Senhor Do Prazer
13 Capítulo 11
Notas iniciais
Depois que Isabella se foi, Edward entrou em contato com um amigo de Carlisle, Jasper Halle que era agente do FBI e que há muito tempo buscava provas contra Lysander, era o aliado perfeito, para que o pretendia fazer.
Edward pegou a pasta que continha o dossiê com as provas e foi ao encontro do agente, eles tinham marcado em um restaurante, quando chegou ao local Jasper já o esperava.
– Edward Cullen eu suponho. Disse Jasper levantando-se e estendendo a mão para cumprimenta-lo, mas Edward simplesmente o olhou recusando a mão que lhe era estendida e sentou-se.
– Vamos direto ao assunto senhor Halle não tenho tempo a perder, tenho um dossiê com provas de que Lysander Kolastikis é um pedófilo, traficante de drogas, armas e crianças. Edward disse encarando-o
– O senhor é exatamente como me disseram. Jasper falou, olhando para o homem arrogante a sua frente.
– Ótimo então o senhor sabe que não gosto de conversas desnecessárias, eu não vim até aqui para ser seu amigo ou conversar amenidades o que eu quero é saber se o senhor pode acabar de vez com Lysander Kolastikis? Edward pergunta entediado, ele não queria ter vindo a este encontro porem Carlisle o convencera, ele preferiria ter resolvido este assunto de outra maneira, mas seu pai havia lhe dito que um homem importante como Lysander não poderia simplesmente desaparecer, então Edward aceitara encontrar-se com o agente do FBI, mas sua vontade era simplesmente contratar alguns homens para sequestrar Kolastikis e ele mesmo ter o prazer de mata-lo.
– Certo senhor Cullen vamos falar então sobre as provas que o senhor tem. Jasper falou pegando a pasta com o dossiê que Edward tinha lhe entregado, eram documentos que comprovavam que Lysander Kolastikis estava envolvido com várias atividades ilícitas entre elas tráfico de menores.
As fotos que haviam no dossiê mostravam crianças entre 9 e 13 anos em vários estágios de nudez, em algumas fotos apareciam meninos sendo sodomizados por muitos homens e entre estes homens estava Lysander.
Jasper já havia visto muito em seus anos no FBI, mas o que tinha diante dos seus olhos era monstruoso, e queria saber como e porque um homem como Edward Cullen tinha em suas mãos tais documentos.
– Eu gostaria de saber o que um homem como o senhor faz com estes documentos e como teve acesso a eles?
– Senhor Halle eu investigo Lysander Kolastikis há muito tempo e o senhor deve saber que o dinheiro compra qualquer coisa, então não foi tão difícil encontrar estas provas contra Lysander, ele nunca fez questão de esconder seus gostos, todos sabem sobre as festinhas que ele promove em sua mansão regada às drogas e crianças que são leiloadas e estupradas ininterruptamente. Edward responde.
– O que me intriga é o porquê senhor Cullen, não que eu esteja reclamando afinal depois de anos de trabalho conseguirei colocar este monstro na cadeia, mas gostaria de saber a sua motivação. Pergunta Jasper olhando diretamente para o homem a sua frente, notou que Edward ficou desconfortável com sua pergunta.
– Vou lhe responder senhor Halle apenas para que o senhor entenda o porquê de tudo isso. Edward respondeu, suas mãos estavam fechadas em punhos em cima da mesa e ele parecia estar sofrendo. – Eu fui uma dessas crianças, por dois longos anos, Lysander me manteve preso para servi-lo sexualmente e comparado com essas crianças eu tive sorte, pois Lysander não me leiloava ele me guardava somente para seu uso, então como o senhor pode ver eu não tenho interesses escusos à única coisa que quero é que este homem pague por todas as vidas que destruiu.
Depois desta declaração Jasper não falou mais nada estava completamente estupefato com esta história, seu telefone tocou era um de seus agentes o avisando que Kolastikis estava tentando fugir do país ele precisava agir rápido levantou-se e o senhor Cullen também o fez.
– O que aconteceu senhor Halle? Perguntou Edward
– Lysander está tentando fugir do país tenho que impedi-lo. Disse Jasper se encaminhando para a porta.
Edward então o seguiu, não deixaria que depois de tudo aquele homem conseguisse se safar de todas as atrocidades que cometeu, entrou no carro com Jasper e eles seguiram até o aeroporto, em poucos minutos chegaram.
Edward notou que tinha muitos agentes misturados aos passageiros, Halle falava ao telefone e ele procurava com os olhos por Lysander, encontrando-o em frente uma cafeteria, resolveu agir e não esperar por Halle ou seus agentes, Edward apenas foi até ao homem que tinha destruído sua infância quando estava a um passo dele, Lysander se virou e encarou Edward.
– Ora, ora se não é o pequeno Edward, está com saudades? Talvez queira relembrar os nossos momentos juntos? Infelizmente estou meio ocupado no momento, mas para você meu menino eu abro uma exceção afinal você foi o melhor. Ele falou com a voz carregada de sarcasmo.
Edward estava petrificado com tamanha audácia, o que ele mais queria era apertar o pescoço daquele homem, mas não conseguia se mexer toda a sua vida estava passando por sua mente, todas as vezes que foi torturado por aquele homem que estava na sua frente, às vezes em que ele o violou sem piedade, quando deu por si estava socando-o até que sentiu o estralo de um osso quebrando era o maxilar de Lysander que ele havia acabado de quebrar, mas mesmo assim não conseguia parar Edward queria transformar aquele homem em uma massa disforme de carne e sangue, de repente ele foi retirado de cima de Kolastikis e alguns agentes estavam o algemando, Edward sentiu suas pernas falharem e quando deu por si estava ajoelhado no chão, à sensação que estava tomando seu corpo era de alívio como se o peso do mundo tivesse sido retirado de seus ombros, sentiu que alguém o tocava e virou-se para ver quem era, o agente Halle estava ali com a mão estendida em sua direção
– Vamos senhor Cullen precisamos ir até a delegacia Lysander Kolastikis será detido, enfim acabou senhor e ele ficará preso por muito tempo. Jasper fala percebendo o alivio no rosto de Edward.
– Finalmente acabou. Disse Edward enquanto lágrimas de alivio saiam de seus olhos, mas esta não era a hora de se deixar abater ele resolveria isso o mais rápido possível e depois iria atrás de sua Isabella, pois finalmente estava livre para aproveitar sua submissa. Estava mandando um de seus fantasmas de volta ao inferno.
Depois de saírem da delegacia, Edward havia voltado para seu escritório, sempre acompanhado de Jasper Halle, eles tratavam dos últimos detalhes sobre a prisão de Lysander Kostolakis, o agente tentava convencê-lo a ser a principal testemunha no caso, mas ele estava relutante em relação a isso, não queria expor sua vergonha, não queria que as pessoas o olhassem com pena ou nojo, mas Jasper insistia porque sabia que se um homem poderoso como Edward Cullen acusasse Lysander ele seria condenado com certeza, era assim que funcionava a justiça, seria muito mais fácil se o Cullen concordasse em testemunhar, apesar que Jasper entendia sua relutância, um homem poderoso como ele admitir em um tribunal que foi abusado na infância, não deveria ser fácil, Jasper ia tentar mais uma vez convencê-lo a testemunhar quando o telefone de Edward toca já no primeiro toque ele atende e sua fisionomia foi transformando-se de maneira assustadora.
Edward não podia acreditar no que sua Isabella estava lhe dizendo, aquele borra botas ousou tocar em sua mulher e pior ameaça-la, mas ele não se livraria desta facilmente, ele pagaria com sua alma, Edward ia garantir isso.
Ele colocou seu casaco e foi até a parede à sua direita, ainda falando com Isabella, apertou um botão e abriu-se um armário onde havia vários tipos de armas, Edward pegou uma clock calibre 22, era uma arma pequena, mas letal, ela serviria para colocar um fim naquele moleque que ousou tocar em sua submissa. Ele já estava na porta quando uma mão em seu ombro o parou
– Senhor Cullen o que está acontecendo? E aonde o senhor pensa que vai armado?
