Sempre te amei.
41 Perdoar?
Por Eduarda.
Olho para parede do meu quarto e vejo Lucas sentado no chão escorando suas costas nela. Ele está olhando fixamente para baixo e parece tão arrasado quanto eu.
Meu marido levanta seu rosto por alguns segundos e fica me olhando.
JL: Quando você quiser conversar de novo, é só falar...
Resolvemos ficar em silêncio por algum tempo, pensar exatamente no que queremos dizer um para o outro. A única coisa que estávamos conseguindo com aquela briga, ou melhor, com aquele barraco, era nos magoar mais ainda.
Olho para seu rosto e vejo a marca de meus dedos nele. O tapa que dei deve ter doido, mas Lucas nem reclamou... Mesmo assim, me sinto mal! Ele nunca levantaria a mão pra mim, não deveria ter feito isso. Parece que o respeito também está acabando no nosso relacionamento.
Du: Foi mal... — Digo, sem olha-lo.
Sinto os olhos dele me encarando, mas só escuto sua voz alguns segundos depois.
JL: Por quê?
Dirijo meu olhar a ele, e colocando a mão em meu rosto, indico o motivo do pedido de desculpas.
Lucas sorri e levando sua mão ao local ainda vermelho, fala.
JL: Você tem uma mão bem pesada...
Sorriu para ele, mas rapidamente me contenho e viro o rosto pro outro lado.
Odeio quando estou brava com alguém, e essa pessoa me faz rir.
JL: Você já quer conversar? — Fala, se levantando do chão e vindo para mais perto de mim.
Du: Não sei se quero conversar hoje. — Digo, sem olha-lo.
JL: Você pode olhar diretamente nos meus olhos! Eu não sou medusa...
Du: Será? As vezes me sinto petrificada por eles, por vo... — Corto minha fala.
O que estou dizendo? Meu Deus, será que minha raiva dura tão pouco assim!
Tenho que parar de ser estúpida.
Olho para Lucas e ele está sorrindo.
JL: Você não consegue negar que me ama.
Du: Cala boca, garoto... — Olho pro closet, e falo: — Pega suas coisas e vai pra um hotel... Pelo menos por hoje! Amanha conversamos.
Meu marido vai pegar suas malas, e quando volta já com elas em mãos, diz:
JL: Não vou sair da minha casa!
Du: Caramba, não complica mais as coisas! Vai mesmo insistir em ficar aqui?
JL: Não necessariamente aqui... — Diz olhando pro quarto — Mas da minha casa não saio! Eu vou pro quarto de hospedes!
Du: Não, não quer...
JL: Nada que você me diga vai me fazer mudar de ideia! Briguei com você, não com meus filhos. Eles não tem culpa, não merecem ficar longe do pai, e eu também não mereço ficar longe deles...
Lucas tem razão. Com todos os acontecimento, passei a pensar só em mim. Não tenho o direito de afasta-lo dos filhos. Ele sempre foi um bom pai, até demais...
Du: Tudo bem, você pode ficar!
Ele sorri, e colocando suas malas no chão, vem até mim e me dá um abraço.
Não estava esperando por aquilo, fico sem reação. Uma estátua hipnotizada e congelada, por uma medusa chamada João Lucas.
Quando me solta de seus braços, e sorri para mim, logo pega suas coisas e vai em direção ao quarto ao lado.
Assim que sai, bato a porta.
Que droga.
Eu o odeio agora, tenho vontade de mata-lo. Mas mesmo assim o amo, e não consigo não sentir nada quando me abraça, nem ao menos quando me olha.
Du: O amor me deixou burra... — Falo, me jogando na cama.
Sei que vou acabar perdoando, mas não pode ser tão fácil assim. Tenho meu orgulho, não vou ser a única a sofrer.
Coloco minha mão na barriga, e o medo me consome.
Se eu não estiver grávida, é muita sorte. Fizemos sexo quase que todos os dias no ultimo mês, se eu engravidei de gêmeos na primeira vez com Lucas, imagina agora...
