Senhor Do Prazer
30 Capítulo 28
Notas iniciais
Durante os dias que se seguiram, Bella se concentrou apenas nos preparativos do casamento, Alice não lhe dava um dia de descanso, o que para Edward era um martírio já que sua noiva quase não lhe dava atenção. Rosálie e Esme também ajudavam bastante, na verdade Bella havia entregue para as duas todos os detalhes da decoração, pratos e buffet, detalhes dos quais ela não tinha tempo e muito menos paciência para escolher. A gravidez de Rosálie era tranquila por isso, ela fazia questão de estar presente em todas as reuniões com sua futura cunhada, as duas tinham se tornado grandes amigas.
Charlie fizera questão de arcar com todas as despesas do casamento, o pai de Bella estava cada vez mais presente em sua vida. Sebastian prometera comparecer ao casamento mesmo estando em uma viagem de lua de mel com Vivian, os dois haviam enfim se acertado. Jasper continuava no FBI para desagrado de Alice que temia pela vida do marido.
Isabella nunca falara com Edward sobre a morte de Lizbeth, no entanto ele sempre lhe deixava informada sobre as seções de terapia, e à medida que o tempo passava Edward se esquecia um pouco mais da tia e é claro das atrocidades que sofreu. Ele tinha ficado com muitas cicatrizes na alma e ela sabia que teria que lidar com cada uma delas no futuro. Edward ainda tinha alguns pesadelos, ainda se trancava em mutismo, mas para ela como sua companheira só restava à espera de um dia poder compartilhar tudo com o seu amor.
Seu cavaleiro negro havia ficado deslumbrado ao sentir os bebes mexendo-se na barriga dela, que derramou grossas lagrimas ao o ver conversando com os bebes enquanto eles chutavam e Edward sorria bobamente
Naquele dia resolveu desligar seu celular e passar o dia inteiro com Edward, ficou com ele em seu escritório enquanto ele trabalhava com Kate e aguardou em sua sala enquanto ele estava em uma reunião de negócios, saíram então para almoçar no restaurante que Bella adorava e conversaram sobre amenidades enquanto seguravam a ansiedade pela ultrassonografia que Bella faria em algumas horas.
A tarde juntos também fora espetacular, foram juntos ao médico onde souberam o sexo dos bebes, tratava-se de um casal o que fizera Isabella chorar de alegria, Edward não cabia em si de felicidade e ao mesmo tempo de ciúmes da menina que tinha certeza que seria parecida com o seu doce cisne.
– Porque ficou emburrado de repente? — pergunta ao perceber o semblante sério de seu mestre.
– Sabe o trabalho que vou ter para espantar os marmanjos que ficarem de olho na nossa filha? — Ele diz, mas Bella começa a rir da preocupação.
– Verdade que está preocupado com isso? — pergunta quando já estão entrando na cobertura.
– E porque não estaria? Vamos ter uma garotinha tão linda quanto você, e você sabe como sou ciumento. – Disse emburrado
– Você não tem que se preocupar com isso agora meu amor. Bella beija os lábios de Edward e continua. – Afinal você terá Anthony para ajudá-lo com os pretendentes de Elizabeth. — Ela diz surpreendendo Edward que tenta assimilar o que foi dito.
– Estes serão os nomes dos nossos filhos é claro se você concordar. — diz para ele, e espera que ele diga algo, mas Edward apenas a fita sem reação. – O que? Você não gostou? Bem eu achei que poderíamos homenagear seus pais, me desculpe Edward, eu achei que... — Ele a impede de terminar, juntando seus lábios nos dela, beijando-a profundamente deixando-a embriagada.
– Bella sabe o que isso significa para mim? O que você significa? O que os nossos filhos significam? Deus Isabella você está homenageando os meus pais, como posso não estar feliz com isso?
– Eu quero proporcionar a você meu amor, toda à felicidade que puder, porque eu o amo, porque os nossos filhos também o amam, e seus pais merecem que os netos tenham seus nomes, foi à maneira que achei de homenageá-los e agradecê-los por terem me dado você.
– Anjo..
– Não diga nada, apenas venha comigo. — Bella leva-o até o quarto. – Eu tenho uma ideia perfeita para deixa-lo ainda mais feliz. — diz maliciosamente enquanto retira os sapatos.
– É mesmo? — Ele sorri, sedutoramente.
– Oh sim, envolve nós dois sem roupa naquela cama. — Ela diz e começa a retirar seu vestido. — Eu vou pedir comida chinesa e enquanto esperamos podemos ouvir algo relaxante e eu posso lhe fazer uma massagem.
– Essa é uma ótima ideia meu cisne, no entanto você esqueceu-se da parte em que faço amor com você. — Bella arrepia-se inteira com a promessa que logo é concretizada.
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Os dias que se seguem continuam cheios para Bella, no entanto o tempo passou rápido e quando se deu conta já estava na véspera do seu casamento.
– Preciso mesmo fazer isso Alice? — pergunta enquanto as duas estão indo para a casa de Esme. Alice havia convencido a todos que Edward e Bella deviam dormir separados pelo menos no dia que antecedia o casamento, esta era a tradição, disse ela.
– Bella é apenas um dia, vocês terão muito tempo para dormir juntos depois do casamento, se bem que dormir é o que vocês menos fazem.
– Alice! — Isabella enrubesce diante do comentário da amiga, no entanto sabia que ela tinha razão.
– Relaxa Bella, sei muito bem o que um homem bonito e viril é capaz de fazer. Alice diz e continua. – A propósito me lembre de agradecer a Edward pelo maravilhoso dia que ele vai nos proporcionar. Alice começa a contar sobre o SPA que estava montado na casa de Esme para atender a todas as mulheres da família, enquanto Bella vai apenas rindo da animação da amiga e tenta esquecer um pouco da tristeza que lhe acometia ao imaginar que dormiria longe de seu amor.
Mal chegou até a casa dos Cullems e foi recebida por uma equipe que a levou para uma sessão de massagens. E o seu dia foi repleto disto, unhas, cabelos, etc. Esme estava radiante com o casamento e ficou ainda mais feliz ao sentir os bebes mexendo na barriga de Bella e Rosálie.
A casa dos Cullems estava repleta de mulheres, é claro todas as pessoas da família estavam presentes para o grande evento. A maioria dos presentes tinham adorado a escolhida para ser a mais nova Sra. Cullen. Algumas das mulheres a olhavam com inveja já que cobiçavam estar no seu lugar, no entanto ela não se deixaria levar por olhares invejosos, Edward já era seu e amanhã seria seu marido perante os olhos de Deus e dos homens.
– Bella! — Alice chama a atenção dela com um grande buque de rosas vermelhas. – Estas são para você, e é claro tem um cartão.
Isabella abre um grande sorriso ao receber as rosas e sente as lágrimas nos olhos ao ler a mensagem escrita por Edward.
“ Se o meu desejo pudesse se tornar real você estaria aqui comigo agora, porém o que me conforta é que a partir de amanhã você jamais sairá do meu lado. ”
Eu te amo Isabella”
Alice faz questão de ler em voz alta arrancando suspiros das mulheres presentes e é claro palavras de inveja também.
– Não sei o que ele viu nela. — O comentário ácido é de uma das primas de Esme e Isabella o escuta, mas ignora pelo menos por enquanto.
– Ah eu estou tão animada. Alice abraça a amiga. – Casamentos sempre me deixam assim.
– Isso está sendo tão surreal Alice, às vezes tenho medo de estar vivendo um sonho e morro de medo de acordar.
– Bells, você sempre mereceu um futuro como este, sempre foi uma garota simples com um passado triste, mas que sempre lutou por um futuro melhor, você merece tudo isto, você merece alguém como Edward, ele a ama, a venera então pegue seu telefone e ligue para ele para agradecer pelas flores, apenas viva minha doce amiga.
Ela abraça sua amiga e pede licença para poder ligar para seu noivo e agradecer pelas flores.
– Ah e Bella temos um jantar as sete então suba e não se atrase. — Alice avisa e Bella aproxima-se da loira com o nome de Tânia que havia feito o comentário de mau gosto, e sorrindo ela fala ao ouvido da moça:
– Eu o faço gemer e gozar como ninguém querida, eis o segredo. — Tânia arregala os olhos azuis, a loira não esperava que a garota insonsa tivesse ouvido.
Não dando oportunidade para ela retrucar, Bella se afasta discando o número de Edward que atende na primeira chamada.
– Estou morrendo de saudades. — Edward diz, fazendo as pernas dela fraquejarem.
– Não mais do que eu e nossos filhos, não sei se vou suportar passar esta noite longe de você.
– Não está gostando do seu dia? — Ele pergunta divertido.
– Está sendo perfeito, aliás obrigada pelo dia de beleza e é claro pelas lindas flores. — Diz começando a subir as escadas indo para o quarto que ocuparia.
– Você deve estar tão linda agora, me diga meu doce cisne você continua cheirando a frésias como eu gosto?
– Estou exatamente do jeito que o meu mestre adora, mas gostaria que estivesse aqui. — Ela diz enquanto abre a porta do quarto e se surpreende com o que vê.
– É melhor ter cuidado com o que deseja meu doce cisne. — ela sorri ao ver o homem que ama deitado na cama, enquanto ainda segura o celular na mão.
Bella corre em direção a Edward sendo recebida por beijos quentes.
– Temos que trancar a porta. — Ele diz enquanto continua a beijando.
– Como entrou aqui? — pergunta curiosa e extremamente feliz, Alice ficaria furiosa se o descobrisse ali, por isso corre para trancar a porta.
– Tive uma ajudinha de Carlisle e Emmet. — Edward a prensa na porta e lhe beija ardentemente.
– Eu senti sua falta. — diz tirando a camisa de Edward enquanto ele lhe acaricia os seios ainda por cima do vestido.
– Não mais do que senti a sua anjo. — ele desce o zíper do vestido contemplando o corpo quase nu de Bella. – Deus você é tão linda, nunca vou me cansar de ver você assim. — Ele retira o sutiã e a pequena calcinha para então lhe beijar os seios enquanto acaricia seu ponto sensível.
– Não acha que está com roupa demais? — ela diz em suspiros de prazer.