– Eu não penso Halle eu vou, e ninguém vai me impedir de exterminar o verme que teve a audácia de tentar ferir a minha mulher. Edward responde em um rosnado, ele estava com a paciência por um fio e se aquele agente de merda pensava que iria lhe impedir ele estava muito enganado. A sua Isabella precisava dele e nem mesmo os demônios do inferno o iriam impedir de chegar até ela.
– Senhor Cullen fazer justiça com as próprias mãos não é a solução. Disse Jasper, ele estava com medo nunca em todos os anos no FBI vira alguém tão furioso, nem mesmo quando ele espancou Lysander. Então como ele não iria conseguir convencer Edward a deixar a lei resolver isso, ele iria com ele, pelo menos o impediria de cometer um assassinato porque pela cara que Edward estava ele seria bem capaz de assassinar alguém.
Edward entrou no carro seguido de perto pelo agente Halle, o qual já havia ligado para a polícia e os bombeiros, ele não conseguia pensar em nada que não fosse sua Isabella, Edward voava pela estrada, a única coisa que queria era chegar logo até a sua submissa e a proteger de tudo e de todos.
Edward estava sentindo-se culpado se não tivesse tratado Isabella da forma como tratou ela estaria segura, mas como sempre seus demônios o haviam cegado ele pensou estar fazendo o melhor e no fim só piorou tudo.
Eles finalmente chegaram, Edward saltou do carro apressado deixando Jasper para trás, ele podia ver fumaça saindo de uma das janelas da livraria, o que aquele louco tinha feito? Só esperava que Isabella estivesse bem ou não haveria força na terra ou no inferno que o impediriam de matar o homem que fez isso, Edward retirou a arma de dentro do casaco e engatilhou, entrou com ela em punho, e o que viu o deixou mais furioso, havia livros espalhados por todos os lados algumas estantes estavam no chão e quando foi se desviar de alguns livros que estavam espalhados pelo piso viu rastros de sangue, ele tinha certeza que aquele sangue era de Isabella, mas ele encontraria aquele moleque e ele morreria hoje.
Mike estava parado em frente uma porta que Edward reconheceu como sendo o pequeno banheiro que havia ali, ele estava gritando por Isabella, estava pedindo para que saísse. Edward aproximou-se rapidamente não dando tempo para que o moleque reagisse simplesmente encostou a arma em sua cabeça e falou.
– Se você acredita em Deus eu o aconselho a começar a rezar, porque você morre hoje. Edward falou com a mão no gatilho, o que ele mais queria naquele momento era ver os miolos daquele verme espalhados pelas paredes.
Mike se virou e encarou o homem que apontava uma arma em sua cabeça.
– Quem é você? O que quer? Perguntou com a voz tremente de medo
– Eu sou seu pior pesadelo garoto, agora se afaste da porta. Falou com a voz mais fria que o gelo, o que mais queria naquele momento era estourar os miolos daquele moleque, ele já estava com a arma engatilhada pronto para atirar quando ouviu um gemido seguido de um choro sofrido que cortou seu coração era sua Isabella que chorava, e ela estava o chamando.
– Afaste-se da porta agora. Edward dá um tiro quase atingindo o pé de Mike, o assustando e fazendo-o afastar-se da porta.
Edward não mataria o homem a sua frente apenas porque Jasper estava chegando com a polícia, não queria ter testemunhas quando acabasse com a vida daquele moleque ou qualquer outro que ousasse desafia-lo tocando em Isabella. Edward guarda a arma vendo que a polícia já apontava as suas para o loiro a sua frente, o que tinha que fazer agora era ir até Isabella e de uma vez abraça-la.
– Porque a polícia está aqui? Não há necessidade disso é só uma briguinha de namorados, os senhores não precisavam ter vindo, eu e minha Isabella va... Mike não terminou de falar, pois o punho de Edward foi de encontro ao seu queixo, Mike cambaleou e caiu sangrando, Edward foi para cima dele e continuou a soca-lo até que dois policiais o seguraram e levantaram Mike do chão.
– Me deixem, eu vou matar esse moleque. Disse Edward soltando-se dos policiais, ele ia partir mais uma vez para cima de Mike, quando Jasper o parou falando.
– Senhor Cullen deixe o rapaz conosco a senhorita chama pelo senhor. Jasper diz e Edward sai de perto de Mike deixando os policiais prenderem Mike.
Edward foi até o lugar onde Isabella estava, os agentes já estavam com tudo sobre controle inclusive os bombeiros já haviam apagado o fogo da livraria, portanto Edward não esperou mais nada e foi ao encontro do seu cisne, seu anjo, sua Isabella.
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Bella estava dentro daquele cubículo com o coração apertado quando ela escutou a voz de Edward e a de Mike, não conseguiu identificar o que diziam, estava nervosa demais imaginando se Mike machucaria seu Mestre, e ficou ainda mais quando escutou um tiro, chamou mais alto por Edward, mas não obteve resposta aquilo a preocupou ainda mais, porém não tinha forças para levantar-se daquele chão, estava em pânico. Ela rezou para que Edward não estivesse enfrentando aquele louco, seu Mestre não podia sair machucado por culpa dela, ela não poderia conviver com isso.
– Isabella? Ela enfim escuta a voz de seu salvador. – Abra a porta. Ele parece estar com muita raiva.
Bella levanta-se do chão frio e abre a porta o mais rápido que podia, necessitava logo ver Edward para poder enfim respirar aliviada.
O rosto de Edward adquiriu uma máscara de dor quando viu o corpo machucado de sua submissa, ela estava com vários cortes pelo corpo, havia marcas vermelhas espalhadas pelos braços os seios estavam à mostra e o rosto inchado pelo choro, ele havia mesmo batido nela? Sua Bella estava amarrada, mas mesmo assim se jogou em seus braços chorando como uma criança, ele relembrou o quanto doía ser violentado, sabia o quanto era horrível não ter ninguém para abraçá-lo quando precisava.
– Está tudo bem agora Isabella. Ele a abraça forte e se tranquiliza por enfim tê-la sã e salva em seus braços.
– Obrigada Edward, obrigada por ter vindo. Ela enfia mais o rosto no peito do homem. – Eu não sei o que aconteceria comigo se não estivesse aqui, você não está machucado está? Por favor, diga que ele não o machucou, e pelo amor de Deus ele não atirou em você?
– Eu estou bem cisne, agora acalme-se tudo está bem. Ele responde, e Bella coloca ainda mais o rosto contra o peito dele. – Eu o assustei com a arma para que ele se afastasse da porta. Ele explica.
– Eu tive tanto medo. Ela fala com a voz embargada pelo choro.
– Eu disse que sempre a protegeria. Ele a beija nos cabelos e a abraça um pouco mais, não queria ter que larga-la agora, muito menos a deixaria continuar vivendo num lugar como aquele. Edward desamarra as cordas soltando as mãos de sua Bella.
Ele a levaria para sua casa e cuidaria de suas feridas assim como as dele, não de forma sexual, Edward sabia que devia ser cauteloso com ela quando o assunto fosse sexo, não sabia o que aquele homem havia feito com ela, mas pelo que percebeu Mike não conseguiu ter o que queria de Isabella, só por isso o deixaria vivo, mas não o pouparia de uma prisão e claro alguns homens para fazer com ele o que ele não conseguiu fazer com sua submissa, isso era uma punição a altura, a tortura era bem pior que a morte.
– Nós vamos pra minha casa agora, tome vista isso. Edward retira seu paletó e veste Bella que continua chorando. – Venha vamos sair daqui.
Edward a abraça pelos ombros e a leva até onde os policiais estavam algemando Mike. Bella o olha e percebe que ele havia apanhado bastante, estava com marcas pelo rosto e sinceramente adorou isso, queria ela mesma bater nele até que ele sentisse um terço da dor que ela sentia agora, a dor emocional que lhe rasgava o peito, já havia passado por momentos parecidos, mas nunca foram tão sérios, nenhum dos homens do bar haviam chegando tão perto da violação ou haviam batido nela.
