Senhor Do Prazer
6 Capítulo 5
Notas iniciais
Essas palavras escritas no antigo livro que foi de seu pai lembravam a Edward de onde retirou forças para continuar vivendo, ele encontrou este livro um dia em que cansado dos maus-tratos sofridos quisera acabar com seu sofrimento. Subiu até o sótão e lá chegando preparou tudo para acabar com sua vida desgraçada, mas no momento em que estava subindo na cadeira para dar um fim a tudo ele esbarrou em uma prateleira e dela caiu um livro, sua curiosidade falou mais alto afinal ele tinha tempo sua tia tinha saído e quando ela saía com aquele homem nunca voltava cedo.
Pegou o livro e quando abriu esta citação estava na primeira página grafada em negrito e ali naquele momento de desespero foi como seu pai falasse com ele e dissesse “Não deixe que eles ganhem meu filho, não se dobre a eles e nem a ninguém” foi a partir deste momento que Edward mudou de atitude não deixaria mais que sua tia ou qualquer outra pessoa se aproveitasse dele, não seria mais um peão neste jogo ele seria o rei. O pequeno garoto escreveu aquela frase num pequeno pedaço de papel, colocou seu nome e guardou no bolso de sua roupa, dali em diante aquele papel era o seu talismã, era a sua força para continuar lutando.
Edward voltou ao presente, ainda estava furioso com a atitude de Isabella, essa teimosia que ela demonstrava seria um forte empecilho para uma futura relação, ele teria que castigá-la quando houvesse uma oportunidade, podia até não ser da maneira que ele estava acostumado a castigar suas submissas, mas Isabella iria pagar por desafiá-lo desta maneira.
Ele só precisava pensar na melhor maneira de fazê-la pagar, talvez simplesmente a levasse para o seu playroom e a ensinasse como se comportar diante de seu mestre, sim Edward tinha certeza que sua linda Isabella viria ao seu encontro e quando isso acontecesse se satisfaria com o belo corpo da garota e talvez ela conseguisse saciá-lo e quem sabe Isabella permanecesse com ele por mais tempo que as outras, afinal capacidade para isso a garota tinha e Edward não via a hora de explorar todo esse potencial. Apenas com este pensamento ele se sentiu endurecer, quase podia sentir o sabor de Isabella, ela tinha um gosto doce como o mais puro chocolate e aqueles lábios que pareciam morangos prontos para serem colhidos.
Sua Isabella, a primeira mulher que tinha lhe dito não, a primeira que era um completo mistério para ele, e o que mais queria era desvendar cada um dos segredos que ela escondia e ele sabia que se tratava de muitos talvez ela pudesse ser a primeira pessoa com quem ele pudesse se identificar, afinal pelo o que investigou a vida de Isabella também não foi um mar de rosas, eles eram duas almas perdidas, na verdade era o que Edward mais queria alguém que o entendesse, que o amasse apesar de dizer que não acreditava no amor, era mentira ele acreditava sim, foi o amor que o salvou quando um dia sua tia e aquele homem exageraram nos castigos e ele foi obrigado a procurar ajuda médica, a tia o levou ao hospital já que Edward não conseguia nem mesmo se mover, mas ela apenas o largou na porta e se foi, era madrugada e estava frio não havia ninguém ali, mas então um anjo apareceu. Edward estava lá jogado no chão frio quando sentiu uma mão suave tocar-lhe a face ele abriu os olhos e viu pela primeira vez a mulher que o salvou daquela vida de degradações e infelicidade.
Esme o levou para dentro do hospital e aos gritos chamou pelo seu marido Carlisle, que era o diretor do hospital, quando ele viu o estado em que aquele garoto se encontrava ficou chocado, não entendia como uma pessoa poderia ter feito aquilo com aquele menino, Edward foi examinado e foi constatado abuso sexual alem de vários ferimentos espalhados pelo corpo, aquele garoto, uma criança ainda, havia sido torturado por anos já que algumas das cicatrizes que tinha no corpo eram antigas e profundas.
Após os exames Esme ficou penalizada com a situação dele e procurou a assistente social do hospital, contratou um detetive para que este descobrisse quem era o responsável por aquele menino, o detetive descobriu que o garoto vivia com uma tia desde a morte dos pais que aconteceu quando ele não passava de uma criança de quatro anos, a tal tia se chamava Lizbeth Mansen, quando viu o nome desta mulher no relatório do detetive Esme sentiu como se o ar estivesse escasso e quase desmaiou, se não fosse por Carlise ela teria caído, explicou tudo para seu marido e ele ficou tão estupefato quanto ela, aquele garoto que encontrou na porta do hospital era o filho de sua querida amiga Elizabeth, seu afilhado, o menino que havia prometido cuidar, seu coração se quebrou e a culpa a invadiu, naquele momento fez uma promessa nunca mais deixaria que ninguém mais fizesse sofrer o seu menino.
Esme e Carlisle fizeram de tudo por Edward, o garoto havia conquistado o coração dos dois, mas o menino tinha muitos traumas, nos primeiros dias no hospital ele havia ficado em coma induzido para que seu corpo pudesse se recuperar, mas foi no dia em que Edward acordou que Esme pode entender o tamanho do trauma que aquele menino carregava dentro de si. Ela estava ao lado da cama onde o garoto dormia quando ele abriu os olhos e olhou diretamente para ela, naquele momento Esme vislumbrou toda a dor e solidão dentro daqueles lindos olhos verdes, por um instante ficou cativada por sua juvenil e masculina beleza, mas, em seguida ele baixou o olhar e Esme percebeu um ar de completa desolação em volta dele, era o que havia visto incontáveis vezes nos mendigos que pediam esmolas nas ruas.
–Quem é você e o que estou fazendo aqui? Ele perguntou com a voz que denotava todo o seu desespero.
– Meu nome é Esme eu encontrei você na porta do hospital, você estava muito ferido, não quer me contar o que aconteceu para que estivesse tão machucado? Ele voltou a olhar nos olhos de Esme quando ela terminou de falar, e neste momento pode ver seus olhos, que pareciam mortos, como se tivesse visto o horror muitas vezes.
– Não, eu agradeço por tudo o que fez por mim senhora, mas é melhor a senhora ir embora, fica pior se eu falo com outra pessoa, por favor, vá. Ele falou com medo na voz tentando levantar-se da cama, mas Esme o impediu.
– Por favor, não se esforce, você não precisa temer nada eu vou lhe ajudar só quero que confie em mim. Esme falou com a voz delicada se aproximando da cama para tocar no rosto de Edward, ele se esquivou e segurou sua mão no ar.
– Me desculpe se eu não acreditar nisso senhora, mas a única vez que me permiti acreditar fui traído pela única pessoa a qual cometi o engano de confiar, então me perdoe se eu declinar de sua gentil proposta. Edward falou com a voz carregada de sarcasmo, Esme podia ver que seja lá o que fizeram com aquele menino não conseguiram quebrar sua fibra e seu orgulho.
Esme se afastou ela entendia que depois de tanto sofrimento ele não confiasse em ninguém, mas se dependesse dela iria salvar este garoto.
– Tudo bem Edward deixarei que você descanse. Falou Esme se retirando do quarto.
Edward ficou sozinho com o corpo todo dolorido, desta vez eles tinham exagerado em suas perversões, maldita seja sua tia e aquele homem. Eram em dias como este que ele pedia para morrer, mas então se lembrava da promessa que fez a si mesmo há alguns anos atrás e continuava lutando.
Mas às vezes ele cansava de tudo e somente queria um momento de paz... por favor. Era realmente pedir muito? Sua determinação voltou, e ele se preparou para mais uma explosão de dor quando se mexeu na cama, lentamente levantou-se, precisava sair dali o quanto antes, aquela mulher disse que lhe ajudaria, mas ele não confiaria de novo, na única que vez que se permitiu ter esperanças de que alguém lhe ajudaria, esta foi brutalmente tirada dele, ele não se permitiria sofrer novamente. Ele estava sozinho e o melhor era continuar assim, porque com a solidão ele aprendeu a lidar, mas com a esperança de ter uma vida melhor esta ele não podia se permitir ter, pois quando tudo acabasse, acabaria ele sofreria as penas do inferno.
Edward conseguiu levantar da cama e teria fugido dali se naquele momento Esme não tivesse voltado, ela aproximou-se e o fez deitar novamente, logo o menino parou de lutar, havia alguma coisa naquela mulher que o acalentava e tranquilizava, apesar de tentar não conseguia lutar contra ela.
Alguns dias depois Edward teve alta do hospital e foi diretamente para a casa de Esme e Carlisle e pela primeira vez em muito tempo sentiu que poderia ter uma família e talvez pudesse ser feliz, e isso teria acontecido se ele já não tivesse sido contaminado com as perversões de sua tia e aquilo não tivesse acontecido entre ele e Esme, o que ocorreu entre eles acabou com qualquer esperança de Edward e o afastou do resto da família.
E agora depois de tantos anos ele voltava a ter esperança, e isto era causado por uma garota que mal saíra das fraldas, era realmente irônico, que a única mulher que lhe disse não, fosse também aquela que traria um pouco de paz para sua vida.
Isabella tinha conseguido com apenas um beijo o que muitas de suas submissas tentaram, mas não obtiveram sucesso, durante os dias em que não podia tê-la ao seu dispor Edward gastou suas energias exercitando-se e trabalhando em sua empresa, mesmo assim estava cheio de energia para ser gasta com sua Isabella ainda esta noite.
