Senhor Do Prazer
17 Capítulo 15
Notas iniciais
Notas Renata: Agradecendo os reviews de vcs que sempre participam as esposas fiéis deste mestre...e infelizmente não tivemos recomendações o que nos deixa tristes..além de deixar o mestre aborrecido...então comentem bastante e recomendem...quero agradecer a Leila Canuto pela influência do remedio genérico kkkk então amiga ofereço a vc este capítulo...bjs a todas e mais uma vez obrigada...ah e a data prevista de poste e 30 se tiver 100 reviews...do contrario aumenta 10 a espera...bjinhos
Acordar sentindo o calor do corpo de Edward junto ao seu não podia ser comparado a nenhuma sensação já sentida por Isabella, era indescritível tudo o que vivia com aquele homem, mais incrível ainda era ter se apaixonado perdidamente por ele em tão poucas semanas, tudo o que passou ao seu lado tinha sido intenso e tão cheio obstáculos que para Bella esse amor que ela guardava em seu coração não tinha vindo rapidamente ele sempre existiu ela só precisava encontrar Edward para que ele se manifestasse, o amor que sentia por ele com certeza veio de outras vidas, a verdade é que esse amor já existia há muito tempo, ele só precisava ser acordado, os dois só precisavam encontrar-se.
Ela não podia ver sua face, mas podia ouvir a respiração calma e tinha certeza de que ele dormia depois da noite desgastante dos dois, se continuasse daquela forma ela sabia que precisaria de vitaminas para poder aguentar todo o furor sexual dele, apesar de adorar cada momento, Edward tinha um apetite enorme quando o assunto era sexo, no entanto com ela não era diferente estava totalmente viciada nele. Tentou mexer-se e percebeu que as pernas de ambos estavam entrelaçadas, ela sorriu ao lembrar-se de que ainda estavam sem roupas, segundo Edward elas não eram necessárias, ele queria tê-la a hora que desejasse.
Sorriu ainda mais ao lembrar-se das palavras que ele dissera na noite passada“Eu sempre vou querê-la meu lindo cisne você é a cura da minha dor, a cura que procurei por tanto tempo”, Isabella sabe que ele já sente algo a mais por ela, Edward já a quer bem mais do que como submissa, ela só precisa fazer com que ele também descubra seu amor por ela, às coisas finalmente estavam dando certo, só precisava continuar sendo forte, destemida e bem mais sensual.
Bella vira-se devagar e agora pode ver o rosto do anjo que mudou sua vida, o seu anjo protetor, o homem contraditório que por muitas vezes é grosseiro arrogante, e extremamente controlador, mas por outro lado é aquele que consegue lhe tirar da tristeza que sua vida tinha se tornado, antes de Edward ela vivia de forma robótica, apenas trabalhava e tentava cuidar de Alice como havia prometido a bondosa mãe dela, não sonhava com uma grande história de amor, como havia dito a Edward uma vez nunca acreditou em príncipes encantados, até o dia que se prendeu ao belo e enigmático cavaleiro negro, desde que começou a ler aquele livro tudo mudou, o que ela queria era este homem perfeito e perturbado que sempre lhe conquistava com seus surtos de romantismo, mesmo ele dizendo que não acreditava no amor, que não era capaz de ter sentimentos.
Bella tocou o rosto do homem que amava, e riu baixinho quando sentiu cócegas ao passar a palma da mão na barba rala, Edward parecia gostar da caricia, ela podia ver o pequeno sorriso nos lábios que beijou tanto esta noite, e que gostaria de beijar pelo resto da vida, continuou a acariciar o rosto dele achando que ele estava acordado, porém ao olhar bem a face de Edward percebeu que ele estava dormindo profundamente. Essa então era a chance perfeita para demonstrar o que sentia por ele em palavras, mesmo que em sussurro elas fariam o efeito que ela desejava, porque Isabella precisava se ouvir dizendo isso a ele.
- Sei que isso pode estragar tudo entre nós, mas é algo que queria dizer quando você estivesse acordado e é claro pronto para ouvir. Ela sussurra com medo de que ele possa estar acordado. – Eu preciso dizer que te amo Edward Cullen, uma hora ou outra eu não conseguirei segurar estas palavras porque elas estão me matando, estão me sufocando, e eu não conseguirei esconder isso de você por muito tempo, e é disso que tenho medo. Ela rezou realmente para que ele não ouvisse.
Bella o olhou mais uma vez e notou que ele estava em um sono profundo, ele não tinha escutado aquelas palavras de amor, ela sentiu uma lagrima sair de seus olhos, o amava tanto e não poderia dizer a ele o quanto. Limpou suas lagrimas e sorriu, pois tinha a chance de mudar tudo aquilo, tinha a chance de muda-lo e fazê-lo ama-la também. Bella desceu as mãos pelo pescoço até chegar ao peito forte onde estavam as marcas que ela ainda não sabia identificar, mas tinha certeza de que faziam parte do passado sombrio e doloroso de seu mestre, não evitou a dor em seu coração ao imaginar o sofrimento que ele havia passado, sabia que era algo mais sério do que a violência sexual que sofrera, havia algo a mais que o havia transformado. Não se conteve e beijou devagar as marcas dele, tentaria ser realmente a cura para as feridas internas e externas dele.
- O que está fazendo Isabella? Ele pergunta com a voz rouca pelo sono.
- Sendo o que o Senhor precisa. Ela assusta-se um pouco com a voz grossa e forte dele, mas continua a beija-lo sem nenhum medo de rejeição.
- Isso é gostoso pra caralho minha Isabella. Ele fecha os olhos e dá boas-vindas à excitação que ela está causando em seu corpo, nenhuma mulher fizera isso antes, a verdade é que há pouco tempo ele repudiava qualquer toque, mas com aquela feiticeira tudo havia mudado, ele apreciava toques agora, porém só os toques dela.
- Fico feliz em agrada-lo. Ela levanta a cabeça e sorri para ele, com um pouco mais de coragem ela levanta seu corpo sem importar-se com sua nudez, e afasta o lençol que cobre parcialmente o restante do corpo de Edward vendo então a excitação completamente pronta para recebê-la, ela enrubesce pelo atrevimento de encara-lo daquela forma, mas lembra-se de que deveria continuar sendo forte e sensual, então beija as pernas fortes dele.
- Droga Isabella. Ele pragueja alto e Bella dá um pequeno sorriso quando os olhos verdes a fitam intensamente, o despertador de Edward toca baixo ao lado dele e ele percebe que era a hora de levantar-se e ir a empresa, não poderia se atrasar hoje, tinha vários planos, porém não podia deixar de ser receptivo e tão prestativa submissa, afinal ficaria o dia inteiro sem vê-la ou tê-la em seus braços.
Pensando nisso ele a trás para cima e se vira bruscamente ficando em cima dela.
- Espero que esteja pronta porque preciso fodê-la rápido. Ele começa a beija-la e num piscar de olhos ela está pronta para recebê-lo, desde a hora que acordou ansiou por isso, ela o queria agora.
- Sempre estou pronta para o Senhor. Ela segura os cabelos que tanto ama e aproveita os beijos dele em seu rosto.
- Para possuir você assim faz o meu atraso valer a pena. Ele a penetra rápido e forte arrancando vários gemidos dos dois. Para os dois aquela era mesmo uma ótima forma de começar um novo dia que promete a ambos altos e baixos.
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Depois de um café da manhã reforçado Bella leva Spock para a sala do piano, ainda dispunha de algum tempo até ir a livraria, e Sue estava ocupada demais organizando algumas coisas.
Durante seu percurso ela lembra-se dos últimos momentos ao lado de Edward e sorri feliz, tudo estava mesmo mudando? Esperava que sim.
Ela mesma sentia a mudança em si mesma, desde quando era irresponsável no quesito trabalho? Pensava assim por causa de sua ausência ontem, deixou que Jessica cuidasse de tudo e sinceramente não lembrou-se de nada relacionado a livraria, tudo o que pensou fora em impressionar Edward e nada mais. Hoje mesmo ela gostaria de repetir a dose e ir até o escritório dele impressiona-lo quem sabe dessa vez com sua total nudez embaixo daquele sobretudo negro, estava louca de saudades de seu Mestre, porem tinha que conformar-se em ficar o dia sem vê-lo, quem sabe a noite os dois poderiam jantar e depois irem para a cama e então repetirem a noite passada, isso seria perfeito.
