Notas iniciais
Eu realmente não sei o que está acontecendo comigo, mas isso é FAN-TÁS-TI-CO!

Se existe uma Deusa da Criatividade, ela está super-de-bem comigo! ♥

Histórias minhas paradas há séculos estão voltando a serem escritas e eu não paro de produzir um minuto sequer! @Angel45 / PinkieBye já não aguenta mais ser a minha Beta!

Aproveitem a história! ♥♥♥♥♥♥
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?”Sama*: Sama é usado para indicar submissão a alguém. Qualquer relação de submissão é contada;

Kami-sama*: Entre os cristãos japoneses, Deus é chamado de Kami-sama, enquanto que Jesus Cristo é mencionado como Iesu-sama;

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Muitos alunos estavam totalmente imersos nos preparativos finais antes da apresentação de fim de ano do Festival de Natal de Academy High. A equipe de audiovisual estava conferindo pela última vez o funcionamento das caixas de sons, luzes e efeitos especiais em geral. A equipe de palco, conferindo os últimos ajustes do cenário – que se tratava da sala de uma casa moderna e aconchegante, com várias decorações natalinas.

A equipe de maquiagem e figurino estava cuidando de Ayano em um camarim improvisado. Havia levantando lençóis pretos no canto dos bastidores para que pudessem dar privacidade para que Ayano trocasse suas vestes pela roupa que havia sido feito sob medida para ela. Taro Yamada não pode evitar e, de maneira discreta — e sem mais ninguém descobrir seu segredo —, observou a silhueta sombreada de Ayano despir-se e vestir-se atrás dos panos. Seu rosto rapidamente ganhou uma forte coloração avermelhada quando ele identificou algo parecido a um sutiã que sua parceira de palco retirou e pendurou na cadeira.

— Ei, Taro. — Budo Masuta, amigo do amante de livros, se aproximou. — Cara, o que você tem?

— Eu? — Estava bastante nervoso e envergonhado. — Não tenho nada.

— Você está vermelho feito pimenta. — O líder do Clube de Artes Marciais olhou ao redor, até notar que apenas da distância, e posicionamento, que Taro se encontrava, é que dava para se ver a silhueta de Ayano se trocando. — Não me diga que... — Budo olhou o amigo com um olhar sapeca e sorriso irônico. — Que estava observando a Aishi-san se trocar?!

— O q-quê?! — O moreno ficou ainda mais vermelho. — N-não! Eu nunca faria isso! — Tentava se explicar inutilmente, pois Budo conhecia o amigo de infância. — Eu respeito muito a Aishi-san!

Do outro lado das cortinas pretas erguidas, Ayano sorria corada enquanto ouvia o que os meninos falavam. Ambos não estavam longe destas, apenas a dois metros, e não estavam tomando cuidado em falar baixo. A morena havia gostado de saber que sua paixão — obsessão — estava observando ela trocar de roupa. Por um acaso do destino, essa situação pendia muito a seu favor.

O vestido vermelho festivo de Ayano era maravilhoso, entretanto, ela “não conseguia alcançar” o fecho nas costas para terminar de fechá-lo. Coincidentemente, todas as meninas estavam bem longe naquele instante, só restando à dupla de amigos. Ayano sorriu enquanto uma brilhante ideia iluminou sua mente. Iria seduzir seu amado Senpai da forma mais baixa possível.

— Você está confundido tudo, Budo! — Ayano voltou a prestar atenção na conversa dos meninos e sorriu. Respirou fundo e fez sua melhor cara de tímida e envergonhada ao colocar a cabeça para fora das cortinas.

— Psiiu! — Ayano chamou e ambos se assustaram com ela. A yandere chamou Taro com uma das mãos, pedindo silenciosamente que se aproximasse.

— Vai lá, Romeu! — Budo debochou, empurrando o amigo em direção à amada e saiu andando. Taro engoliu seco e se aproximou da morena que olhava ao redor com atenção.

— O-oi Aishi-san. — O mais velho cumprimentou, envergonhado. Teria ela escutado a conversa e iria brigar com ele?

— Yamada-senpai, desculpe chamá-lo desta maneira. — Ayano fazia seu teatrinho de boa menina. — Mas, nenhuma das meninas está aqui e eu preciso de ajuda.

— Não se preocupe, Ayano-chan. — O veterano a tranquilizou. — Como posso ajudar?

