professor repreendeu-o com o olhar. O ruivo tentou se conter, mas acabou não aguentando e logo sentava-se na “Roda do saquê” junto aos demais.
—Se reuniram para conversar ou para beber...? — Afinal de contas, Byakuya queria saber que tipo de “conversa” era aquela. Só se fosse uma conversa de bebuns...
—Ah, vamos Nii-sama, qual é o problema? — Rukia já abria o frasco de bebida e ajudava a servir saquê para todos nos pequenos ochokos*. Todos pareciam muito animados, cada um estendia os recepientes para que pudessem ser servidos.
—Nee, Kuchiki-Sensei, não fique aí parado com essa cara. —Renji puxava Byakuya pelo braço, fazendo-o se sentar na roda também, ao lado dele.
—Espere um p-pouco, Renji...
—Relaxe. Beba um pouquinho do saquê. — O ruivo oferecia um dos ochokos ao professor, e logo pegava a garrafa para servi-lo.
—Kanpaiii*!!! — Todos brindavam juntos, quando a única coisa que Byakuya conseguia fazer era ficar com uma cara de paisagem, olhando para seu copo enquanto pensava no que tinha se metido. Bebendo junto com um monte de adolescentes? Onde tinha ido parar afinal?
Todos começavam a beber e jogar conversa fora, Byakuya apenas continuava ali parado, só observando tudo aquilo.
—A propósito Inoue, onde você arranjou esse saquê se você disse que estava sem dinheiro?—O morango perguntava curioso, bebendo mais um gole em seguida.
—Ah, o Kyouraku-san, o meu chefe me disse que eu estava muito fofa hoje, então ele me deu essas garrafas de saquê sem mais nenhum motivo! —Orihime contava sorridente, enquanto levantava a garrafa, mostrando-a.
—Sério?
—Sim, ele é um bebum! Hahaha.
—Isso não faz muito sentido, se ele é um bebum, ele não deveria beber ao invés de dar bebida pros outros? —Chad finalmente falou alguma coisa, era um pouco raro.
—Hehe, mas quando ele me deu estes frascos de saquê ele já estava bêbado!— Orihime explicava.
—Eu vou pegar alguns petiscos para nós comermos. — Rukia levantou-se e saiu do quarto,indo em direção à cozinha.
—Ei, Kuchiki-Sensei, beba um pouco. — Renji insistia, segurando o ochoko na mão de Byakuya e tentando levá-lo até a boca do moreno.
—R-renji! —Byakuya por um momento pensou que seu aluno estava bêbado, mas ele parecia sóbrio, para falar a verdade. O professor também refletia seriamente se deveria ou não acompanhar Renji e beber saquê também, afinal ele não era muito disso.
—O que foi?
—Nada...—Byakuya ficou um pouco relutante no começo, mas logo levantou o pequeno copo em direção aos seus lábios e bebericou um pouco. Afinal de contas, não tinha nada de errado beber um pouco de álcool de vez em quando, não é? Tomou mais um gole em seguida, e logo após terminar de beber um copo, servia-se de mais saquê.
*
Rukia abria a dispensa e procurava por alguns salgadinhos e outros petiscos que tinha comprado um dias desses e guardado por ali, na cozinha. Agora só o que faltava era procurar por uma vasilha grande para pôr tudo aquilo. Ela remexia em todos os armários e estantes, procurando por um recipiente, até que encontrou um.
—Ei... Mas o quê é isso? — Rukia viu algo brilhando bem no alto da prateleira, surpreendeu-se ao achar uma câmera fotográfica em cima de uma das estantes, mas para pegar o aparelho teve de se espixar toda até que o alcançasse. Enfim, às vezes a baixa estatura dificultava a vida das pessoas.
Pelo menos agora poderia tirar boas fotos de todo mundo bêbado!
“Como diria a Inoue: Yey!” — Pensava consigo mesma enquanto ria.
Ela também estava um pouco bêbeda, mas ainda sim poderia tirar vantagem dos outros mais fracos para bebida e bater fotos de suas situações vergonhosas.
