Sempre te amei.

50 Capítulo 50: Primeira vez!


Notas iniciais
Mais de 100 mil palavras, 50 fics, 50 dias escrevendo... Ual! Obrigada a todos que leem, e comentam aqui. Vocês me incentivam a continuar! :)

Por Eduarda.

Olho a minha volta e tudo ainda tá muito confuso pra mim. Maria Marta, a mãe do meu melhor amigo, está comigo agora.

Já se passaram alguns dias desde que acordei aqui no hospital. Abri meus olhos e vi Lucas me beijando. Pensei que ainda estava sonhando, mas não. Ele realmente tinha me beijado. Fiquei confusa, afinal ele sempre deixou bem claro que somos só amigos! Que cara louco... Apesar de tudo, aquele selinho foi o melhor beijo da minha vida. Tentei disfarçar, pra que ele não percebesse isso, e acho que consegui. Após eu contar sobre as minhas últimas lembranças, ele saiu correndo para falar com o médico.

Me fizerem um monte de exames, mas no final ninguém me contou nada.

Estou super entediada de estar aqui. Nesse tempo que fiquei no hospital, o que mais fiz foi dormir.

Estou com as pálpebras fechadas, e de repente sinto a mão de Maria Marta alisando meus cabelos, eu abro os olhos assustada, e pergunto:
Du: Que foi? — Digo, me sentando na cama.
MM: Seu cabelo estava bagunçado... — Ela diz. — Estava arrumando...
Du: Obrigada...

Fico em silêncio.

As pessoas estão estranhas comigo. Os irmãos de Lucas vieram puxar meu saco, tentaram me agradar. Não entendi ao certo porque. Eles nunca ligaram pra mim... Até uma tal de Cristina, que se apresentou como irmã do Lucas, tentou ser legal comigo.

Acho que todos resolveram brincar com a minha cara. Mas talvez não... Eu ouvi uma conversa do médico com o Leki. Ele disse que eu estava com amnésia, devido a uma pancada na cabeça.

Pode até ser. Quando coloco minha mão sobre meus cabelos, posso sentir um galo... Levando em conta os dias que estou aqui, e o tamanho do inchaço, a pandada deve ter sido bem forte.

Eu tentei perguntar o que está acontecendo mas ninguém me explica ao certo. Me disseram que eu preciso ir me lembrando ao poucos. Que as informações vinda de uma vez, poderiam me confundir ainda mais.

"Quando você ter alta, eu te explico tudo Eduarda..." Disse Lucas.

Falando nele, o Leki está me decepcionando.

Ele dormiu aqui comigo no hospital no máximo 3 vezes. Quase toda noite ele dorme em sua casa, e deixa algum de seus parentes aqui. É claro que o Lucas não tem nenhuma obrigação de ficar comigo, mas se fosse ao contrário, ele aqui e eu bem, nunca sairia do seu lado.

Que compromisso ele teria toda noite? O Leki não estuda, não trabalha. Podia muito bem ficar comigo aqui todos os dias. Mas não... Prefere deixar pessoas que eu mal conheço cuidando de mim. Ontem foi Marta!

Felizmente o dia já amanheceu, e logo ela irá em bora. Não me sinto confortável na sua presença, ela é tão classuda.

Fico a olhando, tentando entender porque Marta está aqui, até que não me aguento de curiosidade e pergunto.
Du: O que o Lucas fez pra convencer a senhora a ficar aqui comigo?
MM: Como? — Ela estava distraída. — Ele não pediu, eu que me ofereci! Meu filho não pode ficar no hospital todas as noites, tem que cuidar dos bebes...
Du: Bebes? — Pergunto. — O José Pedro e a Danielle tiveram filhos?
MM: Não! — Se corrige. — Eu disse bebes? Eu falei errado, me confundi...
Du: Eu já saquei que perdi a memória. Ouvi os médicos dizendo... Quando tempo eu esqueci?
MM: Quase dois anos da sua vida...
Du: E muita coisa aconteceu nesse tempo?
MM: Você nem imagina o quanto... — Diz, vindo até mim. — Até viramos amigas. Acredita? — Ela sorri pra mim. — Claro que as vezes brigamos, mas mesmo assim, gosto de você!
Du: Isso é bem difícil de acreditar... — Digo, sorrindo.
MM: É a mais pura verdade!

Fico em silêncio um pouco, e me lembro de fazer outra pergunta.
Du: E esse tiro que eu levei? Como aconteceu?
MM: Eu poderia te explicar... Mas você não entenderia nada, só ficaria confusa!
Du: Confusa eu já estou! — Digo, tentando sorrir. — A polícia veio me interrogar, e eu não sabia o que responder... Não lembro de nada!
MM: Não se preocupe. O Lucas já contou o que aconteceu a polícia. Está tudo resolvido!

