Notas iniciais
Jane, Sue e Alicia estão animadas para experimentar os bolos do casamento, mas parece que Jane vai experimentar uma pequena dose de seu passado.

– Então... tenho que pensar muito bem na sua despedida de solteira — disse Jane sentado numa cadeira ao lado de Susan que digitava sem parar pesquisando coisas para o casamento.

– Ah não, você não vai...

– É claro que vou — disse Jane interrompendo Sue. — Você acha que Johnny não vai dar uma festinha pro Reed? Nós merecemos — ela deu uma piscadela.

Susan escolheu Jane para ser sua madrinha de casamento, ela e Alicia, a namorada deficiente visual de Ben. Jane ficou animada com o convite e decidiu ser a melhor madrinha de todos os tempos. Ela não esqueceria de nenhum detalhe e esse seria o casamento perfeito.

– Ai meu Deus... — disse Sue dando algumas risadas preocupadas.

– Pode deixar que eu e a Alicia vamos arranjar um lugar bem legal, cheia de gatinhos, não é mesmo Alicia?

– Isso mesmo — Alicia começou a rir e se animou com Jane.

– Pegar naqueles peitorais definidos hem, o que me diz Alicia? Claro que nenhum é mais definido que o do Ben, mas... dá pro gasto — Jane deu uma piscada para Alicia.

Alicia começou a rir mais e não retribuiu a piscada, pois nem sabia que a recebeu.

– Ok — disse Sue levantando e fechando o notebook. — Temos que experimentar os bolos. Vamos.

– Uhuuu! Bolos Alicia! Vamos.

Jane segurou a mão de Alicia e colocou o braço dela apoiado no seu e elas andavam como duas amigas de braços dados no shopping.

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Samanta arrumou algumas coisas, pediu um tempo de férias e saiu para a cidade onde Jane estava. Assim que ela chegou ela deu de cara com um banner de propaganda de sorvete onde Jane era completamente gelo e sorria animada dando uma piscada e ao invés do olho fechado se via um picolé de chocolate com pedacinhos de biscoito, ela era só gelo, estava sem uniforme e só era possível ver dos seus ombros para cima. Samanta teve repulsa e saiu de perto do banner. Ela não acreditava que Jane chegara àquele ponto.

Samanta andou pela cidade, vendo mais propagandas com todos os integrantes do Fantastic Five. A Garota Invisível fazendo uma propaganda de absorvente, onde mostrava que era possível usá-lo com vestidos pois ele era seguro e não marcava, era como se fosse invisível. O Coisa fazendo propaganda de uma construtora, onde o prédio era tão resistente que nem o Coisa poderia destruir e ele estava apoiado na parede do prédio, o que talvez não era verdade, mas tornava a venda melhor. O Tocha fazendo propaganda da sauna de um spa onde ele estava dentro da sauna cheia de garotas e dava uma piscadela, mostrando que o ambiente era quente e gostoso como o Tocha Humana. E por fim o Sr. Fantástico fazendo uma propaganda de cerveja, onde mostra que mesmo que outras cervejas estejam perto, ele prefere se esticar para pegar a do anúncio, mostrando o quanto ela é gostosa.

Depois de um dia andando pela cidade Samanta descobriu o edifício onde o Fantastic Five morava. Era um apartamento apenas do Fantastic Five, onde havia um cinco no círculo no topo. Samanta então decidiu esperar que Jane saísse para poder encontrá-la. E após alguns dias ela finalmente encontrou a oportunidade que tanto queria. Ela viu o carro conversível saindo da garagem com a Garota Invisível, Frost e uma outra mulher, saindo do edifício.

Samanta às seguiu até uma loja de bolos e decidiu esperar um pouco para entrar.

As garotas entraram na loja de bolos. Os bolos eram incrivelmente detalhados e Jane e Sue se apaixonaram por eles. Jane começou a descreve-los para Alicia e Alicia também os achou muito lindos. A dona da loja começou a trazer fatias de bolo para que elas experimentassem e Jane estava achando todos maravilhosamente deliciosos.

– Sue, está muito difícil escolher — ela disse lambendo o glacê de seus dedos.

– Eu sei — disse Sue desanimada colocando um pedaço de bolo na boca.

– Estou achando todos muito deliciosos — disse Alicia procurando mais um pedaço na mesa.

– Exatamente por isso estamos desanimadas. Está impossível escolher — disse Jane olhando triste para todos aqueles bolos deliciosos.

– Tem razão — confirmou Alicia.

– Você consegue escolher um preferido Alicia? — perguntou Sue.

Alicia ficou um tempo pensativa.

– Tem um com um leve toque de nozes que eu achei perfeito. Não dá pra enjoar, poderia comer essas nozes pra sempre — Alicia riu e Sue e Jane a acompanharam

Sue pegou o pedaço do qual Alicia se referia e comeu, ela quase não sentiu as nozes, ela sabe que só sentiu porque Alicia falara delas, pois já havia experimentado anteriormente e nem sabia que levava nozes.

– Ai meu Deus, é tudo tão gostoso — disse Sua triste olhando para todos os bolos.

– Por que não escolhemos o modelo enquanto pensamos no sabor? — perguntou Jane colocando um pedaço todo na boca do de nozes.