— Senpai, você se importaria de entrar aqui? — Questionou fazendo sua melhor expressão de constrangimento enquanto olhava para o lado, com uma das mãos perto do lábio.

— N-não, sem problemas! — Taro Yamada ainda estava nervoso por sua conversa com Budo e, simplesmente, entrou sem controlar seus movimentos corretamente. — O que precisa? — Ayano ficou ainda mais vermelha. Não esperava que seu ato lhe causasse esse turbilhão de emoções e sentimentos.

— E-eu sinto m-muito pelo que vou pe-edir... — Ayano começou e se virou de costas, relevando a Taro o vestido aberto um pouco abaixo da barra da calcinha. Esta, de renda preta que dava vida aos pensamentos mais impuros de Taro, era de cintura baixa e com uma fita vermelha que contornava a barra dela. — M-mas poderia fechar o v-vestido?

— C-claro, Ayano-san. — Taro rapidamente foi de encontro ao fecho enquanto imaginava o que a fita vermelha formava na frente da calcinha da garota. Seria um bonito laço, que despertaria suas maiores fantasias internas?

O garoto não pode se segurar quando, seus dedos encostaram-se à pele nua de Ayano, involuntariamente. Quanto mais subia o zíper lentamente, mais Taro observava o corpo da garota, esta estava olhando para parede super corada e sentindo seu corpo queimar de excitação por sua amada obsessão. O ápice da situação para Taro foi quando o zíper passou da cintura e ele levantou um pouco seu olhar, finalmente se dando conta que a menina não estava a usar nenhum sutiã. Taro sentiu seu corpo queimar e o sangue bombear o músculo, que fez pressão na calça apertada.

— P-pronto, Ayano-san. — O garoto não sabia como havia saído vivo dessa, mas estava surpreso. E tentava controlar seu rubor. Ayano, por outro lado, estava extremamente contente e, desejava que seu senpai não houvesse se controlado tanto.

— Yamada-senpai, obrigada! — Ela se virou para o rapaz. — Por favor, não pense mal de mim. Kokona-chan queria que eu estivesse pronta o mais rápido possível. E o fecho do vestido foi um empecilho para mim.

— Está tudo bem, Ayano. Eu nunca pensaria mal de você, é uma pessoa tão doce! — A garota sorriu agradecida e voltou-se para a cadeira, em frente ao espelho.

— Por favor, me faça companhia. — Pediu delicadamente. — Podemos repassar o texto, se quiser. — Sorriu.

— Obrigado, mas prefiro conversar com você. — Taro se sentou em outra cadeira enquanto a morena prestava atenção no espelho.

Ayano levou suas mãos até o laço de cabelo, soltando-o. Taro Yamada ficou encantado com a cascata preta que caiu sobre os ombros de Ayano, dando a ela uma aparência mais angelical e bela ainda. Ela penteava as madeixas enquanto cantarolava a música.

— Sei que, na realidade, seria algo extremamente ruim. Mas — a morena dirigiu seu olhar ao garoto — a música é viciante. — Ambos riram. Ayano jogava seu charme de maneira singela, enquanto Taro se via hipnotizado pela garota um ano mais nova.

— Eu também penso isso. — O sorriso de ambos foi trocado por olhares admirados um pelo outro. — Ayano-san, você fica muito bonita de cabelos soltos. Talvez, devesse usar eles assim. — A morena escutou o garoto, enquanto pegava uma mecha e analisava a sua opinião.

— Talvez, sim. — Ayano sorriu. Estava na hora de seguir para segunda parte de seu plano. — Poderia pegar o laço vermelho em minha bolsa? Acho que já vou adiantar o penteado para as meninas. — Taro assentiu e seguiu para a bolsa da menina. Quando abriu o único fecho, se deparou com o sutiã da menina.

Yamada rapidamente olhou Ayano que penteava seu cabelo concentrada, desfazendo alguns nós no cabelo recém lavado e muito cheiroso. O rapaz voltou a olhar e se deparou com um sutiã preto cheio de detalhes rendados, com a mesma fita vermelha que contornava a barra de elástico que apoiava a peça no corpo, mas que na frente, fazia um bonito laço.

Internamente, Ayano ria de felicidade. Estava jogando baixo com Taro para seduzi-lo, pois conhecia o outro lado de seu amado. O lado safado. O menino respirou fundo e mexeu na bolsa, encontrando o laço vermelho e o acessório de cabelo que ela usaria para a apresentação.