Bella entrou na sala de piano, estava com vontade de dedilhar algumas notas, sentia-se feliz e inspirada para tal coisa, por isso sentou-se junto ao piano e começou a tocar as notas iniciais, fazia algum tempo que não tocava, e lembrar-se da última vez que fizera não ajudava muito, lembrava-se perfeitamente do castigo aplicado naquele piano. Muitas coisas realmente mudaram para ela, mudanças drásticas depois que conheceu Edward Cullen.
- Eu pareço mesmo feliz não é Sr. Spock? Bella conversa com o gato que apenas mia baixo.
- É porque eu estou mesmo feliz. Bella sorri ao bichano e acaricia os pelos negros dele.
De repente seu olhar é atraído para os quadros postos na parede, havia uma linda mulher de cabelos cobre assim como os de Edward, acompanhada de um homem com os cabelos com o mesmo tom, eles sorriam um ao outro e possuíam uma grande beleza. Bella então levantou-se e foi ao encontro do retrato pendurado na parede, reconhecendo a mulher com quem havia sonhado à semanas atrás. E por Deus quem era aquela mulher? Nunca vira aquela foto, não conhecia aquele casal, mas os dois eram tão parecidos com Edward, à verdade é que Edward era a mistura perfeita dos dois.
Deus aqueles dois só podiam ser os pais de Edward, mas como ela poderia ter sonhado com alguém que não conhecia? A não ser que houvesse mesmo uma ligação entre os espíritos e as pessoas vivas, então a mãe dele havia lhe pedido para que ela não o deixasse? Ela era mesmo a pessoa indicada para tirar de Edward seus medos e sua escuridão. Bella colocou as mãos na moldura e acariciou a faces dos dois que ela tinha certeza serem o casal que deu a vida a Edward, não podia negar que sentia-se triste por não tê-los conhecido, triste pelo fim dos dois, Edward sofreu tanto com a perda e agora ela podia sentir o grande amor que ele deveria ter por seus pais, não evitou que as lagrimas saíssem de seus olhos, chorou pela perda de ambas as partes.
- Dizem que eles se amavam muito. Bella escuta a voz feminina as suas costas e sabe perfeitamente a quem pertencia. – Não tenho dúvidas quanto a isso, Esme e Carlisle fazem questão de falar sobre eles, e Edward sem dúvida se parece com os dois. Rosálie continua e Bella limpa as lágrimas antes de virar-se para a loira.
Rosálie percebe que a garota estava chorando, e logo se pergunta o porquê? Será que Bella era mesmo a garota certa para Edward ou mais uma que se aproximava por causa do dinheiro e da beleza dele? Ela parecia fascinada pelo retrato quando chegou, o que Isabella realmente era? Mas é claro que era somente mais uma que tinha uma relação doentia com Edward, ela não era boa como aparentava, aquilo era só fachada para que pudesse enganar a todos. Precisava apenas manter o foco do porquê estava ali, foi até o apartamento falar com Isabella para se salvar em outro momento poderia pensar em algo para desmascarar aquela mulher.
- Rosálie, se veio falar com Edward deve saber que ele não está em casa. Bella fala ainda tentando se controlar depois da emoção de conhecer os pais de Edward.
- Eu não vim falar com Edward, vim falar com você. Rosálie responde surpreendendo Bella. – Sue me avisou que você estava aqui, então não vi nenhum problema de entrar sem ser anunciada. A loira continua a falar retorcendo as mãos pelo nervosismo de parecer convincente.
- Não há mesmo problemas, alias a casa pertence a Edward então ele decide quem entra e quem sai, você pertence à família dele e logo tem a permissão para entrar. Bella tenta ser o mais gentil possível porem se a loira vinha para brigar não hesitaria em entrar numa boa briga com ela. – Mas se veio para novamente me tratar mal, peço, por favor, para que me deixe sair, não quero mais ser acusada de coisas que não sou. Bella adverte.
- Eu não vim para trata-la mal. Rosálie está confusa com o fato de Bella agir totalmente diferente na ausência de Edward, ela parecia não se considerar dona dali como as outras mulheres que ele teve.
- E então o que veio me dizer? Bella agora está mais confusa em relação à Rosálie.
- Na verdade vim me desculpar pelo que lhe disse na outra noite. A loira não a olha nos olhos causando certa desconfiança em Bella.
- Por quê? Bella quer realmente entender aquela mudança, sinceramente acreditava que as pessoas cometiam erros e que podiam corrigi-los, mas ela gostaria de saber o porquê daquilo.
- Eu fui injusta, acabei fazendo um mau julgamento de você, eu sequer a conheço então por isso vim me desculpar. Rose tenta ser o mais convincente possível porem ainda não consegue olhar nos olhos de Bella, e isso a deixa desconfiada.
- Aceito suas desculpas, mas sinto que elas não são sinceras. Bella diz e Rose olha para a morena de forma incrédula.
- O que quer que eu faça? Quer que eu me ajoelhe diante você e lhe peça perdão? Acho que você se dá muita importância. Rose não segura seu sarcasmo.
- Eu não quero nada disso, não sou nenhuma deusa digna de tal coisa Rosálie. Bella responde da mesma forma e continua. – Eu só quero que me olhe nos olhos e seja sincera em suas desculpas, porque mesmo que não acredite não desejo a riqueza de Edward ou de sua família, se estou aqui é por um motivo maior do que qualquer coisa que imagina, eu gosto de Edward e vou lutar por ele sempre, não me importa mesmo a opinião que você ou outras pessoas possam ter de mim, a única opinião que me importa é a de Edward. Bella é forte e destemida o suficiente para enfrenta-la novamente.
- Me desculpe ok. Rosálie está espantada com Bella por isso a olha nos olhos e pede desculpas, porem sua opinião sobre ela não poderia ser mudada facilmente.
- Agora sim elas parecem ser verdadeiras. Bella sorri gentilmente à loira e continua a falar. – Espero que um dia possamos falar a respeito de nossas diferenças Rosálie.
- Talvez um dia Isabella, mas agora tenho que ir. Rosálie vira as costas para a menina e segue rumo à porta. – E Bella mesmo assim ainda estarei atenta. Ela não perde a oportunidade de tentar fazer com que Bella fique com medo e saia da vida de Edward, só que Rosálie não sabe da forte ligação que os dois tem.
- Sei disso Rosálie. Bella responde e enfim a loira a deixa sozinha novamente.
Bella senta-se novamente no banco do piano e passa a mão pelo rosto, todos os dias ela passava por emoções novas, nada do seu dia estava sendo como imaginava, porem a visita de Rosálie lhe fez ver que há esperanças de fazê-la acreditar que ela não era mesmo uma golpista.
Alguma coisa na loira não permitia que Bella a odiasse, parece que Rosálie veio mesmo com o propósito de pedir-lhe desculpas, mas ela ainda se pergunta o porquê de tal ação da loira? Talvez fosse melhor não se indagar sobre isso, não sabia o que esperar da mulher, sequer a conhecia, então o melhor seria deixar tudo isso de lado e esperar pelo que viria a seguir.
Vendo que já estava atrasada Bella deixa Spock com Sue, e desce para que Peter pudesse leva-la a livraria, porem o que encontra são três homens elegantemente vestidos em ternos negros, munidos de óculos escuros, com a expressão séria no rosto, e com escutas nos ouvidos. Ela tinha certeza de que tratavam-se dos seguranças, como Edward havia dito, mas não entendia o porquê de serem tão exagerados. Ela estava mesmo correndo algum risco? Ou seria Edward? Só de pensar em tal coisa seu coração acelerava de preocupação, e olhando para aqueles três homens que mais pareciam fazer parte da CIA ou algo do tipo, aquilo a deixa ainda mais apreensiva, porem podia ser que seu preocupado Mestre estivesse apenas cuidando exageradamente de sua proteção, era bem melhor pensar desta maneira do que pensar o pior.
- Srta Swan eu sou Frank Collins chefe de sua segurança pessoal, e aqueles são Natham e Brad, nós somos responsáveis pela Srta, devemos acompanha-la a qualquer lugar que desejar. Bella cumprimenta gentilmente os três homens a sua frente notando como são sérios.
- Creio que o Sr. Cullen os contratou para isso. Bella tem em mente que conversaria com Edward sobre os exageros dele. – E que vocês devem saber tudo sobre mim. Eles deviam ter um cronograma da vida dela, assim como informações relevantes sobre Bella.