– Sr. Cullen levaremos o rapaz sob a queixa de abuso e espancamento para contra a senhorita Swan, mas será necessário que a vítima vá até a delegacia para prestar mais esclarecimentos sobre o ataque. Um dos policiais avisa a Edward, enquanto Jasper olha para a bonita mulher ao lado de Edward, não era difícil enxergar a paixão existente entre os dois.
– Isabella prestará os devidos esclarecimentos quando estiver em condições para isso, e com certeza acompanhada por um de meus advogados. Ele usa de toda a sua arrogância amedrontando os policiais.
– Agora lembrei quem você é. Mike lembra-se do homem que lhe socou.
– Acha mesmo que essa vadia vale tudo isso? Mesmo estando com vários homens ao mesmo tempo. Mike fala debochado e Edward aperta ainda mais Isabella em seus braços. – É claro que não sabe que essa ordinária estava almoçando e trocando carinhos com outro homem esta tarde. Mike conclui seu deboche e Isabella gela ao imaginar como Edward interpretaria aquilo.
Edward havia se segurado demais, desde que entrou naquela livraria sua vontade era matar o loiro que maltratou sua Isabella, e depois de vê-la naquele estado só piorou ainda mais a sua fúria. Mesmo depois da surra que levou por tentar ser engraçadinho Mike ainda tenta provoca-lo chamando a sua submissa de vadia e dizendo que ela estava com outro durante a tarde? Aquilo era demais para um homem com sangue nas veias, por isso solta-se de Isabella e parte para cima do garoto lhe dando um soco que o faz cambalear.
– Escute bem o que vou dizer moleque, você irá apodrecer naquela cadeia, vai sentir na pele o que é ser estuprado sucessivamente por muitos homens diferentes, e ai quando você estiver servindo de bonequinha pros marmanjos vai se lembrar do quanto é ruim meter-se com a mulher dos outros. Edward desfere outro soco no rosto dele e nenhum dos policiais ousa meter-se, afinal todos conheciam o implacável Edward Cullen e tinham medo por seus empregos, todos sabiam que ele tinha poder o bastante para falar com qualquer superior e ser atendido.
– Fale mais uma vez o nome de Isabella ou refira-se a ela de algum modo que não seja totalmente respeitoso, e não viverá mais nenhum minuto. Ele sussurra no ouvido de Mike, não precisava de testemunhas para culpa-lo se resolvesse dar cabo a vida daquele garoto. – Agora levem esse verme, e deixem que ele conheça os coleguinhas de cela, acionarei imediatamente meus advogados para garantir que este homem sequer veja a luz do sol novamente.
– Sim Senhor. Os dois policiais saem arrastando Mike quase desacordado.
– Sr. Cullen esta é a segunda vez que tenta matar um homem, é a segunda vez que não o deixo cometer uma loucura e envolver-se com assassinatos desnecessários, espero que não haja uma terceira. Jasper fala ao aproximar-se do casal, Bella estava tremendo não só pelo frio, e sim pelo medo pelo qual passara e ainda continuava a passar, Edward iria matar Mike por causa dela? Ele iria cometer assassinato apenas para protegê-la?
– Halle é melhor não meter-se em meu caminho. Edward adverte, pois não mediria esforços para proteger Isabella, se fosse necessário ele acabaria com todos que se pusessem em seu caminho.
– Entrarei em contato sobre o caso no qual estávamos trabalhando. Jasper deixa aquela conversa para depois e deixa o casal sozinho.
– Quem é ele? Ela pergunta curiosa e amedrontada.
– Uma história desnecessária, agora vamos Isabella. Ele responde com a voz dura, mas a abraça novamente pelos ombros.
– Eu não posso deixar a livraria assim. Bella aponta para a bagunça que estavam todas as suas coisas, Mike havia derrubado várias prateleiras consequentemente quebrando-as, havia livros queimados e outros rasgados, o prejuízo com certeza não seria coberto pelo que ganhou durante o mês. Bella deu graças a Deus por Alice ter seu primo para lhe custear a faculdade, teria que falar com a amiga sobre o pouco dinheiro que lhe mandava para que ela pudesse fazer cursos extras, teria que procurar outro trabalho para reerguer sua livraria.
– Tanto pode como vai Isabella. Ele fala autoritário e Bella sabe que ele não a deixaria ficar e arrumar tudo. – Veremos o que fazer depois, agora você precisa de cuidados.
– Eu preciso pegar o Sr. Spok, preciso de algumas coisas. Ela diz com a voz chorosa, ainda podia sentir na pele todo o medo e a confusão das palavras de Edward para com o misterioso Halle.
– Você tem tudo o que precisa em minha casa Isabella. Ele não queria mais passar nenhum minuto ali, estava imaginando tudo o que sua menina passou com aquele louco tentando violenta-la, Edward não queria nem imaginar na possibilidade de que ela não tivesse conseguido ligar para ele.
– Então me deixe apenas pegá-lo, eu não posso deixa-lo aqui. Ela recomeça a chorar e a tremer ao imaginar passar por algo como aquilo novamente.
– Ei tudo bem, não chore mais, por favor. Ele não aguentava mais ver a sua gatinha brava daquela forma. – Vamos pegar o seu gato e ir pra casa, temos que cuidar desses ferimentos. Ele toca pela primeira vez o ferimento no ventre que parecia ser o mais grave, e mesmo por cima do tecido ela estremece pelo toque dele ali.
Bella pega a bolsa e sobe para o apartamento onde Spok estava, seu bichano estava dormindo quando entrou, mas quando a viu correu para esfregar-se em suas pernas. Bella pega o gato em suas mãos e chora abraçando-o, dando graças a Deus por te-lo deixado em casa quando fora almoçar com Adam, ela não queria nem imaginar o que Mike poderia ter feito a seu gato.
– Eu vou vestir uma roupa rapidamente, está bem frio lá fora. Ela avisa e aponta para que Edward sente-se no sofá.
Bella vai até o quarto e veste-se de jeans e suéter ambos desgastados pelo tempo, não ousou olhar-se no espelho ali e assustar-se com sua imagem. Tudo o que queria era ficar perto de Edward, parecia que os pensamentos ruins vinham ao seu encontro toda vez que afastava-se de seu salvador, por isso rapidamente saiu de seu quarto pegou a cesta de Spok, e foi com Edward enfim para o aconchego da cobertura dele.
– Eu posso ficar com seu paletó? Ainda sinto frio. Ela queria mesmo era sentir o cheiro de Edward em si.
– Quero que se mantenha aquecida. Ele a fita intensamente e Bella tenta dar um sorriso a ele. – Podemos ir agora?
– Sim. Ela responde e com a ajuda de Edward leva todas as coisas de Spok e entra no Auston Martin.
Quando já estavam em movimento pelas ruas de Seattle Bella enfim pôde sentir um pouco de tranquilidade, evitaria nesta noite pensar sobre as consequências com as quais teria que arcar. Neste momento estava mesmo preocupada com o que Edward poderia pensar a respeito dela, duvidas e mais dúvidas de como ele agiria com ela a partir de agora. Ela estava suja agora, ela fora contaminada por Mike Newton, e não pelas perversões que Edward julgava serem sujas, talvez ela não fosse mais um cisne puro como ele havia dito, ela não era mais digna de estar com Edward Cullen? Ele estava agindo por pena ou porque realmente importava-se com ela?
Ela ainda podia sentir o cheiro da fumaça imaginando seus livros sendo queimados, toda a sua fonte de renda tinha sido praticamente destruída por causa da obsessão de um louco, aquilo a enfureceu, mas nada podia fazer a não ser esperar por ajuda, não tinha como sair daquele banheiro e correr o risco de cair nas garras daquele homem que podia até matá-la.