— Aqui. — Taro entregou as coisas, ainda envergonhado. — Ayano-san, eu-...

— Ayano, chegamos! — Kokona entrou junto a Osana que, ao ver Taro ali, fechou a cara.

— O que está fazendo aqui, idiota? — Osana começou a brigar.

— Repassando texto pela última vez. — Taro mentiu.

— Sozinho com... — Osana olhou o casal de “atores”. — Com Ela?

— Não entendi. — Ayano fez-se de sonsa.

— Chega! — Kokona interrompeu. — Taro e Osana, para fora. Só vou esperar as meninas chegarem e vamos para maquiagem, Ayano.

— Sim, Kokona-chan. — Ayano concordou, enquanto via Kokona empurrar Taro e Osana para fora do “camarim”.

— Vou fazer seu cabelo. — A garota de cabelos cacheados se aproximou sorridente da amiga.

— Sinto muito, Kokona-chan. Tentei adiantá-lo para você. — Ayano se fez de doce, voltando a se olhar no espelho quando a menina ficou atrás de si.

— Imagina Aya-chan. Estamos com bastante tempo agora. — Ayano sorriu para a “amiga”.

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Após Osana dar um sermão por Taro Yamada estar sozinho no “camarim” junto a Ayano, Raibaru apareceu e a levou para longe, para o alívio do rapaz. Para não se atrasar, Taro foi colocar sua roupa de figurino atrás de outro pano estendido para que ele se trocasse — já que toda a escola estava fechada.

Após alguns minutos, quando Taro se trocou, Kokona veio chamá-lo para ver Ayano, pois ambos tinham que passar o texto por uma última vez. Taro usava uma calça preta com tênis casual marrom escuro. Vestia uma camisa social branca com gravata preta e, por cima, um suéter verde que abotoava na região do abdômen por quatro botões de pressão vermelha. As mangas não tinham decoração como a parte da frente, que se resumia em pisca-piscas de quatro cores: vermelho, branco, azul e amarelo. Por cima, ainda usava um cachecol vermelho enrolado no pescoço.

— Ayano está pronta e precisamos ver os dois já prontos no figurino. — Saki Miyu pediu para o rapaz que a seguiu até onde estava a morena.

— Ótimo, acho que vi um problema no suéter em algum lugar aqui atrás.

— Vou falar com o pessoal do Clube de Costura. Eles estão com Ayano dando os últimos retoques.

— Obrigada, Saki-san. — Agradeceu.

Quando Taro atravessou a cortina que improvisava o camarim de Ayano, paralisou. A morena estava linda no figurino da apresentação, tão linda que fez o coração do rapaz falhar batidas e acelerar de uma só vez. O rosto de Taro estava vermelho e Osana se enfureceu ao perceber isso.

Ayano Aishi trajava um vestido vermelho que ficava poucos dedos acima dos joelhos, e suas mangas chegavam à metade do antebraço. Abaixo de cada seio, na lateral do abdômen, havia três botões brancos decorativos, enfileirados na vertical. O vestido era justo até a cintura e, se soltava em uma saia mais solta e esvoaçante. O decote do vestido era estilo tomara que caia, com uma faixa branca e cheia de flores e caracóis em creme bordados nela, que contornava toda parte superior do vestido.

Ayano ainda usava meias-calças brancas de lã por baixo da roupa e botas pretas de cano curto e salto. Seu cabelo escuro estava preso com um laço vermelho em um rabo de cavalo alto com cachos nas pontas, usando um visco de Natal decorativo na mecha solta de cabelo. Além da leve maquiagem nude-rose e gloss rosa brilhante, Ayano também usava um conjunto de ouro de brincos com colar de gota vermelho, completando seu visual Natalino.

— Yamada-Senpai, você chegou! — Ayano sorriu doce, enquanto Hazu Kashibuchi mexia com agulha e alfinetes próximo a região de sua bunda. — Ai! — Ayano gemeu com o susto. — Kashibuchi-kun, por favor, tome cuidado. — Taro ficava encantado com a doçura de Ayano.

— M-me de-esculpa, Ayano-Senpai. — Hazu gaguejou pela doçura e beleza da atriz. — Está quase pronto.

— No seu tempo. — Ayano sorriu e voltou a olhar Taro. — Seu figurino é lindo, Yamada-Senpai.