Quando a tarde chegou encontrou Edward em estado de quase euforia, seu encontro com Isabella iria definir muitas coisas em sua vida pelo menos por um tempo, ele não entendia o que aquela menina tinha que o fazia querê-la cada vez mais, mesmo ela lhe dizendo não, a queria como sua submissa e se fosse necessário esperar esperaria, mas não desistiria. Ele tinha certeza que Isabella não iria desafiá-lo, sabia que ela o queria, podia sentir as faíscas que existiam entre eles.
Edward se arrumou com esmero para seu encontro, um terno negro e pela primeira vez em muitos anos havia um pouco de cor em seus trajes, pois a gravata que estava usando era marrom da mesma cor dos olhos da mulher que conseguiu lhe encantar. O restaurante estava reservado, outra coisa inédita para ele já que Edward nunca tinha encontros com suas mulheres, ele tinha sexo duro e forte e só isso, não queria conversar ou conhecê-las por isso dispensava este tipo de convenção social, mas Isabella estava fazendo com que ele mudasse muitas coisas e se fosse sincero algumas até eram mudanças agradáveis.
Chegou ao restaurante dez minutos adiantado, estava muito ansioso para esperar mais, precisava ver sua Isabella, esperava que ela já estivesse no restaurante, mas quando chegou a concierge o informou que sua convidada ainda não o estava esperando.
Edward ficou receoso, mas em seguida acalmou-se, Isabella era afinal de contas mulher e era comum demorar muito tempo para se aprontar, ele a esperaria e ficaria muito satisfeito em ver que sua gata brava havia se arriscado em deixá-lo furioso somente para ficar mais bonita para ele, mas Edward não a castigaria se esse fosse o motivo de seu atraso, pelo contrário a recompensaria mais tarde quando eles estivessem entretidos na sua sala de jogos.
Ele esperaria e faria com que sua Isabella nunca se arrependesse por escolhê-lo.
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“Talvez ele precise de algo bem maior que AMOR” E. C
Essa era a frase que agora estava escrita em seu livro favorito, Edward Cullen tinha uma belíssima caligrafia que transmitia em cada palavra a intensidade deste homem, mas o que deixou Bella perdida foram suas palavras, o que aquilo significava realmente? Ela sabia que ele falava do personagem de sua obra, porém notou que havia algo mais por trás daquela pequena frase.
Bella não conseguia concentrar-se em mais nada depois que Edward saiu da livraria, tudo o que vinha em sua mente era o beijo da noite passada e o modo como seu corpo o queria. Por outro lado lembrava-se de seu amigo Adam que ressurgiu em sua vida trazendo a ela um pouco das lembranças boas que teve no orfanato durante sua adolescência, talvez as únicas. Adam e ela eram inseparáveis e as freiras sempre os viam como um futuro casal, enquanto a dupla ria disso, eles nunca passaram de bons amigos, Adam não havia sido nem o seu primeiro beijo, o rapaz tinha apenas o dom de fazê-la sorrir em momentos de trevas em sua vida, foi inevitável não lembrar-se do dia em que perdeu tudo.
“O padre rezava uma oração naquela tarde cinzenta, enquanto a pequena garota de olhos chocolates olhava o caixão que agora abrigava sua mãe.
Renne Swan estava linda apesar de pálida estava tão parecida com um anjo de tão delicada, vestida em roupas brancas rodeada de rosas amarelas fazendo com que o momento ficasse ainda mais triste para as duas pessoas presentes ali, Renne era tão linda e tão cheia de vida, mas tudo havia chegado ao fim.
Isabella chorava abraçada a madre superiora do orfanato que a abrigou, aquela freira seria sua mãe a partir de agora, aquela velha senhora de olhos azuis que prometeu protegê-la de tudo, que prometeu ensina-la tudo sobre a vida era a única pessoa que tinha no mundo.
A bondosa madre Cecília a abraçava enquanto falava palavras bonitas para ela, mas Bella queria sua mãe, queria o sorriso dela, queria a voz dela, será que não merecia a chance de crescer ao lado de sua mãe? A pequena garota chorava ainda mais por saber que nunca mais a veria, ela havia ido para o céu, mas a pequena garota não entendia o porquê de ela a ter deixado.
– Os anjos precisavam dela lá em cima minha menina. A madre passa as mãos pelo cabelo de Isabella.
– Eu quero minha mamãe. Bella chora inconformada pelos anjos terem tirado sua mãe dela.
– Ela teve o fim que mereceu. Bella escutou tais palavras de uma bonita senhora que nem sabia de quem se tratava, esfregou seus olhinhos e percebeu como se parecia com sua mãe. Ela nos matou depois se envolveu com aquele desgraçado e engravidou dessa garota. A velha senhora renega a neta.
– Você acabou com a vida de sua mãe, você é a culpada por tudo o que nos aconteceu e o que aconteceu a ela, e terá o mesmo destino, será uma prostituta como ela foi. Isabella é pequena demais para entender, apenas esconde-se na bata da freira, estava assustada com tais palavras, não conseguia entender, então ela era culpada pelos anjos terem levado sua mãe? No momento a pequena menina só queria pedir desculpas pelo que fez de errado, queria que os anjos devolvessem sua mãe.
–Ela é só uma criança minha senhora, ela não tem culpa de nada e não permitirei que a maltrate. Madre Cecília abraça a menina mais forte. — Estamos em um velório, à menina Isabella está sofrendo pela perda da mãe, se a senhora não tem sentimentos peço que se retire, e aconselho que peça perdão pelas profanações. A madre defenderia Isabella a todo custo, aquela menina era só um anjo que ficou sozinho neste mundo tão cruel.
– Ela não será freira madre. A senhora olha com desgosto para Isabella que se parecia tanto com o pai, aquele que ela repudiava por ter lhe roubado sua filha Renne e por ter causado a morte de seu marido. — Ela será tão ruim quanto o pai, e sinceramente não a quero perto de mim. A bonita senhora que ela nem sabia o nome foi embora não antes de deixar uma rosa branca no caixão de sua filha, enquanto Isabella chorava ainda mais, todas aquelas palavras ficariam guardadas para sempre em sua memória, a pequena garota se interrogou sobre seu pai, sua mãe sempre chorava por ele e sempre lhe dizia que ele havia morrido”
Aquele fora o pior dia de sua infância assim como os dias que se seguiram, ainda podia lembrar-se do dia em que o juizado de menores procurou por parentes vivos, em seu registro de nascimento não havia nenhum pai, naturalmente todos procuraram por sua avó materna que nem sequer quis saber de sua existência.
Bella ainda podia sentir o impacto das palavras magoadas que sua avó usou para denegri-la, ela jamais se sentiu amada verdadeiramente, com exceção da doce Madre que a criara tão bem, perdera a mãe muito cedo, mas ganhou um anjo chamado Cecília, mas com o tempo os anjos também a levaram, novamente Bella viu-se sozinha, até quando conheceu o recém-chegado Adam, o garoto tímido que se tornou seu grande amigo até o dia em que foi adotado.
Todos sumiam de sua vida, todos tinham rumos diferentes e ela sempre ficava sozinha a mercê de pensamentos ruins, depois de completar a maioridade a garota teve que sair do orfanato e passar por momentos difíceis, tinha apenas um pouco de dinheiro que as madres lhe deram ao sair do lar para crianças abandonadas, e sem rumo à garota vagou por muitos lugares, até encontrar Alice o seu outro anjo, sua grande amiga também teve que ausentar-se para seguir com seu sonho deixando Isabella sozinha, parecia que esta era a sua sina, logo foi inevitável não pensar em Edward e no tipo de relação que ele ofereceria, será que ele poderia fazer com que ela se sentisse completa e sem medos de novamente estar sozinha? As sensações que sentia ao lado daquele homem eram novas para Bella, ela sentia-se diferente, como se sua meta nesta vida fosse estar com ele, era estranho, mas era assim que se sentia, é inevitável não pensar em como seria pertencer a ele? Ele cuidaria dela? Supriria suas carências? Mesmo sendo tão mandão e arrogante.
Por outro lado ela não via nenhum mal sair com seu amigo, na verdade era bom demais reencontrá-lo, gostaria mesmo de conversar com alguém que verdadeiramente conhecesse, Alice estava tão longe e Bella sentia-se tão perdida diante das sensações que sentia por Edward.
Isabella sentia-se corromper-se em seu interior por ainda desejá-lo mesmo quando ele a tratava como uma garota que faz sexo com todos os homens que encontra, Edward mexia em sua pior ferida, no entanto ela não conseguia deixar de ponderar sua decisão de encontrá-lo.
Gostaria de entender muitas coisas naquele homem sedutor e enigmático principalmente de que forma ele a desejava, seria algo estritamente sexual? E por Deus não poderia falar ou sair com mais ninguém? O que Edward Cullen era realmente? Ela não conseguia decidir seu rumo esta noite, não conseguia pensar em nada coerente, com este homem perturbador rondando seus pensamentos.
Por toda a tarde ela não conseguiu decidir-se, por fim resolveu fechar a livraria antes do horário e tomar um demorado banho, talvez embaixo do chuveiro pudesse pensar com clareza.
Enquanto lavava os cabelos lembrou-se das mãos de Edward passeando por seu corpo, lembrou-se dos apertos luxuriantes em suas pernas, rapidamente ela se vê usando as mãos para apertar-se na busca de alguma sensação como a que sentiu com Edward, lembrou-se de como ele havia lhe apertado os seios e se vê fazendo o mesmo fechando os olhos buscando com isso retornar aquela mesa de restaurante.
Bella sente seu intimo formigar então se lembra do modo como se esfregou na ereção dele e de como todo o desejo só aumentava quando ela movimentava-se junto a ele, Bella teve um surto de lucidez no momento em que iria colocar as mãos em sua intimidade, ela voltou a si e reprovou-se com tal atitude, iria mesmo tocar-se daquela maneira promiscua? Iria masturbar-se pensando em Edward Cullen? Jamais havia feito isso na vida e não seria agora que faria, ela não deixaria que ele a dominasse dessa forma, não deixaria que ele a controlasse fazendo com que ela agisse de maneira insana, não poderia deixar que ele a dominasse mesmo estando longe, não poderia ser uma prostituta.