- Exatamente Srta Swan. Brad responde sério, os três tinham ordens rigorosas quanto a Bella, inclusive de não manter intimidades ou coleguismo.
- Sendo assim podem me levar até a livraria. Bella não vê nenhum jeito a não ser obedecer, como Edward havia dito, ele só cuidaria dela;
Gentilmente Frank a acomoda num dos carros de Edward, e os outros dois vão num outro carro seguindo os dois, era estranho, mas estava sentindo-se como numa cena de filme, em que corria algum perigo mesmo, não deixou de rir com isso.
- Então Frank, já que passaremos bastante tempo juntos vocês três podem me chamar de Bella, me sinto mais à vontade. Bella diz gentilmente. – E é claro bem menos inserida num filme de ação. Ela ri de sua própria piada.
- Não tenho permissão do Sr. Cullen para isso Srta. Swan. Frank responde, não queria correr o risco de perder seu emprego.
- É claro que não tem. Bella comenta e lembra-se de que nem mesmo Peter a chamava de Bella, quem diria aqueles rapazes? Edward os demitiria se isso acontecesse. Seu Mestre era possessivo, controlador e arrogante demais para aceitar que alguém principalmente um homem a chamasse tão intimamente.
Era melhor então que não insistisse em tal assunto, não agora quando estavam vivendo um momento de paz.
Bella está tão concentrada na organização dos livros que nem percebe a presença ruim de Samantha que avalia o ambiente pequeno, mas bonito em que sua rival trabalha, é claro que deveria ser obra de Edward, deveria ter sido ele a ajudar aquela garota pobre e sem graça que mesmo dispondo de toda a riqueza de Edward ainda se vestia como uma maltrapilha, ainda agia como uma pobretona e Samantha tinha certeza de que era apenas uma máscara, no fundo ela era apenas uma aproveitadora louca pelo poder e o dinheiro de Edward Cullen.
- Nada mal para uma prostituta sem teto. Samantha alfineta atraindo a atenção de Bella que sente o sangue subir nas veias ao olhar para a bonita morena de olhos perigosos.
- O que faz aqui Samantha? Bella pergunta confusa e surpresa com a visita daquela mulher insuportável na sua livraria, ela sabia que não se tratava de uma coisa boa. — Garanto que não é por causa dos livros, você não parece ter nenhum tipo de cultura ou inteligência para apreciar um bom livro, então fale de uma vez o que veio fazer aqui e depois saia da minha livraria. Bella é o mais sarcástica possível em seu comentário dando a ela um olhar ameaçador, se Samantha queria mesmo guerra podia então ter certeza de que ela a enfrentaria.
- Você mais do que ninguém deve saber que se eu quisesse ler um livro não viria à uma espelunca como esta, eu sou rica Isabella, e sinceramente não viria a um subúrbio como esse se não fosse para discutir algumas coisas com você. Samantha aproxima-se de Isabella deixando-a ainda mais tensa e irritada.
- Oh claro que não viria, porem há algo que você não sabe. Bella dá um sorriso irônico e continua. – Nesta livraria não permitimos a entrada de vadias ordinárias que foram chutadas pelo mesmo homem por diversas vezes. O riso de Bella aumenta fazendo Samantha recuar ao seu ataque.
- Vamos ver se você vai continuar com esse sorriso no rosto depois do que conversarmos, eu pesquisei sobre você Isabella Swan e digo que não achei um passado de uma puritana como demonstra ser. Samantha começa a andar pela livraria enquanto Bella a acompanha com o olhar, estava de certa forma assustada com o que viria, sabia que não seria nada agradável. Bella deu graças aos céus por Jessica ter ido almoçar, não queria que ela presenciasse tal cena.
- Por onde devo mesmo começar? Ah é claro que com o fato de você ser uma órfã rejeitada por todos da família, o que a faz pensar que Edward Cullen ficará com você? Acha que um homem como ele continuará aparecendo em eventos sociais importantes com uma ridícula que mal sabe vestir-se? Samantha ri alto e continua.
– Você não é nada Isabella, nada relevante na vida dele ou do contrário você já teria sido marcada e não estaria morando na casa dele em troca de favores sexuais, porque é assim que você faz não é Isabella? Deixa que ele a fôda em troca de dinheiro, você me chama tanto de vadia só que nós duas sabemos exatamente que não sou isso, eu sou uma verdadeira submissa e você Isabella é a vadia barata. Samantha sorri vendo o rosto de Bella ficar ainda mais pálido, seu ataque estava mesmo funcionando, ela estava com medo.
- Sabe por que não faço engolir essas palavras agora? Primeiro porque não vale a pena sujar minhas mãos com você Samantha, você é tão podre, tanto que me investigou procurando achar coisas tão sujas quanto as que você fez no passado? Perdeu seu precioso tempo porque eu não tenho nada para me envergonhar, a verdade é que tenho pena de você, tenho pena porque nunca vai conseguir ser a submissa de Edward como eu sou. Bella faz questão de mostrar o colar que a marcava como dele e Samantha arregala os olhos ao ver a joia no pescoço de Bella.
– Está vendo isso? Bom, essa é a prova que pertenço a ele assim como ele me pertence, nós temos um contrato e um vínculo que não pode ser quebrado por você e nem por ninguém, então porque não vai embora e nos esquece de uma vez por todas, some da minha livraria e cuide da sua vida. Bella sente-se totalmente segura ao lembrar-se de como estavam vivendo de uma forma intensa. – Edward sabe tudo sobre mim Samantha, ele sabe de bem mais coisas que você e mesmo assim me escolheu para ser dele e não a você.
- Você está usando a coleira de Mestre Cullen? Como isso aconteceu? Samantha não acredita no que seus olhos estão vendo, Edward não podia ter dado aquela garota a coleira que pertencia a ela.
- Não só a coleira Samantha, nós dois estamos mais do que envolvidos um com o outro. Bella diz e lembra-se de como estavam juntos a noite passada.
- Está mentindo, Mestre Cullen nunca se envolve com nenhuma de suas submissas, não do modo que está tentando me convencer. Samantha nega-se a acreditar que aquela garota falava a verdade. – A não ser comigo, ele não deve beija-la como beijou ou como me tocava, porque ele não usava luvas para me tocar, ele tinha urgência de me possuir, era diferente comigo, todas do clube tem inveja de mim, porque nenhuma delas conseguiu o que tive com Edward Cullen. Samantha continua e Bella sente uma pontada de ciúmes ao imaginar Edward com aquela vadia e com outras.
- Está totalmente enganada, Edward não age comigo da mesma forma que agia com você e com as outras. Bella dá um sorriso triunfante ao lembrar-se de seu Mestre havia lhe dito que ele era a única que poderia toca-lo e vê-lo totalmente nu.
– Você nunca teve o prazer de vê-lo sem roupa teve? Ou de toca-lo inteiramente? De beija-lo e leva-lo a loucura como ele tanto gosta? De dividir a mesma cama todas as noites? E acordar com ele a seu lado, com o cheiro dele impregnado em seu corpo depois de terem se entregado um ao outro pela noite inteira, eu tenho todos esses privilégios Samantha, todos e mais um pouco, então sabe o que significa? Que você já é carta fora do baralho, como ele mesmo disse eu sou perfeita e única para ele, então seja mesmo uma garota inteligente e caia fora das nossas vidas de uma vez por todas. Bella sente-se realizada ao dizer tal coisa, porém não surtiu o efeito que imaginava, Samantha ri mais alto.
- Acha mesmo que vou cair na conversa de uma prostituta, é claro que está mentindo. Samantha aproxima-se de Bella e continua. – Sua mãe era uma prostituta tão mentirosa como você? Bella sente o sangue gelar e a raiva lhe dominar, falar dela era uma coisa, mas citar o nome de sua mãe era outra bem diferente.
- É melhor não tocar no nome da minha mãe se quiser sair ilesa daqui. Bella avisa em tom de ameaça, não admitiria de nenhuma forma que aquela garota tocasse no nome de sua mãe.
- Está mesmo me ameaçando? E por causa de uma prostituta que nem pode ser chamada de mãe? Eu sei tudo sobre você Isabella e tudo sobre ela, eu sei o quão vadia sua mãe foi, então tenho certeza de que toda essa sua experiência veio dela, ela lhe ensinou muito bem, está seguindo os passos da mamãe. Samantha provoca e Bella agora sente o corpo borbulhar de raiva.