Aquela livraria fora da bondosa mãe de Alice, que lutou tanto para conseguir monta-la e coloca-la em funcionamento, todo o esforço de Lívia Brandon se desfez em cinzas. Bella havia chorado ainda mais forte ao lembrar-se de como Alice e sua mãe haviam confiado nela para assumir o negócio e agora por sua culpa tudo estava sendo destruído, até parecia que nada em sua vida dava certo, tudo acabava indo embora, tudo era destruído, Bella sente o peito afundar-se pela dor.
Ela fecha os olhos e faz uma oração pedindo por força para suportar as consequências das ações de Mike. Desde o que aconteceria com a livraria até as reações de Edward, ela não era mais intocada como ele havia dito, mesmo que Mike não tenha consumado o ato sexual Bella ainda carregava marcas dele em seu corpo e em sua alma, ela rezava para que Edward não tivesse nojo dela, estaria perdida se isso acontecesse.
Ela arriscou olhar para ele e notou o semblante fechado enquanto dirigia rapidamente pelas ruas de Seattle, Bella tentou imaginar no que ele estaria pensando, talvez estivesse ponderando sobre o que fazer com ela depois da cena de hoje à noite, ou talvez estivesse pensando em ela estar mesmo com Adam de uma forma amorosa, ela não podia deixar que ele tivesse uma visão deturpada dos dois, Bella abaixa a cabeça e retorce as mãos em seu colo.
– Você acreditou nele? Bella pergunta e ele já sabia do que ela falava.
– Eu devo acreditar? Ele pergunta sem olha-la.
– Eu estive com Adam pela tarde. Ela arrisca olha-lo e percebe a mandíbula dele endurecer assim como as mãos apertarem o volante. – Nós almoçamos juntos, mas não do jeito que está pensando, ele é um bom amigo, é como um irmão para mim. Se pelo menos ela pudesse dizer tudo o que conversou com seu amigo sem assusta-lo.
– Tenho certeza que podemos falar sobre isso quando estiver em condições de estar na sala de jogos para que eu a castigue. Ele fala ainda sem olha-la, ele tentaria a todo custo controlar-se para não tirar satisfações com ela naquela noite, não quando ela ainda estava abalada, não quando ele ainda estava com fantasmas do seu próprio passado rondando-lhe.
– Eu estarei em condições no momento que desejar Sr. Cullen. Ela tenta parecer forte o suficiente para que ele não a deixasse, não queria que outra mulher tomasse seu lugar naquela sala de jogos.
Ele se concentraria em apenas ajudá-la a superar o medo esta noite, cuidaria dela física e emocionalmente, por isso assusta-la ainda mais estava fora de cogitação, por incrível que pareça acreditava nela, acreditava que ela não tinha tido um encontro amoroso com ninguém, não quando ela tinha a mesma urgência de estar com ele, foi a ele que ela recorreu, era dele que ela queria abraços e afagos.
– No momento eu só quero leva-la a um hospital Isabella. Ele fala sem ainda olha-la, não queria ter que leva-la a sua sala de jogos e proclamá-la como sua.
– Por favor, não me leve a um hospital Sr. Cullen, leve-me para sua casa, eu só desejo tomar um banho, eu mesma posso limpar-me e fazer um curativo nestes cortes. Ela toca o lugar onde foi mais ferida e agora sente a dor do corte em sua pele.
Ele não fala nada, mas sabia que tudo o que ela desejava neste momento era limpar-se e ficar longe de multidões, ela só queria estar perto de alguém que confiava.
Rapidamente os dois chegam à cobertura e Edward leva sua Bella para o quarto que ela ocuparia, ele sai do quarto em busca de remédios para dor, guardaria a arma, não queria correr o risco de assusta-la ainda mais. Edward esperaria por sua submissa e cuidaria dela.
Bella deixou Spok na sua cesta, colocou os pratinhos de comida perto do gato e seguiu para o banho, ficou intrigada com o modo que Seu Mestre saiu do quarto sem nada dizer. Será que ele não estava suportando estar perto dela? Era nojo o que ele tinha? Ele não a queria mais como submissa? Então porque citou sobre ela estar na sala de jogos enquanto falavam de Adam? Tratou de tirar a roupa e finalmente entrar embaixo daquele chuveiro, enfim poderia tirar aquele fedor de seu corpo.
Edward voltou ao quarto com uma bandeja contendo a sopa que Sue havia preparado especialmente para sua menina. Trouxe uma caixa de primeiros socorros, e sentou-se na cama esperando pelo seu cisne.
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Ela estava demorando demais no banho por isso preocupado Edward entra no banheiro encontrando-a encolhida abraçando os joelhos, o chuveiro continuava ligado fazendo-o sentir a quentura da água, a pele de Isabella devia estar queimando com aquela temperatura, mas isso não parecia incomoda-la, ela chorava novamente chegando a soluçar.
Bella estava extravasando através do choro todas as suas magoas e duvidas, seu peito comprimia-se por tudo o que lhe aconteceu nas ultimas vinte e quatro horas, não fora fácil ouvir aquelas palavras duras que Edward usou pela manhã para expulsá-la, não é fácil amar alguém que talvez nunca a ame, muito menos competir com várias mulheres bonitas que podem dar a ele tudo o que ele precisa, talvez coisas que ela não possa dar.
Ela ainda considerava-se uma novidade na vida de seu Mestre, talvez o desafio de treina-la fora o verdadeiro motivo de escolhe-la, mas até quando isso duraria? Estava insegura e com a autoestima e confiança em si muito baixas, depois que olhou-se no espelho e viu como estava com a aparência horrível depois do que Mike fez, se sentira tão suja, usada e com o peso das palavras de Edward sobre ela ser só um corpo sobre suas costas. Fora assim que Mike a tratou, como um corpo qualquer.
– Venha Isabella. Ele segura o felpudo roupão e a convida para seus braços, Bella o obedece imediatamente fechando o chuveiro e deixando-se ser enrolada pelo roupão quem sabe assim pudesse se sentir melhor, era somente ao lado daquele homem que queria estar e gostaria que ele não sentisse nojo dela.
– Você está tão vermelha, a sua pele está ainda mais arranhada. Ele olha o pescoço vermelho e com arranhões que ele julga ser da esponja de banho.
– Eu me sinto tão suja e tão imunda, por isso tentei tirar o máximo da minha pele, mas acho que exagerei. Ela diz sem humor, estava enfim acalmando-se e parando de chorar. – Eu ainda posso sentir as mãos nojentas dele em minha pele, eu não consigo tirar isso de mim, não consigo parar de pensar do que teria acontecido se você não tivesse chegado a tempo, o que seria de mim sem você? Ela o olha intensamente percebendo o quanto ele aprovava o que ela falava sobre ele. Bella notou que seu Mestre havia trocado de roupa, ainda vestia negro só que parecia bem mais confortável vestindo moletom e camisa em vez de ternos caros.
– Você está tão limpa e pura como sempre foi. Ele acaricia os olhos inchados dela, daria qualquer coisa para não vê-la daquela forma. – Tem que superar isso Isabella, você é forte o bastante para tirar isso da mente, não deixe que essa situação tire o seu orgulho, não deixe que isso a derrube, levante a cabeça e siga em frente, seja uma sobrevivente. Ele fala lembrando-se de sua própria experiência.
– Por favor, mostre-me que ainda continuo a mesma para o Senhor, que ainda sou a sua Isabella, beije-me. Ela pede e o olha com olhos suplicantes.
Era complicado vê-la sem roupa e não deseja-la, é inevitável para ele querê-la em sua sala de jogos ou até mesmo em sua cama, mesmo vendo-a toda machucada ele não conseguia tirar os olhos de toda a beleza de sua doce Isabella. Edward tem medo de machuca-la com seus arroubos de desejo, mas sabia bem como ela devia estar sentindo-se mal com tudo o que ocorreu, sua Bella estava insegura e estava sentindo-se suja, ela queria limpar-se com ele, curar-se com ele, nada poderia agrada-lo mais do que ajudá-la a superar seus traumas, mas não faria isso agora, no momento ela precisava de seus cuidados.