Não. Preciso parar de pensar nisso, só estou conseguindo sofrer antes do tempo.
Sinto meu estomago roncar e me lembro que não comi nada hoje.
Me levanto da cama, e desço até a cozinha.
Não encontro nenhuma das empregadas, então decido preparar um sanduíche eu mesma.
Quando acabo de comer, e vou subir as escadas rumo ao meu quarto, encontro João Lucas. Ele está sem camisa e só de bermuda. Deve ser de propósito.
Du: Tu acha mesmo que eu vou te perdoar só porque tu é gostoso?
Ele sorri e mais uma vez me arrependo do que disse. Só fiz deixa-lo mais convencido.
JL: Obrigada... — Diz olhando para seu tanquinho — Mas só tirei a camisa por causa do calor... Fico o dia inteiro de terno, é bom estar assim um pouco! Além do mais, as empregadas já foram embora, não tem problema nenhum eu andar desse jeito... Não é?!
Du: Anda como você quiser, por mim... — Digo, dando de ombros. Volto a subir as escadas, mas me lembro de fazer uma pergunta. — Não está cedo pras empregadas terem ido?
JL: Está! Mas eu as liberei... Meu pai também não tá, foi na Ísis! A casa é só nossa. — Fala com um sorrisinho nos lábios.
Du: Nem se atreva a chegar perto de mim. Será que dá pra me deixar em paz? Só um pouco! — Grita.
JL: Fala baixo! Os bebes estão dormindo...
Du: Ok... Foi mal! Eu vou dar uma olhada neles, fiquei o dia sem ver...
JL: Tá, mas me diz, o que tu quer de jantar? Tava pensando em pedir uma pizza...
Du: Não estou com fome. Pede qualquer coisa pra você! — Falo subindo as escadas sem olhar pra trás.
Fico um pouco com meus filhos, mas como eles estão dormindo, resolvo voltar pro meu quarto.
Não tenho nada pra fazer, estou entediada, quero que anoiteça logo, quero dormir, quero outro dia.
Deito em minha cama, sobre a colcha, e adormeço.
"Há um campo cheio de rosas, Lucas tem uma tesoura nas mãos. Ele corta as flores, e as entrega pra mim. Eu sorriu, mas logo as jogo no chão e piso em cima. Meu marido chora, sai correndo e eu o perco de vista. Me arrependo da minha atitude, e tento o chamar de volta. Ele não responde, não aparece. Me desespero... Começo a gritar seu nome, porém nada acontece. Só há silêncio, lágrimas caem de meu rosto, estou completamente perdida. Não sei o que está acontecendo. Lucas foi embora, e parece que não voltará mais "
Sinto a mão de alguém me sacudindo e quando abro os olhos, percebo que estou no meu quarto.
Meu rosto está molhado com lágrimas, e meu corpo todo suado. O coração acelerado e minha boca seca não negam que acabei de ter um sonho ruim.
JL: Ta tudo bem, foi só um pesadelo... Você ta bem! — Diz me abraçando e passando as mãos em meus cabelos.
Du: Eu tive um sonho tão estranho, senti tanto medo!
JL: Já passou, eu to aqui! — Sussurra em meu ouvido, ainda abraçado ao meu corpo.
Assim que recupero a calma, me afasto de seus braços, e pergunto.
Du: Que horas são?
JL: 20:00... Vim te chamar pra comer e você estava aí, gritando, chorando... Quer contar o sonho?
Du: Não. — Digo me levantando da cama — Vou tomar um banho, estou toda suada...
JL: Ok, se precisar de qualquer coisa me chama! Quando acabar, desce pra sala de jantar, preparei umas coisas pra você...
Du: To sem fome.
JL: Por favor! — Diz me lançando um sorriso — Eu vou ficar te esperando...
Du: Eu não vou, Lucas...- Falo indo em direção ao banheiro.
Tiro minhas roupas, as jogo no chão e entro debaixo do chuveiro.
A água está gelada, mas prefiro assim. Durante o banho penso no meu sonho. Será um aviso? Acho que não... Lucas não iria embora nunca!