Decidida Bella veste jeans e uma blusa de botões na cor verde que lembravam os olhos verdes de Edward, Bella balançou a cabeça negativamente e continuou a arrumar-se, colocou um pouco de maquiagem e saltos médios, queria sentir-se bonita por isso deixou seus longos cabelos soltos.
– Sr. Spook vou ter que deixá-lo sozinho esta noite, então se comporte. Bella fala com o gatinho que a olha ainda deitado, dando um miado dengoso. – Você só precisava de cuidados não era? Deixou de ser um gato assustado e machucado tornando-se amoroso e tão dengoso. Bella lembra-se da face triste e sombria que Edward muitas vezes demonstrava, será que ele só precisava de carinho e atenção para tornar-se alguém mais amável? Será que ela poderia ajudá-lo?
– Por favor, Sr. Spook não apronte nada. Bella olha-se no espelho aprovando sua imagem, lembrou-se então do modo como Edward a olhava, escutou a voz dele lhe chamando de deliciosa, e logo se sentiu quente, porém batidas na porta lhe tiraram de seu torpor, olhou no relógio e viu que ainda faltavam dez minutos para decidir se correria até aquele restaurante, mas optou por continuar ali, sair com seu amigo a fim de se divertir como nos velhos tempos, Adam era algo conhecido, era seguro, seu amigo sabia de tudo sobre ela, os dois entendiam-se perfeitamente e essa era a melhor decisão a ser tomada.
– Ah que bom que chegou, estou pronta. Bella sorri ao amigo e admira o quanto ele estava bonito em roupas confortáveis de cor clara, mas não deixa de comparar a beleza de Edward em suas roupas escuras ou até mesmo reparar na cor do cabelo de seu amigo que em vez da cor acobreada tinha a tonalidade escura.
– Você está linda minha garota. Adam a abraça depois de olhá-la dos pés a cabeça, o rapaz não podia negar que sua amiga havia ganhado bonitas formas em seu corpo, Bella tornou-se uma mulher linda.
– Obrigada Adam. Bella cora diante do elogio. – Então para onde vamos? Ela pergunta com a voz triste e sem animação, a realidade lhe tomou agora e Bella não sabe mais se era mesmo isso que queria, lembrou-se da conversa tida com Edward, estava triste pelo fato dele não mais procurá-la, era isso que aconteceria não era? Ele fora claro quanto às consequências de sua decisão.
– Quero ver se ainda consigo surpreendê-la. Bella dá um pequeno sorriso ao amigo.
Enquanto os dois descem às escadas ela o segue, mas, com um aperto em seu coração, ela queria sair com Adam, e queria estar com Edward, estava muito confusa. Adam abre a porta do carona para que sua amiga entre em seu carro, mas percebeu como Bella mordia os lábios sinalizando que estava nervosa.
– Você não parece animada, aconteceu algo Bella? Ele segura o queixo da menina percebendo a angustia nas expressões de sua amiga.
– Não se trata de nada importante Adam, só alguns problemas na livraria, mas sinceramente gostaria de esquecê-los por enquanto. Ela sorri levemente porem sabia que não esqueceria o seu real problema.
– Sabe que pode contar comigo para resolvê-los não é minha garota? Será como nos velhos tempos. Ele beija a testa da menina enquanto ela assente positivamente entrando no carro, Adam a leva a um pub para que pudessem comer tacos e jogar sinuca como nos velhos tempos.
– Então me conte sobre sua família. Bella tenta a todo custo concentrar-se na animação de Adam ao falar da família adotiva, assim como da irmã que adorava, mas para ela não havia empolgação nenhuma, ela apenas escutava e não se concentrava em nada dito por seu amigo, só existiam as batidas do seu coração e as reviravoltas de seu estomago por seu grande nervosismo, não conseguia parar de pensar em Edward e em como sua vida seguiria sem a presença dele.
Em outra época ela estaria feliz por estar naquele ambiente com seu amigo, mas agora não se sentia assim, apesar de ter boa musica bons tacos, e muitas pessoas dançando e se divertindo para ela estava tudo cinzento e sem brilho, ela olhou mais uma vez no relógio vendo que já haviam se passado meia hora, pensou imediatamente o que Edward estaria fazendo agora, será que ainda estaria esperando-a? Será que teria ido embora ou pior não o teria mais em sua vida? Não o veria mais? Isso a machucou intensamente ela fez uma pequena careta baixando sua cabeça, mas nenhuma dessas reações passou despercebida por Adam.
– O que está acontecendo Bella? Sabe que pode confiar em mim. Adam dá um gole em sua bebida, ele a conhecia o bastante para saber que não era nada sem importância.
– É confuso Adam, eu mesma não compreendo. Bella explica e começa a pensar novamente no que Edward havia lhe dito, tudo acabaria se ela não fosse de encontro a ele, ela não o fez então tudo acabou mesmo sem ter começado?
– Trata-se de um cara, uma paixão não é? Adam toca o rosto dela olhando-a nos olhos vendo neles um brilho diferente.
– Eu não sei se pode ser considerado como uma paixão, eu gosto de vê-lo, gosto de estar perto dele, quando ele me olha, quando ele fala comigo, mesmo quando são coisas sem sentido, mas eu não sei se é certo, ele me trata de uma maneira estranha, eu não acho que sejamos compatíveis, eu não posso explicar tudo Adam, mas ele me enlouquece e ainda exigiu que eu fosse ao seu encontro esta noite. Bella fica em duvida se diria a seu amigo os detalhes sórdidos sobre Edward, mas optou por ocultar no momento.
– Nada na vida é certo Bella, quem disse que para existir paixão precisa ser compatível? Você devia ter ido encontrá-lo, está na cara que quer isso desde o minuto em que saímos de sua casa. Adam diz e estende a mão para ela. – Vem vamos dançar. Bella sorri ao amigo e pensa no ele disse nada na vida é mesmo certo, tudo é extremamente arriscado então porque não correr risco ao lado de Edward? Porque não entregar-se ao que sentia? Seja lá o que fosse não podia negar que sentia algo por ele.
Bella sentiu as mãos de seu amigo e logo se balançou com ele ao som de uma musica lenta procurou entender o porquê de tanto relutar, era o seu medo que não a deixava agir, era o medo de apegar-se a ele e perdê-lo depois, era o medo da atração louca que sentia por Edward.
– Adam, obrigada pela noite, mas eu preciso ir. Bella enfim toma à decisão certa, ela iria atrás de Edward só não sabia como encontrá-lo, não tinha telefone ou endereço nada, mas se necessário perguntaria a qualquer pessoa daquele restaurante, ela o encontraria de qualquer jeito e o confrontaria, esta noite seria tudo ou nada.
– Você quer que eu a leve?
– Não! Fique e divirta-se, eu me viro. Bella queria mesmo evitar um confronto, não sabia se encontraria Edward ainda no restaurante e se o encontrasse ela não queria estar com Adam, queria ao máximo evitar ainda mais problemas.
– Ele é um cara de sorte. Adam comenta e a menina sorri. – Sei que não vai para casa então espero que consiga tomar a decisão certa. Bella beija o rosto de seu amigo e sussurra um agradecimento distanciando-se de Adam.
Bella correu até um ponto de taxi, mas não havia nenhum ali esperou por alguns minutos e resolveu andar, não poderia mais esperar, ela tinha a certeza de que ele não a esperaria, ele fora claro em suas palavras e ela estava atrasada, muito mais que atrasada, ela corre ao ver um taxi parado agradece aos céus por isso, em questão de minutos Isabella está indo ao encontro de seu destino, ela só esperava que este fosse mesmo o caminho certo, mas se considerasse as batidas animadas de seu coração e a comemoração de seu corpo ela podia ter a certeza de que essa atitude era muito mais que certa.
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O relógio já marcava dezenove e trinta deixando Edward cada vez mais furioso com Isabella, ela estava lhe dando um recado bastante claro, ela não o queria, escolhera aquele garoto e agora Edward estava se martirizando ele deveria saber que isso aconteceria, pois uma mulher como Isabella jamais ficaria com um louco como ele, seu espírito havia sido quebrado há muito tempo, ele não merecia paz, não merecia um anjo como ela. Quando ele aprenderia? Sempre foi assim em sua vida era só começar a ter esperança e esta era arrancada dele sem piedade, e o mesmo estava ocorrendo agora, ele precisava parar com aquela aflição que o estava consumindo, mas a única forma que conhecia este mal era através do sexo e até mesmo isso havia sido tirado dele, pois Edward não queria outra mulher, somente sua Isabella, somente ela abrandaria sua libido era nela que queria se afundar fundo e duro, era ela que queria amarrar e fazê-la implorar para que a fodesse sem pena, eram seus gemidos que queria ouvir enquanto a castigava por ter sido tão má.
Welcome To My Life
Do you ever feel like breaking down
Do you ever feel out of place
Like somehow you just don't belong
And no one understands you
Bem Vindo A Minha Vida
Você já se sentiu como se estivesse desmoronando?
Você já se sentiu fora de lugar?
Como se de alguma forma você não se encaxasse
E ninguém te entendesse?