– Isso não se trata de mim querida, trata-se apenas de você, do seu prazer. — Ele então começa a enlouquecê-la com mordidas em sua pele sensível
– Edward. — Ela geme o nome dele soltando-se e quando está prestes a arrancar a roupa de Edward, os dois são interrompidos.
– Bella? — Alice bate na porta e tenta abri-la. – Porque está com a porta trancada? Bella não adianta se esconder, me deixa entrar, eu tenho que deixá-la perfeita para o jantar. — sua amiga continua a bater enquanto Isabella para de tentar tirar a roupa de Edward. Ela olha para Edward interrogativamente tentando compreender porque ele ainda não parou de acaricia-la.
– Oh droga eu esqueci que Alice viria. — Edward apenas sorri sedutoramente e ao mesmo tempo diabólico.
– Que tal um jogo querida? — Ele pergunta, e Bella sente o corpo arrepiar pela expectativa, estava louca de saudades do seu mestre, já fazia semanas que não entravam na sala de jogos, mas fazer isso com Alice ali? Aquilo só serviu para excita-la ainda mais.
– Sim mestre. — Ela responde enchendo-o de excitação.
– Bella? — Alice continua a chamar e ela espera pelas ordens do seu mestre.
Edward apenas subiu suas mãos pelo corpo de Bella parando propositalmente nos seios. — Ele a vira de costas, e lhe prende os pulsos acima da cabeça.
– Responda ao chamado dela querida. — Ele sussurra e com uma das mãos Edward vai novamente até seu ponto mais sensível colocando os dedos, ela por sua vez solta um gemido audível, deixando seu mestre ainda mais contente. – Apenas responda querida.
– Eu...estou aqui Alice! — Bella grita o nome dela.
– Está tudo bem? Você parece estranha. — ela segura outro grito, estava completamente enlouquecida com aquela mão pecaminosa entrando e saindo lentamente da sua intimidade, enquanto com a outra lhe apertava um dos seios.
– Diga a ela meu cisne como está se sentindo. — Edward esfregou sua potente ereção ainda coberta pela calça nas nádegas macias de Isabella, fazendo-a empinar-se ainda mais para ele.
– Bella estou começando a ficar preocupada, devo ligar para Edward? — Alice parecia preocupada, no entanto Edward estava achando a situação muito excitante.
– Não! Bella grita novamente, e Deus daquela forma explodiria em poucos segundos. – Eu estou muito bem Alice, droga Edward eu vou... — Ela tapa sua boca para que Alice não escutasse, e se deixa levar pelo clímax alucinante.
– Então me deixa entrar, tenho pouco tempo para deixa-la deslumbrante. — Alice pede mesmo achando a atitude da sua amiga estranha, ela parecia ofegante e aqueles gritos, ela parecia estar em êxtase, parecia estar...
– Não posso nesse momento Alice. — Bella responde encostando sua testa contra a porta tentando controlar seus batimentos, Edward a faz virar novamente para si. – Estou bem ocupada agora.
– Ainda está com Edward no telefone? — pergunta querendo ter certeza da sua suspeita.
– Sim.
– Isabella Swan estava fazendo sexo por telefone? – fala e Edward se segura para não rir. — Bella não podia dar outra resposta que não fosse positiva, ou do contrário teria que dizer a Alice que Edward estava ali, e o pior que estavam em um de seus jogos de prazer.
– Sim Alice, estava fazendo sexo, agora será que você poderia me dar alguns minutos?
– Está bem, mas em cinco minutos estarei aqui e é melhor que esteja à minha espera.
– Você se saiu muito bem meu cisne. — Edward faz uma leve caricia no rosto dela. – Mas agora que dei o seu prazer você deve dar o mesmo ao seu mestre não acha? — Edward despe-se rápido sob os olhos atentos de Bella que saliva pela vontade de beija-lo.
– Sim mestre. — Ela responde e sente seu íntimo contrair-se novamente, Edward leva uma das mãos de Bella até a sua ereção. Isabella fecha os olhos e morde os lábios de desejo por ser logo possuída pelo membro de Edward, por isso começa a fazer movimentos de vai e vem em seu mestre.
– Você tem pouco tempo para me fazer gozar e para tomarmos um banho. — Edward a levanta em seu colo levando-a até o banheiro da suíte, ligando o chuveiro ele a faz entrelaçar a cintura com as pernas e a penetra forte.
– Lembra-se da última vez que te fodi no meu escritório e que tivemos que gozar em trinta segundos porque eu tinha uma maldita reunião? — Edward se retira de dentro dela e Isabella geme em protesto.
– Sim. — Ela responde enquanto Edward entra firme novamente.
– Isto aqui será da mesma forma. — Ele repete o movimento enlouquecendo — a. – Eu vou contar até vinte Isabella e me derramarei em você, da mesma forma que você gozará em mim, entendeu?
– Sim mestre. — É o bastante para ele tortura-la com suas estocadas ora rápidas e fortes, ora lentas, enquanto ele conta. Bella se vê presa ao prazer louco que só os dois compartilhavam, nunca pensara que faria algo como aquilo, sexo as escondidas era muito bom, ela acabou gritando ruidosamente quando ele lhe levou ao limite e apreciou o momento em que ele também chegou ao clímax.
Depois de terem saído daquela bolha de excitação Edward banha seu cisne e lhe diz palavras de amor ao pé do ouvido fazendo-a derreter-se e enche-lo de beijos apaixonados.
– Tenho tanta sorte por ter você, e agora os nossos bebês. — Bella diz enquanto o acaricia levemente.
– Não mais do que eu minha Bella. — Ele desliga o chuveiro e a convida para sair enrolando-a num roupão e enrolando-se. – Você precisa ser rápida antes que sua amiga volte, eu ficarei escondido aqui até vocês saírem.
– Não vai ficar aqui comigo? — Bella pergunta triste, achava que ele ficaria com ela durante toda a noite, amanhã eles dariam um jeito de tira-lo de lá sem que ninguém percebesse.
– Infelizmente não poderei ficar anjo. — Ele havia prometido a Emmet que voltaria para que eles saíssem, na verdade esta tinha sido a troca por tê-lo ajudado a entrar na casa. Segundo Emmet a última noite de solteiro de Edward seria uma diversão para homens, porem no seu ponto de vista casar com Bella não seria um castigo, mas sim uma dádiva.
No momento que Isabella iria perguntar o porquê e tentar convencer Edward a ficar, Alice bate forte na porta e a chama novamente, que não vê outra saída a não ser deixa-la entrar de uma vez.
– Fique aqui, darei um jeito de fazê-la sair. — Bella beija os lábios de Edward sorrindo para ele e saindo do banheiro abre a porta para sua amiga.
– Uau você está com uma cara de quem foi bem fodida. — Alice comenta e Bella enrubesce pela vergonha ter feito tudo aquilo com sua amiga do outro lado da porta e ainda mais por imaginar a cara de Edward ao ouvir aquele comentário.
– Alice! Bella dá as costas para amiga para que ela não visse seu rosto culpado.
– Ah não Bella, você faz sexo por telefone e fica dessa forma? Pelo jeito Edward é muito bom no que faz, já que a deixou assim.
– Eu não vou comentar isso com você.
– Então sou obrigada a lhe dizer que adorei essa ideia, até liguei para Jasper para tentarmos, mas ele estava no meio de uma reunião importante.
– Por Deus Alice! — Bella não sabia mais o que dizer.
– Mas ele disse que me ligaria mais tarde, após a despedida de solteiro do Edward, eles vão até uma boate de stripers, o convencional você sabe.
– O que? — pergunta atônita, não sabia que Edward iria ter uma despedida, tampouco que seria com mulheres nuas, então era por isso que ele não podia ficar?
– Coisas de homens, mas como sou uma super madrinha consegui stripers para a nossa festinha depois do jantar.
Nesse momento Edward sai de seu esconderijo louco de ciúmes e com apenas uma toalha enrolada na cintura, ele nunca deixaria Bella com outros homens.
– Nem pense nisto Isabella só por cima do meu cadáver que a minha mulher vai se divertir com homens nus. — Ele diz autoritário, enquanto Alice assustada abre a boca para dizer algo que não sai.
– Nem eu admito que você vá até uma boate com um monte de vadias seminuas. — Bella também estava possessa de ciúmes.
– Isso é apenas uma ideia louca de Emmet. — Ele explica com a voz dura
– A qual você concordou.
– Alguém pode me explicar como Edward entrou aqui? E você Bella porque não me contou que vocês estavam...Deus estou morrendo de vergonha.
– Alice pode nos dar uns minutos? Bella lhe dirá tudo depois. — Edward diz e Alice lança um olhar de desculpas para a amiga e sai do quarto deixando os dois sozinhos.
– Emmet me fez prometer que iria até esta maldita boate e em troca ele me ajudaria a entrar aqui, porque eu não posso deixar minhas mãos longe de você, e esta noite seria um martírio para mim, não estou nem aí para as mulheres seminuas que estarão na boate, o que me interessa é o seu corpo nu na nossa cama, e eu estou furioso com o fato de saber que deixaria você aqui com homens tentando se esfregar no que me pertence.
– Eu preferia mil vezes fazer amor com você e dormir a seu lado do que estar aqui, não que eu esteja odiando afinal eu amo Alice, Rosálie e Esme, até gosto de estar sendo mimada, mas quero estar perto do homem que amo e não assistir homens desconhecidos tirando a roupa ou dançando enquanto tentam se esfregar em mim. Ela se aproxima de Edward e lhe segura o rosto com as duas mãos. – Mesmo sabendo que amanhã o terei pela eternidade eu não consigo ficar esta noite sem você. — ela beija os lábios de Edward e logo os dois estão envolvidos em um beijo quente.
– Vista algo e venha comigo. — Ele ordena e em seguida faz uma ligação sob os olhos atentos de Bella.
– Peter prepare o helicóptero, estarei na cobertura em trinta minutos.
– Aonde vai? — Bella se entristece por pensar que ele iria embora e que a deixaria ali.
– Nós vamos para a nossa casa, agora se vista rápido. — Ela lhe dá um sorriso brilhante e usa o vestido que Alice havia separado para o jantar.
