Send Me An Angel
1 Capítulo 1 - Complexo
Notas iniciais
Está é minha primeira fic de Fruits Basket e também minha primeira fic neste site!
Reviews, por favor. Eles me dão força para continuar! *-*~
Muitíssimo obrigada! ^^~
Gi Kikyou
Send me an Angel
“Feche seus olhos e você encontrará a passagem para sair da escuridão...”
Tohru-san:
É uma história no mínimo mirabolante a que vou lhe contar.
Mas devo acrescentar que é apenas uma história, não um romance. Uma história que eu não posso prever o fim, pois este ainda não existe.
Eu tinha apenas cinco anos, mas foi nessa época que compreendi o maior dos mistérios da vida: A Morte.
Era tarde e o sol já estava a se pôr.
Estava sentada na beira da calçada, não havia movimento na rua. Ela parecia morta.
Nem um som, só o vento dançando harmoniosamente, uma harmonia triste que levava as folhas secas de outono consigo.
Lembrei-me claramente das palavras de minha mãe na noite anterior.
“Amanhã seu pai nós levará para tomar sorvete na praça. Vamos brincar todos juntos, Tohru!” – Minha mãe me dizia com um sorriso nos lábios. Todavia era um sorriso sem confiança e triste. Eu apenas sorri de volta e a abracei, era tudo o que podia fazer.
No dia seguinte lá estava eu, sentada na calçada, olhando o movimento que não existia na rua. Lembro-me muito bem de não derramar uma única lágrima. Apenas pensava nas palavras de minha mãe no dia anterior a este. Meu coração doía tanto, mas eu não queria chorar. Eu não queria que minha mãe me visse chorando. Eu não poderia me permitir aumentar seu sofrimento.
Naquele dia eu havia perdido meu amado pai, mas minha mãe havia perdido o homem de sua vida. Ela nunca mais voltará a ter o mesmo sorriso em seus lábios.
Logo que meu pai morrera minha mãe começou a trabalhar como empregada para uma das famílias mais influentes do Japão todo, os Souma. Eu fiz de tudo para ajudá-la, em tudo que pude.
Agora estou aqui... parada em frente aquela mesma calçada, o mesmo vento gélido e harmonioso levando consigo folhas de outono na mesma dança triste. Um arrepio correu-me a espinha... Não pude agüentar, abracei uma foto antiga de nossa família feliz... Uma fotografia de quando era pequena. Nela estavam meu amado pai e minha amada mãe. Abracei-a desesperadamente, como quem procura conforto.
“ Deus, porque tirara-me minha mãe?” – As lágrimas saiam descontroladamente, lavando meu rosto. – “Porque teve que tirá-la de mim?” – Meus olhos doíam, estavam inchados. Então eu apenas deitei minha cabeça em meus joelhos. Abraçava aquela fotografia.
Nesse dia eu chorei por meu pai e minha mãe.
Agora encontrava-me em um quarto desconhecido. Um lugar desconhecido, um lugar que parecia sombrio.
Fiquei com medo.
Muito medo.
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Yuki-san:
Eu deitei em minha cama, fechei meus olhos e fui dormir. Havia sido outro dia cheio.
As confusões internas de minha família estão tornando-se cada vez mais aparentes. Isso é sempre tão estressante. Eu nunca vou entender esse mal obsessivo que o dinheiro trás as vidas das pessoas...
Fechei meus olhos e procurei apenas descansar.
Mera ilusão a minha.
~Flashback(sonho)~
Eu olhei para o céu, ele tinha um cor tão triste naquelas tardes solitárias. Era uma cor forte que fazia meu coração estremecer. Meu pequenos olhos apenas olhavam para o horizonte, a procura de uma salvação. Sentia uma vontade imensa de gritar.
Mas não gritei.
Não podia gritar, pois correntes prendiam-me.
Algo calava-me a boca.
Um vento gélido fez-me estremecer a espinha. Ele trouxe consigo um boné. Pude ouvir uma voz que não me era desconhecida falar.
“Mestre, espera. Meu boné... Ele voou...” – O menino de cabelos laranjas olhou-me surpreso enquanto pegava seu boné. Era meu meio irmão, Kyo.
Ele olhou-me com extremo ódio em seus olhos, parecia ter nojo ao me ver. Foi embora.
Será que algo que eu tocava era tão enojante assim? Só pude abraçar aquele boné enquanto as lágrimas escorriam pelo meu pequeno rosto de criança. Ela caiam livremente. Agachei-me e continuei a chorar, abraçado aquele boné... Meu meio irmão me odiava... Todos me odiavam...
~Fim do Flashback(sonho)~
Acordei assustado.
Suava frio. Minhas mãos tremia. Sentia frio.
