Senhor e Senhora Sa
7 Destino ligado
Notas iniciais
Espero que gostem e mandem reviews depois da leitura.
Obrigado e boa leitura!
;]
† A moça estava meio encabulada, ficou assim na mesma hora que o celular tocara bem alto, deixando-a totalmente sem jeito. É claro que, de fato, o jovem Uchiha achara estranho o barulho que vinha por detrás da porta, porém não ousou abrí-la mais nenhum milímetro, pelo menos, não por enquanto.
Mesmo encabulada, virou-se rapidamente de costas para a porta, inclinando-se um pouco e pegando o celular que estava em sua bolsinha. Era de roer as unhas ao descobrir que, aquele enorme barulho, fora apenas de uma mensagem do seu amigo Kiba.
— Ele teve o tempo todo do mundo para enviar uma mensagem dizendo "Hellooooo", e só vem mandar bem agora? — perguntou-se, em tom de voz baixa. Ficara resmungando ali, começando a responder a mensagem e, sem perceber, ler em voz alta o que estava escrevendo. — Seeeeu grande idi-ota! Eu es-tou em apu-ros e você vem me atra-pa-lhar... — a mesma lia conforme escrevia, quase que sílaba por sílaba e, enquanto fazia isso, não percebera que, o jovem Uchiha, abrira a porta totalmente. O mesmo ficou ali de frente à paisagem, cruzando os braços, esperando que ela terminasse. — ... Vou ga-nhar muita grana aqui com esse con-de bo-bo-ca! Estou usan-do uma roupa bem sexy e, duvi-do muito que, ele, não me acei-te! — riu ela, mordendo os lábios. — Agora é só enviar, guardar o celularzinho na bolsinha e... — a rosada fez tudo sequentemente, virando-se lentamente à porta. A mesma ainda estava um pouco inclinada e de cabeça baixa, porém, antes de quase guardar seu celular, ficou murchinha ao ver o tal conde e, também, de boca aberta ao ver que, surpreendentemente, o conde era "O-jovem-do-restaurante", "O-cara-da-China" e "O-cara-da-câmera-digital-quebrada".
— Conde boboca, hm? — perguntou para ela, olhando-a com seriedade.
— S-S-S-S-S-Senhor c-c-c-conde! — exclamou ela, rindo totalmente sem graça. — Q-Que coincidência, não? Nos encontramos n-na China e, agora, aq-
— Espere um momento, sua pervertida! Quem és? — perguntou ele, coçando a nuca.
— C-Como assim quem sou eu? Oras, nos encontramos na China algumas vezes, n-não se lembra? — perguntou ela, estranhando o jeito estranho que o mesmo a tratava.
— Huh... — olhou para o lado esquerdo. — Eu não estou nem aí para ti! Quem pensas que é, afinal? Só porque eu estou procurando uma décima terceira pessoa para ser minha serva, pensares que eu procuro qualquer uma? — perguntou ele, olhando para ela. — Que tipo de décima terceira serva tu pensais que eu iria contratar? — olhou rapidamente para cima, voltando a olhar para a moça. — Mendiga? Sem estudos? Americana? Asiática? Jardineira? Lojista? Prostituta? Sem título? Sem educação? Fazendeira? Psicopata? Masoquista? Ninfomaníaca? Assassina? Sequestradora? Palhaça? — o rapaz ficou perguntando por dez minutos o tipo de pessoa que, de fato, Sakura pensara que ele contrararia. — Justin Bieber? Lixeira? Cabelos rosados? — depois de tanto tempo, terminou todas as perguntas.
— N-N-Não, mas eu não sou nada disso, e-eu... — tentou aproximar-se dele, porém, Sasuke deu as costas, adentrando a casa, fechando a porta na cara desta. — ... Ahn? — assustou-se, aproximando-se da porta, batendo nela várias vezes. — Conde! Conde! Abra, por favor! Eu sei que você não vai fazer isso comigo! — exclamou ela, sem parar de bater. O jovem apenas voltou ao seu lugar para ler, contudo, era difícil ignorar as batidas que a rosada dava na porta, tanto que, um dos empregados chegara até o patrão, vendo-o tranquilo.
— Patrão, quer que eu-
— Não, Neji. Apenas ignore-a e, por favor, avise isso à todos. — ordenou o Uchiha, sem tirar sua visão do livro.
— Às suas ordens, patrão. — saiu do local.
— Jovem coooonde, você se veste muito bem, sabiiiia? — dizia, prolongando certas palavras. — Poxa, me desculpa! Eu não te ignorei aquele dia por mal, abra a porta! — era inútil, o jovem não estava nem aí e, depois de meia hora, o mesmo fora até a sala de jantar, deixando o livro sobre a cadeira.
O cheiro que vinha da sala de jantar era bem gostoso, não parecia ser o aroma da comida que, diariamente, o jovem Uchiha costumava comer. Era óbvio que, naturalmente, o conde estava bem curioso e, por isso, avançou até a sala rapidamente. Os empregados, como sempre, reverenciavam a chegada de seu mestre na sala, as mãos de cada um estavam entrelaçadas e encostadas nos joelhoes colados.