- Cale a boca, e não ouse falar da minha mãe. Bella grita e trinca os dentes de tanta raiva.
- Porque não? Dói saber que sua mãe era uma vadia desgraçada que não sabia nem o nome do seu pai, ou que foi expulsa de casa por ser uma inconsequente, uma vergonha para a família? Samantha grita cada palavra e leva um tapa na cara caindo no chão.
- Eu mandei calar a boca sua ordinária. Bella grita com ela atraindo a atenção de seus seguranças.
- Srta. Swan. Brad é o primeiro a aproximar-se.
- Não ouse meter-se, ou apanhará junto com essa ordinária. Bella aponta para a garota estendida no chão que permanece com ardência na face, Samantha procura um alivio para a dor que sentia, ainda não acreditava que estava apanhando da garota que considerou sempre como uma mosca morta.
– Isso é uma ordem Brad, não se aproxime isso aqui é entre mim e a vadia, e não ouse ligar para Edward. Bella diz quando percebe que o homem está novamente se aproximando das duas.
- Como desejar Srta. Swan. Brad apenas se distancia, mas continua a assistir a briga das duas, não deixaria em nenhuma hipótese que Isabella saísse ferida.
Samantha tenta levantar-se e bater em Bella, porem a morena é mais rápida e lhe acerta novamente o rosto só que dessa vez bem mais forte. Bella monta em cima da garota colocando seus joelhos em cima dos braços de Samantha estapeando forte a face de Samantha.
- Abra a porra da boca e fale da minha mãe novamente. Bella grita e acerta novamente o rosto de Samantha que geme e chora de dor pedindo para que Bella pare de bater.
- Você acha que tem mesmo o direito de entrar na minha livraria e ofender a minha mãe, Bella enfia as unhas nas bochechas de Samantha fazendo-a ver o ódio em seus olhos.
- Que esta seja a última vez que lhe vejo em minha frente, está me entendendo desgraçada? porque se você cruzar o meu caminho novamente não vou ser tão boazinha. Bella solta bruscamente o rosto dela, e lhe esbofeteia novamente.
- Vamos lá ordinária levante-se, continue a falar da minha mãe, ouse mais uma vez citar o nome dela, e eu vou deixa-la no chão como a cadela ordinária que é, eu pisarei em você Samantha como estou fazendo agora, e eu a farei sentir o peso de minha raiva. Bella está com uma raiva incontrolável por isso sai de cima do corpo de Samantha levantando-se, puxando os cabelos escuros e bem penteados de Samantha fazendo-a ficar de pé.
Samantha dá alguns gritos de agonia pela dor sentida, ela tenta revidar tentando bater em Bella, mas ainda sentia-se tonta pelos tapas que levou, Bella então facilmente lhe dá outro tapa fazendo-a cair e derramar mais lagrimas pela dor e pela humilhação.
- Levanta-se e insulte-me novamente maldita, não seja uma covarde e levante-se. Bella queria arrancar dela todas aquelas palavras ruins que ela dissera sobre sua mãe, no entanto consegue arrancar sangue do nariz de Samantha e por mais doentio que seja ela se sente bem, não gostava de violência, mas não suportaria mais insultos e mentiras daquela garota.
- Acha que sua mãe vai deixar de ser o que era porque você está me batendo como uma louca? Samantha ainda consegue falar.
- Minha mãe não pode ser mencionada por uma boca tão suja como a sua, você não sabe de nada Samantha, é apenas uma garota mimada que sempre teve tudo o que quis, e agora que não conseguiu o que realmente queria acha que pode resolver as coisas julgando as pessoas, e ainda tentando denegrir a honra de alguém que conseguiu ter o que você tanto quer, só que isso não vai resolver o seu problema, então é melhor sair por aquela porta antes que eu acabe com você, e Samantha para o seu próprio bem não ouse mais tocar no nome da minha mãe em hipótese alguma, porque por ela sou capaz de qualquer coisa. Bella dá as costas para Samantha, estava tentando controlar sua respiração e enfim não cometer um erro machucando-a seriamente, não podia se deixar levar pela raiva e depois arrepender-se.
Samantha amedrontada pega sua bolsa levanta-se com dificuldade e sai da livraria, mas não sem antes dizer mais uma coisa.
- Isso não vai ficar assim Isabella Swan. Samantha diz antes de sair da livraria e Bella se deixa cair no choro. Todas as pessoas faziam questão de magoa-la falando de sua mãe, odiava o fato da família ter abandonado as duas, porém Renne era um exemplo para ela e sempre seria, Bella chorava por não suportar o fato de sua mãe não ter tido a chance de ser feliz, ela havia virado uma prostituta por sua causa, as duas precisavam de dinheiro para sobreviver, foi por falta de opção que sua mãe havia virado uma prostituta e foi o destino que resolveu dar-lhe um fim horrível.
Edward estava eu seu escritório tentando trabalhar mas não estava obtendo muito sucesso porque Isabella tomava conta de seus pensamentos e para ajudar Emmett resolveu que seria uma boa hora para ficar em sua sala falando bobagens, pois segundo ele O Poderoso Chefão estava calmo e isso não acontecia com frequência então ele tinha que aproveitar, seu irmão era uma criança, fato, mas hoje nem mesmo as palhaçadas sem sentido de Emmett fariam com que Edward perdesse a calma.
- Me diz aí Edward será que se eu convidar a Belinha para almoçar ela aceita? – perguntou Emmett, Edward levantou a cabeça dos papéis que estava tentando ler e o encarou, Emmett era seu irmão e o amava mas Isabella era um assunto perigoso e nem mesmo ele tinha o direito de chegar perto dela. Emmett começou a rir e Edward ficou sem entender
- Eu sabia, você não estava prestando a mínima atenção no que eu estava te falando, mas foi só tocar no nome de Isabella e tenho toda a sua atenção irmãozinho – disse e continuou a gargalhar, Edward já ia responder quando o telefone em sua mesa tocou, ele havia pedido para Kate que não transferisse nenhuma ligação a não ser que fosse Isabella, respondeu a chamada já preocupado
- Sim Kate – falou com preocupação que não passou despercebido por seu irmão que parou de rir e se concentrou na conversa de Edward
- Um senhor está aqui querendo falar com você Edward, e antes que me excomungue eu já expliquei que o senhor não atenderia ninguém, mas ele disse que era importante e que se trata do assunto Lysander – falou Kate em um folego só – Edward ficou branco e sua respiração acelerou, era sempre assim, só em ouvir o nome daquele desgraçado e Edward voltava a ser aquele menino apavorado.
- Mande-o entrar Kate – falou e se virou para falar com Emmett que o olhava com preocupação
- Emmett preciso tratar de um negócio sério e gostaria que você voltasse para a sua sala – falou, não gostava de falar com seu irmão deste jeito mas não queria Emmett metido em toda esta sujeira
- Tudo bem Ed irmãozinho eu já estou saindo, você pode resolver seus problemas de poderoso chefão – diz Emmett saindo da sala com uma risada, Edward amava seu irmão, às vezes o invejava por sempre ter esta alegria de viver tão intensa, mas Emmett não havia passado o inferno que Edward passara e se continuasse dependendo dele nunca passaria, nem ele e nem ninguém daqueles a quem amava.
Japer entrou em sua sala acompanhado por Kate no mesmo instante em que Emmett saía, ele ainda olhou para o homem que a acompanhava com uma leve desconfiança no olhar, nunca o havia visto na empresa mas algo em seu olhar fez com que Emmett baixasse o olhar, era um olhar frio, muito parecido com o de seu irmão, então simplesmente saiu deixando que Edward resolvesse seus assuntos.
Edward levantou-se e apertou a mão que ele lhe estendia e pelo seu semblante pode notar que as notícias não eram boas
- Então Jasper o que aconteceu? – perguntou
- Não sei se você vai gostar do que eu tenho para lhe dizer – falou Jasper
- Fale logo Jasper não gosto de conversas veladas, vá direto ao assunto – Edward falou e Jasper notou que em sua voz havia um resquício de medo como se ele soubesse que Lysander foi libertado.
- Lysander teve seu pedido de liberdade condicional aceito, ele saiu hoje pela manhã – Jasper falou, podia-se notar que ele não estava feliz com a notícia mas o que ele não esperava foi a expressão que viu no rosto de Edward, aquele homem tão forte estava literalmente desmoronando a sua frente. Ele parecia não ter forças em para se sustentar e caiu em sua cadeira.