Abracei meus próprios joelhos, encolhendo-me na cama, num ato quase que infantil de quem procura abrigo. Como sou tolo... Tenho plena certeza de que nunca perderei estes meus tolos medos...
Resolvi sair para beber um pouco de água... Aquela casa nova era tão assustadora...
Continuei a caminhar por entre aqueles corredores frios. A cada passo que dava sentia um olhar devorando pela nuca, era assustador.
Talvez meu maior erro tenha sido sair para beber água, acabei por esbarra em Kyo.
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Kyo-san:
“Maldita dor de cabeça!!” – Dei um soco na parede daquele quarto.
Estava tudo tão escuro. Só eu sabia o quanto aquele lugar me dava nos nervos!
E ainda tinha que dormir sobre o mesmo teto que aquela ratazana maldita... Ele é mesmo como um maldito rato nojento, aquele Yuki.
Sempre com um sorrisinho gentil, querendo agradar a todos... Sempre teve o amor de todos... É sempre querido por todos...
Tudo o que eu nunca fui...
Talvez eu tenha mesmo inveja dele...
Aquele miserável...
Sempre teve o carinho de todos. Sempre teve uma mãe que o amava.
SEMPRE teve um pai que o ama! SEEEMPRE TEVE UMA FAMÍLIA QUE O AMAVA E APOIAVA!!!
Eu sou filho de um caso extraconjugal.
Sim, minha mãe teve um caso com o pai do maldito Yuki, o que ela não sabia é que aquele maldito já estava de casamento marcado... Só eu sei o quanto minha mãe sofria... As noites em que eu a vi chorando... Ela sempre tentava demonstrar um sorriso feliz para mim, mas eu sabia que a minha presença a incomodava... Eu devo realmente ser parecido com o meu pai...
Por fim minha mãe não agüentou. Ela cometeu suicídio, me deixando sozinho. Eu fui criado pelo meu tio, irmão de meu pai.
Meu pai?
Ele é patriarca da família Souma, muito poderosa aqui no Japão.
Todos naquela família me odeiam. Eu sou apenas “alguém que não pode entrar no circulo dos Souma”. Afinal, o que eu sou? Apenas filho de um ‘caso’ do patriarca.
Mesmo assim eu nunca conheci meu pai, nunca tive amor de uma família.
Ele nunca saiu para jogar futebol comigo, nunca me ensinou nada de útil nessa vida.
Eu nem ao menos conheço sua face. Suas feições.
Eu nunca fui amado por ele...
Nem desejado por minha família...
Eu sou “diferente” daquele maldito Yuki...
Aquela fatídica noite eu resolvi sair para espairecer... Odiava aquele lugar mais que tudo... Porque justo agora meu pai resolveu me conhecer?! Porque justo agora ele quer que eu vá até sua casa?!?!
Aquele maldito nunca se importou comigo!
Ferre-se... Tô pouco me lixando pra ele ou praquela ratazana fedida...
Se duvidar ele querem apenas se divertir comigo...
Ao sair do meu quarto acabei por esbarrar naquele cara...
Yuki, ele é tão sem graça... Essa cara de esnobe dele me da nojo!
Sempre perfeitinho, parece um maldito robô... Cara mais sem graça!
Claro, apenas continuei andando, o ignorei o máximo que pude... Bem... pelo menos até ele vir falar comigo...
“Parece criança. Porque está emburrado?” – Ele me perguntou, aquele idiota.
“Não tô emburrado...!” – Respondi rispidamente. – “Essa lugar que me irrita e pra piorar ainda tenho que olhar pra essa sua cara maldita!...” – Virei o rosto e continuei andando.
“Eu tenho culpa por ter nascido com ela?” – Ele perguntou. Seu tom de ironia me irritava ainda mais! Maldito! Desgraçado! SUMA DA MINHA FRENTE!!
“SUMA DAQUI, SEU MISERÁVEL!!” – Acabei, por fim, alterando meu tom de voz. Maldita ratazana que me deixa assim! Dei um soco bem forte na parede, o que fez que a mesma se rachasse.
“Se eu sou culpado por se sentir mal, venha falar diretamente comigo, não desconte na parede da casa...” – A sua voz se tornava cada vez mais irritante... Achei que fosse explodir de tanto ódio. – “Ainda mais... Não grite... Queres acordar o resto todo da casa por causa de sua raiva infantil?” – Não agüentei, explodi. Aquele maldito me dava tanto ódio. Quanto parti pra cima dele para socá-lo ouvi o barulho de algo atrás de nós se abrindo. Eu e aquela ratazana maldita ficamos paralisados com aquela menina que nós olhava assustava. Ela correu em uma tentativa inútil de nos separar. Pulando em cima de mim e daquela ratazana maldita.
Droga, menina burra!Continua...
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