Senk

4 Fantastic Five


Notas iniciais
Opa, eles ganharam um nome! Pois é, o grupo de cientistas que sofreram um acidente em sua pesquisa espacial agora tinham super poderes. Isso para muitos seria a coisa mais incrível do mundo, o sonho de qualquer um, porém, para um grupo de cientistas completamente despreparados, isso parece ser um grande problema.

Jane estava na recepção mexendo em seu tablet e comendo algumas frutas. Até que então Reed se aproxima seguido de Sue e Johnny.

– E então, notícias do Ben? — ela perguntou ajeitando seus óculos.

– Sim. A Debbie me ligou e disse que o viu ontem a noite e que precisa conversar comigo pessoalmente — Reed adotou um tom sério de preocupação. — Vamos nos encontrar na ponte.

– Eu vou com vocês — disse Jane se levantando da mesa.

E então todos foram pegar um táxi. Reed foi na frente e Sue ficou entre Jane e Johnny no banco de trás. Todos estavam preocupados com o amigo, pois não tinham a menor ideia do que podia ter acontecido com ele.

De repente foi possível ouvir muitas buzinas e então o taxista deu uma forte freada.

– O que houve? — perguntou Sue assustada.

Jane abriu a porta do carro e saiu, Reed saiu em seguida e Sue na mesma porta que Jane, Johnny saiu do outro lado.

– Oh meu Deus — exclamou Johnny que acabara de ver um homem enorme feito de pedras.

Jane levou a mão à boca, pois todos eles sabiam que aquele era Ben e que pelo visto as alterações no DNA dele não foram nem um pouco favoráveis.

– Precisamos abrir caminho nessa multidão.

Reed olhou para Sue e ela ficou indignada.

– Não.. nem pense que...

– Sue, precisamos ajudar o Ben.

Sue fechou os olhos e começou a ficar invisível. Reed chamou a atenção dela ao mostrar que as roupas dela ainda estavam lá. Sue começou a tirar a roupa. Jane virou a cara rapidamente e Johnny também. Sue começou a se distrair com as pessoas olhando pra ela bem na hora de tirar seu sutiã e começou a reaparecer. Reed chamou a atenção dela novamente e ela ficou constrangida e furiosa e começou a discutir com Reed. Durante a discussão ela voltou a ficar invisível e quando sumiu completamente, ela tirou sua langerie.

– Ai meu Deus, vou precisar de terapia — disse Johnny completamente constrangido.

Johnny pegou as roupas de Sue do chão e começou a abrir caminho empurrando a multidão. Johnny, Reed e Jane passaram em seguida e assim que conseguiram uma distância boa, Sue voltou a colocar a roupa.

O caminhão dos bombeiros estava chegando ao local, mas devido à uma freada brusca, a arte traseira do caminhão se desgovernou e foi parar no canto da ponte, destruindo sua proteção e fazendo com que vários bombeiros ficassem perto de cair.

Ben, que agora era completamente feito de pedra, pegou a ponta do caminhão e fez força para segurá-lo no chão. Porém, a escanda se soltou e um bombeiro foi descendo junto com ela e graças ao impacto final, o bombeiro caiu da escada e sua queda na água seria brusca, o que provocaria sua morte. Mas segundos antes de chegar na água, ele foi pego pelas mãos de Reed, que se esticara completamente. Voltando ao normal, Reed foi puxando o bombeiro para cima.

A polícia chegou e começou a atirar contra Ben, o que foi um enorme erro, pois a bala bateu no corpo de Ben e foi direcionada para o capo de um carro. Uma garotinha estava perto do carro e Johnny foi correndo para protegê-la da explosão que a bala iria causar. Ele chega a tempo e a explosão acontece. Jane decide ajudá-lo e estica suas mãos para que um ar frio pudesse sair de suas mãos, mas o que ela sentiu foi algo bem diferente, ela sentiu sim um vento forte sair de suas mãos, mas eles vinham de seus poros e veias, o que tornava tudo estranho e quanto mais força ela fazia, mais vento saía e ela só parou quando conseguiu ver Johnny e a garotinha e o carro completo de flocos brancos como se fossem de neve.

– Obrigada — disse a garotinha e saiu correndo em direção a mãe dela.

Jane estava ofegante e Johnny olhou para ela com estranheza.

– O que foi? — ela perguntou.

– Olhe suas mãos.

Jane olhou para as mãos e elas pareciam uma escultura de gelo, na verdade eram puro gelo, era duro, mas maleável nas articulações. Jane percebeu que todo o gelo havia se espalhado pelos seus braços, ela abriu um pouco de sua camisa e percebeu que seu colo também era de gelo. Jane se olhou no vidro de um carro e percebeu que ela toda era de gelo, ela parecia uma estátua de gelo que podia se mover, até seus cabelos longos haviam se transformado em gelo e eram maleáveis. Jane olhou assustada para Johnny.

– Ai meu Deus, eu vou ficar assim agora?

– Calma, respira fundo e fique calma — disse Johnny.

Jane começou a tentar se acalmar mas quando ela via seu reflexo no carro, ela se desesperava novamente.

– Jane, olha pra mim.

Jane olhou nos olhos de Johnny e começou a acompanhar sua respiração, pouco a pouco o gelo foi dando lugar à sua pele e ela não tirou os olhos dos olhos de Johnny.

– Pronto, você voltou ao normal.