– É... melhor — disse Sue saindo da mesa. — Você pode me mostrar? — ela perguntou à vendedora.

– Sim, claro, venha comigo.

Sue foi atrás da vendedora. Jane também se levantou.

– Vou ali ver alguns modelos Alicia, já volto.

Alicia confirmou com a cabeça.

– Pode deixar que vou experimentar mais algumas vezes — Alicia riu e Jane riu com ela.

Jane pegou mais um pedaço enquanto saía. Jane olhou tos os bolos e os bonequinhos que iam por cima. Ela não achou graça nos bonecos e imaginou que podiam fazer grandes braços do noivo em volta de um vestido solto, pois Sue estaria invisível. Ela pensou que isso seria bem divertido e deu uma risada enquanto mastigava o bolo. Ela decidiu contar sua ideia para Sue, mas quando se virou para ir em direção à Sue ela deu de cara com uma mulher que a encarava nos olhos, chegando bem no fundo de sua alma, o que a assustou e a fez levar a mão ao peito.

– Ai, que susto — ela deu uma risadinha e terminou de engolir o bolo. Ela era um pouco menor que a mulher e ela não parava de encarar. — Tudo bem aí? — A mulher começou a se aproximar dela e Jane começou a se afastar com medo. — Posso ajudar?

– Até parece que você é de ajudar — disse a mulher de jeito sinistro.

– Espera aí — jane deu uma parada e virou a cabeça analisando a mulher. — Eu conheço você, não é?

– Infelizmente.

Jane arregalou os olhos.

– Samanta? — a mulher não mudou sua expressão. — Meu Deus, Samanta... é mesmo você? Há quanto tempo — disse Jane dando um sorriso quase falso. — Pelo visto as coisas não vão bem pra você, não é mesmo? — Jane tentou não rir.

– E como sempre, pra você estão ótimas, não é mesmo?

– É claro — Jane deu de ombros e deu um sorriso de superioridade.

– Por isso eu vim aqui, para acabar com isso.

Jane se transformou rapidamente em gelo e levantou o braço para se defender da espátula que Samanta estava prestes a lhe enfiar na jugular. udo o que se ouviu foi barulho de gelo quebrando, pois a espátula atravessou o braço de gelo de Jane. Samanta soltou a espátula e ficou de olhos arregalados vendo Jane completamente de gelo. Sue se virou rapidamente na direção do barulho.

– Jane? — Alicia se levantou preocupada.

Jane encarou Samanta com superioridade e com raiva por ter tentado matá-la. Jane abaixou o braço e continuou encarando Samanta.

– Estou bem Alicia — ela respondeu. — É só uma mulher louca tentando me destruir aqui.

– Você vai...

Samanta tentou avançar novamente contra Jane, mas Jane a congelou antes que pudesse dar mais um passo, deixando apenas sua cabeça sem congelar. Samanta tentou se mexer para sair mas foi em vão. Jane a olhou com um sorriso de canto de boca e depois analisou a espátula, tirando-a de seu braço que começou a se regenerar.

– Você está bem? — perguntou Sue chegando ao lado de Jane e olhando Samanta. — O que está acontecendo?

– Essa mulher ridícula que tentou me matar — disse Jane colocando a espátula numa mesa e olhando para Samanta com divertimento. Jane voltara ao normal.

– Incrível como você não mudou, Jane Scarlet — disse Samanta com raiva.

– Nem você, não é mesmo?...... Samanta — Jane disse o nome com nojo e deu uma risadinha.

– Jane, o que está acontecendo? — Sue perguntou.

– Eu não acredito que você achou mesmo que iria me matar assim — disse Jane com divertimento, ignorando a pergunta de Sue.

– Eu precisava tentar algo.

– Por isso sou melhor, olhe como você é burra. Eu tenho super poderes e você chega aqui com uma espátula? — Jane gargalhou. — Eu tenho pena de você Samanta.

– E você fica enganando milhões de pessoas achando que você é boazinha.

– Opa, espera, eu sou boazinha, mas não com você, porque você não é comigo, Samanta, nunca foi. Eu precisava sobreviver e eu nunca seria inferior à você nem a ninguém.

– Pra isso você pisa, não é? Tão típico...

– Piso? Eu piso? Tem certeza que fui eu? Você arruinou a minha estreia acadêmica e a minha vida amorosa e sou eu quem piso nas pessoas? Você é ridícula Samanta — Jane disse com nojo.

– Jane, vamos — disse Sue pegando no ombro de Jane e com Alicia em seu outro braço.

– Isso, vai com ela Jane.

– Escuta aqui garota — Jane se aproximou do rosto de Samanta e disse de modo que só ela ouvisse. — Eu só não mato você porque sou uma heroína, as pessoas esperam o bem de mim, vou deixá-las conhecer a vilã antes de dar um sumiço nela.

Samanta deu um sorriso desafiador e segundos depois Jane saiu para ir embora com Sue e Alicia.

– Ainda não acabou Jane Scarlet — disse Samanta.

– Eu espero que não — respondeu Jane encarando-a com um sorriso desafiador também.

Sue puxou Jane pelo braço e só quando elas não conseguiram mais ver a outra é que elas pararam de se metralhar pelo olhar.

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