— Já está pronto o seu prato que, com carinho, fizemos à ti, patrão! — exclamou todos juntos, parecia até um coral de gordinhos.
— Um syllabub? Faz tempo que não comia isso... — disse ele, sentando-se na mesa. Syllabub é um prato medieval feito com creme, vinho branco e suco de limão; muitos condes adoravam esse prato.
Como já era noite, as poucas velas que tinham ali iluminavam o local, deixando-o um pouco romântico.
— Estamos saindo, com sua licença, patrão! — exclamaram, saindo em fileira do local.
O conde começara a comer tranquilamente, enquanto Sakura, continuava a bater na porta, só que com intervalos mais longos. Não demorou muito para a mesma começar a desistir, depois de mais três batidas na porta, ela colocara as duas mãos abertas na porta e, assim, ajoelhou-se ali, de forma que, suas mãos, percorressem uma grande parte daquela grande barreira.
— Onde vou passar a noite, agora? — perguntou-se, abaixando a cabeça. — Mesmo com esse dinheiro que roubei, não iria conseguir comprar uma passagem aos EUA para ir agora. — olhou para o lado esquerdo da mansão. Embaixo da janela tinha um espacinho para ela, pelo menos, passar a noite. — Bem, vou ficar aqui mesmo... — engatinhou até o local, entrando no espaço que tinha sob a janela, dobrando suas pernas, abraçando-as e encostando o queixo no meio dos joelhoes. Estava fazendo frio e, para piorar mais, largou sua mala em qualquer lugar da cidade. — Uma pessoa como eu... passando por isso? Que humilhação! — confessou ela, fechando os olhos.
Sasuke tinha terminado de jantar, estava pronto para subir ao seu quarto, mas resolveu perguntar aos empregados que passavam por perto da porta:
— Ninguém está mais batendo na porta?
— Não... faz um tempo já que pararam, patrão! — respondeu um deles, olhando-o.
— Muito bom, isso és muito bom! — exclamou ele, subindo as escadas rapidamente, chegando no seu quarto, deitando-se na cama e, finalmente, pegando o notebook. — Ela me trataste muito mal naquele dia e, agora, quer ajuda? Humph! — o rapaz estava bem magoado, mas se não fosse isso, até pensaria no caso da rosada.
O frio estava aumentando, os pelos da rosada arrepiavam-se bastante e, seu corpo, tremia totalmente. Seria muito difícil a garota pegar no sono dessa forma, mesmo sendo uma mulher forte, estava difícil para ela.
Sem perceber, a rosada tinha deixado seu celular ligado e, do nada, começou a fazer barulho novamente, assustando-a bastante.
— Ahhhh, saco! O que é, agora? — perguntou-se, pegando o celular da bolsa. — Se for o Kiba, eu... — parou de falar quando viu que, quem estava a chamando, era o seu amigo, Sa. — Eu deixei a net ligada pelo celular, também? E, aliás, não sabia que tinha crédito nele. — começou a escrever.
[Conversa fake: ON
* Oi, moço...
Respondeu ela, sem muito ânimo.
-
* Hm, também está triste?
-
* Não sei se tristeza é o que estou sentindo agora, mas vamos dizer que sim, você também está?
Não era fácil escrever, porque além de ser celular, o frio a fazia tremer bastante.
-
* Nervoso e chateado, acho que hoje será difícil dormir.
Respondeu ele, batendo levemente sua mão esquerda nas bochechas.
-
* Digo o mesmo... na verdade, nem vou conseguir dormir hoje.
Encolheu-se mais ali no cantinho.
Cara, adoro o frio! Mas sem agasalho, é difícil.
-
* O que aconteceu?
Perguntou ele, um pouco curioso.
-
* Cara, vou sair! Desculpa, depois nos falamos e, sobre o que aconteceu, não foi nada. Mas a pior coisa é ser tratada e tratar alguém como lixo.
Disse ela, desligando o celular. Sakura nem imaginava que, seu amigo, era o conde. Não foi intenção alguma dar indireta, mas fez Sasuke ficar sentido.
Conversa fake: OFF]
— Vou dormir... não tem mais o que fazer, também está frio. — disse Sasuke, para si mesmo. Mesmo agasalhado, ainda estava com um pouco de frio, principalmente pela janela estar aberta. — Quem abriu a janela e deixou assim? — perguntou-se, levantando-se da cama, indo até a janela, fechando-a lentamente enquanto olhava para baixo e, como do quarto dele dava para ver a porta de entrada, ele avistara a garota de cabelos róseos encolhida ali, arrepiando-se.
^ Ainda está... aqui?
O rapaz ficou olhando por um tempo, mas logo fechou a janela totalmente, voltando para cama.
— Humph! Por que me arrepiei? — deitou-se, cruzando os braços e fechando os olhos. Os minutos foram passando e, sem saber o porquê, ele estava agoniado, não conseguia dormir. — Será que vou passar a noite em claro? Odeio quando isso acontece! — exclamou ele. Na mesma hora, ouvira trovões fortes e a chuva descendo, abrindo os olhos.