Edward olhou novamente em seu relógio e se convenceu que Isabella não viria, aquela constatação calou fundo em sua alma, mas não ficaria se lamentando já havia passado por tantas coisas piores que mais uma desilusão não seria nada em comparação, ele levantou-se só não sabia para onde ir, depois de tanto tempo tinha deixado que alguém entrasse em sua vida e esta pessoa o havia decepcionado, esta constatação o enfureceu, quem aquela menina pensava que era? Edward pegou a garrafa de champanhe que estava no centro da mesa e atirou longe, causando um estrondo que chamou a atenção dos funcionários do Restaurante. Edward virou-se para os funcionários que estavam olhando para o estrago que ele tinha feito e gritou:
– O que estão olhando eu não pago vocês para isso, quero uma garrafa de uísque agora. Disse ele continuando a colocar tudo o que tinha na mesa no chão. – O que estão esperando? Andem, obedeçam, quero agora uma garrafa de uísque. Os funcionários apavorados foram obedecer a suas ordens conheciam bem o senhor Cullen e nunca o tinham visto perder a calma desta maneira ele estava totalmente descontrolado.
Fazia muito tempo que ele não se sentia tão sujo, tão desgraçado, e tudo por Isabella não querê-lo, aquela que seria o seu remédio negava-se a ele tornando sua vida ainda mais infernal.
Do you ever wanna runaway
Do you lock yourself in your room
With the radio on turned up so loud
That no one hears you screaming
Você já quis fugir?
Você se tranca em seu quarto
Com o rádio ligado e o volume tão alto,
Para ninguém te ouvir gritando
No you don't know what it's like
When nothing feels all right
You don't know what it's like
To be like me
Não, você não sabe como é,
Quando nada parece certo,
Você não sabe como é,
Ser como eu!
Edward estava cego pelo ódio, fora sempre assim, a cada vez que pensava que poderia ter um pouco de paz algo acontecia e esta ínfima esperança era retirada dele, mas não deixaria que isso o abalasse já havia prometido a si mesmo não seria mais um joguete do destino, tomaria as rédeas de sua vida e faria com que Isabella pagasse por esta afronta, talvez começasse comprando aquela livraria em que ela trabalhava e a expulsaria de lá e isso seria apenas o começo de sua vingança, ele a faria se arrepender, mas de repente a imagem de seu rosto passou por sua mente e todo seu ódio foi substituído pela dor, sua menina-mulher, sua Isabella, ela jamais seria dele, e nada do que fizesse mudaria isso, ele não merecia a felicidade.
To be hurt, to feel lost
To be left out in the dark
To be kicked when you're down
To feel like you've been pushed around
Ser machucado, sentir-se perdido,
Ser deixado no escuro,
Ser chutado quando você está mal,
Sentir como se você estivesse sendo empurrado
Do you wanna be somebody else
Are you sick of feeling so left out
Are you desperate to find something more
Before your life is over
Você já quis ser outra pessoa?
Você está cansado de se sentir deixado de fora?
Você está desesperado para achar algo a mais,
Antes que sua vida acabe
Logo a dor o tomou e Edward lembrou-se da única pessoa com quem poderia falar, chamaria Esme, ela o entenderia no mesmo momento em que ligava para Esme a porta se abriu e por ela passou a mesma, Edward ficou atônito, como ela sabia que ele ia chamá-la? Esme se aproximou e tocou seu rosto.
– Meu menino eu sabia, sentia no fundo do meu coração que estava precisando de mim e você está não é? Falou em um fôlego só, com medo de que Edward a expulsasse, mas ela tinha que vir até ele, sentia que seu garoto precisava dela e depois do telefonema do gerente do restaurante que lhe relatou como Edward parecia perturbado aquele pressentimento só piorou e então Esme simplesmente disse a Carlisle que Edward precisava dela e saiu, Edward se emocionou com aquela atitude e abraçou Esme.
– Sim mãe, eu preciso de você. Ela ficou estática, finalmente depois de tanto tempo ele a chamava de mãe, realmente alguma coisa muito grave tinha acontecido, mas ela não desejava falar disso agora, só queria aproveitar este momento e quem sabe tentar ajudá-lo.
Esme fez com que Edward sentasse ao seu lado e perguntou
– O que aconteceu meu filho? Porque você fez tudo isso? Disse ela olhando ao redor toda a destruição causada por Edward.
– Não tenho ideia, só sei que meu ódio por aquela garota era tão grande que precisava extravasar de alguma forma e este foi o jeito que escolhi. Disse Edward de maneira despreocupada, ele já estava mais calmo e estava voltando a ser o homem frio e controlado de sempre e já se convencia que se Isabella não o queria, então o que precisava agora era de uma nova submissa e a escolhida seria Samantha, ela não o acendia tanto quanto Isabella, mas serviria a seus propósitos, não estaria mais disposto a impor sua presença na vida de Isabella, ela havia tomado sua decisão então o que lhe restava agora era seguir com sua vida desgraçada e procurar em outras mulheres o que encontrou com Isabella, somente paz era isso o que queria.
Are you stuck inside a world you hate
Are you sick of everyone around
With their big fake smiles and stupid lies
While deep inside you're bleeding
Você está preso em um mundo que você odeia?
Você está cansado de todos ao seu redor?
Com seus grandes sorrisos falsos e mentiras estúpidas,
Enquanto por dentro você está sangrando?
– De que garota fala meu menino? Esme continuava o encarando tentando descobrir o que havia se passado para que Edward agisse da forma que agiu, mas nada conseguia ver em seu semblante, pois ali na sua frente não estava mais o seu menino, mas sim o homem que todos temiam, e ela quase tinha pena da pessoa que tinha causado o descontrole de Edward, esta pessoa sofreria as penas do inferno se Esme bem conhecia seu filho, ele a faria pagar. Então resolveu que o que ela podia fazer para ajudar já havia feito agora só lhe restava esperar.
– Ela não vale à pena nem em ser citada. Não havia duvidas de que seu filho se vingaria da pobre moça.
– Não faça nada impensado querido, eu não sei o que houve com você e essa moça, mas tente agir com sabedoria. Esme tocou o rosto de seu menino carinhosamente, mas Edward não deu nenhuma palavra apenas continuava com o semblante frio.
– Vejo que está melhor meu filho, então se você não se importar eu gostaria de voltar para casa, Carlisle deve estar preocupado. Falou Esme levantando-se, não queria forçar mais um contato com Edward, sabia das limitações dele, por isso preferiu ausentar-se.
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Bella desceu do taxi às pressas e correu em direção à entrada do restaurante encontrando a concierge com olhos assustados, parecia ter visto um fantasma de tão branca, pensou em perguntar se estava tudo bem com ela, mas não tinha tempo para isso, precisava logo estar com Edward, precisava pedir desculpas e dizer tudo o que estava sentindo.
– Boa noite, sou Isabella Swan e procuro o Sr. Cullen. Bella apresenta-se procurando evitar o mesmo incidente na sessão de autógrafos.
– Então você é a razão de todos os problemas. A mulher deixa escapar seus pensamentos e Bella fica sem entender o que ela quis dizer.
– Eu não entendi senhorita. Bella aproxima-se mais da garota.
– Não é nada importante Srta. Swan, o Sr. Cullen ainda encontra-se no restaurante. A concierge acha melhor deixar que a garota entre, quem sabe assim o senhor Cullen se acalme de vez, enquanto isso Bella resolve não interrogá-la sobre o que tinha falado, tinha que estar logo com Edward, seu coração estava aos pulos pela felicidade dele ainda estar ali. – Acompanhe-me, por favor. Bella segue a garota percebendo que o restaurante está completamente vazio, ela deduz que ele novamente reservou-o apenas para os dois, essa ação aqueceu seu coração foi inevitável não sorrir ao lembrar-se de como ele gostava de ter privacidade com ela. Bella sorriu ainda mais ao reviver as lembranças na noite anterior, passadas neste mesmo restaurante, porém ao olhar na direção apontada pela concierge seu sorriso desmoronou ao ver Edward abraçado a uma mulher.
Bella não percebe quando a concierge a deixa sozinha ela só consegue focar-se no casal intimamente abraçado, sentiu uma raiva inexplicável de si mesma por fantasiar demais, e ainda mais raiva daqueles dois que não se desgrudavam, nem sequer sentiam a sua presença, a mulher acariciava de forma intima os cabelos de Edward enquanto este ficava de olhos fechados, aquilo era doloroso demais para ser visto.
Antes que pudesse dar meia volta e sair daquele lugar Bella viu o olhar da mulher sobre si, enrubesceu instantaneamente por ser pega daquela forma.
Bella tem agora o vislumbre do rosto da bonita mulher de cabelos cor de mel, assim como o belo corpo coberto pelo elegante vestido preto, aquela mulher exalava sofisticação, era absurdamente linda, assim como Edward, Esme lhe sorriu docemente, mas Bella não retribuiu o sorriso, ela nem sabia de quem se tratava a bonita figura que há poucos instantes estava agarrada ao homem que lhe enlouquecia, Bella não entendia o porquê de ela sorrir daquela forma tão doce, talvez ela fosse a Sra. Cullen que ele havia falado na noite passada.
Neste instante ela viu Edward virar-se e encará-la com uma expressão de pura raiva, ela recuou um passo pelo medo que sentia do homem sombrio a sua frente, agora Bella entendia a expressão assustada da garota na recepção, Edward mais parecia um animal raivoso. Isabella perguntou-se se toda aquela raiva era somente por ela não ter vindo ao seu encontro como pediu ou se seria pelo fato de estar atrapalhando o seu momento com a bonita mulher de cabelos cor de mel.
– Eu...eu. Ela começa a gaguejar de nervosismo, nunca havia visto alguém com a expressão tão raivosa, ao mesmo tempo estava desconcertada pela presença daquela mulher.
– Edward essa é a garota? Esme pergunta e Bella surpreende-se pela pergunta da mulher, indaga-se o que mais ela poderia saber.
