Sempre te amei.
28 Praia e ex.
Por João Lucas
Três dias dias se passaram desde que meu pai veio morar aqui. Depois da visita de Ísis no primeiro dia, ela nunca mais voltou. Acho que se tocou que sua presença aqui não é tão agradável.
Amanhã termina a quarentena de minha esposa. Acho que ela esta tão ansiosa quanto eu.
Ainda é cedo, não passam das 10 horas da manha.
Meu pai está nos ajudando muito com os bebes. Ele adora passar o tempo brincando com meus filhos.
Estou com minha mulher na sala, estamos assistindo um programa de TV... Na verdade, a televisão só esta ligada, não prestamos atenção no que se passa nela.
Du está navegando na internet pelo celular, enquanto eu respondo alguns e-mails no notebook.
Du: Lucas, tá ocupado? — Diz colocando sua atenção em mim.
JL: Não muito, só estou respondendo um e-mail... A Clara ta achando que foi o José Pedro que tirou grana da empresa, tá maior confusão lá na Império!
Du: Não duvido nada, seu irmão não é um exemplo de honestidade!
JL: Pois é... Também não duvido! — Digo fechando a tampa de meu note — Mas diz aí, o que você quer me falar?
Du: É que eu tava querendo colocar o berço dos nossos filhos no quartinho deles...
JL: Tudo bem então... Mas por que isso agora?
Du: É que não quero que eles vejam o que a gente vai fazer amanhã — Diz um pouco envergonhada.
Fico olhando para minha esposa por alguns segundo sem entender, quando finalmente compreendo e começo a rir. Acho que sou um pouco lerdo.
JL: Sabe, você está certa! Como sempre... — Digo dando um beijo em sua boca. — Eu já terminei de responder meus e-mails, acho que posso fazer isso agora.
Du: Você quer minha ajuda?
JL: Não, meu pai está lá em cima, peço a ele!
Subo as escadas e vou em direção ao quarto de meu pai. Ele não está lá. Vou até a minha suite e não me surpreendo quando me deparo com ele do lado do berço dos bebes. Já imaginei que o Comendador estaria aqui.
JA: Desculpe por entrar no seu quarto sem pedir... — Diz assim que me vê — Só vim dar uma olhadinha nos meus netos!
JL: Não tem problema pai! — Digo chegando mais perto dele. — Você pode me ajudar a levar o berço dos bebes pro quarto deles? Acho que já está na hora, além do mas, não tem mais motivo pros dois ficarem dividindo um berço, já que cada um tem o seu!
JA: Claro que ajudo, assim será melhor ainda, vou poder entrar no quartinho deles a hora que eu quiser...
JL: Pai, eu posso te pedir outro favor?
JA: Se eu puder te ajudar... — Diz pegando meu filho no colo.
JL: Será que dava pra ficar cuidando dos meu filhos amanhã? Queria levar a Eduarda em um lugar...
JA: Posso sim, vou adorar ficar com eles...
JL: Ótimo, eu vou pedir pra Ana te ajudar, caso você precise...
JA: Pode pedir, mas não vai precisar... Cuidei de 3 filhos, lembra? Sei muito bem cuidar de criança!
Com a ajuda de meu pai em pouco tempo coloco o berço de meus filhos no quarto deles. O quartinho, todo pintado de branco e cheio de ursos de pelúcia, agora tem dois berços. Deito meus filhos neles e depois de esperar eles dormirem, desço junto de meu pai para a sala.
JL: Tudo resolvido!
Du: Lucas, ainda ta cedo, por que não saímos pra dar uma volta? To morrendo de tédio!
JL: Mas e os bebes?
JA: Eu cuido deles. É bom que já vou treinando para amanha! — Diz meu pai.
Olho para o Comendador e ele percebe por meio de meus olhos que falou de mais. Era pra ser uma surpresa.
Du: Treinar pra amanha? Por quê? — Pergunta minha esposa.
JA: É que eu pedi pro Lucas se dava pra eu dar uma voltinha com eles amanha... -
Felizmente, meu pai sabe mentir melhor que eu.
Du: Por mim pode, mas não acho bom você ficar andando com eles pela rua... Alguém pode te reconhecer, sei lá!
JA: É você tem razão, é que as vezes eu me esqueço que estou morto — Diz fingindo, muito bem, uma risada. — Mas você dois podem ir, saiam um pouco...
JL: Beleza então. — Digo indo pegar a chave do carro.
Vou com Eduarda rumo a saída, quando Ana nos pergunta:
A: Vocês voltam pro almoço?
Olho para Du e percebo que ainda não sei pra onde vamos, consequentemente, não sei quando voltamos.
Du: A gente volta antes sim... Temos que voltar! Os bebes vão mamar daqui 3 horas, antes disso estamos aqui!
Nos despedimos de Ana, e no caminho até o carro pergunto.