– Sente-se aqui Isabella primeiro vou cuidar de seus ferimentos, depois poderemos conversar sobre estas suas vontades – Edward disse se posicionando em frente a ela e abrindo seu roupão para poder ver seus ferimentos, e quando viu a extensão deles sentiu a raiva voltar, queria ter matado aquele verme que fez isso com seu lindo cisne.
Ele conseguiu controlar-se não queria que Isabella ficasse com mais medo, e começou a limpar seus ferimentos a cada corte que ele cuidava sentia que sua alma estava sendo cortada, ele preferiria mil vezes ter passado por isso do que deixar seu lindo cisne daquela forma. Isabella aguentava tudo sem deixar escapar nenhum gemido de dor e aquela força que sua Isabella demonstrava o fazia admirá-la mais, terminou de cuidar dos ferimentos dela e se aproximou vagarosamente juntando os lábios, dando a ela um beijo calmo, quente e intenso, ele jamais havia beijado outra mulher como a beijava agora, na verdade tudo em Isabella era diferente e especial.
Para Bella estar sendo beijada daquela maneira tão serena e gostosa era como estar no paraíso depois de ter estado no inferno, aquela sensação de enfim se sentir protegida e adorada era como estar finalmente aquecida pela luz do sol depois de uma forte tempestade, ela estava em casa agora.
Ela tinha certeza agora de que nada abalaria seu relacionamento com Edward, ele não tinha nojo dela, ele ainda a desejava, podia ver nos olhos verdes o desejo ao vê-la sem roupa alguma, não era pena, era bem mais que isso, talvez alguns males venham realmente para um bem maior.
– Por quantas vezes escovou os dentes? Ele pergunta depois que para o beijo.
– Acho que quatro ou cinco vezes. Ela responde ainda de olhos fechados estava procurando saborear ao máximo o beijo de seu Mestre.
– Isabella você ainda continua a mesma, acredite nada mudou, você continua linda meu pequeno cisne. Ele fala e Bella abre os olhos cheios de emoção, ela estava certa ao achar que ele ainda a achava bonita, ela realmente não fora contaminada por Mike. – Eu só não consigo acreditar que a deixei sem um segurança, isso foi irresponsável de minha parte, eu sequer poderia imaginar que aquele moleque iria fazer algo assim. Ele começa a ficar sombrio e irritado.
– Está tudo bem Edward, você não tem culpa do que me aconteceu, eu também não esperava essa atitude de Mike, mas o que importa é que você novamente me salvou, eu estou onde queria estar, eu me sinto segura quando estou com o Senhor. Ela queria que ele a abraçasse agora, o calor dele é tudo o que necessitava.
– Vamos para o quarto. Ele estende a mão e Bella sente seu estomago encher de borboletas pela expectativa, será que ele a tomaria esta noite? Ela se entregaria a ele sem nenhuma dúvida, sem nenhum medo. – Você precisa comer Isabella. A ansiedade acaba no momento que ela o escuta, não queria ter que comer ou cuidar, ela só o queria.
– Não estou com fome. Ela diz enquanto está sendo arrastada para o quarto.
– Mas você irá comer Isabella, nem que para isso eu tenha que força-la. Ele solta a mão da garota apenas para ajeitar os travesseiros, ele a faz sentar-se na cama e recostar-se nos travesseiros deixando-a confortável, em seguida Edward lhe coloca uma bandeja no colo contendo um prato de sopa que cheirava muito bem.
Bella faz uma careta de desaprovação ao ver a sopa a sua frente, estava de fato cheirosa, porem seu estomago ainda estava enjoado, ainda sentia náuseas pelo que Mike lhe causou.
– Quer mesmo que eu a force a comer? Ele pergunta autoritário depois que vê o tamanho da careta de sua gatinha brava.
– Não será necessário, eu comerei. Seria vergonhoso dar uma de criança birrenta.
– Ótimo, vou fazer algumas ligações e já volto. Edward avisa, mas antes que saia do quarto é segurado por Isabella, que o olha assustada.
– Senhor Cullen seria demais pedir que não me deixasse sozinha? Ela sente as lágrimas voltarem a seus olhos, assim como as lembranças apavorantes de Mike lhe atacando. – Eu posso colocar as mãos nos ouvidos, eu juro que não escutarei nada, mas não me deixa sozinha.
– Do que tem medo Isabella? Ele pergunta, mas sabe o que ela sente, já sentiu isso na pele, mas ao contrário dela não tinha ninguém para ficar ao seu lado quando precisou.
– Das lembranças, elas sempre voltam quando estou longe do Senhor. Ela fala sentindo as lagrimas encharcarem seus olhos.
– Sabe que está segura agora não é Isabella? Ninguém fará mal a você aqui. Ele só queria passar a segurança da qual ela necessitava.
– Sei que o Senhor sempre me protegerá. Ela diz e continua. – Mas não consigo tirar do pensamento todos aqueles toques, aquelas palavras, e a agonia ao imaginar que você não chegaria e que ele conseguiria me violentar por diversas vezes, ele poderia ter me matado com aquela faca. Ela começa a chorar só que dessa vez um pouco mais controlada.
– Ei Isabella não recomece a chorar, ninguém vai encostar nenhum dedo em você. Ele senta-se perto dela e a faz olhar para ele. – Você nunca mais passará por situação parecida, eu prometo, agora pare de chorar e coma, eu ficarei aqui. Ele diz e Bella assente positivamente limpando as lágrimas que caiam por seu rosto. Edward afasta-se apenas para discar o número de seu detetive particular.
– Jenks consiga um dossiê de Mike Newton, quero o mais sujo sobre este garoto, quero esse moleque apodrecendo na cadeia. Edward olha para Isabella que começa a comer. — Passe os documentos para meus advogados até amanhã de manhã. Edward anda de um lado para outro no quarto como um leão enjaulado, ele estava cheio de fúria, Bella o acompanha com olhos atentos e felizes em saber que Mike teria sim uma longa pena, Edward estava mesmo disposto a não deixar que ele saia da prisão.
– E Jenks peça ao Sanders para retirar da mídia qualquer coisa relacionada a mim ou Isabella, não quero alardes estúpidos desses repórteres, faça o que ordenei imediatamente, isso é só Jenks. Ele desliga o telefone sem mais nada dizer e olha para seu cisne que come devagar.
– A sopa está muito boa, tenho que agradecer a Sue. Ela comenta ainda comendo.
– Você pode perguntar o que deseja saber Isabella. Edward sabia que ela queria perguntar algo, podia ver os olhos dela brilhando de curiosidade.
– Como sempre sabe o que penso? Ela pergunta curiosa
– Eu aprendi a ler a suas expressões, agora pergunte. Ele senta-se perto dela.
– Sempre faz isso? Digo tira da mídia algo sobre você que não gosta de compartilhar? Ela continua a comer e Edward não entende o porquê da pergunta, mas trata de respondê-la.
– Não gosto de aparecimentos desnecessários, mas diga-me o porquê de estar curiosa com isso? Ele tenta quem sabe fazer com que os pensamentos ruins saíssem da cabeça dela.
– Então aparecimentos com loiras diferentes em eventos fazem parte do aceitável? O Senhor também levava as outras a eventos como pretende me levar? Ela joga a pergunta.
– Elas eram parte do que meu agente acha necessário em eventos sociais, mas você é diferente Isabella, gosto da sua companhia. Bella sente o estomago ficar cheio de borboletas.
– Eu também gosto da sua companhia. Ela responde e sorri a ele. Bella espera por mais explicações mais percebe que ele não falaria, por isso perguntaria mais.
– Então gosta de loiras? Todas eram loiras não? Ela pergunta querendo mesmo saber sobre as preferências dele.
– Você é tão absurda Isabella. Ele começa a rir e continua – Num minuto está chorando por medo e num outro que falar de submissas que passaram por mim. Ele continua rindo.