– Ela não é ninguém, não é nada. Ele grita alto assustando até Esme, Bela sente a amargura na voz dele e se permite olhar para as coisas quebradas pelo chão, mas não compreendia o porquê de tudo aquilo, ele estava com tanta raiva a ponto de descontrolar-se daquela maneira? Não parecia estar descontrolado quando o viu abraçado a mulher de cabelos cor de mel.
– Sr. Cullen, por favor, desculpe-me eu não queria causar nenhum transtorno. Bella tenta desculpar-se por atrapalhar o momento. – Eu apenas... Antes mesmo que terminasse é novamente interrompida por ele.
– Se acha no direito de me dirigir a palavra Senhorita? Ele usa todo o sarcasmo possível, toda a frieza que todos temiam estava presente no homem.
– Eu não estou entendendo Sr. Cullen. Bella não compreendia a forma como ele estava tratando-a, será que ele queria fingir que não havia acontecido nada entre os dois? Será que aquela mulher era mesmo algo a mais para ele? Então como ela suspeitava, era apenas um passatempo para ele.
Edward aproxima-se dela com a fúria de um leão prestes a atacar sua presa, neste momento ele só queria humilhá-la como ela havia feito com ele ao escolher outro.
– O que ainda quer entender Isabella? Eu não a quero aqui, não desejo sua presença, não mais. Ele a segura pelos braços e a balança fazendo-a gemer de dor, ela sabia que sua pele ficaria marcada por muitos dias, além das marcas deixadas em seu coração. – Você não é nada para mim, o meu pior erro foi esperá-la aqui esta noite, enquanto disponho de mulheres bem melhores que você, mulheres que conseguem obedecer-me como eu aprecio e sem nenhuma duvida são bem mais gostosas. Ele continua com a voz amargurada e irônica.
– Edward está me machucando. Ela o olha com olhos lacrimejantes diante a tanta dor, mas não se tratava somente da dor física Edward estava quebrando seu coração, estava vingando-se da pior forma. Enquanto Esme assiste tudo em silencio, ela sabia que se entrasse na conversa Edward poderia agir de forma bem pior, preferiu zelar pelo bem daquela moça e ficar em silencio rezando para que seu filho não fizesse nenhuma besteira, nunca havia visto Edward tão descontrolado, não por uma mulher, Isabella significava algo a mais para ele.
– Você não sabe o que é ser machucada Isabella, você ainda não sabe o que significa sentir dor. Ele a solta bruscamente e Bella vê a mulher aproximar-se dos dois com olhos preocupados.
– Por favor, Edward só me escute, eu tenho uma explicação para tudo isso. Bella tenta apenas preocupar-se com ele e esquecer que os dois estão sendo assistidos.
A menina tenta esquecer as palavras que ele usou para com ela, Bella sabia que ele estava magoado por ela não ter aparecido antes, mas eram mesmo necessárias todas aquelas palavras rancorosas? Ela estava aqui agora não estava? Ela o escolheu no fim das contas, agora só precisava convencê-lo disso.
– Que explicação? Que preferiu sair com aquele cara e me deixar aqui esperando? Que não consegue obedecer-me? Eu não quero saber de suas explicações Isabella, já chega minha paciência esgotou-se, você não vale tudo isso, você não é tudo o que preciso Isabella. Edward continua perturbado, ele queria convencer-se de que realmente não precisava de Isabella. – Você devia estar aqui as sete, eu fui claro o suficiente não acha? Mas você tomou sua decisão, você o escolheu, agora sofra as consequências desta escolha.
– Edward eu não escolhi dessa forma, por favor, me deixa falar. Ela aproxima-se na esperança de que ele a ouvisse.
– Não me chame de Edward e não ouse aproximar-se Isabella ou será bem pior. Edward afasta-se dela e olha para sua mãe, que lhe lança um olhar triste, ele sabia que Esme estava reprovando o seu comportamento para com Isabella.
– Esme você quer que eu a leve para casa? Edward busca apenas por seu Black Berry para poder retirar-se, enquanto Bella não sabe o que fazer para que ele a ouça.
– Obrigada filho, mas estou com meu carro. Bella fica desacreditada no que acaba de ouvir tudo só podia ser brincadeira, então ela era a mãe de Edward? Toda aquela cena então foi presenciada pela mãe dele? Era um misto de alivio e culpa, estava aliviada por ele não ter nenhum tipo de envolvimento amoroso com aquela mulher, e por outro lado estava envergonhada por toda a cena feita pelos dois, esperava desculpar-se com a senhora presente.
– Por favor, querido ligue-me assim que chegar a sua casa. Esme acaricia o rosto dele e tenta acalmá-lo. – E, por favor, venha jantar conosco amanhã, seu pai chegou de viagem e todos sentem sua falta. Edward concentra-se no rosto de anjo de sua quase mãe, ela tinha o dom de acalmá-lo, mas ele não tinha confiança de ir até a casa dos pais, não quando estava louco com Isabella que ainda continuava ali com olhos chorosos, ele quase a machucara verdadeiramente, não conseguia medir sua força quando estava perturbado daquela maneira, precisava imediatamente retirar-se e procurar seu único meio de acalma-se.
– Eu tentarei. Edward tira as mãos de Esme de seu rosto e segue para a saída, mas é interceptado pela mão delicada de Bella em seu braço.
– Por favor, Sr. Cullen me dê apenas à oportunidade de lhe explicar e depois o Senhor pode decidir se eu não valho mesmo à pena. Bella tenta mais uma vez, ela estava fazendo o que seu coração pedia, era estranho, mas sentia que devia ajudar aquele homem que tanto lhe enfeitiçava, ela odiava aquela expressão raivosa e triste no rosto dele.
– Faça um favor a si Isabella, esqueça tudo isso, você não pertence a este mundo, esqueça tudo, pois eu já a esqueci. Edward sorri irônico sacando seu telefone e distanciando-se um pouco dela, Isabella nota a mudança em sua voz, antes quando falava com ela era fria e sem vida, mas agora parecia larva quente, ele falava com uma mulher isto ela tinha certeza, sua voz rouca e sussurrada não deixava duvida, aquilo estava acabando com ela.
Ela sentia que seu coração estava quebrando-se em mil pedaços e tudo só piorou quando escutou as palavras que ele usava para com a outra mulher.
– Então minha linda Samantha nos encontraremos mais tarde e cobrarei sua promessa de que me deixará satisfeito esperarei ansiosamente por isso, portanto prepare-se porque a nossa noite será cansativa. Ele esperou a mulher responder e desligou o telefone, quando levantou os olhos encarou Isabella que estava parada em sua frente com lágrimas escorrendo pelo rosto, isso só o fez sorrir sarcasticamente.
– Você ainda está aí? Pensei que já tinha ido embora, talvez você não tenha dinheiro para o táxi, mas como sou um cavalheiro aí está pode pegar e voltar para a sua vidinha medíocre. Disse ele atirando as notas aos pés de Isabella saindo em direção ao carro que já o estava esperando, ele foi sem olhar para trás e Bella sem conseguir conter-se caiu no chão se encolhendo com a dor que a dilacerava, estava anestesiada só sentia dor que se espalhava por todo seu corpo em ondas gigantescas, estava sendo humilhada da pior forma.
– Não fique assim menina, venha vou te ajudar. Isabella olhou para a mulher que estendia a mão era a mãe de Edward e ela parecia realmente preocupada, Bella deixou-se aconchegar pelos braços daquela mulher desconhecida, fazia tanto tempo que não lhe abraçavam com aquele carinho maternal que Bella apenas fechou os olhos e aproveitou.
– Isabella não é? Eu não me apresentei meu nome é Esme sou a mãe de Edward, gostaria de pedir desculpas pelas atitudes do meu filho, não sei o que aconteceu com vocês dois, mas uma coisa posso afirmar, nunca vi meu filho agir da maneira como agiu, não com qualquer outra mulher você deve ser importante para ele. Disse ela olhando pra Isabella
– Desculpe, mas a senhora estar enganada eu não sou nada para o seu filho e se havia alguma duvida dentro de mim sobre isso ele hoje me mostrou o que represento para ele. Bella falou com a voz embargada pelo choro que ela tentava conter.
– Bella, posso chama-la assim não é? Isabella assentiu e Esme continuou.
– Alguma vez você teve a oportunidade de ver como um animal ferido se comporta? Bella negou com a cabeça, ela não estava entendendo onde Esme queria chegar com aquela conversa de animais feridos. — Então eu vou te dizer, quando um animal está muito ferido ele ataca, não por ser mau, mas sim porque está com medo de ser ferido novamente, meu filho comportou-se muito mal esta noite, mas você precisa entender que Edward já foi muito machucado em sua vida e ele tem muito medo de sofrer novamente, ele tem medo de confiar nas pessoas. Bella entendeu o que a mãe de Edward estava lhe dizendo, ele precisava ser salvo e se fosse sincera consigo mesma ela queria ser aquela que o salvaria.
Esme viu nos olhos da menina a determinação de tentar ajudar seu filho querido, então a abraçou mais forte.
– Cuide dele, Isabella e lembre-se que é necessária uma grande coragem e um bom coração para que um homem que não conhece a amabilidade demonstre a outro, inclusive a mais selvagem das bestas pode ser domesticada com paciência e uma mão amável. Esme reza para que Isabella não desista de seu filho, quem sabe essa moça seria a sua salvação.
– Eu só não sei como o ajudar senhora, ele não permite que eu me aproxime, eu tentei explicar o porquê não pude vir ao nosso encontro, mas ele não escutou. Isabella diz desesperada na esperança de que Esme lhe dissesse como ela poderia convencer Edward a pelo menos ouvi-la. – A senhora viu a forma como ele me tratou, o seu filho trata-me como uma vadia qualquer e eu não posso conviver com isso, é doloroso demais. Bella lembra-se da forma como ele lhe jogou dinheiro, nunca havia se sentido tão humilhada.