Depois de vestida segura na mão de Edward e os dois vão pela mansão até chegarem à sala onde todas esperavam por Bella.
– Senhoras, sinto dizer que minha noiva terá que ausentar-se, porem Alice continuará com a programação. — Edward dá um rápido beijo na mãe e leva Bella consigo para a casa que comprou na fazenda passando a noite inteira amando-a na cama que compartilhariam dali em diante.
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Quando a manha chegou ela relutou em despedir-se de Edward, estava tão nervosa. A despedida rápida que tiveram dentro do carro só serviu para deixa-la mais nervosa.
– Bella, que bom que chegou, nós já estamos atrasadas. — Alice arrasta a amiga para dentro da mansão onde vários profissionais a aguardavam para que começassem o trabalho de arruma-la para a cerimônia que aconteceria durante o crepúsculo na catedral St. James.
Durante o dia que se seguiu ela foi mimada e elogiada por todos, no entanto não conseguia esquecer-se do seu grande amor, tampouco das inseguranças que lhe acometiam. Tinha medo de Edward arrepender-se ou pior de não ir à cerimônia, mesmo dizendo ama-la como ela o ama, Bella sabia dos traumas de Edward, e tinha medo que mais uma vez os velhos fantasmas aparecessem fazendo-o desistir, mesmo sabendo que Lizbeth havia morrido, tinha ciência de que os traumas haviam ficado.
Então pegou seu telefone e mandou uma mensagem para Edward.
“ Não vejo a hora que o nosso para sempre comece. Eu juro meu amor que tentarei todos os dias fazer com que me ame como eu te amo, e farei Edward Cullen que seja para sempre.”
Não demorou muito para que o telefone tocasse, e sorrindo Bella pediu licença aos presentes e o atendeu.
– Posso ir pegá-la agora e esquecermos a cerimônia, não aguento de saudades suas.
– Não está arrependido disso tudo está? — pergunta insegura.
– Nunca estive mais feliz do que estou hoje meu cisne, e nem sei o porquê desta pergunta.
– Não é nada, apenas idiotice minha. Ela responde e em seguida começa a falar sobre outras coisas, e dizer a ele o quanto o amava.
Mal conseguiu comer tal era o seu nervosismo, praticamente fora obrigada por Esme a alimentar-se, e é claro pela saúde dos bebes, que estavam tão animados quanto às demais pessoas.
E sua ansiedade piorou à medida que lhe vestiam o vestido branco feito de delicadas rendas francesas, com um detalhe abaixo de busto feito de pequenas perolas, adornado de prata dando graciosidade no vestido sem alças, o detalhe da renda transparente lhe dava perfeitos contornos nos seios aumentados pela gravidez, a longas luvas brancas e as joias que foram de sua mãe. Olhando-se agora no espelho Bella não evitou o sorriso pela beleza que via em si agora. O vestido longo lhe deixava com uma aparência de princesa, ou mesmo lhe dava a graciosidade de um cisne. Quando o provou fora isso que a fizera escolhe-lo afinal ela era o cisne do seu mestre. Olhou para o penteado que lhe fizeram e sorriu ao receber o véu e a fina tiara de diamantes, recebeu o buquê da sua amada sogra que chorava por vê-la tão linda.
– Nunca vi uma noiva tão linda e tão feliz. Esme diz e se aproxima mais de Bella. – Deveria ser a sua mãe a lhe dizer isso agora querida, mas eu posso garantir que a amo como uma filha.
– Esme, eu também a amo. Bella a abraça. – Se não fosse por você, eu não estaria aqui agora, não com Edward.
– Querida quando a vi naquele restaurante, eu tive a certeza de você seria a única que traria a verdadeira felicidade a meu precioso filho, eu só tenho a agradecê-la por tudo Bella e desejar que sejam felizes como eu e o Carl.
– Bella. Alice entra em seu exuberante vestido prata. – Deus como está linda. Alice vai até a amiga.
– Obrigada Alie. Bella se olha mais uma vez no espelho com o aspecto nervoso, estava ansiosa e com medo de que aquele casamento acabasse, de que tudo fosse por água abaixo quando Edward se desse conta do grande compromisso que era.
– Bem estão todos lá embaixo, então essa é a hora, você está pronta Bells? Alice nota e semblante preocupado de sua amiga.
– Eu não sei. Bella responde e antes que Alice ou Esme digam algo Charlie aparece na porta, e fica parado pelo impacto da beleza de sua filha.
– Pai. Bella sorri ao pai que se aproxima dela derramando grossas lagrimas pela emoção, Esme e Alice então se retiram deixando os dois à vontade.
– Você não tem ideia da emoção que estou sentido ao vê-la tão linda assim, não sabe o quanto sonhei Bella que um dia viria sua mãe assim, que a esperaria no altar e que teríamos uma vida juntos, ver você assim só me dá a esperança de que a verei feliz ao lado de Edward, e com meus netos nos braços, você me deu novamente o sentido da vida filha. Bella vai abraçar o pai e derrama lágrimas de saudades de sua mãe, de tristeza por seus pais não conseguirem ficar juntos e de alegria por ter a chance de se casar com o homem que ama e de ter seus filhos no ventre.
– Eu te amo pai, e sinto muito por tudo. Bella beija o rosto do pai que limpa as lagrimas.
– Não sinta querida, eu estou muito feliz por ter você e meus netos, e isso me basta. Ele beija a barriga de Bella fazendo-a sorrir e limpar as lágrimas. – E é melhor irmos, seu noivo já ligou inúmeras vezes, talvez ele pense que você o abandonou.
Bella sorriu e se deixou ser guiada por seu pai, Edward estava lhe esperando e ela queria mesmo correr para os braços dele.
Dentro da limusine Bella não conseguia parar de mexer-se, estava inquieta e Charlie percebendo o nervosismo da filha lhe segura à mão.
– Está tão nervosa querida, isso não faz bem aos bebes.
– Não consigo parar de pensar na possibilidade de Edward se arrepender do casamento.
– De onde tirou isso filha? Charlie pergunta não entendendo de onde sua filha havia tirado tal ideia, afinal seu genro era completamente apaixonado por ela.
– Ele teve um passado difícil e todos sabemos que ele nunca fora dado a relacionamentos duradouros, talvez ele se arrependa de ter chegado a casamento e depois queira o divorcio, e eu não sei se suportaria isso pai, não sei se consigo viver sem ele. Ela está a beira das lagrimas.
– Filha, Edward mataria e morreria por você se necessário fosse, não fique tão insegura querida, o Cullen não tem mesmo um passado de se orgulhar, mas ele é um novo homem, ele a ama querida e você não precisara passar pela experiência de ficar sem ele, agora esqueça isso e coloque um lindo sorriso em seu rosto pois já chegamos. Charlie beija a testa da filha e a abraça.
– Você tem razão pai, eu estou sendo idiota.
– Está sendo apaixonada querida e estar inseguro quanto ao sentimento do outro é normal. Charlie conforta Isabella que coloca um grande sorriso no rosto enquanto olha para a porta da igreja onde varias pessoas a aguardavam.
Sue e Peter eram um exemplo, aqueles dois que tanto a ajudaram com Edward seriam um dos casais de padrinhos. Esme e Carlisle, seriam o outro casal.
Charlie sai da limusine e ajuda Bella a descer, respirando fundo ela se aproxima da entrada notando que a decoração era feita de flores brancas como um cisne, sorriu e se deixou ser abraçada por Sue e Peter.
– Esta linda Bella. Sue elogia
– Está na hora Sue e Peter. Alice vem chamar os dois para que ocupassem seus lugares, e soltando um beijo para Bella se afasta entrando na igreja deixando Bella e o pai na espera.
– Pronta querida? Charlie pergunta pondo-se de lado lhe oferecendo o braço.
– Sim pai. Bella se aconchega no pai e respira fundo e sentindo as borboletas tomarem conta de seu estomago a medida que esperava para entrar na catedral.
Edward estava no altar, olhando para todas aquelas pessoas que estavam ali para o seu casamento, até mesmo Louis estava lá, é claro a pedido de Bella. E pela primeira vez depois de adulto, estava realmente assustado. Não queria envergonhar sua Isabella. O sonho dela era casar-se na igreja e ele queria que tudo acontecesse exatamente como Isabella queria.
Ao seu lado estava Jasper, Emmet, eles seriam seus padrinhos, Rosálie e Alice seriam as madrinhas de Bella elas ainda não estavam no altar, pois entrariam com Isabella, ele estava ansioso a todo o momento passava as mãos pelos cabelos, Emmet notando sua ansiedade foi para o seu lado e perguntou
—Está nervoso, Cara?
Possivelmente devesse estar, mas, contudo, não podia esperar. Ele tirou o anel de casamento de seu bolso, diamantes amarelo-canário de três quilates e observou como refulgia a tênue luz da igreja.
A pedra central estava rodeada por pequenos diamantes brancos em um formato muito único, Isabella não tinha visto este anel, ela pensava que teria somente uma aliança simples, mas este anel havia pertencido a sua mãe que era uma mulher única assim como a sua doce Bella, e ninguém merecia esse anel mais do que o seu cisne.
Ficaria lindo nela.
—Nem um pouco — disse a Emmet — Mas você parece doente.
—É toda esta roupa que estou usando. Os smokings me dão urticária. – disse gargalhando em seguida, fazendo com que o padre os olhasse com aborrecimento.
Edward ia mandar que seu irmão se calasse, quando ouviu os primeiros acordes da sinfonia do Lago dos Cisnes, ele e Isabella haviam decidido por esta música ao invés da tradicional marcha nupcial, pois esta música fazia parte da história deles, ele encarou a entrada esperando ver seu lindo cisne entrar.
Ficou sem respiração quando Isabella avançou descendo pelo corredor com um vestido branco que com os seus movimentos pareciam fazê-la flutuar pela nave da Igreja com este vestido Isabella estava parecendo realmente seu cisne branco.
Um buquê de pérolas e diamantes, presente da Rainha da Inglaterra, que presenteou Isabella com esse acessório em nome da amizade que dedicava ao embaixador, receber este presente era considerado a mais alta honra que um inglês podia receber.