Saiu debaixo d'água e vou vestir alguma coisa. Coloco minha camisola e, tento dormir novamente.
Não estou com sono, minha cabeça está a mil. Começo a contar carneirinhos! Chego ao número 3000, e minhas pálpebras continuam leves.
Me levanto e pego meu celular, abro as fotos e encontro milhares de imagens minhas e de Lucas. Estou sofrendo, ele também está. Talvez devesse perdoar...
Du: Não! — Falo, bloqueando a tela do telefone — Não tão rápido assim. Ele te usou, te fez de idiota...
Volto a deitar na cama e fico olhando pro teto. Já deve ser tarde.
Espero por mais alguns minutos, e o sono finalmente chega.
Infelizmente, tenho mais um pesadelo! Desse não me recordo bem. Só sei que foi um sonho ruim, porque acordo com meus olhos lacrimejados e o coração batendo mais forte que o normal.
Me levanto da cama e ao olhar no relógio vejo que são 4:00 da manha.
Minha barriga está roncando de novo, a madrugada sempre me deixa com fome.
Desço as escadas com cuidado, pois está tudo escuro, e quando passo pela sala de jantar, encontro Lucas dormindo com a cabeça sobre a mesa.
As luzes estão apagadas, só uma vela clareia o ambiente. Vejo pratos em cima da mesa, e fico com o coração apertado. Não acredito que ele ficou me esperando, eu disse que não viria.
Chego mais perto, e colocando minhas mãos sobre seu ombro, sussurro.
Du: Lucas, acorda... Vai pro seu quarto!
Ele abre os olhos lentamente e ao me ver abre um sorriso.
JL: Sabia que uma hora você ia aparecer...
Du: Na verdade eu pensei que você já tinha ido dormir! São 4:00 horas, amanha você trabalha seu louco!
JL: Tudo bem.. — Diz se levantando de sua cadeira e puxando uma pra mim. — Faço sacrifícios por você!
Du: Não irei sentar... Vou pegar um lanche e voltar a dormir, faz o mesmo!
JL: O quê que te custa, em? — Diz, segurando meu braço — Por favor... Não to te pedindo pra me perdoar, só para comer alguma coisa comigo! Pedi uma pizza, deve estar fria agora, mas eu esquento pra gente...
Du: Pizza a essa hora?
JL: Ué, por que não? — Diz sorrindo — Por favor, fica!
Du: Tudo bem! — Digo me sentando na cadeira.
Lucas abre um sorriso, e antes de ir buscar nossa comida, acende a outra vela que tinha se apagado.
Ele vai para cozinha, e eu o fico esperando. Quando volta com a pizza, me serve e nós dois começamos a comer.
JL: Amanha eu vou dormir em cima dos documentos da empresa. — Diz rindo.
Du: Você é doido...
JL: Completamente maluco! Mas por você... Te amo demais, você sabe disso né?
Du: Eu sei... Não duvido! O problema não é esse.
JL: Você não confia mais em mim...
Du: Eu sempre achei que te conhecia, que sabia quando tu mentia... Mas você me enganou e eu nem percebi. Como vou saber se você está falando a verdade agora?
JL: Eu menti, te enganei, errei feio! Mas tudo isso porque achei que ia ser bom pras nós dois...
Du: Bom pra você... Cara, imagina se eu estiver mesmo grávida? Não sei como vou amar essa criança!
JL: Não fala assim, Eduarda! Você iria amar muito! Tu tem um coração enorme, é uma ótima mãe!
Du: Eu to com tanta raiva de você...
JL: E eu entendo! — Lucas se levanta da mesa, e vai pegar alguma coisa. Quando volta alguns segundos depois, vejo uma garrafa em sua mão. — Comprei esse vinho pra tomar em um dia especial...
Du: Hoje é um dia especial? — Falo, enquanto o observo abrir a garrafa.
JL: É sim! Estamos conversando a alguns minutos e até agora não gritamos, não falamos coisas feias, e ninguém levou um tapa.
Du: Eu já pedi desculpas! — Digo sorrindo — Doeu muito?