– Querida ele só queria feri-la como você lhe feriu o ego, pelo que ouvi você saiu com outro homem esta noite, e o deixou aqui esperando.
– Sim sai com outra pessoa, mas não do jeito que ele estava imaginando, Adam é só um amigo muito querido. Bella explica e continua. – Eu só tenho medo do que sinto por Edward, é estranho porque em tão poucos dias me sinto tão ligada a ele e eu vim aqui na esperança de que ele me dissesse o que tudo isso significava, mas vejo que foi tarde demais. Esme agora tem a certeza de que Isabella era mesmo a mulher ideal para tirar Edward das sombras.
– Bella meu filho é teimoso, sempre foi, você vai ter que ser mais teimosa que ele, agora me responda uma coisa Isabella você estaria disposta a fazer qualquer coisa para falar com Edward? Esme tem uma idéia.
Isabella pensou, ela já estava sem esperança alguma de conseguir se explicar com Edward então nada do que a mãe dele pedisse para que ela fizesse a deixaria em pior situação do que já estava no momento, sim ela arriscaria e talvez conseguisse convencer Edward de que o queria com desespero, chega de sempre ter medo se atiraria de cabeça nesta história e se mais tarde seu cavaleiro a trocasse por outra pelo menos ela saberia que havia lutado com todas as suas armas.
– Sim senhora eu farei o que me mandar fazer, mas eu preciso conversar com Edward.
– Então minha filha venha comigo. Esme sorri e puxa Bella pela mão em direção a saída do restaurante.
– Para onde estamos indo? Isabella pergunta e tem a esperança de que talvez Esme saiba onde Edward está.
– Eu vou te levar para o apartamento do meu filho Isabella eu tenho a chave, não sei se ele estará lá, mas você poderá esperar até que ele chegue e vocês poderão conversar.
– Mas ele não ficará furioso com a senhora por ter me levado ao apartamento? E ele ainda estará acompanhado. Isabella faz uma careta de reprovação ao imaginar Edward com outra mulher, e ainda estava temerosa de que Edward brigasse com a mãe.
– Não se preocupe com isso, sei que ele só queria provocá-la, você é importante para ele Bella, eu conheço meu filho. Esme sorri para ela e aperta uma das mãos da garota na busca de lhe passar a certeza de que seu coração de mãe tinha. — Só quero que você converse com ele, tenho certeza que você minha menina vai ser a salvação do meu filho. Esme abraça Isabella antes de abrir a porta do carro para que ela entrasse, Bella senta-se no luxuoso veiculo e vai pensando sobre o que ainda vai viver esta noite.
Ela estava indo de encontro ao seu destino só esperava que este fosse melhor do que foi até agora, mas no fundo sabia que seria, pois só de pensar em estar ao lado do seu cavaleiro ela sentia-se quente e muito mais feliz do que em qualquer outro momento de sua vida, então que se joguem os dados, ela estava entrando neste jogo para ganhar.
Finalmente chegaram a um belíssimo edifício que Bella viu tratar-se de um luxuoso hotel.
Quem diria que Edward moraria num hotel, quer dizer o mais luxuoso hotel de Seattle, era algo egocêntrico e bem típico dele. Esme cumprimentou a todos da recepção e foi informada de que Edward ainda não havia chegado e isso fez o coração de Bella aliviar-se, ela não queria ver Edward com outra mulher, logo as duas estavam subindo no elevador privativo ate a cobertura de Edward Cullen.
– Eu lhe mostrei o caminho Isabella, agora cabe a você segui-lo. Esme diz depois que abre a porta da cobertura. – Boa sorte querida, espero que possa ir a minha casa algum dia na companhia do meu Edward. Esme abraça Bella e faz sinal para que ela entre.
– Obrigada Sra. Cullen. Bella entra na bonita cobertura e surpreende-se com tamanho requinte.
Bella olha os móveis da grande sala, tudo era muito bonito e de bom gosto, percebeu que havia uma varanda e resolveu olhar a vista da cidade, não conseguia ficar parada estava tão nervosa e inquieta, queria que Edward chegasse rápido e sozinho.
Ela escutou a porta ser aberta por isso vira-se para encarar o arrogante homem que se recusava a falar com ela, mas petrificou quando o viu acompanhado de uma bonita morena de cabelos parecidos com os seus, olhos azuis e vestida num elegante vestido vermelho, aquela garota mais parecia uma modelo de tão bonita e combinava perfeitamente com Edward, isso provocou em Bella um sentimento de ciúmes, ela não queria que ele fosse de outra ou pior que ele fizesse com outra mulher o que fez com ela, Bella segurou as lagrimas que ameaçavam cair, estava triste por ser tão descartável para ele, num minuto ele havia arrumado outra garota para ocupar seu lugar, mas agora surge a duvida em sua cabeça, ela não possuía lugar na vida dele então não podia esperar nenhuma atitude diferente, não podia esperar que ele não tivesse outras mulheres. A garota olhou da mesma forma para Bella, Samantha não fazia idéia do que aquela mulher fazia ali na casa de seu quase mestre, ela sabia que Edward a teria esta noite e a transformaria em sua submissa, ele havia dito isso a Aro, porém ao olhar para seu mestre notou a expressão surpresa e ao mesmo tempo assustada por isso julgou que essa garota tivesse um lugar importante na vida de Edward, mas logo notou a expressão fria tomar conta do rosto de seu mestre, aquela mesma expressão que todos conheciam e temiam.
– Espero que tenha um motivo para invadir minha casa Isabella. Ele diz friamente fazendo com que as duas gelem ate os ossos, ela sabia que a raiva sentida no restaurante ainda estava presente nele. – Tem muita coragem em aparecer aqui e enfrentar-me mais uma vez Isabella. Ele continuou usando sua frieza.
– Eu não invadi Sr. Cullen e já lhe disse que não o temo. Ela responde tentando conter-se diante da garota que o acompanhava, notou que Samantha também a olhava de forma avaliativa por isso Bella continuou com a postura indiferente para com a moça.
– Então o que deseja com tal atitude Isabella? Além de irritar-me ainda mais, já não foi o bastante o acontecido no restaurante? Eu não fui claro o bastante? Ele continua frio enquanto Samantha fica curiosa e ao mesmo tempo feliz, por um momento achou que essa tal Isabella seria alguém importante para seu mestre, ficou feliz por ela apenas irritá-lo, Samantha sabia que mestre Cullen não suportava pessoas como ela.
– Eu não pretendia irritá-lo Sr. Cullen. Bella respira profundamente tentando controlar-se para não esbofeteá-lo. — Eu entrei com a ajuda de sua mãe, ela me trouxe até aqui para que eu tivesse a chance de lhe esclarecer algumas coisas, precisava lhe dizer o porquê de minhas ações de ontem à noite, e as decisões tomadas na noite de hoje as quais o Senhor se recusou ouvir, é isso o que quero Sr. Cullen. Bella olha para a Samantha que agora tem um sorriso zombeteiro nos lábios, aquilo a irritou ainda mais. – Porém posso ver que está ocupado demais para minhas explicações, posso perceber que conseguiu o que desejava para esta noite, por isso peço-lhe desculpas pelo incomodo causado, tenha uma boa noite Sr. Cullen. Bella vai em direção à saída com a tamanha tristeza invadindo seu coração, mas antes que pudesse chegar à porta é impedida pelas mãos dele.
– Espere-me no quarto de jogos como uma boa cadelinha obediente. Edward dirige-se a Samantha que lança um olhar vitorioso para Bella e sai da sala deixando os dois sozinhos, Bella logo sente o olhar fulminante dele dado em sua direção.
– Vou ouvir o que tem a dizer Isabella então aproveite bem à oportunidade dada, pois essa será a ultima. Bella fica boquiaberta pela forma como ele chamou a garota de olhos azuis, o que significava aquilo? Ela gostava de ser chamada daquela forma? Porque deu aquele sorrisinho irônico para ela? Ela sabia a resposta, aquela garota era a diversão de Edward esta noite, mas então o que era um quarto de jogos? Ela tinha uma vaga ideia de que não seriam jogos normais.
– Porque a chamou dessa maneira? Bella não contem sua curiosidade.
– Não é algo que lhe diz respeito Isabella. Edward não via o porquê de respondê-la sobre o fato de chamar Samantha daquela forma, para ele à garota não passava disso, enquanto Bella ficava cada vez mais curiosa.
– Gostaria de beber algo? Ele solta o braço da menina e vai servir-se de uma boa dose, ele precisaria para poder ouvir tudo sem castigá-la como queria, Edward estava possesso por ela ter saído com outro homem desobedecendo a suas ordens, e o pior deixando-o sozinho naquele restaurante, ele nunca havia sentido tanta raiva de uma mulher como sentia por Isabella, mas ao mesmo tempo queria levá-la a seu quarto de jogos e afundar-se nos beijos e no corpo dela. Edward havia tentado beijar Samantha quando estavam na limusine, ele queria provar a si mesmo que qualquer mulher poderia lhe dar o que Isabella lhe deu com apenas um beijo, mas não sentiu nada ao beijar Samantha, não teve nenhuma sensação de paz ou de prazer como tinha nos beijos molhados de Isabella.
– Acho que vou precisar, então vou acompanhá-lo nessa. Ela só queria criar coragem para falar de seus medos, fazia um bom tempo que não tomava algo com álcool.
– Você não parece ser uma daquelas garotas que gostam de bebidas fortes. Ele comenta entregando o copo a ela.