- C- Como isso aconteceu? Você não me disse que ele ficaria na prisão por um longo tempo? Como permitiu que aquele maldito saísse? – Edward estava destruído, todos seus piores pesadelos estavam criando vida, aquele homem que acabou com sua infância estava livre e provavelmente iria se safar da justiça, mas ele não permitiria isso, já não era aquele menino abusado e com medo se a justiça tinha falhado então ele faria sua própria justiça, pensando nisso levantou-se
- Se a justiça não pode conter este monstro então eu mesmo farei justiça – disse Edward encarando Jasper como se dissesse tente me impedir se for capaz, mas ele o surpreendeu colocando uma mão em seu ombro e dizendo
- Conte comigo Edward, farei o que preciso for, mas pegaremos este desgraçado, tenho alguns conhecidos no submundo que poderão ajudar – Disse ele sacando o celular e conversando com alguém por alguns minutos, logo que terminou a ligação se virou para Edward e falou
- Tudo preparado para pegarmos Lysander – Jasper disse levantando-se, Edward o encarava pasmo nunca esperaria por uma atitude destas dele, afinal era um agente da lei, Edward não entendia o porquê desta atitude do agente
- Você deve estar se perguntando porque estou ajudando? — disse ele — Eu também tenho assuntos inacabados a tratar com Lysander, vou lhe contar o porquê eu odeio Lysander tanto ou mais do que você – disse e sentou-se novamente em frente a Edward – Há muito tempo atrás, quando eu não passava de um menino minha mãe teve um romance fora do casamento, o romance não deu certo mas, deixou um fruto minha mãe como não tinha para onde ir voltou para casa e meu pai a perdoou e adotou seu filho, alguns anos depois minha mãe faleceu e a última coisa que me pediu foi que eu cuidasse do meu irmão e eu cuidei, mas eu precisei ir para a faculdade e deixei meu irmão com meu pai, quando voltei nas férias tudo estava diferente, meu pai que antes era um homem forte estava prostrado em uma cama, e meu irmão desaparecido, não voltei para a faculdade, minha vida resumia-se a cuidar do meu pai e procurar meu irmão, um dia depois de muitas investigações descobri o que havia acontecido, ele havia sido sequestrado como pagamento de uma dívida de jogo do meu pai, Edward você mais do que ninguém sabe o que foi feito do meu irmão, ele foi usado por muitos homens, era um dos favoritos de Lysander, quando consegui retira-lo daquele antro de podridão era muito tarde ele morreu dois dias depois, então como pode ver senhor Cullem o senhor não é o único a ter contas a acertar com Lysander Kolastikis
Edward ficou impressionado com a história de Jasper, ele não esperava por isso, mas agora tinha alguém que odiava Lysander tanto quanto ele os dois unidos poderiam finalmente destruir aquele monstro.
- Então qual seu plano Jasper? – perguntou, por ele poderiam simplesmente estourar os miolos daquele homem e jogar seu corpo em uma valeta para que os vermes o devorassem, claro que se pudesse apreciar o sofrimento de Lysander seria muito melhor
- Vamos esperar alguns minutos, meus homens ligarão quando tiverem capturado Lysander – disse ele, não restava mais nada a fazer a não ser esperar, Edward foi até o bar que ficava no canto da sala e serviu-se de uma dose de Whisky, quando terminou sua bebida o telefone de Jasper tocou
- Certo estamos indo obrigado Fred, seu dinheiro estará na sua conta – Jasper terminou a ligação e olhou para Edward – Você quer mesmo fazer isso Edward? Não vai ser bonito, porque quando eu colocar minhas mãos naquele homem não sei se sobrará alguma coisa
- NÃO JASPER – gritou Edward – Eu vou ter o prazer de acabar com ele, eu preciso fazer isso não me tire isso – ele falou e podia-se ver toda a determinação em seu olhar
- Então vamos Edward, a vingança nos aguarda – disse já se encaminhando para a porta
Foram por todo o caminho sem dizer nenhuma palavra cada um perdido em seus próprios pensamentos, chegaram a uma cabana abandonada, cercada completamente por arvores e folhagem rasteira, era um lugar que parecia ter saído de um filme de terror, Edward e Jasper entraram na cabana, quando Edward acostumou seus olhos com a escuridão pode ver Lysander amarrado a uma cadeira, seu rosto estava retorcido pela dor, ele parecia ter apanhado muito, mas seus olhos ainda continham o brilho gelado que já o amedrontara quando não passava de uma criança, Edward aproximou-se daquele homem que tinha acabado com toda a sua inocência e deferiu-lhe um soco em seu rosto já machucado, ele continuaria batendo se Jasper não o parasse
- Espere Edward isto é muito mais divertido – Jasper falou lhe alcançando uma espécie de alicate – Se você não sabe como usar eu vou te mostrar – disse e colocou o alicate na unha da mão de Lysander e com um puxão arrancou ela inteira, Lysander gritou tão alto que se o local onde estivessem não fosse afastado com certeza o teriam ouvido, Edward então pegou o alicate das mãos de Jasper e colocou no dedo médio da mão direita de Lysander, Edward apertou o alicate mas não puxou antes disto ele disse
- Você lembra quando eu não passava de uma criança e você seu monstro disse que íamos brincar e eu com minha inocência não entendi o que queria dizer brincar para a sua mente doente, eu fiquei feliz porque desde que meus pais morreram ninguém brincava comigo, então fiz tudo o que me mandou, deitei naquela cama como me ordenou e você colocou este dedo, exatamente este dedo dentro de mim, e não parou mesmo eu implorando e chorando você continuou me molestando, a dor foi tão excruciante e ali se deu a morte da minha inocência agora você vai sentir uma pequena parte da dor que eu senti e sinto até hoje – Terminou de falar e com um só puxão arrancou a unha e uma parte do dedo de Lysander, o sangue jorrou e Edward sentiu como se aquele sangue purificasse uma parte de sua alma
Continuou com a tortura arrancando uma por uma das unhas das mãos de Lysander, e às vezes até um ou outro pedaço de dedo, Jasper somente observava de longe apesar de seu ódio por aquele homem ele não havia passado pelo o que Edward passou nas mãos deste monstro que agora estava ali sem forças nem mesmo para gritar, mas a brincadeira ainda não havia acabado isso ainda era pouco, quando Edward arrancou a última unha dele Lysander não aguentou e desmaiou, Jasper pegou um copo de água e jogou no rosto dele fazendo-o acordar
- Não Lysander, não está na hora de dormir, ainda vamos brincar mais um pouco – disse e retirou de uma bolsa que estava ali jogada a um canto uma espécie de aparelho parecido com um carregador de bateria de carro, tinha um grampo em cada uma das extremidades do fio um dos grampos Jasper prendeu em dos fios que estavam pendurados no teto. – Você sabia Lysander que apesar desta cabana estar abandonada eu consegui um gerador o que é muito importante para a brincadeirinha que vamos fazer agora – ele falou e voltou-se para Edward – Voce quer ter a honra Edward? Ele perguntou olhando diretamente em seus olhos
- É claro Jasper, mas eu vou tornar ainda mais interessante a brincadeira se você não se importar? – falou
- Claro que não Edward o show é seu – disse se afastando
Edward então olhou nos olhos de Lysander e disse
- Você se lembra como gostava de torturar os meninos que caiam em suas mãos? Pois hoje você está sentindo uma ínfima parte do que todas aquelas crianças sentiram – disse e colocou o outro grampo do fio na ponta do pênis de Lysander, Edward sentiu quando a corrente elétrica atravessou o corpo de Lysander concentrando a dor naquela parte do corpo que tanto mal havia feito a tantas crianças, ele soltou um urro animalesco e começou a se debater, Edward retirou o grampo e Lysander caiu com o corpo mole na cadeira, mas Edward não havia terminado e colocou novamente o grampo até que Lysander começou a espumar pela boca, Edward então retirou o grampo e Jasper jogou mais um pouco de agua no rosto dele o acordando novamente.