— O-obrigado, Aishi-san. — O moreno corou com o elogio, enquanto Osana observava corroída de ciúmes.

— Aya-chan!~ — A voz sedutora e forte de Tsuruzo Yamazaki surgiu no camarim. — Como você se assemelha a uma Deusa! — Ayano sorriu com a cantada de Tsuruzo, enquanto Taro não gostou nem um pouco.

— Yamazaki-san, que bom vê-lo! — Ayano cumprimentou com um belíssimo sorriso, logo recebendo uma risada sedutora do garoto da classe 3-2.

— Ayano-chan, — Yamazaki pegou no queixo da morena, logo sorrindo — eu prefiro muito mais quando me chama de “Yamazaki-Senpai” com sua voz doce. — Taro, enciumado com a cena, passou atropelando o vice-presidente do Clube de Teatro até chegar ao costureiro, Hazu Kashibuchi.

— Não deveria estar preparando a homenagem à falecida Kizana Sunobu? — Taro alfinetou, estando bem próximo dos dois.

— Ah, meu caro. — Tsuruzo debochou. — Eu já fiz isso há tempos. — Voltou para Ayano. — Vim treinar com Ayano sua música e, principalmente, o beijo. — Um gritinho histérico teve que ser segurado na garganta de Taro. — Vamos, Ayano-chan. Você está ótima no canto, mas não treinou seu beijo.

— Yamazaki-Senpai, por favor, está me constrangendo. — Ayano pediu timidamente. — O beijo não é importante. E, Taro e eu já acertamos os detalhes acerca dele. — Ayano olhou seu amado Senpai. — Certo, Taro-kun?

— S-sim. — Taro respondeu rapidamente, corado ao ouvir Ayano chama-lo de “Taro-kun”. — Não se preocupe, Yamazaki-san, farei você sentir orgulho de minha atuação. — Ayano envolveu todos os corações ao redor com uma falsa fofura e delicadeza que derreteu a todos.

— Quem sabe você não seja minha Julieta na próxima apresentação de Shakespeare?

— Quem sabe? — Ayano sorriu. Naquele momento, se dependesse de Taro, ela não seria Julieta nunca. Yamazaki depositou um beijo na testa de Ayano, olhando Taro de maneira provocativa, logo indo embora.

Todos rapidamente voltaram ao seu trabalho, ficando apenas Ayano, Taro e Hazu acertando as últimas coisas do figurino. Sem contar com Kokona que acertava as especificações técnicas de entrada e saída dos “atores”, além do tempo.

— Idiotas. — Osana murmurou com ódio ao notar o quão hipnotizado estava Taro Yamada por Ayano Aishi.

— Yamada-Senpai, por favor, me desculpe por chama-lo de maneira tão íntima. Mas, Yamazaki-san estava sendo incômodo para mim.

— Não há problema algum, Aishi-san. Pode me chamar de Taro-kun quando quiser. — Ayano sorriu agradecida.

— E você pode me chamar de Ayano-chan ou Aya-chan. É meu amigo.

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Ayano e Taro se posicionaram no palco, um em cada extremidade. Iriam andar até o centro do palco, onde se encontrariam e dançariam. Ambos estavam bastante nervosos — pelo menos era o que Ayano queria que Taro visse.

As cortinas se abriram e a melodia começou a tocar quando ambos surgiram no palco, correndo graciosamente um para o outro. Taro segurou Ayano pela cintura e a inclinou para trás, fazendo a Yandere esticar sua perna direita de maneira graciosa. Voltaram ao normal e Taro a fez girar em seus braços, fazendo o vestido vermelho de Ayano subir ameaçadoramente, provocando não apenas ele, mas vários rapazes e algumas moças. E, logo, a morena parou há alguns passos de distância esperando o momento certo de começarem a cantar.

— Eu não posso ficar... — Taro começou a cantar, dando as costas para Ayano e ameaçando “ir embora”.

— Mas, Senpai, está frio lá fora... — Ayano correu até Taro e segurou as mangas de seu suéter, com olhar pidão que encantou toda a plateia.

— Eu tenho que ir embora...

— Mas, Senpai, está frio lá fora...

— Esse encontro foi... — Ayano interrompe Taro, fazendo-o sentar no sofá, atrás de ambos.

— Eu esperei muito por sua vinda! — O sorriso e carisma de Ayano encantava a todos.