Nesse instante, a porta se abre e Lucas entra. Ele traz em suas mãos um buque de flores. "Meu Deus, o que está acontecendo com ele?" Penso.

Ele vem até mim, me entrega as rosas e me dá um beijo na testa.

Eu não sou do tipo de mulherzinha que gosta de receber presentes, mas esse me deixou feliz, confesso.
Du: Pra que isso, Leki? — Pergunto, tentando conter o imenso sorriso que se forma em meus lábios.
JL: É que hoje é um dia especial...
Du: Por quê? — Pergunto.
JL: O médico me disse que você vai ter alta hoje!

Lucas me abraça apertado, e eu retribuo o gesto usando a mesma força. Como é bom ter seus braços envolta do meu corpo.

Sinto sua respiração quente perto de meu pescoço, e isso faz os pelos de meu corpo se arrepiarem.
Du: Tá bom, chega dessa melação. — Digo, tentando cortar o clima. — Você ta muito bobão desde que eu acordei nesse hospital...

Ao ouvir minhas palavras Lucas parece ficar triste. Ele me solta do abraço, se senta ao meu lado na cama e fica me olhando em silêncio. Depois de alguns segundos, ele pergunta.
JL: Como você ta se sentindo?
Du: Bem... Um pouco confusa só!

Lucas olha para sua mãe, e lhe diz:
JL: Eu não vou aguentar esperar ela se lembrar sozinha... Vou contar tudo!
MM: Você pode até fazer isso, mas acho difícil ela acreditar. — Diz, Marta.
Du: Você podem tentar. — Digo. — Eu quero saber o que ta acontecendo. Me contem, por favor...
JL: Promete que vai acreditar? — Eu balanço a cabeça indicando que sim. — Ótimo! Eduarda, eu e você nos casados, temos dois filhos, você é uma ótima mãe, e nós dois somos ótimos pais.

Fico encarando Lucas em silêncio, e depois de alguns segundos começo a gargalhar. Não consigo parar de rir. "Até parece...Mãe de dois filhos, e ainda por cima casada. Logo eu, que sempre tive nojo desse lance de casalzinho" me limito a pensar.

Quando paro finalmente de rir, e encaro os olhos de Lucas ele está me olhando sério.
Du: Fala a verdade cara... Conta aí o que aconteceu nesses últimos dois anos... — Digo, enquanto enxugo as lágrimas que caíram dos meus olhos, de tanto dar risada.

Ele se levanta da cama, sem dizer uma palavra sequer, e quando está na porta me olha dizendo:
JL: To indo ali conversar com o médico... — Ele parece decepcionado.

Isso que Lucas falou não pode ser verdade. Eu nunca quis ser mãe, muito menos casar! Ainda mais com o Leki... Quer dizer, eu sempre fui a fim dele, não vou negar. Mas ele nunca saberá disso. Não quero perder a sua amizade.
MM: Eu vou indo embora pra minha casa... — Diz, Marta. Já havia me esquecido da sua presença aqui. — Tenha um bom dia minha querida.

Ela me lança um sorriso e depois sai.

Estou começando a achar que isso pode ser verdade...

Maria Marta minha sogra? Ela jamais me aceitaria. Eu não tenho berço, não sou rica... Mas porque estaria me tratando tão bem assim se não tivéssemos nenhuma ligação?

A porta se abre de supetão e Lucas entra no quarto.
JL: Conversei com o médico, e adivinha quem recebeu alta mais cedo?
Du: Eu? — Pergunto, sorrindo.
JL: Sim meu amor! — Ele vem até mim, e me dá um demorado selinho.

No começo eu não resisto, deixo ele me beijar. Mas quando me dou conta do que estamos fazendo o empurro e pergunto:
Du: Que isso cara? — Falo, com os olhos arregalados. — Tu bebeu? Que mania... Deu pra me beijar o tempo todo agora!
JL: Como se você não gostasse... — Diz, me encarando.

Realmente, eu gosto! Queria beija-lo o tempo todo. Mas não é o que digo.
Du: Você é muito convencido mesmo, em? — Falo, me sentando na cama. — Eu não sou qualquer garota, tá? Pode parando com essa mania de roubar beijos meus, porque senão você vai acabar perdendo a minha amizade. — Digo o olhando. — Amigos não se beijam... Não na boca!

Ele fica triste, mas logo abre um pequeno sorriso e pergunta.
JL: Na bochecha pode?
Du: Pode sim, mas só na...