Adentrava o quarto, em uma mão a vasilha com os petiscos, e na outra, oculta atrás de si, havia a câmera que utilizaria em suas ações maléficas, MUAHAHA.
Mal havia entrado na peça e já saiam de seu quarto Ichigo e Ishida, com o ruivo empurrando Ishida para fora, enquanto o dois balbuciavam algumas coisas sem sentido.
—Vaamooos dançar, o quatroo-olho vai dançar, me acompanhem, ic*.— Ichigo gritava em meio ao soluços, enquanto empurrava Ishida, e iam seguindo os dois para o pátio da casa.
—P-paree, Kurosaki...—Ishida choramingava e gritava também, com a face totalmente avermelhada. — Eu não quero dançar, eu danço muiiito mal...—Uryuu continuava a choramingar, enquanto era empurrado por Ichigo para fora.
—Êêêê! — Logo atrás deles, saiam do quarto Orihime dançando e gritando por ai, e Sado também parecia um pouco alterado devido à bebida alcoólica, mesmo que isso não fosse do fetío dele.
Rukia seguiu todos os seus amigos bebuns, que direcionavam-se até a saída da casa. Com todos eles tão bêbedos assim, não poderia perder a sua chance de registrar aquele momento único e cômico com muitas fotos. A baixinha voltou correndo até o quarto e pegou o resto das garrafas que Inoue tinha trazido, para talvez ter a chance de encher ainda mais a cara deles ou até ela mesma encher a cara também.
*
No quarto de Rukia, os únicos que ainda ficaram ali e não se juntaram a “festinha” foram Byakuya e seu aluno. Renji era até que forte para bebida, e mesmo ele não estando totalmente sóbrio naquele momento, ele ainda sim conseguia controlar-se perfeitamente e maneirar na quantia de saquê que bebia, e também em suas ações.
Tipo, tentar não cometer nenhuma loucura, sabe como é.
Porém, por outro lado e para a surpresa do ruivo, o seu professor não parava de beber, enchendo um copinho atrás do outro, e logo que acabava seu saquê ele pedia por mais com uma voz um pouco rouca, e também ficava resmungando coisas indecifráveis por Renji. Podia-se ver muito claramente que ele estava bêbado.
—Kuchiki-Sensei, não acha que está exagerando? — O ruivo advertia, tirando a garrafa de bebida da mão de Byakuya.
—E-eu estou muito bem...—Byakuya tentava pegar seu saquê de volta, porém bastasse que Renji levantasse o braço e deixasse a garrafa “lá no alto”, como se faz com uma criança, para que Byakuya ficasse tentando desesperadamente alcançar.
E claro, como o moreno estava “meio” bêbedo, ele não raciocinava o suficiente naquele momento para refletir e ver que era apenas ele se levantar do chão, ao invés de ficar ali estirado, todo esparramado, para que pudesse recuperar sua preciosa bebida.
—Kuchiki-Sensei... —Era engraçado e também curioso ver o professor assim,mas ao mesmo tempo aquilo revelava um lado muito vergonhoso dele, e com certeza que Byakuya não gostaria que os outros presenciassem tal coisa.
Vendo que o professor dormia deitado no chão de madeira da peça, não teve escolha a não ser ter ao menos a decência de tentar carregá-lo para o seu quarto, lá poderia deixar que Byakuya dormisse sem que o Kuchiki ficasse dor algum problema de coluna, ou então resfriado.
Enfim, só ele estava se importando mesmo com isso, bêbados pareciam não se importarem muito com onde dormiam, mesmo que esse bêbado fosse Kuchiki Byakuya.
Renji o puxava por um dos braços de Byakuya e colocava-o sobre o seu ombro, envolta do seu pescoço tatuado, apoiando o professor e tentando de alguma forma mantê-lo de pé, enquanto praticamente o arrastava pelo corredor. A cada porta que eles passavam naquele corredor comprido, Renji empurrava uma das portas pra trás, até que achasse uma peça que ele suposse que fosse o quarto do Kuchiki. O ruivo surpreendia-se de como aquela casa era grande, para um professor tê-la.