– Eu só gostaria de entendê-lo, de conhecê-lo e quem sabe esquecer o que me aconteceu. Ela diz e sorri com o modo sereno dele, gostava de vê-lo assim.
– As fotos serviam apenas para mostrar que não sou tão antissocial, algo para aumentar a minha fama de mulherengo, ou para provar que não sou gay. Ele sente-se à vontade ao lado de Isabella para lhe contar isso.
– O senhor nunca me pareceu gay, pegador é bem mais a sua cara. É a vez dela de sorrir ao imaginar quem em sã consciência diria que aquele homem que exala masculinidade poderia ser gay. – Mas diga-me o porquê de todas serem loiras. Ela insiste no assunto já que ela não era loira.
– Na verdade prefiro as morenas, elas são bem mais quentes. Ele fala enquanto toca os cabelos dela fazendo-a enrubescer.
– Você já terminou de comer? Ele pergunta divertido.
– Sim, já estou satisfeita. Ela responde ainda com vergonha, mas estava feliz por saber de sua preferência por morenas.
– Ótimo, agora tire o roupão e coloque uma camisola. Ele pega a bandeja e coloca sobre o criado mudo.
Bella desamarra o nó do roupão e o abre vagarosamente, pois seu corpo estava dolorido devido as pancadas que levou de Mike, havia sido prensada com muita força no chão. Procurou esquecer estas imagens e concentrar-se apenas em Edward.
Ela pode sentir o olhar dele em seu corpo, por isso arrisca a olhar para seu Mestre percebendo que os olhos dele novamente escurecerem de desejo, ela também o desejava, ela o queria ali naquela cama e queria agora.
– Quer falar sobre as marcas? Ele senta-se perto dela e tenta concentrar-se em outra coisa que não fosse o corpo delicioso de sua submissa, tenta lembrar-se de que ela está machucada, e concentrar-se no idiota que fizera aquelas marcas nela.
– Ele as fez quando me neguei a cooperar. Ela fala e logo sente as mãos de Edward acariciarem seu corpo.
Era inevitável não ficar excitada, com aquelas grandes mãos ou gemer de prazer como fazia agora, toda a sua pele estava arrepiada, seus mamilos já estavam eriçados e desejosos por mais carinho, seu centro já pulsava, ela podia sentir a umidade aumentando em sua intimidade, Edward Cullen era capaz de enlouquecê-la até em momentos improváveis.
– Conte-me porque ele fez esta aqui. Ele podia sentir o cheiro da excitação de sua Isabella e isso o deixava feliz, ela ainda o queria, ainda pensava em sexo, ele não havia perdido enfim.
– Ele disse que me amava e eu disse que não correspondia a este sentimento, eu disse que não o amava. Ela responde em um sussurro escondendo de Edward a parte em que disse que o amava.
– Desgraçado filho da mãe. Edward diz com muita raiva em sua voz, não gostava dessa palavra amor, não vinda de outro homem e muito menos direcionada a sua Isabella. – Se ele tivesse a machucado ainda mais, eu o teria matado na frente daqueles policiais.
– Está tudo bem Edward, eu nunca corresponderia a tal sentimento. Ela toca o rosto de seu Mestre, mesmo que corresse o risco dele repeli-la. – É ao Senhor a quem pertenço.
– Sim é a mim que pertence. Ele a puxa urgente para um beijo, ninguém poderia tira-la dele, não a sua cura.
Bella aproveita para agarrar-se nos cabelos de seu Mestre beijando-o da mesma forma urgente como ele a beijava. Rapidamente ela está sendo deitada na macia cama com o corpo de Edward em cima do seu, uma das mãos dele lhe segurava um dos braços enquanto a outra acariciava seu corpo de uma maneira selvagem e urgente, deixando-a ainda mais excitada, seu corpo já se movimentava como se estivesse sendo penetrado por Edward, ela podia sentir toda a masculinidade de seu Mestre, e as sensações só aumentaram quando ele lhe puxou uma das pernas fazendo-a rodeá-lo na cintura. Edward também começou a movimentar-se como se estivesse a penetrando, fazendo-a sentir toda a potência do membro excitado dele mesmo ainda por cima da calça, Bella esfrega-se querendo como sempre mais atrito, queria o formigamento em suas pernas quando chegasse ao seu ápice, assim como os gemidos dele quando ela conseguisse trazer o dele.
Edward para de beija-la, mas Bella se recusa a deixa-lo sair de cima de seu corpo sem antes possuí-la, por isso tenta novamente beija-lo.
– Pare Isabella. Ele ordena depois que lhe solta à boca, ele havia perdido o controle quando a viu tão excitada, desejava aquela mulher mais do que qualquer coisa, mas não queria machuca-la.
– Por favor, Senhor Cullen tenha-me. Ela se retorce embaixo do seu corpo quase fazendo com que seu controle se esvaísse de uma vez e ele a tomasse ali mesmo.
– Ao seu lado tem um Advil, tome-o e durma. Ele levanta-se e passa as mãos no cabelo, enquanto Bella continua com a respiração rápida deitada naquela cama totalmente aberta e receptiva para ele.
Bella não entende o porquê de terem parado, ele estava tão excitado, tanto quanto ela estava. Os dois necessitavam disso, mas parece que havia se enganado ao imaginar que ele não teria nenhum tipo de reação quanto a ela ter sido tocada por outro, fora por isso que ele parou? Será que Edward só a tocaria quando não se lembrasse mais do ocorrido? Saindo de seu torpor pela excitação Bella percebe que ele está saindo de seu quarto, ele vai deixa-la sozinha ali.
– Por favor, não vá. Ela pede enquanto fecha o roupão. Edward para no meio do quarto, mas não se vira para olha-la.
– Eu prometo ficar quieta, eu posso dormir naquele sofá se assim desejar, mas, por favor, não me deixa sozinha aqui. Ela tenta convencê-lo a ficar
– Vista algo, tome o remédio e deite-se na cama. Ele ordena e volta para a cama sentando-se ao lado de Bella.
Bella olha o enigmático homem a seu lado, tem vontade de questiona-lo sobre o que aconteceu, mas prefere calar-se e vestir-se como ele havia solicitado, escolheu uma das camisolas mais curtas, tentando chamar a atenção dele para si, porem Edward sequer a olha. Não vendo alternativa ela toma o remédio e deita-se do lado de Edward que permanece sentado.
– O Senhor vai ficar pela noite inteira não é? Ela pergunta amedrontada pela possibilidade de ficar sozinha durante a madrugada.
– Eu ficarei Isabella, agora deite-se e tente dormir. Ele ordena e ela obedece imediatamente, mesmo não estando com sono ela fecha os olhos, vira-se de um lado para outro e sem sucesso abre os olhos fitando o seu salvador.
Ele é tão belo e tão confuso, o homem que amava era mesmo uma caixa de surpresas, num minuto estavam prestes a se entregarem ao prazer e em outro momento ele quer sair de seu quarto deixando-a ali sem nada dizer a respeito, o que se passava na cabeça dele agora? Ele não iria dormir?
– Não consegue dormir? Ele pergunta olhando-a sem nenhum humor, ele não parecia chateado e não parecia feliz.
– Na verdade não. Ela diz e continua. – Eu quero me desculpar Senhor Cullen, eu não devia tê-lo atacado daquela forma, eu só o desejo demais.
– Você teve uma noite agitada Isabella, falaremos sobre sexo depois. Ele a surpreende puxando pelos braços fazendo-a colocar a cabeça em seu peito, enquanto ele lhe acaricia os cabelos cantando uma canção que ela não conhecia. Ela fecha os olhos sorrindo enquanto aproveita a voz rouca e baixa lhe cantando aquela música, ela agora tinha ainda mais fé que Edward á amaria algum dia.
“Estava novamente na casa onde morava em Forks, era madrugada e sua mãe não havia chegado, a garotinha de cabelos castanhos anda descalça no chão frio segurando apenas sua boneca de pano, quando escuta vozes na cozinha e curiosamente fica ao pé da porta para escutar.