Edward foi até um canto da cabana onde se encontrava um galão de gasolina, calmamente ele destampou o galão e começou a espalhar a gasolina pela cabana, chegou até Lysander e com muita tranquilidade foi espalhando o liquido por todo o corpo dele, Ele começou a se debater e gritou
- NÃO POR FAVOR EDWARD NÃO FAÇA ISSO, EU PROMETO QUE SUMO DA SUA VIDA VOCÊ NUNCA MAIS VAI OUVIR FALAR DE MIM, MAS POR FAVOR PARE..- Lysander falou e Edward se deliciou com o medo em sua voz, ele se virou para Jasper e disse
- Jasper acho que já acabamos aqui você pode me esperar no carro eu já irei até lá – Jasper não retrucou apenas se retirou deixando Edward sozinho com Lysander.
Edward pegou um isqueiro e acendeu mas antes de jogá-lo no corpo de Lysander ele disse
- Eu terminei com você, de lembranças ao demônio – e com essas palavras jogou o isqueiro no corpo de Lysander e observou por alguns segundos o corpo dele queimar e ouviu seus gritos de terror e dor que para seus ouvidos parecia música, e então virou as costas e saiu, Jasper o esperava no carro, quando já estavam afastando-se ouviram a explosão, finalmente havia acabado, Edward não conseguiu se controlar e chorou como há muito tempo não chorava.
Edward pediu que Jasper o deixasse em sua empresa, ele entrou pelo estacionamento direto para o seu elevador privativo chegando a sua sala foi diretamente para o banheiro onde tomou um banho demorado, sabia que deveria estar com pelo menos um pouco de dor na consciência afinal havia sido responsável pela morte de um ser humano, mas ele só conseguia sentir alívio, por saber que pelo menos um de seus demônios estava morto, Edward terminou seu banho e voltou a trabalhar como se nada tivesse acontecido.
Estava concentrado em seu trabalho quando o celular tocou, ele estranhou já que a única pessoa que ligaria para ele era Isabella atendeu pensando que seria muito bom se ela viesse até o seu escritório novamente, precisava de seu cisne agora mais do que nunca, apesar de não se arrepender por ter feito o que fez com Lysander, ainda assim sentia-se sujo e precisava do seu anjo para poder sentir-se purificado.
- Fale meu cisne – atendeu o telefone com a voz doce que se alguém o ouvisse não o reconheceria, mas tudo isso se devia a Isabella somente com ela conseguia se soltar e deixar que seus sentimentos o comandassem
- E- Edward e-eu p-preciso de v-você – Isabella estava chorando, Edward não viu mais nada simplesmente levantou-se pegou as chaves do seu carro e saiu
- Isabella por favor se acalme e me diga onde você está estou indo ao seu encontro – disse já entrando em seu carro e arrancando velozmente.
- Estou na livraria – fungou- Você não precisa vir até aqui Edward eu já estou bem — disse como se Edward não fosse até o inferno atrás do seu cisne
- Isabella eu não vou discutir com você eu já estou chegando. E nem pense em mentir para mim sobre o aconteceu entendeu? Eu quero saber tudo e com detalhes – falou e desligou o telefone não deixando que Isabella respondesse
Quando chegou a livraria a primeira coisa que viu foi um dos seguranças que havia contratado com as mãos nos ombros de Isabella, aquilo o fez ver vermelho, sua vontade era arrancar as mãos daquele idiota que se atrevia a tocar sua submissa
- Isabella – Edward disse seu nome com uma pontada de irritação causada pela cena que acabou de presenciar, mas quando viu os olhos marejados de seu cisne não resistiu e abriu os braços Isabella correu até ele o enlaçando pela cintura, suas pernas o envolvendo, e começou a soluçar contra o seu peito
- Calma Isabella, eu estou aqui, calma me conte o que aconteceu meu anjo – disse acariciando seu rosto e secando suas lágrimas
- Samantha esteve aqui – ela disse olhando diretamente para ele, algumas lágrimas ainda escorriam por seu rosto
Edward queria matar alguém, e Samantha não perdia por esperar ele ainda teria a oportunidade de apertar o pescoço dela, quem aquela vagabunda pensava que era para fazer sua Isabella chorar, ela pagaria por isso ou ele não se chamava Edward Cullen, mas por enquanto ele teria que se manter calmo não queria deixar Isabella ainda mais nervosa, no momento só queria saber o aquela vadia falou para deixar Isabella tão transtornada
- O que Samantha disse a você para que ficasse deste jeito Isabella? – perguntou
- Ela falou da minha mãe disse que eu não passava de uma vagabunda como ela e... eu não quero mais falar sobre isso por favor Edward
- Tudo bem Isabella por enquanto eu aceito que você não me fale, mas uma coisa eu quero saber porque aqueles incompetentes dos seguranças que eu contratei não colocaram aquela vagabunda para fora assim que eles viram que ela estava perturbando você? Perguntou e Isabella viu que não adiantaria tentar desviar do assunto Edward não sossegaria até ter suas respostas do jeito que seu Mestre falou era bem capaz dele demitir os pobres seguranças e ela não podia permitir isso.
- Vamos embora Edward prometo que conto tudo para você, mas vamos sair daqui por favor – pediu
Edward então a pegou nos braços e a carregou até o no banco do carro colocou-a no lado do passageiro e apertou seu cinto, deu a volta e sentou na direção mas antes fez um telefonema
- Kate – ele falou – quero que ligue para o Spencer e diga que eu quero falar sobre os seguranças que ele me recomendou – com isso desligou o telefone e ligou o carro
- Por favor, não os demita. Bella intercede pelos seguranças.
- Como posso não demitir aqueles incompetentes que nada fizeram para tirar aquela vadia de lá? Edward diz com toda a sua grosseria e arrogância, não gostava que o desobedecessem.
- Não foi assim que aconteceu. Bella morde o lábio em sinal de nervosismo.
- Então conte-me de uma vez o que aconteceu. Ele continua zangado. – Já está calma o suficiente para me contar o que houve.
- Eu pedi para que eles não se intrometessem, eu queria cuidar da vadia, eu só queria fazê-la engolir as palavras que usou contra minha mãe, não suporto que falem dela como se fosse uma prostituta barata, ela não tinha opção. Bella recomeça a chorar lembrando-se de sua doce mãe.
- Meu pequeno cisne não derrame mais lagrimas desnecessárias, aquela vadia desgraçada terá o que merece. Edward enxuga as lagrimas dela e lhe dá um pequeno beijo nos lábios. – E quanto a sua mãe já conversamos sobre isso.
- Porque diz isso? O que o Senhor vai fazer? Bella estava curiosa com o que Edward pretendia, podia ver nos olhos verdes um brilho perverso e até temeu pelo que viria.
- Porque não me diz exatamente o que aconteceu na livraria. Ele diz em seu tom cavaleiro negro e Bella sabe que aquele não era um pedido
- Pretende me dizer o que planeja depois? Ela estava curiosa, sabia que Edward era implacável quanto a sua proteção e sinceramente aquilo a deixava feliz, ele se importava com ela.
- Conte de uma vez Isabella. Ele ordena e Bella não vê saída a não ser contar.
- Ela me assustou com sua presença inesperada na livraria, eu pedi para que dissesse logo o que tinha para dizer, e bem, ela me ameaçou dizendo saber tudo sobre o meu passado. Bella olha para seu Mestre e vê que tem sua total atenção.
- Então a vadia disse ter pesquisado sobre você? Ele tenta ligar alguns pontos soltos, Samantha não poderia estar somente com uma dor de cotovelo ou poderia? Teria que descobrir isso.
- Ela disse ter influência bastante para isso, e afirmou que o Senhor não ficaria comigo por muito tempo, além de ter dito que eu era apenas a sua prostituta e que se o senhor me quisesse mesmo como submissa já teria me dado sua coleira, e foi nesse momento que eu a mostrei a ela. Bella toca o colar de diamantes e lembra-se do que Samantha havia lhe dito sobre as ações de Edward para com ela enquanto estiveram juntos.
- E então? Ele a instiga a continuar vendo que sua menina estava perdida em pensamentos.
- Ela não gostou muito do que viu, e falou sobre as concessões que o senhor fez a ela. Bella engole em seco e continua. – Ela me disse sobre beijos, toques sem luvas e a urgência que o Senhor tinha de tomá-la. Bella baixa a cabeça depois de falar, porem Edward pode sentir o descontentamento de sua submissa, por isso segura-lhe o queixo fazendo com que ela o encarasse nos olhos.
- Se beijei e toquei Samantha, foi imaginando você Isabella. Ele explica, Edward precisava que Bella tivesse na cabeça que ela era única para ele.