Edward sorriu orgulhoso. Mas o que ainda lhe assombrava mais, era que ela estivesse disposta a parar diante de toda essa gente e lhe reclamar. Ele havia oferecido inclusive fugir para casarem-se, mas Isabella havia negado.
“—Edward — disse ela, furiosa com o fato de que sequer tivesse sugerido —Você é meu e quero que todo mundo saiba”.
Como presente de casamento, ela tatuou no ombro um cisne negro com seu nome embaixo. Nada no mundo o tinha agradado mais.
Isabella quase tropeçou quando viu Edward de smoking. Seu cabelo sempre tão rebelde estava alisado para trás em um sofisticado penteado, mas que parecia ter sido desfeito por ele. Finalmente chegaram aonde seu Mestre a estava esperando Charlie a entregou com uma gentil palmada na mão de Edward e um beijo sobre a testa de Isabella.
– Você está magnífica. Ele sussurra ao ouvido de Bella.
– Digo o mesmo de você Senhor Cullen. E neste momento o padre começa a cerimônia e entrelaçando as mãos Bella e Edward escutam tudo com atenção, até que é chegada a hora de pronunciarem seus votos.
Edward é o primeiro, ele levou a mão dela aos lábios, lhe dando um pequeno beijo, antes de entrelaçar seus dedos com os dela.
– Quando sua mão está na minha mão, eu tremo com uma alegria inimaginável. Nem uma vez eu achei que poderia ser tão feliz como sou agora, e cada dia que estou com você é melhor do que o anterior. Só por você eu iria sangrar, e eu iria morrer, mas acima de tudo, sem você eu nunca poderia viver. Enquanto eu respirar, sempre vou te amar e vou passar o resto da minha vida me certificando de que você nunca duvide do fato de que você é o ar que eu respiro.
Isabella apertou os lábios para não chorar, aproximou-se dele e o beijou — Ei, ei, ei! – Emmet gritou – Você está se antecipando, é preciso que você faça seus votos antes – disse Emmet rindo sendo acompanhado por todos os convidados, Isabella então respirou fundo e disse.
– Quando eu era criança aprendi um poema que foi lido para mim por minha mãe, como ela não pode estar aqui hoje, parece apropriado que eu o cite em memória a ela. – Isabella encarou Edward e começou a falar.
– O amor é paciente, o amor é bondoso, não se vangloria, não inveja, não é egoísta, ele não é orgulhoso, o amor não se alegra com o mal, mas se alegra com a verdade. Ele sempre protege, sempre confia, tudo espera, tudo suporta.
Ela mordeu os lábios antes de dizer suas próprias palavras para Edward
– Enquanto eu vivia uma vida sem você, eu nunca pude imaginar que a minha vida começaria e terminaria com o simples fato de ver seu rosto, meu coração bate só por você e para sempre estarei ao seu lado, não importa o desafio ou o inimigo, eu sou, e sempre serei sua.
Edward não podia respirar enquanto ouvia o juramento do seu cisne. Nada o tinha tocado mais.
Alice se aproximou com as alianças e Bella notou que havia apenas uma, o que a fez olhar para Edward.
Edward retira o anel que pertenceu a Elizabeth e Bella sente as pernas amoleceram, era lindo e único.
– Este pertenceu a minha mãe, e agora pertence a você minha Bella. Ela então não aguentou as lagrimas. – Isabella Swan recebe esta aliança como prova do meu amor e da minha fidelidade. Em nome do pai, do Filho e do Espírito Santo. Assim ela recebeu a aliança de Elizabeth em seu dedo.
E chorando Bella pegou a aliança e fora sua vez de aceitá-lo como seu. – Edward Cullen recebe esta aliança como prova do meu amor e da minha fidelidade. Em nome do pai, do Filho e do Espírito Santo.
– E pelo poder investido em mim, eu vos declaro marido e mulher. O sacerdote dá a sua benção. – Agora você pode beijar a noiva.
Acariciando o rosto de Bella, Edward aproxima os lábios e os cola nos dela. Bella então deixa que Edward lhe invada a boca, deixa que suas mãos explorem as costas de seu marido e se deixa levar pelas lembranças, do dia em que o conheceu, lembra-se do dia em que se entregou a ele e do momento em que se apaixonou, das dificuldades passadas, da descoberta de sua gravidez e enfim o pedido de casamento, e Deus como valera a pena arriscar-se, ninguém a fizera tão feliz. Edward Cullen agora era seu marido, seu para sempre.
E enquanto os dois ainda trocavam beijos os convidados aplaudiam a união do casal. Não demorou muito para Edward e Bella serem abraçados e parabenizados por todos os presentes.
E quando tudo terminou, Edward a atraiu para a parte de trás da igreja e a abraçou. Ele depositou um beijo sobre seu ombro nu onde a tatuagem era bastante visível.
—Agora é muito tarde para que volte atrás Isabella, nunca mais a deixarei ir Isabella bufou.
—Amor, foi muito tarde para mim desde a primeira vez em que você me abraçou. Estava perdida e nem sequer sabia.
Ele enlaçou sua mão com as dela.
—Não tenho ideia de que nos espera no futuro e isso me adoece. Mas te prometo que sem importar o que aconteça, nunca se arrependerá de estar comigo. Juro-o.
Ela o olhou.
—Sabe o que me assombra? Não ter você ao meu lado, enquanto eu o tiver perto de mim serei eternamente feliz. E ele a beija.
Já dentro da limusine que os levaria até a recepção que aconteceria no jardim de Esme, Bella e Edward vão curtindo os filhos que se mexiam na barriga dela.
Ao sair do carro com ajuda de Edward, ela fica boquiaberta com a decoração da festa, o jardim de Esme já era lindo, mas com toda aquela ornamentação ele ficara esplêndido.
– Está tudo perfeito, eu pareço estar vivendo um sonho me casando com você, carregando os nossos bebes e tendo o casamento dos meus sonhos. – ela fala animadamente, Edward nunca a vira tão feliz.
– Você não merece menos do que a perfeição meu anjo. — . Os dois são interrompidos por Esme que ainda não parou de chorar de emoção.
Durante a festa Bella se divertiu com as brincadeiras de Emmett, e é claro dos parentes de Carlisle e Esme, dançou com Edward e rodopiou pelos salões com todos os homens da família, mas ficou emburrada com o fato de Edward ter que dançar com outras mulheres, inclusive com suas parentes deslumbradas, e que faziam de tudo para chamar-lhe atenção.
– Devo adiantar a consumação do casamento? Ah e é claro convidar a suas primas para ouvirem enquanto você me fode e eu te faço gritar que sou sua enquanto goza dentro de mim? — Ela pergunta com maior naturalidade surpreendendo Edward que dá uma estrondosa risada.
– Adepta ao exibicionismo depois da nossa aventura aos ouvidos de Alice?
– Vamos dizer que estou demarcando meu território, estamos na festa do nosso casamento e elas continuam querendo chamar sua atenção. — Bella faz um bico charmoso que é beijado por Edward.
– Não me importa o que fazem, eu só consigo enxergar você. Mas tenho uma ideia, posso leva-la embora e matar minha curiosidade com o que tem embaixo deste vestido. Ele a morde na orelha provocando-a, e quando ela vai aceitar a proposta dele, são interrompidos por Alice que os leva para cortar o bolo, abrir o champanhe e tirar fotos. Tirou as luvas e guardou o buquê enquanto Alice insistia para que ela trocasse de roupa, mas lembrou-se da voz de seu mestre que lhe ordenou que continuasse com o vestido, pois ele mesmo queria ter o prazer de tira-lo.
– Para aonde acha que ele me levará? Bella pergunta enquanto Alice está ajudando-a se recompor.
– Seu eu dissesse estragaria a surpresa. — Alice sorri. – Agora vamos, seu marido deve estar impaciente. E Isabella sorriu ao escutar a palavra marido, Edward era realmente seu. Despediram-se de todos e prometeram mandar fotos e notícias, a despedida mais difícil foi com o seu pai, que chorava como um bebê, Edward tivera que jurar por diversas vezes que jamais machucaria Isabella, todos os Cullems foram até o heliporto onde o avião particular de Edward aguardava, Alice é claro havia providenciado uma decoração de recém-casados no avião.
– Obrigada por ter sido a minha irmã e a minha família por todos esses anos. Agradece a Alice, afinal se não fosse por ela ter lhe acolhido quando mais precisou não estaria aqui agora. – Eu te amo Alie.
– Eu te amo muito Bells, e desejo que seja muito feliz. — Alice chora enquanto acena para a amiga que embarcava no avião com Edward.
Já dentro do avião sorri quando Edward senta-se a seu lado e lhe oferece um suco.
– Um brinde a você Senhora Cullem. — . Seu agora marido levanta a taça de champanhe e Bella faz o mesmo com seu suco.
– Ao nosso para sempre Senhor Cullen. — . Ela diz enquanto o encara com os olhos chocolates brilhando de amor por aquele homem lindo.
– Já disse como você está linda neste vestido? — pergunta e se serve de mais uma bebida, Bella sorri abertamente.
– Acho que algumas vezes. — O avião levantou voo e Bella perguntou. — Onde estamos indo? — Edward não responde apenas toma sua bebida em um só gole retirando o cinto e levantando-se da cadeira.
– Neste momento, vou leva-la até a cabine e consumar o nosso casamento. — Ele estende a mão e sem hesitar Isabella se deixa ser guiada para uma cabine onde havia uma cama de casal coberta com lençóis brancos que estava coberta de pétalas de flores, e era o cheiro de fresias que podia-se sentir.
– Você fez tudo isso? — pergunta encarando-o.
– Vamos dizer que sim. — responde e ela sorri.
Edward toma seus lábios em um beijo quente, e ao sentir a língua invadindo-lhe a boca Bella se segura no smoking de Edward tentando juntar os corpos e sentir a excitação dele em si.
– Você é tudo o que sempre desejei minha Bella. — Ele a coloca de costas e rapidamente retira o vestido de noiva deixando-a de lingerie. – Merda Bella, vestiu isso para me enlouquecer? — Olha para as ligas brancas e a pequena calcinha que mal lhe cobria a intimidade, o sutiã de renda lhe dava a visão dos mamilos turgidos e ansiosos por seus toques.