– Eu não vou mais voltar Helena, vou procurar algo melhor, eu tenho que encontrar outro emprego. Renne estava sentada numa das poucas cadeiras que dispunha na humilde casa, enquanto a única amiga que fez no prostibulo estava tentando convencê-la a voltar à casa de prostituição.
– Quem vai querer uma puta Renne? Você já está conhecida na cidade, ninguém vai querer lhe dar um emprego sabendo que foi ou é uma puta. Helena fala enquanto dá uma mordida na maça e Renne sabe que a amiga está certa, ninguém daria um emprego a ela, aquela era sua sina, ser uma prostituta barata.
– Eu não posso voltar àquela calçada e ser espancada novamente, não posso ser só um corpo para me foderem e depois me baterem, não aguento mais me drogar para satisfazer aqueles nojentos. Renne começa a chorar pela vida que leva para poder dar a sua filha o que lhe negaram.
– Mas é isso o que você é querida. Helena fala e agora percebe que a garotinha de cabelos castanhos prestava atenção a toda à conversa. – Não espere por um príncipe Renne, esta é a nossa realidade e nunca seremos como Julia Roberts, não haverá ninguém que queira uma vadia, que ofereça casamento e uma família feliz.
– Renne a sua Bella acordou. Helena comenta sorrindo para a pequena menina, Bella vê a mãe aproximar-se dela e coloca-la no colo abraçando-a fortemente.
Bella sabia que estava sonhando com uma cena de seu passado, por isso agarra-se a mãe que sentia tantas saudades sentindo novamente o cheiro que só ela tinha, não o de vadia, mas o cheiro bom de mãe.
– Meu amor vá para a cama, está tarde e você precisa ir para o colégio amanhã. Renne coloca sua menina no chão e acaricia os cabelos castanhos como o de Charlie.
– Senti saudades mamãe, vem dormir comigo. Ela se vê pedindo.
– Eu já irei meu amor, agora que tal você esperar a mamãe na cama? Escolha um livro, nós iremos ler juntas. Bella assente positivamente e vai em direção ao quarto, mas para quando escuta sua mãe começar novamente o assunto com a amiga Helena.
Aquela era uma cena de sua infância onde Renne estava falando de sua vida de prostituição, a pobre mulher que aguentou tantos tapas, drogas e tantos homens diferentes apenas para sustentar a filha.
Bella sentiu o peito comprimir-se pela dor de sua mãe, tentou aproximar-se novamente dela e quem sabe matar um pouco da saudade que sentia, mas era impedida por mãos masculinas que a fizeram ir para outra cena, onde ela podia ouvir os gritos de sua mãe, Bella tenta abrir a porta e salvá-la mas não consegue, Renne gritava cada vez mais alto enquanto homens lhe estupravam, e novamente a mão masculina lhe impede novamente de agir e salvá-la levando-a a outra cena.
Tudo estava escuro agora, ela parecia estar na sala de jogos de seu Mestre, mas não conseguia senti-lo, tampouco ouvia barulhos na sala até que de repente ela consegue sentir a presença de pessoas ao seu redor, o medo faz com que ela queira gritar por Edward, mas sua boca estava amordaçada, ela tenta correr e percebe que está amarrada pelos pés e mãos.
– Fique quietinha docinho. Ela não consegue identificar a voz do homem que agora lhe toca o corpo.
Bella tenta esquivar-se, mas outras mãos lhe prendiam, algumas passeavam pelo seu corpo, outras apenas lhe apertavam fortemente, eles riam e pareciam divertir-se com seu desespero.
– Nós vamos entrar e sair desse corpo por muitas vezes minha Bella. Aquela voz ela conhecia era Mike, ele havia conseguido pegá-la, mas o que fizeram com Edward? Onde o seu salvador estava?
– Você é igual a sua mãe Isabella, é apenas um objeto para ser usado por homens sujos, você é uma vagabunda como a sua mãe. Era uma voz feminina que ela havia escutado apenas uma vez, era a sua avó ali, mas o que ela fazia lá? Ela não iria ajudá-la?
– Tirem a mordaça dela, quero ouvir a vadia gritar quando nos enfiarmos de uma vez só nela. Mike fala e todos começam novamente a rir”.
Bella então grita alto pelo nome Edward, acordando com olhos verdes assustados fitando-a, era ele, o homem que ama estava ali, e ela ainda estava com ele no quarto, ela estava salva nos braços dele.
– Edward, você está aqui. Ela diz tremula pelo choro desesperado e abraça seu Mestre aplacando a angustia em seu peito. – Era tão real, eram tantos homens, Mike estava lá, ele ia me estuprar.
– Bella eu estou aqui, foi apenas um pesadelo, está tudo bem cisne, fique calma, foi só um pesadelo. Edward beija os cabelos de sua menina, e a abraça fortemente, ele havia acordado assustado pelos gritos de Bella, ela estava gritando por ele. – Ninguém vai tocar em você enquanto eu viver.
– Sim você está aqui. Ela abraça-se a ele e sentindo-se segura enfim.
– Eu estava com minha mãe, ela estava conversando com uma amiga sobre sair da vida que levava, agora eu me lembro disso, eu devia ter cinco anos quando ela foi estuprada na porta da casa onde morávamos. Ela conta e começa a chorar lembrando-se de como havia se desesperado sem saber o que acontecia a sua mãe.
– Eram muitos homens, eu podia ouvir cada palavra, mas na época não entendia o que se passava, eu tentei abrir a porta e salvá-la, mas eu não consegui. Bella limpa as lágrimas e continua a falar. – Ela era uma prostituta por isso não tinha alternativa, ela fazia tudo aquilo apenas por mim, e Deus eu daria qualquer coisa para não tê-la deixado sair aquele dia, minha mãe teve uma overdose por culpa daqueles homens sujos que a usaram, ela era apenas um corpo assim como eu.
– Ei você não é só um corpo Isabella, você é bem mais meu doce cisne. Edward lhe dá um pequeno beijo nos lábios. – Venha comigo. Ele levanta-se da cama e estende a mão a sua menina, sendo atendido por ela.
Os dois seguem de mãos dadas pelos corredores até chegarem à sala onde o piano ficava, havia mais alguns instrumentos lá e entre eles um violão que Edward começa a dedilhar. Ele então começa a tocar a mesma canção que havia cantarolado para ela.
– Eu compus esta canção depois da primeira vez que ficamos juntos eu quero que você a escute Bella porque esta é a sua canção de ninar, eu sei que sua mãe não está mais com você, mas sempre que lembrar-se dela pense nesta canção e lembre-se de sua mãe não como uma prostituta, mas como alguém que a amou muito.