Jane olhou para suas mãos e para seu reflexo no carro. Ela suspirou aliviada e colocou as mãos em seu rosto, sentindo sua pele macia novamente. De repente eles ouviram as pessoas gritarem em celebração e decidiram se unir à Sue e Reed. Ben viu sua esposa dentre a multidão e ela ficou com nojo e com medo dele, ela largou a aliança no chão e foi embora. Ben tentou pegar a aliança, mas como suas mãos eram enormes, ele não conseguiu pegar. Reed se aproximou e pegou pra ele.

– Eu prometo Ben, até o meu último suspiro, que vou encontrar uma cura.

Ben o olhou entristecido e confiou no amigo.

A polícia os escoltou para um canto enquanto ajudavam a limpar a ponte e a lidar com a mídia. Jane se sentou ao lado de Ben.

– Oi — ela disse com um sorriso.

– Oi — disse Ben agora com uma voz bem mas grossa.

– Vai ficar tudo bem, nós vamos encontrar um jeito de reverter isso, ok? — Jane deu dois tapinhas nos ombros de Ben e Ben sorriu de volta para ela. Ben gostava do quão atenciosa e amiga Jane era.

– Onde estão as suas orelhas? — perguntou Johnny para Ben.

Ben olhou para ele com um olhar mortal e ele deu de ombros, pois foi uma pergunta de curiosidade apenas. Jane se levantou, se aproximou de Johnny e bateu no ombro dele.

– Para de fazer piadinhas do Ben, isso é sério.

– Relaxa Jen. Foi uma curiosidade, só isso. Você ficou bonita completamente de gelo — ele sorriu.

– Ai Johnny, para com isso. Temos problemas muito maiores aqui.

– Tô louco pra te ver como você mesma, sério.

– Ei, a mídia quer uma entrevista com vocês — disse o policial que acabara de chegar ao local.

– Legal — disse Johnny animado.

– Nós não damos entrevistas, não somos celebridades — disse Sue.

– Sinto muito senhorita, já viraram.

O policial ligou a TV e uma reportagem sobre eles estava passando, estavam repetindo momentos de heroísmo na ponte, como Ben salvando o caminhão de bombeiro, Sue fazendo um campo de força para conter um lado da explosão, Reed se esticando para salvar o bombeiro, Johnny entrando no fogo no momento da explosão para proteger a garotinha e Jane completamente de gelo após apagar o fogo.

– É como estão chamando vocês, de Fantastic Five*.

– Que maneiro — disse Johnny animado e começou a caminhar em direção aos jornalistas.

– Johnny, aonde pensa que vai? — perguntou Sue nervosa.

– Falar com eles.

– Não, fica quieto aqui, nós vamos dar um fim nisso.

Disse Sue saindo da tenda e indo em direção aos jornalistas com Reed.

Jane estava estática, ela parecia olhar para o nada, isso significava que ela estava pensando.

– Vai me dizer que quer acabar com isso também? — disse Johnny se aproximando dela, fazendo com que ela parasse de olhar para o nada.

Jane ficou olhando para Johnny, ele não ia parar de tentar ficar amigo dela de novo e não ia parar de tentar algo com ela e ela já estava sem paciência para aquilo tudo. Ela sabia porque Johnny fica tão atencioso com ela, porque ele sempre está ali com ela e ela queria acabar aquilo naquele momento. Jane pegou Johnny pela nuca e o beijou. Jhonny se assustou, mas beijou ela de volta. Quando Johnny estava gostando do beijo, Jane parou.

– Pronto, agora você pode me deixar em paz — ela disse saindo de perto dele e indo em direção aos jornalistas.

– Espera... — Jane olhou pra ele com impaciência. — Você não...

– Acabou Johnny, você tem o meu beijo, não precisa mais me encher o saco ou ficar me rodeando, você já tem o que queria.

Johnny ia responder, mas Jane não esperou a resposta e foi ao encontro de Sue e Reed. Johnny ficou estático por alguns momentos, era a primeira vez que beijava Jane em toda a sua vida, ele gostou, muito, era melhor do que ele sempre imaginara, mas aquele beijo tinha um problema, porque não era daquele jeito que ele queria ganhar, não foi assim que ele planejou o beijo dos dois, ele não aceitou que depois de tantos anos imaginando e esperando seria assim, de maneira fria. Johnny achou irônico o beijo frio de Jane combinar com seu novo poder de gelo. Johnny piscou duas vezes rápido e decidiu ir à imprensa.

– ... nós não sabemos quais são os sintomas e... — dizia Sue.

– Sintomas? Vocês estão com alguma doença? — perguntou a repórter.

– Não — disse Johnny. — Se ter super poderes é uma doença então diríamos que estamos super doentes — ele deu um risinho.

Então os jornalistas começaram a encher ainda mais de perguntas.

– Bom... tudo isso é um mistério tanto pra vocês quanto pra nós, o que posso dizer é que vamos descobrir o que aconteceu conosco na nossa missão espacial, mas apenas após de alguns estudos é que podemos confirmar exatamente o que nos aconteceu. Obrigado — disse Reed saindo da direção das câmeras.

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– Senhor, a imprensa cancelou a entrevista, parece que eles conseguiram um assunto mais interessante — disse o assistente de Victor.

Victor ligou a TV e viu Reed dar a entrevista e viu os outros ao redor dele. Victor encarou Reed com raiva, mas ele também queria descobrir algumas coisas já que um machucado do lado direito de seu rosto havia aparecido e ele estava sentindo coisas estranhas desde o dia da missão.

Notas finais
*Coloquei em inglês porque a versão em português ficaria muito feia e estranha haha