Antes que eu pudesse acabar a frase, Lucas vem até mim e me dá um demorado beijo no rosto.

Ele me abraça mais uma vez, e sorri quando me olha. Deve ter visto que estou corada de vergonha.
JL: É muito bom saber que finalmente te levarei pra casa...
Du: Bom pra você né Leki? Eu é que vou ter que aguentar a minha família e...
JL: Você vai pra minha casa! Pra nossa casa...
Du: Como assim? Ta louco, sua família vai implicar.
JL: Eduarda! Cacete... Minha família é você e os nossos Lekinhos... Tenta se lembrar, por favor!

Vejo uma mistura de tristeza e medo nos olhos de Lucas, e isso me angústia. Ele não está mentindo pra mim, isso é real...
Du: Desculpa. — Falo. — É que eu não consigo, eu não lembro.. — Não sei explicar ao certo o porquê, mas começo a chorar.
JL: Não faz assim, não precisa chorar... — Ele passa seus dedos delicadamente por meu rosto, enxugando minhas lágrimas. — Você vai lembrar!

A boca de Lucas está perto da minha. Sinto que ele vai me beijar, e dessa vez não conseguirei resistir. Minhas pernas estão bambas só de pensar em seus lábios mais uma vez tocando os meus.

Mas antes que ele chegue ainda mais próximo de mim, uma enfermeira entra no quarto.

Eu me assusto com sua presença, e dou alguns passos para trás. É como se tivesse sido pega fazendo algo errado. É assim que me sinto!
E: Desculpe. — Ela diz, nos olhando. — Eu vim perguntar se a senhora precisa da minha ajuda para tomar banho...
Du: Não, eu to bem... Consigo sozinha!
JL: Eu a ajudo... — Diz, Lucas.

A enfermeira sai, e eu vou em direção ao banheiro. Meu amigo vem atrás de mim, e eu fecho a porta em sua cara.

O quê que ele ta pensando? Que eu sou uma qualquer?

Tiro minhas roupas, e depois fico me olhando no espelho. Lucas disse que tenho dois filhos. Mas eu não pareço ter mudado muito. Na verdade, estou até mais magra. Meu corpo parece mais definido que antes.

Fico procurando em mim algum sinal de gravidez, e sinceramente não acho! Eu não devia ter uma cicatriz da cesariana? Se bem que, eu nunca deixaria alguém cortar minha barriga...

Entro debaixo do chuveiro e ligo a água. Eu tomo um rápido banho, não quero enrolar, mal posso esperar pra sair daqui...

"Mas peraí, eu ainda não entendi ao certo pra onde vou..." Digo a mim mesma.

Quando acabo de tomar banho, me enxugo e depois procuro pelo banheiro roupas limpas pra vestir. Só agora me lembro que não as peguei.

Abro um fresta na porta e chamo por Lucas.
Du: Você pode pegar uma roupa pra mim? — Peço, envergonhada.

Ele vai até uma malinha e eu o vejo pegando sutiã, calcinha e um vestido. Lucas está vindo me entregar, quando se lembra de alguma coisa.
JL: Já ia esquecendo da meia calça. — Fala, sorrindo. Ele pega na mala, e vem me entregar. — Eu não sou muito fã dessas coisas...
Du: Por quê? — Pergunto, enquanto pego as roupas de suas mãos.
JL: Dá muito trabalho pra tirar... — Fala, com um sorriso malicioso no rosto.

Eu fecho a porta em sua cara, e fico parada no mesmo lugar tentando me acalmar. Meu coração está acelerado.

Lucas nunca falou assim comigo, nunca me viu como mulher... E agora, está me olhando com desejo.

Visto minhas roupas correndo e saiu do banheiro já pronta. Ele sorri ao me ver, e fala:
JL: Bora pra casa?
Du: Lucas, esse papo de que a gente mora junto é sério?
JL: Você acha que eu to mentindo? — Pergunta. — Tu sabe que eu não sou bom nessas coisas... Vamos lá, abaixa a guarda. Se eu to falando, é porque realmente é.
Du: Mas cara, eu não posso ser sua esposa... Somos amigos!
JL: Amigos, casados, pais, amantes... — Fala, enquanto se aproxima lentamente de mim.

Eu me afasto, e vou em direção a porta.
Du: Então bora pra nossa casa! — Falo.

Ele vem atrás de mim, e me guia até o carro. Eu realmente não me lembrava desse. É muito bonito.
Du: Maneiro esse... — Digo, já dentro do automóvel. — O painel é muito chique. Adorei seu carro novo!
JL: Obrigada. Mas esse não é meu carro, é seu!
Du: Até parece que eu tenho grana pra comprar um carrão desses.