JL: Se vai me levar aonde, em?
Du: Eu não sei — Diz rindo — Vamos dar uma volta, só dirigir sem rumo... — Diz pegando a chave de minha mão.
Me sento no banco do carona e Eduarda logo liga o carro.
Du dirige por quase 30 minutos quando começamos a passar pela praia. Não tem quase ninguém nela, é dia de semana, a essa hora as pessoas já estão trabalhando. Vejo toda aquela imensidão de água e uma ideia vem a minha mente.
JL: Borá dar um mergulho? — Digo animado.
Du: Ta louco Lucas? Nem trouxe biquíni... Nada!
JL: Ué, quê que tem? Vamos assim mesmo!
Eduarda estaciona o carro e ao me olhar com um sorriso no rosto, diz:
Du: Eu nem sei a ultima vez que vim a praia...
JL: Eu sei! — Digo lhe dando um beijo — Foi no dia em que lhe dei o anel de noivado...
Du: No mesmo dia em que fui falar com meus pais... Nunca mais falei com eles depois daquele dia!
Percebo que esse assunto a entristece, então lhe dou um abraço apertado e digo:
JL: Não vamos falar disso não... O dia ta tão bonito, vamos aproveitar.
Eduarda se afasta de meu abraço, e ao olhar em meu olhos me da um sorriso e fala:
Du: Vamos ver quem chega primeiro na areia?
Eduarda desse do carro e eu logo em seguida faço o mesmo.
JL: Quem fala já?
Eduarda tranca nosso carro, e vem até meu lado.
Du: Eu! — Diz já se preparando — 1, 2, 3, já!
Quando Du dá a largada, nós dois saímos correndo rumo a areia. Eu chego alguns segundos na frente, e no meio de uma gargalhada falo.
JL: Comeu poeira. — Digo indo a abraçar.
Du: Você só ganhou porque eu deixei... — Diz rindo e me abraçando também.
Nós dois nos sentamos na areia e ficamos observando o mar.
JL: Eu vou dar um mergulho! Vamos? — Digo me levantando e tirando a camisa.
Du: Você ta falando sério mesmo?
JL: É logico! — Pego na mão de Eduarda e ao ajuda-la a levantar, a arrasto pro mar dizendo — Vamos logo!
Quando já estávamos perto da água, Eduarda me pergunta.
Du: Depois a gente vai embora com a roupa molhada?
JL: Quer saber de uma coisa? Não tem quase ninguém nessa praia, cueca é quase igual sunga! — Digo tirando minha calça e a colocando junto de minha blusa.
Du: Lucas, você é louco?
JL: Sou! — Digo rindo — E isso não é um problema! Vamos lá, qual foi a última vez que você deu um mergulho?
Du: Sei lá, você sabe que eu não sou muito fã de praia...
JL: Jura? Nem imaginava, você está sempre tão bronzeada... — Digo brincando com ela.
Du: Quer saber? — Diz tirando o telefone do bolso e colocando em cima de minhas roupas- Partiu mergulho!
Eduarda tira suas roupas e eu fico a observando. Se já não soubesse, nunca diria que ela acabou de ser mãe, muito menos de gêmeos.
Em pouco tempo ela está só de calcinha e sutiã, eu não consigo tirar os meus olhos dela.
Du: Para de me olhar Lucas, se sabe que eu fico com vergonha! — Diz abaixando o rosto.
JL: Desculpa, é que você é linda...
Eduarda sorri timidamente, e ao se aproximar de mim, pega na minha mão e diz.
Du: Vamos parar com essa melação, que a gente veio aqui é pra se divertir. — Du me arrasta até o mar, e a água está extremamente fria.
JL: Isso parece que veio das geleiras.
Du: Para de ser mole, você que quis!
JL: Mas agora quero sair, que isso, vou congelar aqui!
Me viro em direção a areia e dou alguns passos, sinto a mão de Du em meu braço e ao me virar para saber o que ela quer, Eduarda diz.
Du: Se você está com frio, pode deixar que eu te esquento.
Du me dá um beijo, desses de novela, e eu esqueço do mundo a minha volta. Já fazia muito tempo, desde que os bebes nasceram, que ela não me beijava assim.
Distraídos com o momento, nem vimos quando uma onda maior veio em nossa direção. Elas nos derruba, e ao voltarmos a superfície começamos a rir.
JL: Iemanjá ficou com inveja do nosso beijo!
Du: Ela que roa os cotovelos! — Diz vindo até mim novamente
JL: Então você não se importa em provocar a rainha do mar? — Digo dando um selinho em Du.
Du: Nem um pouquinho. — Eduarda me beija novamente, com a mesma intensidade de antes.
Ficamos na água nos beijando e brincando por mais ou menos 1 hora. Quando finalmente resolvemos sair, decidimos tomar uma água de coco antes de ir embora.
