Notas iniciais
Oi oi oi sei que demorei um pouco, mas aqui está espero que gostem :3

Enquanto caminhava pelo corredor só havia uma pergunta que não queria calar:

PORQUE ELE IA QUERER ME VER DORMIR?

claro não e muito comum alguém te acompanhar só pra você dormir. Ou era? não o conhecia então, não sabia o que era comum, ou não pra ele.

Chegando na frente da porta do meu quarto, abri sem cerimonia, ia entrando quando vi que Nicolas ainda continuava andando.

–Ei!

gritei ele se virou.

–Meu quarto e aqui!

Apontei e sorri, enquanto ele voltava. Minha primeira impressão era que ele não era muito rápido. Tirei o cabelo do rosto e peguei meu celular, claro só conseguia dormir ouvindo música.

Me joguei na cama e tirei os fones de debaixo do travesseiro, depois de conectar no celular fui na música How You Get the Girl da Taylor.

–Qual é a música da vez? Taylor Swift ou Justin Bieber?

Sentei na cama.

–Como você sabe os artistas que eu tenho no meu celular?

–Foi só um palpite.

Olhei nos olhos dele. Sabia que não era um palpite.

–Des de quando você me segue ou me conhece?

Ele balançou a cabeça.

–Você é igual seu pai.

Joguei na cama de novo.

–Eu não tenho pai.

–Sim você tem.

Aumentei o volume da musica. Não, eu não tinha pai.

Fechei os olhos lentamente, isso tudo estava fazendo um nó na minha cabeça. Quando eu acordei não tinha pai, mas depois de 2 horas eu tinha, e isso me deixava confusa. Como devia reagir? me comportar?

Acordei com um estrondo. Pulei na cama e virei para o lado de Nicolas.

–Minha caixinha de musicas!

A caixinha de músicas que era a única coisa que havia vindo comigo quando fui deixada, estava no chão, toda despedaçada e quebrada.

Sentei no chão. Pegando caquinho por caquinho do vidro quebrado, a bailarina ainda estava com uma mão na altura da cintura em forma de arco, e a outra esticada virada pra dentro. A musica não parava de tocar, e simplesmente estava baixo, como se fosse acabar a qualquer momento.

–Lauren eu...

Fui em direção a porta e me virei abruptamente.

–Não ouse me seguir.

–Onde você vai?

–Não interessa.

Sai do quarto correndo, claro seguida que eu não queria ser. Ele corria atrás de mim, estava correndo pelo gramado do orfanato já, quando ele me alcançou e me puxou pelo braço.

–Garota, só foi uma caixa de música.

Ele olhava pra mim como se eu tivesse fazendo um escândalo por nada, mas eu sabia que ele não entendia.

–A simples caixa de música era a única coisa que eu tinha da minha mãe.

–Eu não sabia...

–Claro estava agindo que nem um idiota, mesmo sem saber o motivo.

Puxei meu braço e cruzei os dois na frente do peito.

–Quem falou que aquela caixinha era da sua mãe.

Descruzei os braços.

–Quando fui deixada aqui havia um bilhete, e nele falava que era a caixinha era da minha mãe, e que ela servia de lembrança pra promessa que voltariam para me buscar.

Abaixei minha cabeça, agua molhou minha blusa, não queria desenterrar essa história agora, nunca mais.

–Lauren eu realmente não sabia.

Sequei os olhos com a manga da blusa.

–Tá tudo bem.

Ele me puxou e me abraçou, senti o calor do seu corpo me fazendo se sentir melhor. Fazia tempo que ninguém me abraçava, e tinha percebido como sentia falta disso.

–Lauren.

–oii.

–Tá tudo bem?

–Aham, você já pode me soltar.

Ele assim o fez, senti meu estomago roncando, lembrei que não havia almoçado.

–Cara eu to com uma fome.

Ele sorriu.

–Então vamos entrar pra você comer.

–Eu não almoço aqui. eu almoço geralmente na escola, mas hoje eu não fui então, vou almoçar fora.

Ele olhou pra mim.

–Você recebe mesada?

não estava entendendo.

–Sim... porque?

–Nada não.

ele sorriu um sorriso pequeninho, como se fosse um sorriso envergonhado. comecei a caminhar claro, que ele me seguiria. E assim o fez, parecia meu guarda costas.

–Eu vou no café daqui do lado.

Sorri e caminhei poucos metros até o café. Ele era todo arrumadinho, tudo na cor vermelho e branco o nome dele era Coffee and cheese bread. Adorova ele, toda vez que tava atrasada pra escola e não consegui tomar café comprava uns pãos de queijo junto com um copo de café e comia no ônibus.

–Isso não é um almoço.

–É o que tem? Adoro tudo o que eles vendem aqui.

Escolhi uma das mesas que ficava do lado de fora. Adorava comer ao ar livre e sempre fazia isso quando estava aqui. A garçonete veio é pedi um café com umas rosquinhas de chocolate, Nicolas só quis um cappuccino.

Esperamos em silencio. Nicolas parecia nervoso, olhava para os lados o tempo todo. Os clientes do café estava distribuídos em 10 mesas todas com 4 cadeiras. havia dois homens em uma, e um grupo de mulheres que juntas totalizava 8, então sobravam mesas.

Ele olhou para os lados novamente.

–Você parece nervoso, Nicolas.

Tomava meu café calmamente.

–Me promete que se eu pedir você vai fazer tudo que eu falar.

Ele se virou pra mim. Coloquei o copo na mesa.

–O que tá acontecendo?

–eles nos acharam.

Ele se jogou no chão me puxando junto, depois de meio segundo ouvi barulho de tiro.

–Ai meu Deus o que tá acontecendo?

–Juro que depois te explico.

Levantamos depressa, ele segurando na minha mão e correndo me puxando. Entramos num carro, e nem o carro tava ligado ainda e ele já estava pisando no acelerador.

O telefone dele tocou e ele me deu pra atender, atendi e perguntei quem era.

–Lauren? Ok você está bem, coloca no viva voz.

Fiz o que ele pediu.

–sim senhor John.

Ouve uma demora pra responder.

–Vocês estão bem?

–Sim.

–Ok, leve ela pro aeroporto, sairemos quando eu chegar ai.

Arregalei os olhos.

–É o que? não vou pra lugar algum.

Nicolas estava nervoso.

–Quer morrer Lauren?

–Isso é uma resposta obvia, claro que não quero morrer.

Ele suspirou.

–Então pronto essa e a reposta que o John precisava. Você vai sim, se ficar aqui vai ser sequestrada e morta, pronto, e você Lauren deixa de existir.

–A culpa não e minha de ser atacada, num assalto.

–isso não foi um assalto.

Não estava entendo nada.

–Como assim? eles não são assaltantes?

Ele suspirou.

–Não. Eles são mafiosos.

–é porque eles estão atrás de mim?

Ele pareceu tomar ar. não era uma boa coisa, tive certeza.

–Eles estão atrás de você porque você e filha do seu pai.

–Nicolas não estou entendendo.

–Estão atrás de você porque você e filha do jonh. Lauren, eles são os maiores inimigos do seu pai.

–É o que meu pai fez.

–Ele só se deu muito melhor no mundo da máfia que eles.

–Você está falando que...

–John e um mafioso Lauren.

Notas finais
Aqui está, espero que gostem, COMENTEM PLEASE, isso é importante pra mim, obg
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.