— Bem... Muito singelo... — Taro atuava muito bem, mas estava muito hipnotizado por Ayano.

— Me dê suas mãos... — Ayano pega as mãos de Taro e finge surpresa. — Aah! Elas estão frias como gelo!

— Minha mãe vai ficar cheia de preocupação... — Taro canta, se levantando.

— Por favor, Senpai, porque tanta preocupação? — Ayano levanta logo e fica preocupada com a ida de seu amado. Todos podiam concordar que a voz de Ayano era muito madura e sensual.

— Meu pai deve estar bravo, preciso admitir... — Taro diz olhando para o lado, ameaçando ir.

— Escuta essa música que eu escolhi! — Ayano segura na mão de Taro e vira encantada para a sala, como uma boneca movimentando graciosa.

— Então, sério, é melhor eu correr... — Taro diz, se afastando.

— Oh, Senpai, por favor, não se preocupe! — Ayano dá uma corridinha bem feminina e pega em sua manga novamente.

— Bem, eu posso me aquecer um pouco mais... — Taro sorri e se aproxima de Ayano, encantado.

— Coloque um filme, que eu vou preparar! — Ayano sorri e dá as costas, como se fosse em direção a cozinha.

— Eu queria poder assistir... — Taro diz, sentando enquanto Ayano pega o chá na mesinha ao lado e o oferece.

— Senpai, o tempo está horrível para sair! — Diz depositando as mãos na frente do corpo enquanto Taro toma a bebida.

— Diga, o que tem nesse chá? — Taro questiona, mexido. Era muito bom ator.

— Não deve ter nenhum táxi lá fora! — Ayano interrompe Taro de novo.

— Eu queria saber como... — Senpai começa a ficar desnorteado.

— Você pode muito bem morar aqui agora! — Ayano diz sentando ao seu lado, debruçando sobre o garoto.

—... vou voltar para casa... — Sua voz está mais fraca.

— Não é bom não estar sozinho? — Ayano dizia sugestiva, olhando o rosto do amado e seduzindo todos ali.

— Eu vou ter que dizer: “Ayano, não...” — Taro se levanta ameaçadoramente.

— Por que diabos você diria não? — Ayano levanta e coloca seus dedos no ombro de Taro, desfilando em sua frente e fazendo sua mão deslizar pelo peito do garoto e parar no outro ombro, enquanto se apoiava ali com as duas mãos e levantava uma das pernas.

— Quero dizer, está bem quentinho aqui... — Taro parecia hipnotizado com tudo ao redor.

— Aos poucos esse seu orgulho vai sumir! — Ayano diz e logo dá um beijinho no rosto do garoto, que cora.

— Eu realmente não posso ficar... — Diz tentando se desviar, mas ainda enfeitiçado.

— Oh, Senpai, não insista nisso! — Ayano pega nas mãos do amado.

— Ah, mas está frio lá fora! — Taro e Ayano cantam juntos, com a morena entre seus braços. Dez segundos de melodia, sem canto. Rodopiam no centro da “sala” rapidamente olhando nos olhos um do outro, apaixonados. Um beijo selado acontece entre os dois.

— Eu tenho mesmo que ir embora... — Taro se solta e tenta ir.

— Mas, Senpai, está frio lá fora... — Ayano o puxa para si pela manga novamente.

— Eu tenho que dizer “Não”... — Taro segura na cintura de Ayano e ambos dançam coladinhos com pequenos passos de vai e vem para frente e para trás.

— Mas, Senpai, está frio lá fora... — Ayano implora.

— Sua recepção foi... — Taro estava corado e parecia estra contente e confortável.

— Ainda bem que eu te trouxe para cá! — Ayano diz sorrindo, convencida.

— Tão... Boa e aconchegante... — Taro rodopia a garota, fazendo o vestido subir novamente, chamando muita atenção.

— Olhe na janela toda essa tempestade! — Ayano solta uma das mãos de Taro e ambos se afastam, ainda dançando num ritmo perfeito. Taro olha para a janela que tinha uma tela atrás, falsificando uma nevasca caindo.

— Minha irmã vai ficar desconfiada... — Diz soltando Ayano e lhe dando as costas.

— O chá não está delicioso? — Ayano insiste dando o chá e ele senta no sofá com a bebida.

