Tu, que és fiel às cruzes brancas

E vives em um revés edênico

Ou pensas que é algo próximo disto

Lamento profundamente,

mas tua ilusão,

de vida fiel

a um deus de pedra e barro

de vestes monocromas,

é uma farsa

crê em palavras de homens

endeusando o que desconhecem.

Me digas então,

Quem é o ludibriado

Entre os que estão a litigar

e os que aceitam

condições e doações

a um crime hediondo

de comprar vagas no Éden?

E quem és tu,

que diz que minha deidade é errada

quando a tua usa

embasamentos vetustos

para sustentar

teus delitos

diante a humanidade

que desdenha.

Afinal, és o pior tipo;

dissimulado és, pois argumenta teus atos com palavras alheias.

Quem és tu, diante da cruz

com o coração funesto,

pecador és,

que diante da cruz

chorarás,

pois não aguentas,

o peso despótico de teus pecados

tampouco pagarás por eles.

Quem és tu para desdizer do mundo,

quando mal dizes quem és.

Brincando com palavras,

como se fossem corações,

e talvez sejam

talvez seja o teu, pecador.

Brincas contigo mesmo, e acabas contigo mesmo.

Vale a pena, pecador, ludibriar o mundo e corromper a ti mesmo?

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