– Há muita coisa sobre mim que não sabe Sr. Cullen. Bella toma um gole da bebida e lembra-se dos tempos ruins de sua vida, lembra-se dos momentos que tinha que beber junto com os clientes do bar imundo que trabalhava, lembranças terríveis surgiram em sua mente agora.
– Está errada Isabella, sei tudo sobre você. Ele senta-se no elegante sofá de couro negro enquanto Bella senta-se ao lado dele percebendo a expressão dele suavizar-se.
– Andou investigando Sr. Cullen? Ela toma mais um gole.
– Investiguei o suficiente. Ele responde e não deixa de pensar o quanto Isabella era fascinante. Edward gostaria que ela o aceitasse de uma vez por todas sem relutar, ele a levaria imediatamente para seu quarto de jogos e a tomaria como desejava, mas isso só seria possível se ela concordasse de uma vez em obedecê-lo, Isabella era teimosa demais e isso só atrapalharia os planos que ele tinha para os dois.
– Então Isabella o que gostaria de explicar? Tenho assuntos para resolver esta noite, por isso seja breve. O arrogante volta com força total, Isabella teria que lhe dar um bom motivo para tê-lo deixado plantado naquele restaurante.
– É claro que tem. Ela murmura e arma-se para poder soltar todas as verdades engasgadas, ela remexeria em seu passado naquela noite.
– È disso que se trata Sr. Cullen eu sou descartável demais para o senhor, esta manhã me tratou como uma prostituta barata ao insinuar que tenho um envolvimento sexual com cada homem que dirijo a palavra e mesmo depois de quase transarmos em cima daquela mesa de restaurante, o Senhor continua tratando-me como uma garota que abre as pernas para qualquer um que vista calças, entende como isso é frustrante? Eu não sou assim Senhor Cullen, eu não sou uma prostituta e não tenho nenhum envolvimento com Adam. Ela levanta-se e começa a caminhar de um lado para outro.
– E esta noite quando fui ao seu encontro o Senhor me humilhou ao dizer tantas palavras duras e ainda jogar-me aquele dinheiro, eu só queria estar com você, mas não na condição de leviana.
– Jamais lhe comparei com uma prostituta Isabella. Ele lembra-se de que em suas pesquisas havia lido sobre a mãe da menina ter sido uma prostituta e tem certeza que este é o motivo da relutância dela em se entregar. – Quando a relação é consensual, quando não se cobra nada para partilhar de um desejo, quando apenas nos entregamos ao que ansiamos não se pode dar o nome de prostituição, talvez atração ou mesmo desejo. Edward explica e continua.
– Quanto ao homem que escolheu sair esta noite, eu já havia explicado não suporto que me desobedeçam, não permito partilhar nada do que é meu com outro homem. Edward explica e Bella senta-se novamente ao lado dele, o homem estava contente com a declaração de que ela o queria perto, mas necessitava de mais.
– Eu nunca tive ou tenho nada com Adam alem de amizade, não tenho nenhuma relação com qualquer outro homem Sr. Cullen por isso não existem compartilhamentos, eu não sou assim, portanto não permito que me trate como tal. Bella estava nervosa, mas tinha que admitir que Edward estava certo ao dizer que nunca havia lhe comparado com uma prostituta afinal ele nunca lhe ofereceu dinheiro em troca de sexo e isso aliviou seu coração.
– Eu fui com Adam esta noite para que pudesse perceber de uma vez por todas que não sou uma vadia, eu não sou assim Sr. Cullen e gostaria de fazê-lo entender que não sou algo descartável, eu fui àquele restaurante na busca de que me entendesse, tudo isso que sinto quando estamos perto é novo para mim, é assustador, mas o Senhor me trata daquela forma bruta e eu venho a sua casa insistir para que me escute e olhe só o que vejo, já existe uma diversão para esta noite e mais uma vez me sinto totalmente descartável para o Senhor, todas as suas atitudes só me levam a crer que não sou nada. Bella tenta fazer com que ele entenda, mas só consegue ver a expressão fria dele.
– Você escolheu ser nada Isabella, você fez essa escolha quando saiu com seu amigo, e não vejo motivos para lhe dar satisfações sobre minhas atitudes. Edward toma mais um gole de sua bebida.
– Que tipo de relação pretendia oferecer-me Sr. Cullen? Bella queria que ele lhe respondesse com sinceridade, precisava daquela certeza.
– Isso não é mais relevante Isabella já que trilhou outro caminho. Ele responde secamente.
– Eu o escolhi Sr. Cullen e é por isso que estou aqui, será que não consegue entender?
– Era só isso que tinha para me dizer Isabella? Bella fica desacreditada com a pergunta do homem, como ele podia ser tão arrogante e idiota daquela forma.
– Ótimo, eu aceitei escutá-la e entendi o seu ponto de vista Isabella, mas creio que você não tenha entendido o meu, você não tem ideia do tipo de homem sou, não sabe do que necessito e muito menos sabe o que realmente quer para si, então damos este assunto por encerrado, agora tenho mesmo outro assunto a tratar, sabe onde fica a porta. Edward levanta-se com toda sua frieza, mas Bella não iria permitir que ficasse assim, fica de pé e decide falar mais um pouco de seus segredos.
– Eu tenho sonhos com o Senhor. Bella diz e Edward para antes que chegue a porta, mas continua de costas para a moça, Bella percebe que esse era o modo certo de convencê-lo por isso continua. – Sonho que estou presa a correntes em uma cama de lençóis de seda, outras vezes estou de pé presa a algo que vem do teto, não consigo ver apenas sentir, pois sempre estou vendada, muitas vezes senti chicotes passando por meu corpo causando um prazer imensurável, eu sinto a presença de um homem, eu posso ouvir a respiração dele, eu posso sentir o cheiro dele e este homem se transformou em você Senhor Cullen, você é o homem com quem sonho todas as noites, eu o desejo, e espero a realização destes sonhos, eu quero ser somente sua e é por isso que estou aqui agora, porque eu necessito disso, agora o senhor entende como me sinto? Eu o escolhi desde o inicio. Edward agora se vira para encará-la.
– É estranho, na verdade assustador, mas eu necessitava estar aqui e partilhar do desejo que sinto por você Senhor Cullen, eu não tenho mais medo de entregar-me. Ela diz e o vê se aproximar lentamente. – Eu me sinto quente quando o Senhor está por perto, eu me sinto perdida e ao mesmo tempo submissa as suas vontades, por toda a tarde eu fiquei pensando sobre tudo o que me fez sentir em tão poucos dias, por isso fiquei com medo e esta noite enquanto estava no restaurante com Adam eu não conseguia parar de pensar no Senhor, não pensei em outra coisa a não ser no som de sua voz me chamando de sua, eu quero isso Senhor Cullen, eu não sei o que me espera, mas é algo que me atrai nessa historia maluca, eu quero fazer parte deste mundo, eu necessito estar ao seu lado então peço que me aceite. Bella agora podia sentir o cheiro que emana dele, os dois estão perto demais para que ela possa sentir o poder dele sobre si.
– Você sabe no que está se metendo Isabella? É isso mesmo que quer? Depois que me disser sim, você não poderá mais voltar atrás. Ele esta cada vez mais perto e ela só quer beijá-lo concretizando tudo o que falou.
– Eu quero isso Sr. Cullen, eu não sei o que me espera, mas eu sinto que devo ser sua, quero que o Senhor explique-me de uma vez o que o significado de tudo isso, eu quero sentir mais daquelas sensações que o Senhor me proporcionou ontem, eu quero muito mais Sr. Cullen, quero que me chame de sua sempre. Edward sorri torto, estava contente por agora Isabella baixar de vez a guarda, ele a teria agora e acabaria com aquela angustia.
– Eu a transformarei em minha Isabella e a castigarei da forma mais prazerosa, eu a farei pagar pela espera e por ter me desobedecido esta noite, não sabe o quão louco fico quando alguém me desobedece, mas garanto minha Isabella que você irá adorar cada castigo, os seus sonhos agora serão reais. Edward avança para ela beijando-lhe a boca que lhe trazia paz de espírito e busca pela pele de sua mais nova aquisição, agora Isabella era sua e não a deixaria escapar, enquanto isso Bella agarra-se a ele buscando pelos cabelos cobre dele, sentir enfim a textura macia dos fios era realizar mais um de seus desejos, beijá-lo daquela forma desesperada era tudo o que almejou esta noite, assim como beijá-lo todos os dias dali em diante era algo excepcional.
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– Você saberá em breve, mas antes tenho que dar um jeito em Samantha. Ele solta Bella e liga para Peter pedindo para que seu motorista levasse Samantha para o clube, enquanto isso Bella sorri vitoriosa, só queria ver a cara da garota quando fosse despachada. – Espere-me aqui Isabella. Edward vai em direção a outro cômodo e Bella senta-se ainda sorrindo com o acontecido, ela estava feliz e ao mesmo tempo assustada, não sabia o que aconteceria agora e muito menos qual tipo de relacionamento teriam, ela só tinha a certeza de que era muito fácil apaixonar-se por ele.
Antes mesmo que ficasse preocupada por Edward ainda ter uma espécie de despedida sexual, a garota de nome Samantha aparece com a expressão triste, mas ao olhar para Bella a garota para no lugar e lhe lança um olhar incrédulo que logo se transforma num olhar raivoso, Samantha não havia entendido o motivo de Edward ter vindo buscá-la para avisar que ela retornaria para Aro, não sabia o que havia feito de errado, Samantha pensou que pudesse ser por inúmeros motivos menos que o seu quase mestre estaria lhe despachando por causa daquela garota que ela julgou ser nada.