— A Osana vai me dar um sermão... — Taro explica e beberica a bebida. Ayano põe as mãos na cintura e mexe os ombros, revirando os olhos.

— Ninguém liga para aquele cão! — Disse de maneira debochada, fazendo a plateia rir e Osana bater o pé em fúria. Kizana havia sido terrível ao escrever aquilo e, na boca de Ayano, parecia mil vezes pior.

— Às vezes, ela é muito cruel... — Senpai diz triste.

— Claro, ela deve tentar... — Ayano senta na beirada do sofá vendo Taro colocar a xicara vazia para o lado.

— Mas, nunca me senti tão confortável... — Confessa encantado por tudo.

— Você não vai mais ver aquela imprestável! — Ayano levanta sorrindo maldosa.

— Mas, eu devia ir para casa... — Taro diz, se endireitando no sofá.

— Senpai, você vai congelar lá fora! — Ayano diz andando para o lado, enquanto fazia cara de má, coisa que foi amada pela plateia.

— Posso usar seu telefone? — Taro perguntou olhando ao redor.

— A neve vai te soterrar lá fora! — Ayano o olhou e deu uma abaixadinha, fazendo cara de boazinha.

— Você foi maravilhosa... — Taro diz se levantando, agradecido.

— Acho que você não entendeu! — Ayano começa a mudar para a personagem psicótica.

— O quê eu não entendi? — O garoto se assusta.

— Você acha mesmo que eu ia te deixar sair? — Ayano pôs as mãos na cintura e entonou sua voz, encantando mais ainda todos ali presentes.

— Podemos conversar mais amanhã... — Taro diz já desconfiado e inseguro.

— Não pretendo deixar você ir! — Ayano vai se aproximando do rapaz.

— Meus pais vão te caçar se você tentar! — O moreno cerra as mãos e canta sério.

— Vou fazê-los achar que você morreu! — Ayano põe as mãos na cintura e ergue a cabeça, olhando-o de cima para baixo, de maneira superior e obsessiva.

— Você não pode me prender aqui! — Taro estava desesperado e sério.

— Esse chá não te dá sono? — Ayano diz de maneira satisfeita, enquanto Taro começa a se sentar no sofá branco de novo.

— Ah-... Aah. — A visão de Taro começa a escurecer.

— Oh, Senpai, está frio lá foraaa!~ — Ayano prolonga a última palavra com um belo grave e uma rodadinha, fazendo seu vestido se erguer perigosamente. E, logo, encerra com uma risadinha enquanto se senta ao lado de Taro, movendo um dos ombros e sorrindo de maneira sapeca.

Os aplausos são ouvidos, as luzes diminuem e as cortinas vermelhas fecham de maneira graciosa e veloz. Logo, Taro pode se levantar e espreguiçar, sendo seguido por uma Ayano muito eufórica pela apresentação.

— Foi maravilhoso, Taro! — Ayano dizia contente, seus olhos brilhavam. — Acho que fomos muito bem, meu coração está muito rápido!

— Sim, eu também estou acelerado. — Ambos riram, enquanto a equipe vinha vê-los, para ter a certeza de que tudo estava bem.

— Tsuruzo Yamazaki logo vai vir para poder fazer o discurso em homenagem a falecida Sunobu-sama*. Ele pede para que toda a equipe esteja no palco. — Kokona avisou aos atores amadores escolhidos para a peça.

— Claro, Kokona-chan. Nós já vamos. — Ayano avisou com um doce sorriso.

— Ah, Ayano. — Tokuko Kitagawa se aproximou delicadamente. — Yamazaki quer que você esteja ao lado dele enquanto ele discursa. — Ayano ficou surpresa e Taro fez uma careta desagradável. Naquele momento, o moreno apenas queria dar um soco na cara “daquele sedutor barato e nojento”.

— Aah, c-claro Kitagawa-san. Obrigada por me avisar, querida. — Ayano agradeceu, obviamente desconfortável. Kokona e a amiga saíram andando.

— Ele não desiste, não é? — Taro obviamente estava com ciúmes.

— Pois é. — Ayano sorriu amarelo. — Acho que ele gosta de mim. — Ayano disse constrangida e corada. — Eu não queria machucar ele, sabe? Não me sinto da mesma forma que ele. Que situação chata! — Ayano se lamentou.