Sakura tentou encolher-se o máximo possível ali, não tinha mais como correr dali, pois a chuva aumentava com rapidez. Os trovões a assustava muito, tinha muito medo de ser atingida pelos raios.
~ O que eu faço, agora? Eu vou pegar uma gripe muito forte... o que eu faço?
A moça podia ser até uma ladra e, também, até aparentar ser muito forte, mas o que ela mais temia, eram os relâmpagos, nada mais poderia deixá-la aterrorizada, tanto que, seus olhos, enchiam-se de lágrimas, era quase inevitável não chorar naquele momento. Ela não queria voltar a bater na porta, seria muita humilhação e perda de tempo.
~ Eu só preciso que alguém venha me buscar... só isso... apenas isso...
As esperanças de Sakura estavam abaixo de zero, pois para ela, seria impossível alguém pegá-la ali.
~ Sa... queria tanto que estivesse aqui agora...
Na mesma hora que pensara isso, a rosada sentira alguém a puxando pelo braço e abraçando-a com força, fazendo com que esta arregalasse os olhos.
— Desculpe-me. — disse para ela, deixando seu braço esquerdo estava envolvido nas costas desta, fazendo com que a rosada colasse seu corpo no dele, enquanto seu braço direito segurava um enorme guarda-chuva, protegendo ela e a si mesmo da chuva.
— C-Conde? — perguntou ela, com os olhos brilhando.
— Estava magoado com o que fez em Hong Kong comigo e... então, queria revidar, mas... a pior coisa é tratar alguém como lixo. — depois de dizer isso, um trovão bem forte clareou a face dos dois. A moça estava olhando nos olhos dele, porém bem envergonhada, mantendo seus olhos arregalados, enquanto Sasuke, estava com o rosto sério, mas cheio de arrependimente.
Rapidamente, o mesmo puxara a rosada para perto da porta, abrindo-a e, finalmente, entrando com ela, fechando a porta. Naquele momento, Sakura não reparou na mansão por dentro, apenas deu alguns passos adiante, ficando de frente à escada, e Sasuke à porta.
— Ahn... — suspirou o jovem conde, virando-se para ela. — Só salvei-te porque... — coçou a nuca, olhando para um lado qualquer, ficando um pouco corado. — ... fiquei agoniado e... — a moça virou-se para ele e, quando estava perto de falar algo, a chuva parara no mesmo instante.
— A chuva... — apontou para a janela, fazendo com que Sasuke olhasse.
— ... Parou? — terminou a frase da moça, chegando perto da janela.
— Se me salvou só por agonia, eu posso ir embora agora, já que a chuva parou. — respondeu ela, aproximando-se da porta. Quando ousou encostar a mão no trinco, Sasuke interrompera-a, segurando em sua mão, assustando-a.
— Não perceberes? — perguntou ele, olhando para a lua.
— O quê? — perguntou ela, um pouco encabulada com a situação.
— Nossa situação, a chuva... — sorriu ele, puxando-a para perto da janela. — ... por nós chorais a chuva e, agora que pedi desculpas, sorrindo o céu estás. — as estrelas começaram a ficar bem visíveis, deixando o céu bem estrelado.
— Acho que foi apenas uma coincidência... — disse ela, soltando a mão da dele.
— Será? — olhou-a nos olhos. — Acho que temos alguma missão para comprir juntos. — sorriu.
— Cara, se toca. — disse ela, brincando.
— Mas é verdade, acho que... — Sasuke começou a falar e falar, era sorte de nenhum empregado estar mais andando pela casa, todos já estavam dormindo.
Sakura tentava mostrar que não estava nem aí para a falação do rapaz, mas era difícil conter um sorriso, pois este era muito engraçado.
~ Essa é a primeira vez que, de certa forma, acho um rapaz contagiante e belo...
— E, além do mais, tem um lugarzinho para você passar a noite, quer? — perguntou ele, mas não obteve resposta da rosada, a mesma parecia estar perdida em pensamentos. Na mesma hora, o jovem Uchiha abriu a mão esquerda perto dos olhos da garota, começando a balançar a mão de cima a baixo, chamando-a. — Helloooo? Estás aí? Londres chamas! — exclamou ele, fazendo ela voltar a si mesma.
— A-Ah, desculpe-me! Estava só pensando.
— Pensando no quê? — perguntou ele, curioso.
— Que te importa? — perguntou ela, brincando.
— Ah, é? Vou pensar em alguma coisa para me vingar da mal resposta. — afirmou ele, começando a andar em direção das escadas. — Siga-me, moça. — chamou ele.
— Tudo bem. — respondeu ela, seguindo-o.
~ Talvez não seja coincidência como ele diz...
CONTINUA...
Notas finais
Se por acaso eu estiver muito inspirado, eu posto no domingo...
a partir de agora vou usar o método S.A.B.E.E [Sentar a bunda e escrever], pois assim, ficará mais engraçado e fofo a fanfic. :D
Peço que mandem reviews, não custa nada! Tem gente que lê, mas nem manda, aí fico meio perdido de quantos leitores exatamente tenho. D:
Obrigadinho!
Ciao, ciao!
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