Lullaby
Well I know the feeling
Of finding yourself stuck out on the ledge
And there aint no healing
From cutting yourself with a jagged edge
I'm telling you that
It's never that bad
Take it from someone who's been where you're at
Laid out on the floor
And you're not sure
You can take this anymore
Canção de Ninar
Bem, eu conheço a sensação
De se encontrar na beira do abismo
E não há cura
De se cortar com uma navalha afiada
Eu estou lhe dizendo que
Nunca é assim tão ruim
Aceite isso de alguém que já esteve onde você está
Caído no chão
E você não tem certeza
Se você pode aguentar mais
So just give it one more try
With a lullaby
And turn this up on the radio
If you can hear me now
I'm reaching out
To let you know that you're not alone
And if you can't tell
I'm scared as hell
'Cause I can't get you on the telephone
So just close your eyes
Oh, honey here comes a lullaby
Your very own lullaby
Então, só tente mais uma vez
Com uma canção de ninar
E aumente o rádio
Se você pode me ouvir agora
Eu estou chegando
Para que você saiba que você não está sozinha
E se você não sabe disso
Eu estou muito assustado
Porque eu não tou conseguindo falar com você pelo telefone
Então, basta fechar os olhos
Querida, aqui vai uma canção de ninar
Sua própria canção de ninar
Please let me take you
Out of the darkness and into the light
'Cause I have faith in you
That you're going to make it through another night
Stop thinking about
The easy way out
There's no need to go and blow the candle out
Because you're not done
You're far too young
And the best is yet to come
Por favor, deixe-me tirá-la
Dessa escuridão e levá-la para a luz
Porque eu tenho fé em você
Que você irá passar por outra noite
Pare de pensar sobre isso
É o caminho mais fácil
Não há necessidade de apagar a vela
Porque você não está pronta
Você é muito jovem
E o melhor ainda está por vir
So just give it one more try
With a lullaby
And turn this up on the radio
If you can hear me now
I'm reaching out
To let you know that you're not alone
And if you can't tell
I'm sacared as hell
Cause I can't get you on the telephone
So just close your eyes
Oh, honey here comes a lullaby
Your very own lullaby
Então, só tente mais uma vez
Com uma canção de ninar
E aumente o rádio
Se você pode me ouvir agora
Eu estou chegando
Para que você saiba que você não está sozinha
E se você não sabe disso
Eu estou muito assustado
Porque eu não estou conseguindo falar com você pelo telefone
Então, basta fechar os olhos
Querida, aqui vai uma canção de ninar
Sua própria canção de ninar
Sua voz rouca foi baixando até a canção ter terminado, era uma linda música e seu Mestre a tinha feito pensando nela, Isabella estava muito feliz, mas havia algumas coisas que não entendia como algumas palavras que tinham na música sobre ele já ter passado por coisas terríveis como ela passou esta noite, mas como um homem rico poderia ter passado por isso? Isabella foi tirada de seus pensamentos com Edward lhe perguntando o que tinha achado da música
– É linda senhor Cullen, mas um pouco perturbadora em algumas partes, é como se o senhor já tivesse passado por coisas horríveis em seu passado, mas isso é impossível não é? – perguntou Bella
– Você gosta de histórias não é Isabella? Ele pergunta deixando-a confusa.
– Sim. Ela responde tentando desvendar o rumo desta conversa.
– Irei lhe contar uma tão triste como a sua, não é um conto de fadas, mas é bem real. Ele fala e Bella o encara confusa.
– Era uma vez um menino, ele era feliz, tinha um pai e uma mãe que o amavam muito, o maior sonho dele era crescer para se tornar um homem tão bom quanto seu pai, mas de repente eles já não estavam mais com ele e o menino viu todos os seus sonhos acabarem quando foi morar com sua tia, ela o maltratava, o espancava e quase nunca lhe dava comida, roupas ou carinho.
Os anos passavam e apesar de ser maltratado quase todo o dia, o menino ainda conseguia ter esperanças de que um dia sua vida iria melhorar, mas o que o menino não sabia era que a vida não era um conto de fadas, ou talvez fosse já que ele teve que enfrentar um vilão muito pior que qualquer um dos contos de fadas, seu nome era Lysander, no início ele pensou que aquele homem tão bem vestido e de aparência bondosa fosse sua salvação, ledo engano, Lysander foi o pior que poderia acontecer para o menino.
– Este homem o levou para os caminhos da escuridão, violou seu pequeno corpo, acabou com sua inocência e lhe transformou em alguém sem alma.
Este menino cresceu e se tornou um homem, encontrou pessoas que o ajudaram, mas não esqueceu o que viveu e jamais conseguiu sair totalmente da escuridão que se instalou em sua alma.
– Mas ele era um sobrevivente e como um dia prometeu a seu pai não se deixou quebrar, encontrou uma forma de lidar com seus fantasmas e através disto continuou vivendo.
– Este menino sou eu Isabella, espero que agora você entenda que eu nunca acharia que você não é mais o meu cisne branco, porque apesar do que aquela garoto quase fez com você jamais ele iria conseguir macular sua alma, sua alma é pura e às vezes eu tenho receio em manchar você com toda a minha podridão. Ele sorri sem nenhum humor e continua. – Agora entende que você não é só um corpo, você não é como uma prostitua para mim, tudo o que falei pela manhã era apenas para protegê-la de mim e meu passado, eu não queria quebra-la, mas era necessário.
Bella não poderia ficar mais feliz ao saber que ele não a tinha como apenas um corpo, ele estava contando seus motivos mesmo que errados. Ela tinha lágrimas nos olhos depois de ouvir a história de seu mestre, o que mais queria era poder voltar ao passado e salvar o pequeno garoto de todas as atrocidades que teve de passar, mas não era os sentimentos dela o mais importante naquele momento e sim o que havia acontecido ao homem que amava, agora ela sabia que aquele homem era mesmo parte do passado tenebroso de Edward, por isso ela o abraça com a maior força que podia, mesmo que ele não estivesse lhe correspondendo e sim tocando, ela não pararia, Edward era um sobrevivente, era um homem forte e poderoso, que mais parecia um menino, o seu menino.
– Eu sinto muito Edward. Ela diz e continua. – Sinto muito por seus pais.
– Eu não preciso que tenha pena de mim Isabella. Ele fala com a voz fria. – Eu não desejo falar sobre Lyzander ou qualquer outra parte do passado, eu já consegui o que queria, aquele pedófilo está atrás das grades agora.
– Eu não estou com pena de você Edward, acredite o que sinto agora é uma grande admiração pelo homem que passou por tantas dificuldades, mas continua com seu orgulho intacto, continua com a cabeça erguida, é um homem de talento e sucesso, você é a melhor pessoa que já conheci, você tem a minha admiração Edward Cullen. Ela quis completar dizendo que ele também já possui o seu coração, porém mais do que nunca sabia que devia ser paciente, aquele homem já sofrera o bastante.
– Isso me basta. Ele dá um pequeno sorriso a ela, e continua a tocar, porem Isabella sabe exatamente o que fazer para curar as feridas de ambos naquela madrugada, os dois precisavam um do outro por isso levanta-se.
– Venha comigo. Ela estende a mão a seu Mestre num pedido que ela espera ser atendido.
Edward para de tocar e levanta-se segurando a mão de sua Isabella, estava curioso para saber onde ela o levaria.
Bella sorri ao homem e o puxa para os corredores da cobertura parando em frente à sala de jogos.
– Não vamos pensar sobre o passado esta noite, vamos ser apenas o Dominador e a submissa na busca constante do prazer, é somente disso que precisamos agora. Ela fala o olhando nos olhos buscando a resposta que precisava para prosseguir.
Edward não podia negar que estava louco para tê-la por isso apenas acena positivamente, dando a ela o consentimento para continuar com aquilo. Corajosamente Bella abre a porta de madeira e entra no lugar que se sente tão bem, aquele era o único lugar que ela poderia ter a certeza de que fantasmas do passado não entrariam, naquela sala só existia prazer nada mais.
Ao passar pela porta Bella solta-se do aperto de seu Mestre e ajoelha-se como uma boa garota esperando pelas ordens de seu Senhor.
– Eu o servirei como desejar Mestre. Ela profere ainda ajoelhada aos pés dele. – Oh me desculpe eu não devia ter falado sem autorização, perdoe-me Mestre.
– Você está aprendendo rapidamente minha Isabella. Ele diz orgulhoso e continua. – Esta noite você tem permissão para falar livremente, mas isto não quer dizer que estará livre de seu castigo.
– Eu não espero por isso Mestre. Ela responde agradando-o ainda mais.
– Levante-se Isabella. Ele ordena e segura o queixo dela para que o encare nos olhos. – É isso mesmo o que quer? Eu posso não ser tão cuidadoso, não quando sinto essa urgência de você, eu posso machuca-la se eu fode-la como desejo. Ele passa o dedo nos lábios de Bella.
– É tudo o que mais quero neste momento Mestre, quero ter a honra de servi-lo, e duvido que me machuque, tudo o que irei sentir será prazer, o inconfundível prazer que só o Senhor pode me dar. Ela diz já se excitando com aquele toque simples nos lábios.
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