JL: Não tanto como meu coração... — Fala, enchendo minha taça.
Du: Bobo...
Bebemos o vinho e ele deixa nossa conversa mais animada. Acabamos de comer a pizza, e vamos nos sentar no sofá. Há pouquíssima luz no cômodo, ficamos com preguiça de acende-las. Lucas busca outra garrafa de vinho, e quando ele volta digo.
Du: Pelo jeito você estava esperando muitos dias especiais... — Sorriu.
Ele enche minha taça, e eu bebo rapidamente todo o líquido.
JL: Faz tempo que você não bebe, vai com calma... Desse jeito daqui a pouco fica bêbada!
Du: Mais ainda? — Digo rindo. — Já está tudo rodando!
JL: Você quer que eu te ajude a ir pro quarto?
Du: Tudo bem... Você também tem que dormir, daqui a pouco vai ter que ir pro trabalho!
Me levando do sofá rapidamente, mas acabo me desequilibrando. Lucas me segura, e eu começo a rir em seus braços.
Du: Que droga... Bebi demais!
JL: Você bebeu as duas garrafas praticamente sozinha. — Diz, ainda me segurando.
Me sento novamente no sofá e, meu marido se senta ao meu lado. Eu ainda estou sorrindo, quando sinto sua mão passando lentamente por minha coxa.
Du: Que isso? — Digo, o olhando.
JL: Eu estou tão feliz... Depois de ontem, pensei que nunca mais voltaríamos a rir juntos! — Lucas, começa a fazer carinho em meu rosto e, diz sorrindo. — É muito bom ver você feliz ao meu lado novamente.
Abaixo a cabeça e sorriu pra ele. Não sei se é o efeito do álcool no meu sangue, mas não sinto vontade de fugir daqui, nem de tirar suas mãos de mim. Quero que ele continue, que faça muito mais coisas.
Ele segura meu queixo e ergue minha cabeça. Lucas, se aproxima lentamente de minha boca, como se me desse a chance de fugir, e eu fico imóvel.
Imobilizada por seus olhos.
Nossos lábios se tocam, e então iniciamos um beijo.
Com uma das mãos ele segura minha nuca, enquanto a outra percorre todo meu corpo. O gosto de vinho em sua boca me deixa ainda mais embriagada. Estou sedenta por mais, muito mais!
Ele arranca sua blusa, e eu ao sentir seu peitoral nu, me encho de um desejo incontrolável. Me sento em cima dele e passo a língua por todo seu corpo. Tiro sua calça e ele está excitado.
Meu marido me joga por debaixo dele, e começa a beijar meu pescoço. É a vez dele de me atiçar, como se eu já não estivesse animada o suficiente.
Lucas tira minha camisola e começa a dar leves mordidinhas em meu corpo.
Ele vem perto do meu ouvido, e sussurra.
JL: Não podemos continuar aqui, daqui a pouco amanhece e os empregados chegam...
Du: Eu não consigo subir essas escadas — Digo. — To um pouco tonta..
JL: Deixa comigo!
Ele, que não estava tão bêbado quanto eu, se levanta e faz sinal para que eu pule em seu colo.
Entrelaço minhas pernas em seu corpo, para me segurar, e o beijo novamente.
Subimos as escadas, e não sei como não caímos.
Chega a ser surreal, já que Lucas estava mais concentrado nos beijos do que nos degraus.
Chegamos no corredor, e ele me imprensa na parede. Nossas línguas dançam dentro de nossas bocas e, nossas mãos percorrem o corpo um do outro com uma ferocidade jamais vista antes.
Entramos na primeira porta que encontramos, o quarto de hospedes em que Lucas está, e ele me leva até cama. Ele tira suas ultimas peças de roupa, e eu também faço o mesmo.
JL: Espera! — Diz, indo pegar alguma coisa.
Du: Anda logo — Falo.
Lucas volta com um preservativo na mão, e sorrindo fala.
JL: Pode fazer vistoria se quiser...
Eu sorriu, e ele vem me beijar.