— Aya-chan — Taro a chamou — o Yamazaki dá em cima de qualquer garota bonita e interessante, ele não gosta de você de verdade, sabe? É interesse. — Ayano parecia entender, pois sua expressão se aliviou.

— Ufa! Que bom saber disso, Taro-kun. — Ela sorriu. — Fico mais aliviada. Mas, não se preocupe, vou ficar de olhos abertos com o Yamazaki-senpai. — Ayano sorriu e saiu andando, enquanto isso Taro ficava furioso pelo fato de Ayano chamar o roxeado de “Senpai”. Este tratamento pertencia apenas a ele.

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No palco Tsuruzo Yamazaki parecia com Taro, que lhe lançava um sorriso vitorioso o debochado. Ayano pedirá para que ela e Taro ficasse atrás do novo presidente do Clube, este ficando entre ambos. O objetivo de Yamazaki era deixar claro que a morena pertencia a si e de que estava com ele. Mas, seus planos foram por água abaixo pelo bondoso coração de Ayano.

— Kizana Sunobu escreveu este roteiro duas semanas antes de sofrer aquele terrível acidente nos palcos de Akademy. Ela pretendia encenar como si mesma com seu mais novo parceiro de teatro, o senhor Taro Yamada. Infelizmente, Kami-sama* decidiu que era hora da nossa esplêndida estrela deixar de brilhar nos palcos para brilhar nos céus dos Deuses da Atuação.

O discurso de Yamazaki era extremamente dramático e endeusava muito alguém tão nojenta e esnobe como Kizana. Ela merecera aquele holofote caindo em sua cabeça no meio de uma das peças de Shakespeare, matando-a na mesma hora. Um dos benefícios daquele “acidente” fora Taro ter visto Ayano ao seu lado, chocada, para poder abraça-la e impedir que visse tal cena “horrorosa”.

— Kizana Sunobu era uma grande artista e nós sempre honraremos a sua memória. — Ayano terminava seu discurso. — E eu gostaria de agradecer a ela por ter escrito um musical tão maravilhoso e, ao Clube que me deu a chance de encená-lo de maneira tão gratificante. Eles me deram a chance e a ajuda para que me tornasse uma atriz amadora boa o bastante para a peça. Obrigada a todos!

Seu discurso havia despertado lágrimas em muitos dos presentes e ela terminou com agradecimentos e de maneira muito doce, conquistando os corações dos presentes mais ainda. Saiu do palco junto a Taro, com uma salva de palmas.

Ambos conversavam enquanto todos juntavam seus materiais e preparavam as próximas apresentações. Não precisavam mais dos dois atores amadores. Os figurinos foram presentes do Clube, que deixaram com eles. Ayano adorou, pois, o vestido era perfeito para ser usado em várias ocasiões.

— O que vai fazer agora? — Taro perguntou.

— Eu estava pensando em ir ao centro da cidade. — Ayano contou. — Sempre vou todo ano para ver as luzes, a neve e as pessoas. É muito agradável. Sempre tomo um chocolate quente maravilhoso. — Falou entre risos.

— Bem... — Taro fora interrompido.

— Vem Taro, vamos nos sentar na plateia para vermos as apresentações. — Osana se aproximou com Raibaru, mandando no garoto.

— A-ah, você vai ficar... — Ayano sorriu sem graça.

— É obvio que ele vai! — Osana respondeu, brava. Não queria os dois juntos nem mais um segundo sequer. Raibaru viu Budo de longe e foi para perto do garoto, pois o clima estava pesado.

— Claro, claro. — Ayano disse baixinho, visivelmente decepcionada. — Então... Até mais. — Sorriu triste e virou-se, indo embora. O coração de Taro doeu ao ver a garota se distanciando de si.

— Ayano, espera! — Taro se soltou de Osana, que começou a chama-lo e a brigar com ele, mas o garoto nem sequer era capaz de prestar atenção na ruiva. Ayano virou-se para ele, confusa e com esperanças. — Vamos ver as luzes de Natal juntos? — Os olhos de Ayano se iluminaram, seu rosto ganhou um forte rubor e todos próximos da cena pararam. Os olhos de Osana se encheram. Taro nunca a chamou para ver as luzes de Natal. — Podemos tomar um chocolate quente juntos e... Ficarmos juntos. — Ayano corou de vez com a fala do rapaz e Osana começou a chorar. Tentou chamar a atenção do amigo, mas ele estava encantado demais para sequer lhe ouvir.