Ele não responde. Apenas liga o carro e começa a dirigir. Alguns minutos se passam, até que ele entra numa rua e diminui a velocidade.
JL: Reconhece alguma coisa?

Observo silenciosamente aquelas casas, mas nada me é familiar.
Du: Não. — Respondo.

Lucas fica frustado, e nem faz questão de esconder. Ele entra na garagem de uma grande e bonita casa, e logo abre a porta do carro e desce.
Du: Moramos aqui? — Ele assenti.

Meu amigo me guia até a entrada da casa, e eu sou recebida por algumas mulheres bem uniformizadas.
A: Dona Du. — Diz, me abraçando. — Que bom que a senhora já ta boa. Eu rezei muito por você...
Du: Obrigada... — Me limito a dizer. Fiquei com vergonha de falar que não lembro dela. Ela parece tão feliz em me ver.
C: Olha, você pode ficar tranquila. Eu e o Lucas cuidamos dos bebes direitinho!
Du: Bebes? É sério isso? — Pergunto.

No fundo, tinha esperanças de ser apenas uma brincadeira de Lucas. Talvez ele estivesse se aproveitando da minha amnésia pra me pregar uma peça.
C: Ela ainda não se lembrou, Lucas? — Pergunta a mulher.
JL: Não, mas eu vou fazer ela lembrar...

Lucas pega em minha mão, e me leva até um quarto. Ele abre a porta lentamente e diz:
JL: Du, eu te apresento seus filhos...

Eu me aproximo deles, e fico os olhando. Até que se parecem um pouco comigo, sei lá...
Du: Como se chamam?
JL: Marta e José Alfredo. — Diz, se aproximando de mim. — Martinha e Alfredinho.
Du: Eles parecem ter a mesma idade! São gêmeos?
JL: São Du. Você não se lembra? — Eu balanço a cabeça negativamente. — Pega eles no colo, talvez sentindo os bebes, você se recorde de algo.
Du: Não. — Digo. — Não quero... Eu to com sono, cadê meu quarto?
JL: Eduarda, tenta lembrar. São seus filhos, os nossos filhos. Olha pra eles, você tem que lembrar! — Ele está com lágrimas nos olhos. Há desespero em sua voz.

Volto a olhar pros bebes. São lindos, eu até posso dizer que consigo sentir alguma coisa por eles, mas não sei. Não me lembro.
Du: Não consigo, Lucas!

Ele encosta suas costa da parede, e fica olhando fixamente pra baixo. Vejo lágrimas caindo.

Eu me aproximo dele, e ergo sua cabeça.
Du: Qual é Leki? Virou uma manteiga derretida? — Digo, tentando o fazer rir.
JL: Eu tinha esperanças de que você se lembraria de tudo vendo eles...

Eu fico em silêncio o olhando. Meu coração aperta em vê-lo assim.

Não consigo ver o Leki triste, sem ficar triste também. Passo a mão por seu rosto, enxugando suas lágrimas e falo.
Du: Você pode me fazer lembrar...

Ele me olha, e lentamente abre um sorriso.
JL: Você sempre gostou de mim, né? — Diz, passando a mão por seu rosto. — Você já me disse isso. Tu sempre me amou. Desde a primeira vez, quando ainda tinha o cabelo azul...
Du: Que saco. Você se acha, né garoto? — Digo, me afastando. — Só estou tentando te animar, e você já acha que to dando em cima de você!
JL: Eu já sei como vou fazer você lembrar... — Diz, vindo até perto de mim.

Lucas me pega pela cintura, e me puxa para fica mais próximo dele. Eu tento o empurrar, mais ele é mais forte que eu.

Quando me dou conta, meu melhor amigo está distribuindo beijos por meu pescoço e eu estou adorando. Isso não pode acontecer, vai acabar com a camaradagem entre nós dois...
Du: Para Lucas... — Digo, mas minha voz não é firme. Dá pra perceber claramente que estou gostando.
JL: Fala que você não quer ser minha? — Diz me soltando, e fitando meus meus olhos.

Eu fico muda o encarando, não consigo mentir assim na cara dura. É claro que quero. Sonhei com isso desde sempre.

Lucas se aproxima da minha boca e me dá um leve beijo. Apenas um selinho. As minhas pernas bambeiam. Ele passa as mãos por minha cintura e a aperta.

Agora ele começa a me beijar de verdade. As nossas línguas se encontram, e começam uma dança dentro de nossas bocas.