—Ei, Kuchiki-Sensei, se levante.—Byakuya tinha aparentemente “perdido a consciência” enquanto Renji o “arrastava” por ai, se é que isso é possível. Agora o ruivo recordou-se de si mesmo, quando dormia do nada. Bem, mas o professor tinha a desculpa de estar bêbado agora, então estava tudo ok.
Renji não conseguia mais carregar o mais velho assim, arrastando-o. Pegou-o em seu braços, como se ele fosse uma noiva. Poderia ser uma cena um pouco ridícula, mas fazer o quê. Não estava em condições de contestar nada, sem falar que naquele momento, o ruivo já não ligava muito para essas coisas mais, até porque a bebida tinha alterado seus sentidos de alguma forma e também a sua vergonha; então poderia relevar situações embaraçosas mais facilmente.
Byakuya continuava dormindo, mesmo nos braços do aluno. Aparentemente estava bêbado ou sonolento demais para perceber por quem era carregado, para onde ou até mesmo se estava sendo carregado por alguém ou apenas delirando.
Renji chegou na frente de uma peça no final do corredor, abriu a porta do quarto, e realmente aquele parecia ser de Byakuya. Mas enfim, mesmo que não fosse ia aquele mesmo e dane-se. O quarto tinha as paredes pintadas em tonalidade neutra, uma cama, um guarda-roupas, uma estante de livros, um criado mudo, e uma porta à direita que provavelmente seria a suíte. Aparentemente só um quarto comum.
O ruivo adentrou o local em foi em direção à cama de casal que havia ali, soltando Byakuya sobre ela. O mais velho parecia ter caido ali de jeito e que dormia como uma pedra, porém quando Renji levantou-se da beirada da cama, onde havia se sentado por alguns instantes para descansar, sentiu uma mão puxar-lhe pelo braço, mesmo que fraca.
—...Renji...— Byakuya segurava um dos braços do aluno, o puxando fazendo com que caísse sentado na cama novamente. Com suas últimas forças, visto que ele estava podre de bêbado, Byakuya ergueu-se escorou-se em Renji, sentando ao seu lado. — R-renji, fique... — Pedia, apertando o ombro do tatuado com a pouquíssima força que ainda lhe restava naquela hora.
—Sensei...? Ei! — Byakuya caiu com a cabeça em cima do colo de Renji, que segurava-o para que o professor não caísse da cama.
Renji preocupou-se ao perceber o calor que o corpo do moreno se encontrava, podia até mesmo estar com febre, quem sabe. Presenciando tudo aquilo, via que o seu professor era um pouco fraco para bebida. Ou então totalmente fraco, provavelmente ele não bebia com muita frequência.
—Kuchiki-Sensei, por que não tira esse cachecol? Você está suando muito. — O ruivo repreendia-o, notando o constante suadouro do menor.
—Hmm...Então você quer saber...o porquê de eu ter colocado esse cachecol...? — Byakuya balbuciava de repente, ainda se enrolava um pouco para falar, devido ao seu estado de embriaguez. —Renji
—Hã? — Renji mostrava-se um pouco confuso pelos comentários repentinos do professor, porém ainda sim, tomara coragem para perguntar. —...P-por que?
—C-como você pode perguntar uma coisa assim que nem essa, se todaaa a culpa foi sua...?— Byakuya falava sempre quase gritando, enquanto tropeçava nas palavras e se enrolava mais ainda.
—Como assim? — Renji tentava encontrar algum sentido nas coisas que o professor tartamudeava, continuava a apenas ouvir os balbucios e questionando Byakuya sobre seus argumentos de bebum.
—...Foi você...que começou a vir pra cima de m-mim, mas eu não tive culpa! — Byakuya continuava falando sem parar, e ainda mantinha sua cabeça deitada sobre o colo de Renji. —...Mais uma vez...
—Kuchiki-Sensei?
—E-eu quase morri quando li aquela...mensagem, agora você quer me deixar aqui? Reeenji...
—Kuchiki-Sensei, você não está falando coisa com coisa...—Renji levantou Byakuya dali segurando-o pelos ombros. O mesmo olhava para Renji com os olhos entre abertos e lacrimejantes, e a face ruborizada. Largou Byakuya sentado ao seu lado, que novamente se recostou no ruivo.