- O que o Senhor está dizendo? Ela pergunta confusa, e como assim era por ela?
- Quando você recusava minhas investidas iniciais, eu ficava tão irritado e tão frustrado que procurava outra mulher que pudesse me fazer sentir o que só você faz Isabella, então foi quando conheci Samantha, ela me fazia lembrar você fisicamente por isso me envolvi com ela, eu queria uma substituta temporária até ter você. Ele explica deixando Bella boquiaberta.
- Então ela era apenas um passatempo para o Senhor? Bella pergunta sentindo-se contente ao saber que a outra não fora nada. Os seus medos de que Samantha fosse algo importante evaporaram imediatamente.
- Você me repelia todas as vezes que eu tentava toma-la como minha, e você sabe perfeitamente que necessito de sexo, eu precisava extravasar com alguém, mas nunca foi como é com você meu cisne, como eu disse você tem benefícios que nenhuma teve, e eu só me sinto bem quando estou com você. Ele sorri torto vendo o contentamento de sua gata brava através dos lindos olhos castanhos.
- Eu tinha medo de entregar-me a atração maluca que sentia pelo Senhor, afinal de contas você me assustava com o fato de dizer que eu era sua sem ao menos nos conhecermos, bom o Senhor me deixava maluca e ainda tinha o problema de eu ser apenas uma virgem amedrontada com um homem tão lindo me perseguindo o tempo inteiro. Bella relembra os primeiros momentos com ele e sorri largamente a Edward.
Edward para o carro em uma rua escura retira seu cinto de segurança e olha para Isabella
- Você tem medo agora? Ele pergunta enquanto traz o corpo dela para seu colo Bella já sente a excitação em seu corpo. – Tem medo de ser minha Isabella? Ou gosta de me pertencer? Ele acaricia os cabelos castanhos.
- Eu gosto de lhe pertencer, e quero sempre pertencer ao Senhor. Bella toma a iniciativa de beija-lo com furor e desejo, os dois queimam um pelo outro.
- Me desculpe por fazê-lo esperar tanto e pelo Senhor ter procurado um remédio genérico para aplacar suas frustrações, mas agora dispõe do original em sua vida, e eu não pretendo mesmo sair. Ele toma novamente os lábios de Isabella num beijo cheio de desejo e começa a acariciar os seios dela ainda por cima da roupa.
- Minha deliciosa submissa está conseguindo tirar todo o foco da conversa. Ele segura o rosto dela entre as mãos impedindo-a de continuar a provoca-lo.
- Eu só desejo que o Senhor me fôda aqui. Ela diz com a voz embargada de desejo não conseguindo segurar seu corpo que teima em mexer-se em cima da ereção dele.
- Por mais que deseje não farei isso Isabella. Ele segura a cintura dela fazendo-a parar. – Estamos quase chegando em casa e você ainda precisa me contar algumas coisas sobre o que ocorreu com Samantha. Ele a coloca novamente no banco do carro e ajeita sua ereção, tinha que controlar o forte desejo que sentia agora, tinha várias coisas a fazer quando chegassem à cobertura e não podia tomar Isabella rapidamente, queria poder ficar com ela sem pressa nenhuma por isso teriam que esperar para mais tarde.
Edward coloca o carro em movimento e Isabella diz
- Bom já que é assim continuarei a contar. Ela controla a respiração e continua. – Depois que eu disse que nós dois estávamos juntos, ela começou a falar da minha mãe, começou a chama-la de prostituta barata, e ainda falou sobre minha mãe não saber nem mesmo o nome do meu pai, falou sobre minha avó ter a expulsado de casa por ser uma verdadeira vergonha para a família, então eu perdi calma e bati nela por diversas vezes, eu a fiz engolir cada palavra, e ela como uma cadela ordinária apenas chorou. Bella não contem o sorriso de satisfação em seu rosto.
- Ah e é claro que deixei vários arranhões no rosto dela, e acho que marcas roxas também. Bella ri sendo acompanhada por Edward.
- Eu não esperava menos de você minha gata brava. Ele diz em tom de orgulho e riso imaginando a cena, só não gostava do fato de sua Bella ter saído machucada desta briga, porem gostaria de ver sua gatinha em ação.
- Não gosto quando falam da minha mãe dessa forma. Ela diz e sente a raiva crescer.
- Eu sei cisne, eu teria feito à mesma coisa. Ele beija devagar os lábios dela, estava mesmo orgulhoso da bravura de sua garota.
- Agora vamos subir. Ele diz quando chegam ao prédio onde moram.
Edward a ajuda a sair e abraça até chegarem à cobertura, Bella durante todo o percurso segura forte a cintura dele, para poder sentir o calor e o cheiro do homem que ama, estava mesmo morrendo de saudades dele e não via a hora de ficarem sozinhos. Assim que os dois entram em casa se deparam com Sue que sorri vendo o modo como seu patrão estava abraçado a sua menina, nada poderia deixa-la mais feliz do que ver Edward apaixonado.
- Sue prepare uma refeição para Isabella e leve para o quarto. Edward ordena, afinal não queria ver sua submissa doente, seu dever era cuidar dela.
- Como desejar Sr. Cullen. Sue sorri cúmplice a Bella que enlaça mais forte a cintura dele.
- Você precisa descansar meu cisne, teve um dia cheio hoje. Ele diz assim que entram no quarto.
- Estou bem, o Senhor sempre me faz ficar bem. Ela o abraça forte sendo correspondida.
- Eu terei que sair para resolver um problema, mas prometo ser breve e voltar logo, enquanto isso você pode descansar. Ele diz e Bella fica triste por ter que separar-se dele.
- Tudo bem. Ela responde tristemente.
- Eu voltarei logo cisne, eu prometo. Ele beija os lábios dela suavemente, não queria correr o risco de derruba-la naquela cama e possuí-la pelo resto da noite, não poderia mudar seus planos de vingança contra a vadia que ousou magoar a sua Isabella. Samantha pagaria por fazer Isabella chorar, ela aprenderia que não se mexia com o que pertencia a Edward Cullen
Depois de pararem o beijo Bella continua a fita-lo lembrando-se dos pais dele, Edward era mesmo a mistura perfeita dos dois.
- O Senhor é a mistura perfeita de seus pais. Ela comenta alisando a gravata dele, no fundo estava com medo de falar sobre isso com seu Mestre ele poderia achar que ela estava invadindo a vida dele, mas sentia que não devia esconder isso dele.
- O que disse Isabella? Ele pergunta confuso.
- Me desculpe à intromissão, mas eu fui até a sala do piano, estava com vontade de dedilhar algumas notas e então vi o retrato do seus pais, eles eram tão bonitos e pareciam tão felizes, que não consegui me conter em dizer isso ao Senhor. Bella fala com tanta ternura que Edward pela primeira vez não se sente mal por falar de seus pais com alguém.
- Qual era o nome deles? Ela pergunta olhando o semblante sem emoção dele, seu Mestre não parecia estar zangado.
- Elizabeth e Edward. Ele responde lembrando-se dos dois que tanto o amaram.
- Você tem o mesmo nome de seu pai. Bella diz com a voz carregada de emoção.
- Sim. Edward diz e olha o rosto delicado que tem um lindo sorriso de contentamento.
- Como eles eram? Ela pergunta extasiada por conversar sobre algo tão delicado com ele.
- Minha mãe era tão corajosa como você e meu pai era um verdadeiro sábio. É tudo o que ele diz, e Bella respeita não perguntando mais nada, apesar de ser pouco o que ele tivesse dito já era um bom começo para ela.
- E amavam você. Ela o abraça forte e ele não sente seu coração doer pelas lembranças, era incrível como Bella tinha mesmo o dom de curar suas feridas. – Acha que um dia vou conhecer meu pai? Quero dizer vou descobrir o que houve com ele? Ela pergunta incerta, Edward havia dito que investigaria sobre o paradeiro dele, mas não havia dito mais nada, e Samantha com toda aquela conversa conseguiu abrir um grande buraco em seu peito ao dizer que nem mesmo sua mãe sabia quem fora seu pai.
- As investigações começaram Isabella, e quero ter o prazer de conversar com seu pai e arrancar dele a verdade, quero que ele me diga o porquê de tê-las deixado, e é bom que ele tenha uma explicação plausível para o acontecido ou do contrário terá de se resolver comigo. Edward estava mesmo disposto a defender a sua Isabella, e não deixaria que mais ninguém a magoasse.