– O que ainda espera? Edward não entende o que houve com a garota e usa seu tom dominante para falar com ela, ele havia percebido que ela e sua Isabella trocavam olhares raivosos.
– Mestre eu não entendo porque devo voltar. Samantha aproxima-se de Edward enquanto Bella levanta-se para assistir a cena.
– Não sou seu mestre, e tão pouco lhe dei a liberdade de cobrar-me explicações de algo, quero apenas que saia sem dizer uma só palavra. Edward diz friamente.
– Mas o Senhor disse que me faria sua submissa esta noite, eu não fiz nada errado, fui ao quarto de jogos como pediu. Bella apenas escuta tudo atentamente dando maior atenção as palavras chaves “Mestre” e “Submissa”, mas sua maior vontade era pegar a garota pelos cabelos e jogá-la porta a fora por ser tão insistente.
– Você sabe perfeitamente que não admito ser questionado. Edward aproxima-se mais de Samantha e lhe segura os cabelos para que ela o olhe. – Eu não a quero como minha submissa, eu estou dispensando você, aquela é quem eu desejo como minha submissa. Edward faz com que Samantha olhe diretamente para Bella que logo sai de seu torpor e dá um sorriso irônico a moça, as duas se fulminam com os olhos. – Agora que fui bastante claro quero que saia imediatamente. O homem solta os cabelos dela bruscamente, enquanto Samantha segue em direção à porta, mas não sem antes olhar mais uma vez para Bella, aquela garota agora havia ganhado uma inimiga, Samantha não deixaria isso barato, ela não deixaria aquela garota intrometida sair vencedora e tudo só piorou quando Bella acenou com desdém, Samantha não voltaria atrás com o seu desejo de ser a submissa de mestre Cullen.
– O que foi isso? Edward pergunta curioso, sua submissa era mesmo de fibra.
– Ela estava me provocando desde que chegou. Bella explica e Edward sorri ele ficava ainda mais bonito para seus olhos, Bella pensa em como ele deve sorrir mais, Edward agora parece mais relaxado. – Então é isso o que serei? Uma submissa? Bella gostaria de saber o que significava ser submissa.
– Sim Isabella é isso que você será. Edward responde avaliando-a enquanto Bella consegue racionar sobre o dito, só agora depois que a mulher de nome Samantha havia ido embora Bella poderia tirar suas duvidas diante as descobertas desta noite.
– E o que isso quer dizer?
– Vou lhe mostrar. Edward estende a mão para a garota e ela logo sabe que aquilo queria dizer bem mais, ela estava escolhendo entrar num mundo totalmente novo, Bella aceita e segura à mão do homem que agora seria o seu mestre.
Os dois seguiram pelos bonitos corredores da cobertura de Edward enquanto Bella avaliava os quadros expostos que retratavam tantos momentos tristes. Todas as paredes eram de tons neutros, só havia moveis escuros porem elegantes em cada canto daquela cobertura, ela teve a certeza de que Edward era realmente um homem frio e solitário, esperava que pudesse um dia conversar com ele a respeito disso, esperava ajudá-lo e ver mais daquele sorriso que ele havia dado a ela na sala.
– Este é o quarto de jogos. Bella olha para a porta de madeira em expectativa do que teria por trás dela. – Entre e veja se realmente quer isso. Edward espera uma atitude da moça, Bella respira profundamente e abre a porta do seu destino.
Era um bonito quarto azul, um espaço de requinte a primeira coisa avistada foi à cama escura com lençóis também escuros, Bella corou com as possibilidades do que fariam naquela cama, olhou para o grande espelho no teto dando ainda mais vida a seus pensamentos insanos, ela tinha ideia da vista que ele teria de seu corpo inteiramente nu naquela cama, esperava poder ter a mesma visão dele, ao imaginá-lo sem nenhuma roupa seu corpo esquentou de forma absurda, tratou de não pensar nisso por isso entrou ainda mais no quarto e ao olhar na direção contraria da cama assustou-se com o que viu.
Bella arregala os olhos ao ver correntes descendo do teto como em seus sonhos, olhou a mesa sem formato definido e perguntou-se em que momento ela seria usada, iam ter sexo em cima daquela mesa? Preferiu ocultar o pensamento quente e continuar sua inspeção, olhou então para um móvel suspenso contendo vários chicotes, ela não se conteve e foi tocá-los, ela queria sentir a textura de todos, queria saber se era como em seus sonhos, começou pelo de montaria era o único que conhecia entre tantos tipos ali expostos.
Seguiu pelos outros de cerdas macias e outros de mais ásperas, avistou outra mesa que continha vendas, algemas e outros acessórios que ela não conseguiu identificar, aquele parte do quarto parecia mais um lugar de tortura não evitou assustar-se com isso, não sabia como era usar todas essas coisas, olhou para outro armário e foi na busca de abri-lo.
– Eu não o abriria se fosse você. Edward fala tão perto causando nela um arrepio que ela não conseguia desvendar se seria de medo ou excitação, ela ainda não compreendia o que aconteceria naquele quarto, eles iriam jogar? Iriam transar? Ou ela iria ser castigada como nos tempos na inquisição?
– Sei que está assustada Isabella, posso sentir isso. Ele continua e a menina vira-se para encará-lo.
– Como pode ter certeza disso Sr. Cullen? Ela pergunta com a voz trêmula, Bella não tinha certeza se eles teriam um envolvimento sexual agora enquanto ainda havia outro segredo para ser revelado.
– Eu consigo ler em suas expressões. Ele explica e a menina ruboriza. – Isso é normal Isabella. Ele continua enquanto ela continuava com a expressão interrogativa. – É a sua primeira vez num playroom, tudo se trata de algo novo para você.
– O que fará comigo Sr. Cullen? O que faremos neste quarto? O Senhor usará todas essas coisas em mim? Ela começa a tagarelar nervosa.
– Minha Isabella todos esses instrumentos são usados unicamente para o prazer, não haverá nada além de prazer. Edward vai até o armário de chicotes e pega o mais simples deles indo em direção a Bella que se prepara para o que virá.
– Farei o que eu quiser com você Isabella, é disso que se trata a submissão você se submeterá a mim de todas as formas que eu desejar e em troca terá um prazer imensurável, você terá o que busca. Edward bate o chicote em sua mão e a menina fica ainda mais nervosa, pensando se ele iria começar a castigá-la neste momento, ele havia dito algo a respeito na sala, mas ela não esperava que fosse neste momento.
– Eu sou um dominador Isabella e é assim que me relaciono com mulheres, é somente desta forma que me envolvo, é somente assim que tenho a minha satisfação sexual, e é esse tipo de relação que desejo com você. Edward explica um pouco do que era.
– Você é tipo macho Alfa, dominante, alguém que devo obedecer cegamente? Ela nem sabia que esse tipo de homem existia mesmo.
– Você deve me obedecer porque sente prazer com isso Isabella, enquanto eu sinto prazer em comandá-la, em dominá-la você entende? Ser submissa é apenas uma natureza sua, o seu verdadeiro prazer é servir-me, é agradar-me como eu desejar, você está me entendendo? Ele agora passa a ponta do chicote pelo rosto dela.
– Sim eu entendo. Ela envolve-se com a carícia e ao mesmo tempo assusta-se por não saber o que viria a seguir, por outro lado ela sabia que toda aquela ânsia de estar perto dele, de obedecê-lo era apenas parte do que ela era realmente, Edward tinha razão ela era mesmo submissa a ele.
– Você gosta quando lhe ordeno algo Isabella? Gosta de obedecer-me? Ele desce o chicote pelo pescoço dela e a vê arrepiar-se alem de ver a expressão de excitação no rosto dela.
– Sim mestre. Ela responde causando nele uma satisfação que jamais alcançou com outras submissas, nenhuma delas havia deixado-o tão satisfeito ao chamá-lo de mestre, Isabella era mesmo incrível, só ela tinha esse poder, só ela poderia lhe dar algumas horas de sono livres de seus pesadelos, ele não entendia o que aquela garota tinha de tão especial, mas ele a queria depressa.
– Porque me chamou de mestre Isabella? Ele desce lentamente o chicote pelos seios dela, fazendo-a esquecer-se até de onde estava.
– Porque é isso o que você é, o meu mestre. Ela retorce as mãos desejando muito mais que aquilo, ela queria aquele homem, ela queria ser a sua submissa, ela o obedeceria e o seguiria cegamente porque ela estava maluca por ele, porque esta era mesmo sua natureza, ela sentia-se realizada ao agradá-lo, desde a roupa que vestia ate o que faria para trazer a ele o mesmo prazer que ele lhe proporcionava.
– Percebe agora? Você foi feita para isso Isabella, você é totalmente submissa a mim. Ele passa pelo outro seio fazendo-a gemer em aprovação. – Está sentindo prazer não é Isabella? Ele diverte-se com a perda de controle nas expressões dela.
– Sim mestre. Ela continua tentando ao máximo agradá-lo.
– Ainda posso sentir o seu medo Isabella. Edward rodeia os seios dela. – O que ainda teme?
– Temo que me castigue Mestre. Ela responde e morde os lábios para não emitir os sons de sua excitação.
– Eu não vou castigá-la Isabella. Edward desce o chicote ate o ventre dela e aproxima-se dela tocando-lhe o rosto, enfiando as mãos nos cabelos mogno.
– Pelos menos não agora minha Isabella, eu só tenho vontade de fodê-la até estarmos exaustos, sob aquela cama ou até nessa mesa. Edward sorri daquela forma que a deixa de pernas bambas.
– Faça o que desejar. Ela responde aos arquejos.
– Eu farei Isabella e depois fecharemos nosso acordo. Bella não entende de que acordo ele fala e antes mesmo que ela possa indagá-lo sua boca é ocupada pela dele.
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