—Renji...acho que você provavelmente não sabe...—Byakuya fez uma pequena pausa, enquanto continuava tropeçando nas palavras. — O quanto eu sempre quis passar momentos como esse ou aquele com você...
—Kuchiki-Sensei...? — O ruivo olhava para o professor com espanto, ao ouvir ele pronunciar algo assim profundo naquele momento de bebedeira. Talvez ele fosse o tipo de pessoa que reprimisse todos os seus sentimentos dentro de si, e acabava entregando-os quando estava embriagado? Era uma hipótese bem plausível.
—S-se você pelo menos soubesse... — Byakuya soluçava de vez em quando enquanto falava, aumentando e abaixando seu tom de voz repentinamente, que continuava descompassado. — Antes, eu queria tanto poder me aproximar mais de você, mas eu tinha medo de acabar sabendo que você n-não me amava, e passar o resto dos meus dias sozinho...
—Ei, S-sensei... — Renji simplesmente não sabia o que fazer exatamente, mesmo não estando totalmente sóbrio, ainda assim, não conseguia deixar de sentir um certo nervosismo diante da situação atual.
—...I-isso soa tão patético. — Byakuya completava o desabafo, mantendo sua voz rouca em meio aos soluços.
—K-kuchiki-Sensei, tente se acalmar um pouco... — Renji preocupava-se, tentando tranquilizar o menor. O ruivo admirava-se de como o professor poderia ser assim tão inseguro e tênue, mesmo não aparentando.
—Renji...— Byakuya chamava pelo nome do aluno, em seguida envolvendo seus braços envolta do corpo de Renji devagar, abraçando-o e escorando sua cabeça sobre o peito de Renji.
—Kuchiki-Sensei...
—Renji, por que você não me beija como fez antes...? —O professor direcionava seu olhar a Renji, fitando-o com insistência.
—Kuchiki-Sensei! I-isso é...—O ruivo ruborizava com aquele contato visual tão direto e repentino.
—Renji...
—K-kuchiki-Sensei, você está com febre! — O tatuado percebeu de fato a febre do menor quando o último tinha se abraçado nele, e ficara inquieto e preocupado com a alta temperatura do corpo do Kuchiki, passando a mão sobre a sua testa confirmando.
Renji logo retirava os braços do menor que estavam envolvidos em seu pescoço e carregava Byakuya e o colocava deitado bem no centro da cama.
Procurou por ali alguma toalha de rosto ou coisa parecida, direcionando-se a uma porta que aparentava ser um banheiro, ao abri-la, percebeu que sua dedução logo que entrou naquele quarto estava realmente certa. Umedeceu a toalha pequena na pia, torcendo-a em seguida e indo levá-la para colocar sobre a cabeça do professor febril.
—...Renji, cuide de mim... — Byakuya murmurava ao ver o aluno adentrar o quarto com a toalha.
Renji ficara alguns instantes parado no meio do quarto, refletindo um pouco sobre o que exatamente andava acontecendo nos últimos tempos; ou em especial, aquele dia.
Pensava sobre seus próprios sentimentos em relação a situação complicada por qual passava atualmente.
Certamente identificava-se bastante com seu professor quando tratava-se disto, afinal, ele também possuía um amor platônico. Um amor que por muito tempo não foi correspondido, e que talvez até mesmo agora ainda não era, ou nunca poderia ser. Porém, quando uma pessoa se apaixona, sempre fantasia momentos perfeitos, e acaba se iludindo e tornando-se demasiadamente esperançosa. Sabia que as ações acabavam tornando-se muitas vezes um tanto precipitadas, que poderia tornar-se feliz apenas com a felicidade do outro, e que também faria qualquer coisa para ver essa pessoa tão estimada contente, mesmo que não recebesse nada em troca. Exceto é claro, poder de certa forma apreciar a felicidade da pessoa que se ama.
Sabia muito bem de tudo isso, por isso, meio compreendia os sentimentos de Byakuya. Por mais que fosse um pouco estranho ter seu professor apaixonado por você.
—...Cuidar...d-de que forma?
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