Meu marido se coloca por cima de mim novamente, põe a camisinha e finalmente invade meu corpo.
Em meio a gemidos, sussurros calientes e muito suor, vemos o dia amanhecer.
Ficamos o resto da madrugada nos amando. Quando Lucas estava cansado, trocamos de posição. Eu por cima! Chegamos ao ápice juntos, e com o sol batendo em nossas caras, já que as cortinas estavam abertas.
Lucas se levanta para fecha-las, e eu não vejo quando ele volta. Estou acabada, completamente cansada! O álcool no meu corpo também me ajuda a apagar...
Assim que acordo, levo minhas mãos a cabeça. Estou sentindo uma dor terrível.
Sinto as mão de Lucas me abraçando, e me viro para ver se aquilo realmente aconteceu.
Eu não acredito que fiz isso!
No que estava pensando? Quer dizer, eu não pensei!
Me levanto da cama e me enrolo no lençol. Já são 11:00 da manha, Lucas nem deveria estar aqui.
Du: Acorda! — Grito, mas logo me arrependo. Isso faz minha cabeça doer mais ainda.
Meu marido se levanta assustado e pergunta.
JL: Que foi?
Du: Como assim "Que foi?" Eu não acredito que aconteceu...
Lucas sorri, e vem até mim para me dar um beijo.
JL: Aconteceu porque a gente se ama, não conseguimos ficar afastados...
Du: Não! Aconteceu porque eu estava bêbada. — Digo, me esquivando dele.
JL: A bebida só faz a gente fazer o que sempre tivemos vontade, mas nunca tivemos coragem! Você queria me perdoar, o álcool só ajudou!
Du: Quem disse que eu te perdoei?! Só porque a gente transou?! Isso não significa nada!
JL: Como assim não significa nada Du? A gente se amou...
Du: Só porque eu bebi demais! — Digo, o interrompendo. — Eu não te perdoei, e agora as coisas estão pior. Não tem jeito de ficarmos na mesma casa, ou você sai, ou saio eu!
JL: Que droga Eduarda, para de fazer drama, de ser exagera desse jeito! Você queria muito mais que eu, não te forcei a nada! — Diz pegando uma roupa em sua mala.
Du: Já vi que você não vai sair... — Falo, brava. — Vou pro meu quarto, arrumar as minhas coisas e a dos meus filhos...
JL: Dos seus filhos? Só seus? — Diz bravo também. — Que saco! Se você me quer longe eu vou, mas quando tu me quiser de volta, pode ser tarde!
João Lucas sai correndo do quarto e alguns minutos depois escuto o barulho do carro.
Olho pela janela e vejo seu automóvel passando. Deve ter ido pro trabalho... Não, não com aquela roupa!
Pego um analgésico, bebo o remédio, e volto para o quarto.
Me deito na cama, e durmo na esperança de que quando acordar, a dor vai ter passado.
Sou acordada, alguns tempo depois, pelo toque do meu telefone.
Me levanto e vou pega-lo. Felizmente, minha cabeça não dói mais.
Pego o celular, e vejo que quem está ligando é Lucas.
Du: O que você quer? — Pergunto.
F: Oi, quem ta falando? — Não é a voz do meu marido do outro lado da linha.
Du: É a Eduarda... Quem é você?
F: Eu sou o Fabrício! Você é o que do dono do celular?
Du: Eu sou a esposa, aconteceu alguma coisa, cadê o Lucas?
F: Eu não sei como falar isso, então vou direto ao ponto. Seu marido acabou de sofrer um acidente, o carro dele capotou um monte de vezes, estão levando ele pro hospital...
Minha mão falha e eu derrubo o celular no chão.
Meu Deus, o que eu fiz? A culpa é minha!
Me lembro do sonho da noite passada, do meu marido indo embora...
Du: Não, não! — Grito — Era um aviso, ele ta mal, eu matei meu amor.. A culpa é minha! — Digo indo as lágrimas.
Sinto todo o quarto girando, meu corpo ficando mole, a vista escurecendo e, de repente, caiu ao chão.
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