- Obrigada, e eu confio plenamente em você. Ela o beija rapidamente e lembra-se de outro assunto inacabado. – E quanto aos seguranças dê a eles mais uma chance.
- Porque tanto interesse nesses seguranças? Ele a encara de forma avaliativa, não gostava desse súbito interesse dela em outros homens.
- Eu estou querendo apenas que os três não sejam injustiçados por causa da minha vontade de acabar com aquela vadia. Ela já imagina que seu Mestre possa estar enciumado como se ela fosse olhar para outro homem tendo Edward para si.
- Não gosto disso. Diz, dando a ela a certeza de que estava mesmo com ciúmes, e Bella não deixa de sorrir com contentamento.
- O Senhor é o único que me interessa dessa forma, eu só não gosto de injustiças. Bella desce as mãos pelo peito dele e lembra-se de seus jogos de sedução para convencê-lo de que ela era sua mulher ideal. – E acho que o Senhor iria gostar de deitar-se agora naquela cama macia e me deixar fazê-lo relaxar. Ela começa a abrir os botões da camisa social, mas antes que tocasse a pele nua dele Bella é parada pelas mãos fortes de Edward.
- Eu tenho que ir agora minha Isabella, então deite-se e relaxe, porque quando eu retornar estarei insaciável e vou mantê-la acordada por toda a noite. Ele dá mais um beijo cheio de furor e sai do quarto deixando-a sozinha.
Sem dar chances para que os pensamentos sombrios tomem conta dela, Sue entra no quarto empurrando um carrinho com seu jantar. As duas fofocam sobre as mudanças de Edward enquanto Sue lhe faz um cafuné e Bella nem percebe o momento em que dormiu.
“Estava um pouco escuro quando a garotinha levantou-se da cama procurando pela mãe. Isabella calçou as sandálias velhas e andou pela casa com sua boneca nas mãos, não tinha ideia do horário, mas sabia ser madrugada, estava frio e quieto em sua casa, logo ela sabia que sua mãe não havia chegado do trabalho. A pequena menina então andou pelo estreito corredor e a cena que viu foi a pior de todas, havia sangue espalhado pelo chão e mais à frente sua mãe estava no chão caída.
- Mãe. Bella grita e corre para o encontro da mãe encontrando-a com o rosto todo cheio de sangue. Renne tinha sido espancada por um dos clientes que havia insistido para que ela usasse drogas, e como ela se negou o homem bateu nela covardemente. – Mamãe, por favor, fala comigo. Bella chorava e limpava o rosto da mãe com a barra de sua camisola, porém Renne estava desmaiada deixando a menina desesperada.
- Mãe, por favor, não me deixa, não morre mãe, por favor, mãe acorde. Bella gritava e chorava, sua dor era tanta, estava com tanto medo, ela não podia perder a sua mãe.
Bella levanta-se e busca um travesseiro colocando na cabeça de Renne e pega um pouco de água para poder limpar os ferimentos dela, a pequena garota tenta se concentrar em não deixar a mãe morrer. Mesmo com medo de não obter sucesso Bella tenta escutar a respiração de Renne que graças aos céus estava normal.
A pequena garotinha concentra-se em limpar todos os ferimentos da mãe, e reza para que Deus não a deixe morrer.
- Bella filha. Renne abre os olhos vendo sua pequena menina com um pano nas mãos e com o rosto cheio de lagrimas, odiava que sua filha tivesse que ver aquilo, odiava-se por ter sido tão fraca e fazer a sua Isabella sofrer.
- Mãe. Bella abraça a mãe com toda a força e agradece a Deus por ela estar bem. – Eu fiquei com tanto medo.
- Está tudo bem querida, está tudo bem, a mamãe está bem. Renne segura sua lagrimas para que não assuste ainda mais a filha. – Me desculpe por isso Bella, mas eu nunca tive escolha querida”.
Bella acorda sozinha com os olhos banhados em lagrimas, seu coração está doendo com a lembrança, sua mãe nunca teve escolha, ela nunca teve culpa de nada, e agora sentia-se uma fraca por não ter evitado que o pior tivesse acontecido, tudo o que queria agora era chorar por todas as desgraças que aconteceram a sua mãe, queria que Edward estivesse ali com ela e a abraçasse e dissesse que tudo ficaria bem, mas ele ainda não havia voltado, Bella estava sozinha e aquilo a angustiava, não queria ficar sozinha, tinha medo precisava do seu Mestre, o escuro do apartamento estava a envolvendo em seu manto, ela sentia-se sufocar, Bella então acende todas as luzes buscando trazer luz a seus pensamentos, queria parar de lembrar destas coisas horríveis, queria lembrar-se de sua mãe como a única pessoa até agora que tinha cuidado dela, mas mesmo dormindo as lembranças destes momentos estavam a atormentando, a morena abraça os joelhos e continua a chorar esperando mais uma vez por seu anjo salvador, ela se enrosca nos lençóis da cama tentando sentir o cheiro de seu Mestre, precisava se acalmar, mas a cama já não continha o cheiro de Edward Sue deve ter trocado os lençóis, Isabella se encolheu chorando esperando que seu cavaleiro chegasse logo para tirá-la desta escuridão
Edward estava cansado só o que queria era se aconchegar com Isabella e esquecer este dia tortuoso, ele havia dado um jeito em Samantha tinha certeza que aquela ali nunca mais se aproximaria da sua submissa e se por acaso ela fosse louca o suficiente para isso, não viveria por muito mais tempo, quando adentrou no apartamento notou que todas as luzes estavam acesas, Sue sempre as apagava, ela sabia que Edward não gostava da claridade o que será que tinha acontecido? Ele foi até seu quarto e encontrou Isabella encolhida na cama chorando, seu cisne parecia tão frágil ali naquela cama imensa que Edward sentiu seu peito apertar-se, correu para junto dela e a tomou nos braços
- O que foi meu anjo? O que aconteceu? – ele estava se desesperando Isabella não respondia só chorava
- Fale comigo meu cisne o que está te perturbando? – disse a colocando em seu colo e a abraçando
- Desculpe Edward eu sou tão fraca, eu tive um pesadelo e as lembranças começaram a me atormentar – disse ela com a voz tremula
- Não se desculpe anjo, eu sei como é quando as lembranças ruins tomam nossos pensamentos de tal forma que parece estar queimando todo o nosso corpo, você quer me contar o que sonhou? – perguntou Edward
- Não quero falar sobre isso só quero que o Senhor deite aqui comigo e me abrace forte, levando todos os fantasmas que me rondam para longe – falou se aconchegando em seu lindo cavaleiro
- Claro Isabella vou me deitar com você, e vou fazer mais, quando era pequeno antes da minha mãe morrer sempre que eu tinha um pesadelo, minha mãe vinha até a minha cama me abraçava e cantava para que eu pudesse dormir, então vou cantar para você a mesma música que ela cantava para mim, e todos os seus medos irão embora meu anjo
Edward então começa a cantarolar a canção em seu ouvido Isabella conhecia aquela música era uma música tão linda e ficava ainda melhor na voz de seu mestre.
I Want To Hold Your Hand
Oh yeah, I'll tell you something,
I think you'll understand.
When I say that something
I wanna hold your hand,
I wanna hold your hand,
I wanna hold your hand.
Eu Quero Segurar Sua Mão
Oh yeah, eu vou te dizer uma coisa,
Eu acho que você vai entender.
Quando eu digo isso
Eu quero segurar sua mão,
Eu quero segurar sua mão,
Eu quero segurar sua mão
Oh please, say to me
You'll let me be your man
And please, say to me
You'll let me hold your hand.
Now let me hold your hand,
I want to hold your hand.
Oh, por favor, diga-me
Você vai me deixar ser seu homem
E por favor, me diga
Que você me deixará segurar sua mão.
Agora, deixe-me segurar sua mão,
Eu quero segurar sua mão.
[....]
Edward parou de cantar quando percebeu que Isabella já estava adormecida, pensou em levantar-se para apagar as luzes que estavam todas acesas e deixar Isabella mais confortável, quando tentou sair do abraço de Bella ela se mexeu e apertou-se mais a ele — Não vá, não levanta agora não – disse ela
Baby — Edward riu baixinho — I wanna hold your hand, but I need to take care of you ( Eu quero segurar sua mão, mas eu preciso cuidar de você)
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