Carregamos nossas roupas debaixo do braço, ainda não estamos totalmente enxutos. Com a mão desocupada entrelaço meus dedos nos de minha esposa. Assim, de mãos dadas, caminhamos até um quiosque para comprar nossa água.
JL: A cada dia que passa eu te amo ainda mais... Conhece aquela música da Clarice Falcão? Aquela que diz: "Porque a sua loucura parece um pouco com a minha..."– Digo cantando.
Du: Nós dois somos loucos. Olha a cara das pessoas...
JL: Eles estão pensando "Olha esse cara, tem sorte de ter uma mulher linda dessas ao lado dele."
Du: Não, eles estão pensando: "Olha esses dois loucos andando pela praia de roupas de baixo..."
JL: E eu não to nem aí pra eles! — Digo rindo.
Quando chegamos no quiosque, logo peço duas águas de coco. Somos rapidamente atendidos, apesar de ter mais gente agora do que quando chegamos, a praia ainda está praticamente vazia.
Bebemos nossa água, e Eduarda logo se levanta dizendo.
Du: Olha Lucas, não sou tão louca assim! Vou ir arranjar um lugar pra me vestir!
JL: Mas você ainda não enxugou, vai molhar toda sua roupa.
Du: Prefiro ficar molhada mesmo... Vai bebendo sua água aí, que quando eu voltar a gente vai embora. Já vai fazer umas 2 horas que saímos de casa, daqui a pouco ta na hora dos bebes mamarem.
JL: Fica tranquila Du, meia hora daqui até em casa.
Du: Se não pegarmos transito, né?! — Diz saindo com suas roupas na mão.
Volto minha atenção para meu coco e nem sequer percebo quando uma mulher se senta ao meu lado.
P: João Lucas Medeiros de Mendonça e Albuquerque... — Diz pausadamente.
Me viro para olhar quem disse aquilo e tenho uma surpresa. É Priscila, uma antiga namorada.
JL: Pensei que você estava morando na Europa! — Digo a cumprimentando com um beijinho no rosto.
P: E estava... Voltei a alguns dias! Estou super desatualizada, me conte, como sua mãe está? Seu pai?
JL: Você está desatualizada mesmo, em? Meu pai morreu... — Sei que meu pai está vivo, mas tenho que manter esse segredo.
P: Poxa vida, sinto muito! Coitada da sua mãe, deve estar péssima. Só isso explica ela ter deixado você vir a praia no meio da semana e de cuecas. — Priscila ri, e eu me lembro porque terminamos. Ela gostava mais da minha mãe do que de mim. Se preocupava mais com a opinião de Maria Marta do que com meus sentimentos.
JL: Minha mãe nunca mandou em mim, muito menos agora...
P: Muito menos agora? Por qua? Não me diga que um milagre aconteceu e você está trabalhando?
JL: Estou sim... Quer dizer, não agora, estou de férias! Mas em menos de dois meses tenho que voltar!
P: Rico, lindo, e agora trabalhando... Que partidão, em? — Diz se insinuando pra mim.
Me afasto um pouco dela e ao erguer minha mão esquerda, mostro minha aliança dizendo.
JL: Rico, lindo, trabalhando e casado!
P: Eu não acredito! — Diz pegando na minha mão para ver a aliança mais de perto — Que desperdício!
Eu reviro os olhos e continuo a beber minha água.
P: O que mais eu não sei sobre você?
JL: Tenho dois filhos lindos, recém nascidos, fazem 40 dias amanha! — Digo pegando o celular em minha calça e mostrando uma foto deles pra ela.
P: E quem foi a felizarda que se casou com você, em? Pra sua mãe ter aceitado, já imagino que seja de uma família de berço...
Du: Até que não... — Diz minha esposa. Ela já se trocou.
As duas já se conhecem, quando namorei Priscila Du já era a minha melhor amiga. Eduarda sempre a detestou. Agora sei que não era implicância e sim ciumes.
P: Du? Eu não acredito.. — Diz me encarando.
Du: Pois é! Casamos, dá pra acreditar?
P: Se eu não estivesse vendo a aliança na sua mão, juraria que é uma mentira.
Du: Mas não é, ele é meu marido, pai dos meus filhos... Aliais Lucas, ta na hora de ir! — Diz me puxando.
JL: Espera Du, não paguei a conta! — Digo voltando até o balcão e colocando uma nota de 20. — Fica com o troco.
Me despeço de Priscila com um beijo no rosto, e vou com Eduarda até o carro.
Antes de me sentar no banco do carona, visto minha calça. Meu pai certamente me daria uma bronca se me visse chegar em casa só de cueca.
Olho para Eduarda e ela parece zangada. Já me acostumei com seu jeito ciumento. Até acho fofo!