— Eu adoraria, Taro-senpai. — Ayano disse docemente com uma expressão muito fofa, cativante e apaixonante. Taro sorriu e corou ao mesmo tempo, indo atrás dela.

Ambos pegaram suas bolsas e casacos e saíram da quadra coberta de braços dados. Lá fora, com a neve caindo, Ayano soltou os cabelos que tinham lindos cachos nas pontas. Sua aparência angelical fazia com que Taro se apaixonasse mais ainda por ela.

No centro comercial, várias famílias andavam de um lado para o outro, casais faziam compras e comiam doces característicos, enquanto muitos beijos se faziam presentes. Ayano e Taro passearam muito pela avenida movimentada, olhando vitrines e rindo discretamente de tombos que algumas pessoas davam na neve escorregadia. Pararam para comprar o chocolate quente favorito de Ayano e se sentaram em uma das mesas internas do estabelecimento, vendo os transeuntes da avenida.

O clima entre os adolescentes era óbvio e contagiante. Ambos se sentaram lado a lado, com Taro passando um de seus braços pelos ombros de Ayano. Mais pareciam um casal de namorados muito apaixonados. Os olhares se encontraram e era bem legível o que os dois queriam.

Com sorrisos bobos e olhos que corriam dos lábios ao olhar do outro, uma aproximação lenta começou de ambos. Aos poucos, e timidamente, colaram seus os lábios quentes e doces pela bebida. Os dois adolescentes tinham gosto de chocolate quente e o beijo se manteve por bons segundos. Quando se separaram, Taro e Ayano estavam muito vermelhos e constrangidos. Então, a morena se escondeu nos braços de seu amado, enquanto este a abraçava protetoramente, beijando o topo de sua cabeça.

— Eu gosto de você, Ayano... — Taro murmurou após algum tempo naquela posição. A morena se soltou vagarosamente e o olhou no fundo dos olhos.

— Eu também gosto de você, Taro-kun... — Confessou num sussurro. — Desde o dia em que nos esbarramos na escola. Você roubou meu coração ali, naquele simples momento de gentileza. — Ambos sorriram e voltaram a intercalar os olhares entre os lábios e olhos do outro.

E mais um beijo foi selado entre os dois adolescentes tímidos e apaixonados...

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Notas finais
Eu espero que vocês tenham gostado dessa fic! ♥

“Senpai, It’s Cold Outside” começou a ser produzida dia 29/12/2020 e continuou pelas primeiras duas semanas de janeiro. A coitadinha ficou parada até o início do mês de março, mas dia 04 ela foi, FINALMENTE acabada e recebeu o “Selo de Aprovação @Angel45 / PinkieBye!”

Estou voltando a ativa e, logo, vou terminar as minhas fics que estão enrolando por aí e não terminam NUNCA. (Alô Kiss Kiss!)

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Vamos lembrar que um relacionamento abusivo NUNCA deve ser romantizado e que Yandere Simulator não deve ser levado para a vida real. É algo COMPLETAMENTE fictício. Ok, minhas luzinhas?

A fanfic é baseada no Musical de Natal (Senpai, It’s Cold Outside ?” 2020 [01]) do YandereDev, que fez uma paródia da canção da Lollia [02].
A letra foi traduzida por mim, com meu pouco conhecimento no inglês, e com ajuda com meu irmãozinho, semi-fluente, sendo, assim, adaptada para a fanfic. Qualquer erro, me desculpem!

Não me senti bem em simplesmente “pegar” a letra do YandereSubsBR, canal maravilhoso que faz o FAVOR de traduzir para nós (fãs brasileiros), que temos pouco ou nenhum conhecimento em inglês, os vídeos do YandereDev e alguns outros conteúdos relacionados ao jogo.

A arte foi retirada do DeviantArt e a criadora se chama Mulberry, o link [03] do perfil está aqui embaixo. Dar os créditos aos artistas é sempre muito importante!

[01] ♥ ♥ ♥ [ https://www.youtube.com/watch?v=B8LQ7J5_u70 ] ♥ ♥ ♥

[02] ♥ ♥ ♥ [ https://www.youtube.com/watch?v=tzA_hqN2vo0 ] ♥ ♥ ♥

[03] ♥ ♥ ♥ [ https://www.deviantart.com/mulberryart/art/It-s-Cold-Outside-865112544 ] ♥ ♥ ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!