– Sempre para enlouquecê-lo. — responde enquanto é levada para a cama completamente extasiada, ele solta os seus cabelos deixando-os espalhados pelo travesseiro.
– Eu farei amor com você Isabella. – Diz deitando-se sobre ela não deixando que seu peso machuque os bebes, e em um gesto de amor beija a barriga de Bella, mas em seguida ele volta a ser o mesmo dominador que sempre foi. – Mas isso não quer dizer que abrirei mão de brincar um pouco com minha doce submissa.
– Edward! — E esta foi sua última palavra ao sucumbir ao beijo do seu marido e mestre, seu coração disparou e seu corpo começou a mover-se de acordo com o desejo ardente que percorria seu corpo, a língua pecaminosa de Edward lhe explorava a boca e exigia ainda mais dela.
Depois de parar o beijo Edward pegou um par de algemas e prendeu Isabella na cama, buscou por uma venda e colocou nela.
– Você confia em mim? Ele pergunta ao pé do ouvido fazendo seu centro latejar.
– Com a minha vida. Ela responde sem hesitar.
Edward com um puxão arrebenta o sutiã libertando os seios que em seguida estão sendo tomados por sua boca sedenta.
– Seus seios são lindos, minha querida. — Diz encarando seu corpo maravilhado. — Eu fiquei fascinado por eles desde o dia em que os vi pela primeira vez. — Ele puxa os mamilos com os dentes fazendo Bella arquear o corpo e gemer em deleite.
– Edward! — . Já não suportava mais a excitação que a tomava, seus hormônios estavam em ebulição, o sexo com Edward nunca foi tão esperado como agora.
Edward tira a calcinha e as ligas deixando-a apenas de meias, ele a posiciona com as pernas afastadas beijando sua intimidade, enfiando a língua e sugando a sua excitação.
– A outra coisa que me deixou louco quando a tive em minha cama, foi sua aparência contida e tímida, você é deliciosamente quente cisne. — Ele novamente coloca a língua arrancando gritos de prazer e lamurias de Isabella.
– Por favor... Edward... Por favor. — Bella segura na cabeceira da cama, ela sabia que seus dedos ficariam doloridos depois, mas não suportava mais tanta tortura.
– Você é tão excitante Isabella, e não tem ideia do quão doce você é. — Edward a beija na boca deixando-a sentir o gosto de si mesma. – Sente querida como você é gostosa?
Com um grunhido Bella confirma, e aperta mais os dedos na cabeceira da cama.
– Largue a cabeceira doce cisne, e me diga o que quer.
– Você. A resposta infla o ego de Edward que não vê a hora de fodê-la.
– Quer que eu a fôda ainda mais com minha boca? Você quer gozar Isabella? Edward pergunta enquanto belisca os mamilos rosados de Bella.
– Sim mestre. Ela responde torcendo para ser logo atendida.
E ele coloca novamente a boca na intimidade de Bella e investe ainda mais a língua e os dedos no clitóris inchado fazendo-a gozar clamando pelo nome dele, que satisfeito dá um sorriso torto ao ver seu cisne com o rosto vermelho, lábios entreabertos e a respiração rápida.
– Oh Edward. Ela ainda gemia em êxtase.
– O que você ainda quer Isabella? Eu já te dei o seu orgasmo, diga-me doce anjo. Ele ordena
– Quero você, apenas você, dentro de mim. E a resposta dela é o bastante para que rapidamente retire toda a roupa que ele ainda está vestindo.
– Fique de costas para mim. — ordena e Bella obedece ainda com a respiração rápida.
– Passe uma de suas pernas em meu quadril e me dê livre acesso. — Ele novamente ordena sendo rapidamente obedecido.
Edward então estoca dentro de Bella acariciando com uma das mãos os seios de Bella e com a outra a acaricia o clitóris.
– Agora eu vou lhe dizer o que quero Isabella. Ele estoca profundamente mais uma vez fazendo-a revirar os olhos. – Eu quero você para sempre, assim, quero te foder, quero fazer amor, ora lento. E ele diminui as estocadas e Bella tenta mexer o corpo e aumentar mais uma vez as estocadas, mas Edward a segura firme impedindo-a de movimentar-se.
– Ora rápido e forte. — ele estoca forte em Bella, enquanto ela sai de orbita, era excitante demais, era gostoso demais, era firme e rápido e tudo dentro de si estava se contraindo estava chegando muito perto de um clímax animalesco.
– Eu gozarei sempre dentro de você porque eu quero que se lembre sempre que você é...porra Isabella. — Ele sente a intimidade dela lhe apertar o membro, ele chegaria rápido ao seu ápice.
– SUA. Ela grita enquanto os dois gozam fortemente. – Eu sou sua Edward e sempre vou ser. — Os dois ficam conectados por mais alguns instantes até recuperarem as forças e a sanidade. Edward é o primeiro a se desconectar e trazer Bella para cima de seu corpo, ela beija seu peito e sussurra que o ama.
– Eu também te amo doce cisne, agora durma, aterrissaremos na Índia daqui a seis horas. — Ela sorri se aconchegando no corpo amado e quando acorda realmente estão na Índia.
Eles chegam em Nova Deli e se hospedam em um hotel cheio de esplendor, Bella chora e sorri de alegria e emoção por conhecer toda aquela beleza. Durante o dia ela se dedica a passeios ao lado de Edward, enfeitiçada pelas mulheres indianas Bella compra sáris e blusas que se usam por cima do tecido.
Edward por sua vez lhe compra várias joias para que combinem com as roupas compradas, Bella não cabia em si de felicidade. Edward era tão perfeito, apesar de ter seus momentos de ogro o que lhe dava um charme a mais. Os dois sempre andavam pelas ruas de mãos dadas enquanto ele lhe mostrava os pontos turísticos como Udaipur considerada a cidade dos românticos, lá fizeram passeios, e comeram em restaurantes agradáveis enquanto trocavam carinhos.
Andaram de barco pelo remanso de Kerala e visitaram o Taj Mahal, o monumento considerado como a maior prova de amor do mundo.
Naquela noite enquanto jantavam próximo ao Taj Mahal, Isabella sente o medo e a insegurança lhe invadirem mais uma vez, no fundo parecia pressentir que a qualquer momento tudo voltaria a desandar.
– Ei o que houve? Não está gostando da comida? — Edward pergunta preocupado, de repente sua Bella ficara seria e parecia triste.
– A comida está ótima. — Bella tenta sorrir, mas não o convence.
– Então o que há? Está sentindo algo? São os bebes? Eu vou ligar para Vanessa. — Edward já ia pegar o celular quando é impedido por Bella.
– Está tudo bem com os bebes Edward. Ela diz e ele a questiona com o olhar. – Acha que isso vai durar mesmo para sempre? Digo nós dois.
– Porque está dizendo isso? — Ele pergunta sem entender o que Isabella estava querendo dizer.
– Eu tenho medo que você não me queira mais no futuro, medo que você se dê conta do nosso compromisso e fuja, tenho medo que o passado nos assombre e eu não quero isso Edward. — Bella explica já derramando algumas lagrimas.
– Eu devia lhe dar umas boas palmadas. — Ele não acredita no absurdo que acabou de sair pela boca da sua Isabella, como ela podia pensar isso? – Vem cá. — Ele a convida para sentar em seu colo, sendo atendido.
– Eu jamais deixaria de querê-la Bella, eu a amo, amo os nossos filhos e por Deus nunca fui tão feliz, como posso abrir mão da felicidade? Como posso abrir mão do que mais amo na vida?
– Eu sei me desculpa, eu estou sendo tão idiota.
– Sim, você está sendo uma completa idiota. — Ele diz, mas a traz para um beijo cheio de significados, nunca abriria mão dela. – Eu te amo, e amo os nossos filhos, e volto a lhe jurar amor eterno.
– Eu também te amo, e me desculpa por isso, mas eu só tenho medo de perder você.
– Você nunca me perderá anjo, agora coma e sorria para mim da mesma forma que estava sorrindo.
Bella faz o que ele pede, deixa esses pensamentos obscuros de lado e continua a comer ainda no colo de Edward.
Em meio ao jantar dançarinas indianas saíram pelas mesas levando consigo todas as mulheres presentes para que dançassem junto com elas, Bella ficara encantada com a dança e todas as vezes que aprendia algum movimento sorria para Edward que a incentivava a continuar dançando. No final das contas a dança deu a Bella uma grande noite de amor com seu marido.
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Os quinze dias de lua de mel passaram rapidamente e na verdade Isabella não queria voltar para a realidade. Queria ter Edward em tempo integral e não ter que dividi-lo com o trabalho, no entanto ele prometera uma viagem pela Europa depois que os bebes nascessem.
Voltar para sua nova casa foi uma boa experiência, estar naquela casa no campo fora o que sempre sonhou. Nos primeiros dias todos vieram visita-la, Alice era a mais presente com sua animação e agora com uma grande novidade, ela havia conseguido colocar sua própria boutique com roupas desenhadas por ela. A barriga de Rosálie estava cada vez maior, assim como a de Bella. Esme estava fazendo um curso de designer de ambientes e estava totalmente empolgada. Poucos dias depois Isabella voltara para a livraria mesmo com as reclamações de Edward, passava seus dias trabalhando e suas noites amando e sendo amada por Edward.
– Sinto falta do quarto de jogos. — ela diz a Edward enquanto ambos estão nus depois de fazerem amor por duas vezes consecutivas.
– Porque isso não me surpreende. — Diz e sorri para ela. – Eu também sinto, mesmo adorando fazer amor com você, mas não podemos no momento. Mesmo tendo um quarto de jogos muito bem escondido na casa, Edward se negou a leva-la para jogar e correr o risco de machucar os bebes.
– Você não nos machucaria, sabe que isso é exagero, eu ainda estou em condições de jogar.
– Sabe que sou irredutível quanto a isso Isabella e acho melhor não discutirmos sobre isso. — Ele começa a vestir um moletom e Bella sabe que o chateou, mas ela queria apenas agrada-lo.