Du: O que essa garota ta fazendo aqui? Não tinha ido lá pra Europa?
JL: Foi, mais voltou... — Digo tentando disfarçar um sorriso, mas sem sucesso.
Du: Qual é Lucas? Não aconteceu nada de engraçado!
JL: É que é bonitinho ver você com ciumes... Fica ainda mais linda assim, bravinha. — Digo lhe dando um selinho.
Du: Você não tinha nada que ficar conversando com ela, não gostei!
JL: Tu queria o que? Que eu simplesmente desse as costas pra ela e a deixasse falando sozinha?
Du: Sinceramente? Ia adorar... Nunca gostei dessa aí! Quando vocês ficaram, tu nem me ligava, não me chamava pra sair... Aposto que ela não deixava!
Isso é verdade, a Priscila não gostava de andar com pessoas que não eram do mesmo nível social que o dela. Outro motivo que me fez terminar com ela.
Eduarda liga o carro e vamos para nossa casa. Pra nossa sorte não pegamos transito. Em pouco mais de meia hora chegamos em nossa residência.
Quando acabamos de estacionar o carro, vamos direto para o quarto dos bebes. Não tem ninguém lá. Procuramos por toda casa e não achamos uma alma viva. Nem meu pai, nem Ana, muito menos nossos filhos.
JL: Onde será que eles foram?
Du: Cacete! — Diz brava — Eu vou matar o seu pai... Ta na hora deles mamarem, ele não podia ter saído com eles! Não sem avisar!
JL: Ela já chega! Vai tomar um banho, tirar o sal do corpo, que daqui a pouco eles estão aí!
Eduarda segue meu conselho e sobe para o banheiro.
Quase uma hora se passa e eu começo a ficar muito preocupado. Meu pai não é irresponsável assim... Meu filhos devem estar com fome. Olho para minha esposa, que a essa altura já voltou do banho, e ela também está aflita. Percebo que quando meu pai finalmente chegar, Eduarda vai acabar brigando com ele. Espero estar errado.
Tinha preparado toda uma surpresa para minha mulher amanhã, preciso que meu pai fique com os bebes...
A porta da frente se abre, e é o Comendador quem chegou, Ana está ao seu lado e carrega meu filho no colo. Os bebes choram, e Eduarda corre até eles.
Du: Mas que saco, o que o senhor tem na cabeça? — Diz pegando a pequena Ma no colo. — Ana, pega o Zézinho e vamos comigo até o quarto, vou amamenta-los... E você — Diz encarando meu pai — Que não repita isso!
Eduarda sobe as escadas e eu pergunto a meu pai.
JL: Onde você foi?
JA: Fui na Ísis... Só dei uma passadinha, quis levar os bebes! Já que a presença dela aqui incomoda, resolvi leva-los lá! Qual o problema?
JL: O problema é que você não avisou! Ficamos preocupados...
Subo as escadas e vou até o quarto de nossos filhos, Eduarda está os amamentando.
JL: Você sabe que ele não fez por mal, né? — Digo me sentando ao seu lado.
Du: Sei, mas é que as vezes me irrito com seu pai! Ele só faz o que quer, na hora que quer, do jeito que quer... Pô, ele devia ter pedido! Fiquei preocupada, achando que tinha acontecido alguma coisa... Além do mais, ele nem pode ficar saindo, parece que esquece que está morto!
JL: É o jeito dele meu amor... Você não quer que ele vá embora né?
Du: Não... Só quero que ele perceba que essa casa aqui é nossa, ele não pode ficar trazendo quem ele quer pra cá, nem saindo com nossos filhos sem pedir! Falando nisso, onde ele foi?
JL: Foi ver a Ísis... — Digo com certo receio.
Du: Mas meu Deus, o que essa mulher tem que enfeitiça tanto os homens? — Eduarda faz uma pausa, me olha e diz — Não é pra responder!
JL: Mas eu não ia... — Digo rindo. — Eu vou conversar com meu pai, ele não vai fazer mais isso! Ok?
Du: Ok!
Ótimo. Eduarda não está tão brava assim com meu pai. Pensei que precisaria encontrar outra pessoa pra ficar com os bebes amanhã.
JL: Eduarda, amanhã cedo você tira o seu leite!
Du: Oi? Como assim?
JL: Ué, pra deixar guardado, caso precisemos sair... Sem perguntas Du, só faz o que eu to pedindo, não quero meu filhos passando fome!
Eduarda não me questiona mais, acho que ela já sacou que vou leva-la em algum lugar.
Queria fazer uma total surpresa, mas antes de tudo, preciso pensar em meus pequenos. Deixo Eduarda no quarto dos bebes e vou até o nosso.
Preciso conferir os últimos detalhes.
Faço algumas ligações e confirmo: Está tudo certo. Tudo preparado.
Amanhã será um grande dia.
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