Ele passa a mão por meu corpo e eu faço o mesmo. Sempre imaginei que Lucas beijasse bem, mas nem nos meus melhores sonhos era tão bom assim. Se ele não estivesse me segurando, acho que já teria caído no chão. Estou derretida em seus braços.

Ele se afasta, para poder respirar, e, enquanto eu ainda recupero o folego, escuto um sussurro no meu ouvido.
JL: Vou te apresentar ao quarto.

Ele me pega no colo, e volta a me beijar. Me leva até um quarto, me deixa no chão e tranca porta.
JL: Você é a minha mulher, Eduarda... E esse é o nosso quarto!

Eu iria dizer alguma coisa, mas a boca de Lucas logo está na minha novamente, me impedindo de falar.

Ele leva as mãos até a barra de meu vestido, e o puxa pra cima, fazendo-o sair por minha cabeça.
Du: Era só abrir o zíper... — Digo, sorrindo.

Meu corpo está em chamas. Eu o quero mais do que nunca. Será nossa primeira vez... Quer dizer, pelo menos pra mim!

Lucas arranca sua camisa, e logo depois tira seus sapatos e meias. Eu apenas o observo. Já o vi sem camiseta antes, mas dessa vez vou poder toca-lo. Beijar seu corpo e fazer tudo que sempre tive vontade.

Quando ele fica apenas de cueca, vejo o quão excitado está.

Coloco meu olhar em seus olhos e eles parecem estar cheios de desejo. É bom saber disso. Ele me quer, tanto quanto eu o quero.

Lucas volta a me beijar e logo desce suas mãos por minhas coxas. Ele se abaixa um pouco, e me pega do colo.

Eu cruzo minhas pernas envolta do seu corpo, e sou levada até a cama por ele.

Ainda estou de lingerie e com minha meia calça.
JL: Lembra o que eu falei sobre elas... — Diz sorrindo, enquanto a puxa.

Eu também sorriu.

Quando Lucas tira minha meia, as joga longe e volta a me beijar.

Ele passa seus lábios por cada parte nua de meu corpo, e eu fico toda arrepiada.
JL: Tive tantas saudades de ter você aqui na minha cama...

Lucas abre meu sutiã, e eu fico um pouco envergonhada. Ele parece conhecer cada centímetro do meu corpo, mas não consigo evitar de ficar corada. Ainda é dia. Está tudo claro. Ele vê claramente meu rosto vermelho...
JL: Você é a mulher mais linda do mundo...

Olho pra mim, e vejo uma pequena cicatriz abaixo de meus seios. É a marca do tiro que levei. Me sinto mal ao vê-la. Lucas percebe, e beija o local dizendo.
JL: Essa cicatriz é linda... — Diz me olhando. — É a marca de que você foi mais forte.

Sorriu, e deixo uma lágrima cair. Ele a enxuga e volta a me beijar.

Ele tira sua cueca e depois minha calcinha. Finalmente estamos nus. E apesar de nada mais impedir que nossos corpos se encontrem totalmente, Lucas ainda não está dentro de mim.
Du: Você quer me torturar?
JL: Tu me quer, Eduarda?
Du: Quero... Mais que tudo!

Não sei o que está acontecendo comigo. Eu sempre o amei, mas nunca tive coragem de dizer. Mas hoje é diferente, vejo que ele também me quer. Sinto que me ama.

Não recordo o que ocorreu nesses dois últimos anos, mas sei que o Leki está verdadeiramente apaixonado por mim. Assim como eu sempre fui por ele...

Lucas se coloca dentro de mim, e eu começo a gemer em seu ouvido.

O único barulho no quarto são os que saem de nossas bocas, e o ranger da nossa cama.

Eu estou agarrada aos lençóis, os apertando para tentar me conter. Pelo jeito, eu e Lucas já fizemos isso muitas vezes. Ele sabe tudo o que me dá prazer.

Sua boca morde delicadamente meu pescoço, enquanto ele faz movimentos rápidos de entra e sai.

Sua boca volta a beijar a minha, e num impulso eu o empurro pro lado da cama e me coloco por cima. Não sei o que estou fazendo. Acho que é instinto, ou sei lá...
JL: Acho que você está começando a se lembrar... — Diz, malicioso.

Ele se senta na cama, como se lê-se meu pensamento, e eu começo a cavalgar nele.

Não faço ideia do que vai acontecer depois que pararmos. Certamente me sentirei envergonhada, com medo de perder sua amizade. Mas agora, a única coisa que quero, e senti-lo cada vez mais.

Notas finais
E então, o que acharam? :D