– Tudo bem, mas porque está se vestindo?
– Tem algo que desejo conversar com você, e preciso estar vestido para não cair em tentação. — diz entregando a camisola para Bella que se veste não entendendo o que poderia ser tão sério.
– Tenho negócios em Dubai, e estamos tendo alguns problemas, ao que me parece estamos sendo roubados. — Edward explica e Bella senta-se prestando atenção.
– Deus, Edward e vocês sabem quem está por trás disso? — Ela diz, preocupada.
– Não temos ideia de quem seja o responsável, já que contratamos um consultor para se responsabilizar por todas as finanças. — explica e continua. – Bem eu terei que me ausentar por alguns dias, Emmet e eu temos que ir a Dubai, temos que analisar muitos documentos e infelizmente um de nós não seria o suficiente, eu não queria ter que deixa-la aqui, não assim, mas não tenho outra forma de conduzir.
– Eu entendo perfeitamente.- ela fala tentando encoraja-lo já que ele parecia tão perturbado por ter que deixá-la. – E quando você partirá?
– Amanhã à tarde.
– Uau, assim tão rápido. — se surpreende e fica relutante em deixa-lo ir.
– Vou ligar agora mesmo para Emmet e pedir que ele vá sozinho, que se dane Dubai. — Ele não consegue pensar em ficar sem sua Bella, e muito menos quando a via tão triste.
– Não! Você não pode fazer isso, é a sua empresa Edward, sua responsabilidade, eu vou ficar bem, e os nossos filhos também, só vamos sentir a sua falta. — Bella sobe no colo dele sentando-se enquanto o abraçava. – Não cancele a viagem, por favor, ou ficaremos chateados com você.
– Já estou louco de saudades. — Ele a braça e tem vontade de não largá-la e muito menos ir para Dubai.
– Então tire a minha roupa e me ame a noite inteira. — E ele faz, exaustos eles dormem e durante a manhã Bella faz a mala de Edward e segura as lagrimas para não chorar na frente dele. Almoçaram juntos e a despedida foi difícil para Bella. Edward lhe deixou um notebook para que se falassem sempre.
Durante os dois dias que se seguiram ela se concentrava na livraria e as noites falava com Edward, ele parecia cansado, preocupado, e como ela, estava morrendo de saudades, todas as noites depois que desligava o computador Bella chorava de saudades e dormia vestida em uma das camisas de Edward. As noites que se seguiam percebeu um inchaço em suas pernas, mas achou que seria por não ter descansado durante os dias, por isso apenas colocava suas pernas em travesseiros, o computador em cima das pernas para falar com Edward.
– Está alimentando-se corretamente? — Esta é a primeira pergunta diária de Edward.
– Estou sendo uma boa menina, eu juro. — Ela brinca fazendo-o rir.
– Sabe o que estou louco de saudades?
– Estou da mesma forma meu amor. — toca a tela do computador contornado o rosto de seu amado.
– Está vestindo uma de minhas camisas? — Ele pergunta e Bella sorri.
– Dessa forma eu o sinto mais perto de mim, e tento amenizar a saudade louca que estou de você, do seu cheiro, seu beijo, seu corpo junto ao meu.
– Droga Bella, eu vou tentar terminar isso o mais rápido possível e voltar para vocês, não vou suportar por mais tempo, vou pressionar a todos e descobrir logo quem está nos roubando.
– Tenho dó de seus pobres funcionários. — Bella o diverte.
– Eu tenho uma reunião agora querida, nos falamos mais tarde?
– Tudo bem, eu te amo. — Ela dá um beijo na tela do computador, Edward diz que a ama e desliga. Naquela noite olha o álbum de casamento dos dois e chora por alguns instantes de saudades.
No dia seguinte ao chegar em casa Bella vai até Sue que cozinhava o jantar e quando estava prestes a sentar-se na mesa o mundo escurece a sua volta e ela desmaia acordando no hospital com Louis a seu lado.
– Louis o que aconteceu? — Diz tentando levantar-se, mas Louis a impede.
– Bella você deve ficar deitada. Ela sequer consegue levantar-se, estava com a cabeça estourando. — Você teve um desmaio, sua pressão está alterada, você deve descansar, já aplicamos a medicação, seus sogros estão a caminho.
– Os meus bebês? Eles estão bem Louis? — Estava com tanta dor que não conseguia abrir os olhos.
– Eles estão bem Bella, agora descanse. — Louis aplica mais uma medicação e Bella cai em um sono profundo.
Enquanto isso na sala de espera Sue e Esme estão assustadas com o mal-estar de Isabella, Louis explica que tudo está sob controle, e tranquiliza Esme e Sue, porem ele explica que chamou a obstetra que acompanha o pré-natal de Bella já que um aumento de pressão poderia significar muita coisa.
Depois do susto, Esme entra no quarto onde Isabella continuava deitada. Pálida, ela parecia ainda estar sob efeito dos remédios.
– Bella! — Esme corre para abraça-la. – Querida está tudo bem? Você está se sentindo melhor?
– Estou melhor Esme, obrigada por vir. — Ela tenta sentar-se mas, ainda estava muito tonta.
– Não levante ainda Bella, o Dr. Louis pediu que eu a mantivesse na cama pelo menos por esta noite, você precisa descansar e esperar que sua pressão se normalize. — Esme arruma os travesseiros e nesse instante Carlisle entra no quarto abraçando a esposa e em seguida Isabella.
– Desculpe-me por não ter vindo antes, mas estava preso com uma cirurgia.
– Não tem problema Carlisle, Louis estava comigo. – diz se aconchegando nos travesseiros, fecha os olhos tentando aplacar a tontura.
– Bella como se sente? — Ele verifica a pulsação de sua nora e constata que ainda permanecia alterada.
– Estou melhor Carlisle.
– O que Louis lhe informou Carl? — Esme estava realmente preocupada, Bella estava com cinco meses de gravidez e isso não era bom sinal.
– Isabella teve uma alteração na pressão, o que resultou em um quadro delicado que chamamos de pré-eclampsia. — Carlisle explica e Bella tenta levantar-se, preocupada com os bebês.
– O que isso quer dizer Carlisle? Os meus bebes estão bem? – pergunta e começa a sentir uma vertigem ainda mais forte, com a ajuda de Esme ela deita-se novamente.
– Não se altere Bella, isso pode piorar seu quadro. Carlisle explica e ela sente os olhos encherem-se de lagrimas. – Faremos alguns exames para nos certificarmos de que os bebes estão bem, no entanto você deve ficar em repouso absoluto, têm que evitar aborrecimentos, emoções e tudo que leve a sua pressão alterar-se, sua medica está a caminho.
– Temos que avisar Edward, ele tem que voltar imediatamente. — Esme diz abrindo a bolsa procurando o celular.
– Não! — Ela novamente tenta levantar-se, mas é contida por Carlisle. – Não diga nada a Edward, por favor, Esme, ele não vai suportar isso, não vai entender e eu temo que a situação piore, vocês dois sabem como ele reage a esse tipo de notícia, ele não saberia como lidar com isso, por favor, Esme, não diga nada.
– Tudo bem, querida, não fique nervosa, eu não ligarei. Esme guarda o celular e vai abraça-la. – Vai ficar tudo bem, não fique nervosa.
– Eu não sei se vou suportar, se meus bebes não estiverem bem. — Ela começa a chorar e Carlisle chama Louis para que o ajude a aplicar um calmante em Bella.
Enfim ela acalmou-se e não demorou muito para a obstetra que acompanhava a gravidez, chegasse até o hospital. Rapidamente Vanessa levou Bella para a sala de ultrassonografia, onde começou o exame.
– O líquido amniótico está perfeitamente normal, não existem modificações na placenta, no entanto a pré-eclampsia pode causar a antecedência do parto, portanto Bella é crucial que você descanse que procure tomar muito liquido e não se exalte.
– Está mesmo tudo bem com os meus bebes?
– Os sinais vitais estão normais, mas eu quero que entenda a gravidade de uma pré-eclampsia, há riscos para você e para os gêmeos, um parto prematuro ou até mesmo coma.
– Farei tudo o que me pedir Vanessa, mas quero que me prometa que vai salvar os meus filhos, haja o que houver, eu quero que jure que fará tudo por eles mesmo que signifique não cuidar de mim.
– Eu não posso prometer ser negligente com você Bella, isso não seria ético.
– Vanessa, por favor, você é mãe e sabe do que somos capazes por um filho então me prometa. — apela novamente e Vanessa não vê outra forma de acalma-la, a não ser fazendo o que ela pede.
– Tudo bem Bella, eu farei tudo o que posso. — diz a tranquilizando.
A medica solicita que Bella fique pelo menos aquela noite no hospital, sendo monitorada. Bella não reclama, e muito menos quando Alice chega ao hospital completamente desorientada.
– Bella você não pode esconder isso de Edward. — Alice aconselha depois que fica sabendo de tudo.
– Não ouse dizer nada a ele Alice, eu não posso arriscar que ele surte e me peça para fazer alguma besteira com meus filhos, eu não suportaria. — tenta explicar o porquê de não contar a ele, se Edward soubesse que ela corria risco de morte não suportaria, e talvez ele repudiasse os filhos por isso.
– Ele nunca faria algo desse tipo, ele os ama, assim como ama você. — Alice tenta persuadia-la, mas é em vão.
– Da mesma forma que me pediu para aborta-los quando descobriu que eu estava grávida? Eu não aguentaria Alice, e ele não pode repudiar os nossos filhos, se eu morrer Edward terá de cuidar deles e você também, me prometa Alice, me prometa que irá cuidar dos meus filhos.
– Bella, não irá acontecer nada a você, tudo vai ficar bem. — Alice corre para abraça-la e Bella chora no ombro da amiga.
– Me prometa. — Ela diz entre lagrimas.
– Eu juro querida, agora, por favor, descanse. Alice deita-se na cama com Bella fazendo cafuné até que ela durma.
Quando Edward liga Alice inventa uma desculpa dizendo que ela estava muito cansada e acabou dormindo mais cedo, ele demonstra preocupação, mas Alice o convence de que está tudo bem, mesmo querendo contar a ele a verdade. Depois de conversar com Edward Alice expõe o medo de Bella para Esme e Carlisle, os dois não concordam, mas respeitariam a decisão dela, pelo menos por enquanto.
Quanto mais o tempo passava e Edward continuava em Dubai, pois seus negócios se complicaram, Isabella ia ficando a cada dia mais deprimida, Alice, Rosalie e Esme estavam preocupadas, nem mesmo falar com Edward pelo computador a animava, então Alice resolveu conversar com ela para tentar ajudar sua amiga Foi até o quarto de Isabella e a encontrou encolhida na cama, seu rosto estava lavado pelas lágrimas Alice sentou-se na cama e a abraçou, ajudou-a a sentar-se e lhe deu um copo de água, então começou a falar
– No dia em que nos encontramos pela primeira vez eu soube que havia encontrado uma amiga para a vida toda, e eu estava certa, a cada vez que você ficava triste eu também ficava, e assim era quando você estava feliz, acompanhei sua trajetória com Edward, os altos e baixos da relação de vocês, e hoje estou aqui como futura madrinha de um dos bebes que a minha amiga está esperando, porém como sempre em sua vida as coisas não estão fáceis, você está correndo risco de vida e os bebes também, mas eu sei que você é forte e se você quer ver estes bebes crescerem, então acredite que pode fazer isso. Eu acredito que você é forte o suficiente, eu tenho visto esta força desde o momento em que a conheci, e eu acho que você pode, não deixe que o medo e a dor controlem você ou irá se perder. Isabella deixou que as palavras de Alice entrassem em sua mente e percebeu que ela tinha razão.
Era tempo de ser forte. Seus bebes precisavam disso e ela tinha que fazer isso por eles, abraçou Alice e disse.
– Obrigada amiga eu realmente precisava ouvir isso – abraçou Alice, e ela a apertou forte então se afastou e Bella pode ver as lágrimas nos olhos de sua grande amiga
– Está certo, vamos parar com isso, não posso ficar com os olhos vermelhos de chorar pois vou me encontrar com Jasper mais tarde, vamos Bella acho que você precisa de um banho – disse rindo, Isabella a acompanhou e ficaram mais um tempo conversando, Bella estava bem mais calma e nesta noite conseguiu dormir tranquilamente depois de muito tempo.
Alguns dias depois Edward voltou estava quase enlouquecendo de preocupação com a sua Isabella, quando chegou a fazenda encontrou Bella lendo um livro sobre decoração de quartos de crianças, ele se aproximou e a tocou Isabella se virou sorrindo e então se atirou em seus braços, agora ele estava inteiro novamente, tinha todo o seu mundo em seus braços.
Fechando os olhos Isabella simplesmente curtiu o momento e decidiu que iria criar um cofre em seu cérebro para guardar momentos como este. Talvez até escrever algum deles. Sim, era isso que faria, iria escrever momentos como este para os bebes poderem ler um dia... só por prevenção. Se não estivesse por perto para criar as crianças, então queria que os bebês soubessem o quanto ela os amava e que eles nasceram através do amor. Ela e seu Mestre mataram as saudades que sentiam um do outro através dos seus corpos e se entregaram ao amor. No dia seguinte Bella estava sentada em frente à sua escrivaninha pensando no que escreveria para seus filhos, começou a escrever e as palavras fluíram naturalmente
Para os meus preciosos bebês
O dia que o vi pela primeira vez, os meus joelhos ficaram fracos e meu estômago se agitou. Com aquela sensação de borboletas voando, foi assim que me senti quando vi o pai de vocês pela primeira vez. Ele era lindo. E eu nunca tinha considerado um homem bonito antes, mas Edward Cullem era lindo. Eu nunca imaginei que ele iria me notar, afinal eu era quieta e introvertida, ele me encurralou e me fez ver que eu era linda e merecia ser amada Quando vocês tiverem idade suficiente para lerem esta carta, espero estar ao lado de vocês, espero eu ser a única a ler para vocês, mas se eu não estiver lá fisicamente saibam que estarei lá em espírito. Vocês foram criados a partir de um amor tão forte, um amor que deve ser cultivado e partilhado E agora nós temos que compartilhar.
Amo vocês para sempre
Mamãe
Isabella selou o envelope e o colocou junto com a pilha de outras cartas já escritas, faltavam oito semanas para o dia do nascimento dos gêmeos, até agora tinha escrito cartas para cada data especial, uma para cada aniversário e natal. Isso apenas para o caso de não estar lá com seus filhos, pelo menos eles teriam algo dela nos momentos importantes Bella pegou a outra pilha de cartas, eram todas direcionadas a Edward, uma para o dia depois do seu enterro, uma para o seu primeiro dia sozinho com os gêmeos, uma para o primeiro dia do jardim de infância das crianças e uma para o caso dele conhecer alguém que o fizesse se abrir para o amor novamente. Isabella pensava que se ela não estivesse junto a ele para compartilhar o crescimento dos bebes, ela queria que pelo menos as suas palavras estivessem lá para o acalentar. Também queria que ele se sentisse livre para seguir em frente quando chegasse a hora. Edward foi e sempre seria seu único amor, ele era o seu conto de fadas, mas se não fosse possível que eles ficassem juntos queria que ele tivesse a oportunidade de amar outra vez
Colocou as duas pilhas de cartas no fundo de uma gaveta onde estavam as roupas dos bebês, no topo de ambas as pilhas deixou uma carta solta a primeira que ele iria ler.
– Você está dobrando as roupas dos gêmeos outra vez? – Edward perguntou quando ele entrou no quarto
Isabella sorriu, afinal ele já havia visto ela dobrando inúmeras vezes as roupinhas dos bebês
– Quero tudo perfeito para eles – disse a ele fechando a gaveta
– Vai ser porque você estará lá para eles – respondeu ele
Antes que pudesse responder, Edward se aproximou, então como em câmera lenta ele se ajoelhou na sua frente.
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Seus lábios então cobriram os dela e ele a levantou nos braços
– Ponha-me no chão estou pesando uma tonelada – disse preocupada
– Você engordou 9 quilos amor isso não é uma tonelada, e eu a quero perto, o mais perto possível – falou a beijando novamente, quando deu por si Isabella estava na cama com Edward a acariciando, não havia em suas carícias nenhum fator sexual era só amor e a necessidade que eles tinham de estarem juntos
Passou-se duas semanas e o nascimento estava se aproximando, Edward e Bella pareciam inseparáveis, ele não ia mais ao escritório, deixou tudo nas mãos de Emmett, em seu coração sentia que algo não estava bem com Isabella e estava morrendo de medo, não sabia o que faria se algo acontecesse com o seu cisne, então ficava todos os momentos possíveis com ela, estavam deitados e Edward fazia carinho nos seus cabelos quando sentiu o corpo dela retesar e ela se contorcer com dor.
Edward pulou da cama e tentou falar com Bella, mas ela parecia não o ouvir, ele correu até o telefone e chamou a ambulância aérea que fez questão de deixar de prontidão, Isabella achou que isso era demais, mas ele insistiu e finalmente ela concordou, se o caso não fosse grave ele diria a sua doce submissa que afinal ele tinha razão, se aproximou novamente da cama e pegou na sua mão, ela estava com os olhos fechados os lábios crispados de dor e apertou a mão de Edward com força
– Logo a levaremos para o hospital meu amor, aguente só mais um pouco – a voz de Edward estava cheia de puro terror, Isabella queria confortá-lo, mas desta vez não podia
Um pano umedecido tocou em sua testa e ela sabia que foi o seu Edward quem fez isso, ele precisava fazer alguma coisa para lhe dar um certo conforto, enquanto ele dizia o quanto a amava e que não poderia continuar vivendo se algo acontecesse a ela, porém em seguida ele amaldiçoou e ela sentiu um calor descer por entre as suas pernas.
– Deus! Não! Porra! – gritou Edward
Isabella olhou para o meio de suas pernas e tudo o que pode ver foi sangue em seguida tudo ficou escuro.
As portas se fecharam atrás de Isabella e as enfermeiras a cercaram quando eles enrolaram seu corpo inconsciente em uma maca para longe dele. Eles não o deixaram ir mais longe, Edward estava entorpecido pela dor e pelo terror de perder o seu doce cisne, sua vida tinha acabado de entrar por aquelas portas e ele sabia dentro do seu coração que não havia promessa de retorno.
Teria que esperar lá, isso era tudo o que haviam lhe dito, nada mais, eles não perguntaram se ele gostaria de ver o sorriso de Isabella novamente, não perguntaram se ele queria segurar sua mão enquanto ela trazia seus filhos ao mundo, eles não lhe disseram se ela já havia aberto os olhos.
Edward não sabia nada exceto que seu coração e sua alma estavam lá atrás em algum lugar com Isabella
– Edward – a voz de Esme o chamou, mas ele não se virou, manteve seus olhos na porta por onde Isabella havia entrado, era a única ligação que ele mantinha com a sua Bella, braços o envolveram e ele aceitou o conforto da sua mãe, não sabia como ela descobriu, se pudesse ter pensado naquele momento teria a chamado, ficava feliz por ela estar ali, se pudesse falar a agradeceria, porém no momento não podia, estava com medo de fazer qualquer coisa, precisava se concentrar na porta, tinha que querer que ela vivesse, para poder voltar para ele
Depois de um aperto em seu braço, Esme queria leva-lo para se sentar
– Venha sentar – disse ela suavemente
– Não, tenho que ficar aqui – não iria explicar o porquê disso, pelo menos não agora
– Vocês vão se sentar eu ficarei aqui com ele – disse Esme para Emmett e Rosalie que Edward nem mesmo havia visto chegarem
Então eles se moveram para longe, mas, Esme continuou ali, Edward não lhe diria isso, porém precisava dela neste momento mais do que em qualquer outro momento, sentia-se mais forte com ela ali ao seu lado, sentia que não iria se quebrar em um milhão de pedaços, enquanto esperava por Isabella e ele precisava continuar ali exatamente onde estava, era o mais perto que ele podia estar da única mulher que amou mais do que a própria vida
– Ela está em cirurgia, isso é tudo o que sei no momento – disse Carlise chegando perto deles
Ela estava em cirurgia e ele não estava lá para segurar sua mão, não estava lá para dizer que ela ficaria bem, ela estava sozinha, ela precisava dele.
– Ela precisa de mim – disse se encaminhando para a porta onde a tinham levado
Esme o segurou pelo braço
– Ela precisa que você seja forte, isso é o que ela precisa
Edward sabia disso, mas não tinha certeza de quão forte ele poderia ser, queria acreditar em ser sua força, que ela voltaria, que ela não desistiria, mas agora estava com tanto medo que a sua esperança não fosse o suficiente, ficava vendo todo aquele sangue na cama e seu rosto ficando pálido e então ela havia apagado, não havia mais nada, seu coração estava batendo e ela respirava, mas a dele tinha parado e só voltaria a respirar novamente quando pudesse ver sua Isabella
Os minutos passavam lentamente, Edward não sabia a quanto tempo estava ali esperando, notou que Alice e Jasper haviam chegado e conversavam baixinho com Esme e Carlise, gostaria de ir até eles, mas simplesmente não podia se mover, Alice se aproximou e por uns instantes Edward desviou o olhar da porta por onde entrara Isabella e olhou para a grande amiga do seu cisne
– Se você não se importar eu vou com o Jasper pegar a bolsa que a Bella deixou separada para o nascimento dos gêmeos, sei que você nem pensou nisso – disse Alice
– Obrigado, e eu estou agradecendo por você ser essa amiga tão boa para Isabella – Edward falou, voltando seu olhar para a porta
– Ela sabe que você está aqui esperando ela acordar, então tenha fé, Isabella vai voltar para você – disse afastando-se e indo em direção a saída
Edward queria acreditar, queria ter certeza que ela voltaria para ele
De repente as portas se abriram e a Drª Vanessa apareceu, pânico correu por todo o corpo dele, seu medo era tão grande de perder seu cisne que não conseguia respirar, a doutora se aproximou e começou a falar com Carlise, como assim?! Porque ela estava falando com o seu pai? O que eles estavam escondendo dele?
Se aproximou do seu pai e a médica estava falando
– Você sabe Carlise que em casos como o de Isabella que desenvolveu pressão alta no início da gravidez teria sido melhor interromper a gestação – o que? Isabella desenvolveu pressão alta e ninguém lhe contou nada?
– QUE PORRA É ESSA? Como assim a minha mulher estava correndo risco de vida e ninguém me contou? — Gritou para ninguém particularmente e para todos ao mesmo tempo
– Se acalme Edward por favor – Esme disse se aproximando dele, mas nem mesmo sua mãe conseguiria o acalmar agora
– Não quero me acalmar mãe, a minha mulher está lá dentro lutando pela vida e tudo isso poderia ter sido evitado, como ela pode tomar essa decisão sem falar comigo? – Edward estava chorando a mulher da sua vida podia morrer e ele não tinha o que fazer, aquilo estava o matando
– Filho – disse Carlise se aproximando – Foi Isabella quem decidiu não falar, ela quis protege-lo, ela te ama tanto que não queria causar sofrimento desnecessário a você – seu pai explicou
– Mas e agora pai? O que eu faço se ela não sobreviver sei que não vou aguentar, eu preciso dela para respirar – chorou mais e foi deslizando pela parede apoiando a cabeça nas pernas, seu corpo todo sacudia com a força dos seus soluços, Esme não aguentando ver seu filho assim foi até ele e o abraçou
– Calma meu filho ela vai ficar bem tenha fé – mas Edward continuava chorando, seu desespero era tão grande que Carlise ficou com medo de que algo acontecesse com ele, e pediu para um enfermeiro uma injeção com calmante e a aplicou, ele sequer sentiu, e em alguns instantes estava adormecido, Carlise pediu que o levassem para um dos quartos vagos, esperava que quando ele acordasse estivesse mais calmo, afinal os gêmeos precisariam dele
Quando acordou demorou alguns segundos para se situar onde estava, mas logo lembrou-se, deu um salto da cama e quase derrubou Alice que estava abrindo a porta
– Edward?! – Disse quase sem folego pela trombada
– Desculpe Alice, mas eu preciso saber notícias – terminou de falar e foi indo em direção ao corredor, Alice o impediu segurando seu braço
– Espere Edward, a Bella está bem, os médicos conseguiram reverter o quadro, e seu filhos nasceram eles também estão bem
Neste momento Edward sentiu suas pernas fraquejarem e cairia se Alice não o colocasse em uma cadeira
– Ela está bem mesmo Alice?
– Seu pai pode te dar mais informações, mas antes de você ir eu queria que você visse o que encontrei quando fui buscar as coisas das crianças – disse Alice entregando a Edward uma pilha de cartas endereçadas a ele, todas escritas por Isabella
Edward pegou as cartas e começou a ler a primeira da pilha
Para o Amor da Minha Vida,
Se você encontrou esta carta então não estou em casa com você e nossos filhos. Espero que eu tenha lhe dito onde encontrar todas as cartas que deixei para trás, mas se não o fiz fico feliz que as tenha encontrado agora.
Eu sei que neste momento deve estar com raiva por eu não ter contado os riscos que a gravidez me faria correr, porém conhecendo-o como eu conheço simplesmente não podia fazer isso, meu amor, você já sofreu tanto e eu só queria lhe dar a felicidade que foi negada por tanto tempo em sua vida, pensei que conseguiria ser dura o suficiente para passar por tudo isso e voltar para você.
Perdoe-me nunca quis te deixar, eu queria a vida que falamos, queria ver os nossos filhos crescendo saudáveis e seguros, queria vê-los darem os primeiros passos, queria todas essas coisas. Se você está lendo isso agora, não tive essas coisas, mas eu tenho você.
Ser amada por você é uma dádiva que sempre vou agradecer, minha vida pode ter sido interrompida, mas nessa vida tive o amor de um homem que me fez sentir especial e valorizada. Tive uma coisa que as pessoas passam a vida procurando, não poderia ter pedido mais, você fez cada dia novo e excitante, estar com você me fez sentir segura e amada.
Você tornou a minha vida brilhante e cheia de amor, obrigada por isso, obrigada por tudo, eu te amo Edward Cullem e toda a vez que você olhar para os rostos dos nossos filhos será capaz de ver todo o meu amor.
Existem mais cartas que escrevi para os nossos filhos, você poderá ler para eles quando tiverem idade para entender, e também há mais cartas para você, não as abra agora espere, você saberá o momento certo será o que você precisa ouvir naquele momento.
Você era o meu mundo, você foi o meu primeiro e único, deixei você, mas deixei duas partes de mim para você continuar amando
Para sempre e sempre
Isabella
Isabella tinha estas cartas preparadas para o caso dela não sobreviver, Edward se encostou na cadeira, seu rosto estava coberto de lágrimas, cada lágrima caindo não porque ele estava lendo isso pelo motivo que Isabella pensou que estaria lendo, seu cisne continuava com ele, ela estava lutando
Edward dobrou a carta e foi até a UTI, Charlie estava ali e correu em sua direção
Por um momento pensou que algo poderia ter acontecido, mas Charlie abriu um sorriso e falou
– Ela abriu os olhos e chamou por você
Ele levou alguns segundos para absorver as palavras então correu e abriu a porta do quarto onde Isabella estava, duas enfermeiras e a drª estavam em volta dela, elas ouviram ele entrando e a Drª Vanessa se virou e falou
– Olá senhor Cullem – disse a médica
– Ela abriu os olhos? – Perguntou
– Isso foi o que o senhor Charlie disse, de acordo com os exames preliminares ela está se recuperando, agora vamos esperar – falou
– Mas se ela está bem porque ainda está dormindo? — perguntou, ele estava desesperado haviam dito que ela tinha acordado e chamado por ele, e agora quando estava aqui tão perto Isabella ainda dormia, não entendia o que acontecia
– Senhor Cullem sua esposa passou por um stress muito grande com o parto, a pressão dela subiu e tivemos que fazer uma cesariana de emergência, logo que conseguimos retirar os bebes o coração dela parou, mas felizmente o quadro foi revertido, ela teve muita sorte, por isso digo para o senhor que espere logo ela vai acordar
– Eu posso ficar com ela? – perguntou
– É claro que pode, acho que o senhor perto será o melhor remédio para que Isabella acorde – disse e saiu do quarto deixando-os sozinhos
Edward puxou uma cadeira e sentou-se ao lado da cama segurou suas mãos e as levou aos seus lábios
– Não estava aqui quando chamou por mim – tomou uma respiração profunda e continuou – Eu li a sua carta pelo menos a primeira, Alice encontrou as cartas quando foi buscar as roupas para os gêmeos, e por falar nisso eu ainda não os vi, irei vê-los quando você puder estar comigo, voltando para as cartas eu quero te dizer que eu não aceito isso. Quero dizer aceito o fato de que sou seu mundo e seu primeiro e único, mas não aceito que não vou ficar para sempre com você. — Você abriu os olhos uma vez e vai abrir novamente, afinal não quer desobedecer ao seu mestre não é meu cisne?
– Edwar...d – a palavra saiu de seus lábios em um sussurro suave, e o seu coração saltou em seu peito, a mão dela deu um leve apertão na sua
– Você está acordada, pode me ouvir?
– Hum hum – disse ela ainda baixo demais
– Mostre-me esses olhos meu doce cisne, preciso vê-los novamente
Seus cílios se agitaram um pouco e então, como se estivesse em câmera lenta ela abriu os olhos, levou alguns instantes para eles se focarem, mas em seguida olhou diretamente para ele
Edward levantou-se da cadeira e encostou a sua testa na dela
– Você voltou para mim – disse com a voz embargada, em seguida a encarou – Você me assustou, e eu vou te dizer se fizer isso de novo não sei se consigo sobreviver
Ela deu um sorriso triste
– Desculpe – sussurrou
– Agora não importa mais, mas quando você se recuperar totalmente eu lhe darei o castigo que a minha doce submissa merece por me fazer passar por isso – disse lhe dando um beijo suave na testa
Isabella sorriu ela tinha conseguido, teve os seus filhos e ficaria com Edward para sempre, a vida não poderia ser melhor
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