Sempre te amei.

11 Capitulo 11: Casa nova!


Notas iniciais
#lucadu

Gêmeos... Dois bebes! Eu estou preparada pra ser mãe de duas crianças? Essas perguntas ficam pairando em minha mente enquanto o médico termina de examinar meus filhos pela ultrassom.

Permaneço calada o resto da consulta, Dr. Angelo marca a próxima pro mês que vem, e me diz que até lá já dará pra saber o sexo dos bebes... Evito os olhos de João Lucas. Sei que ele está feliz com a novidade, mas também percebo que está com medo. Menos que eu, mas isso não é muito difícil já que na verdade estou apavorada.

Caminhamos até o carro em silêncio, quando coloco a chave para ligar o automóvel Lucas me diz:
JL: Eduarda, você não abriu a boca desde que o médico deu a notícia... Eu sei que agora a responsabilidade também vai ser em dobro, mas cara... A gente ta junto, eu vou te ajudar no que precisar. Não fica assim, dá um sorriso!

Olho para meu futuro marido e lhe dou um sorriso amarelo. Ele, carinhoso, me diz:
JL: Me conta, o que está passando ai na sua cabeça, no seu coração?
Du: Eu to com medo Lucas... De não ser uma boa mãe, de não conseguir criar dois filhos. Eu to pronta pra educar duas crianças? Ainda mais com isso tudo que tá acontecendo, a gente sem grana...
JL: É temporário Du... Vamos lá, se anima! Vai ser tudo em dobro agora, o amor, os sorrisos...

Meu humor volta e eu complemento.
Du: As fraldas, o choro... — Lucas ri, e continua a falar.
JL: Os abraços, o carinho. Imagina, duas crianças te chamando de mamãe, pedindo colo, te dando abraço...

Pensar nessas coisas me anima, esqueço por um momento de todas as dificuldades que teremos pra criar duas crianças e começo a pensar nas vantagens. Duas pessoas que amarei incondicionalmente e que me amaram com a mesma intensidade.

Sorriu pra João Lucas e ele comemora me dando um abraço.
Du: Você tem razão, eu estou me comportando como uma idiota. Dois filhos, amor em dobro né?! — digo sorrindo.
JL: Olha Du, não to dizendo que vai ser fácil, mas tenho certeza que vai valer a pena!
Du: Eu sei meu amor, obrigada por estar comigo nesse momento.
JL: Você não tem o que agradecer, você me faz o homem mais feliz do mundo todos os dias. Eu já disse que te amo hoje?
Du: Hmm... Hoje não! — Digo chegando mais perto de seu rosto
JL: Mas que bola fora a minha — Ele fixa seus olhos na minha boca e diz — Te amo.. Amo seu sorriso, sua boca, seu cabelo vermelho cheguei — diz imitando Dona Marta — E agora amo ainda mais, por você ser a mãe dos meus filhos.
L

ágrimas começam a cair de meu rosto, Lucas delicadamente as enxuga e em seguida me dá um beijo... Calmo, delicado,apaixonado...
Quando nossas bocas se separam nós dois sorrimos um para o outro.
Du: Eaí, aonde nós 4 vamos agora?
JL: Tava pensando que a gente podia ir procurar um apartamento né... Um cantinho só nosso!
Du: Eu ia adorar!
Ele pega o celular, e digita no google: "Apartamento, mobiliado , Rio de Janeiro, barato, alugar "

Rapidamente, milhares de resultados aparecem,centenas de apartamentos esperando para serem alugados. Escolhemos 3 que parecem confortáveis e vamos a cada um deles.

No primeiro, fomos recebidos pelo porteiro que nos mostrou gentilmente todo o apartamento. Apesar de ficar localizado em um bom bairro, a faixada do prédio estava toda acabada e a o interior então, nem se fala.
Fomos para o segundo, e esse eu carinhosamente apelidei de "caixinha de fósforo". Por enquanto somos só eu e o Lucas, mas mesmo assim não dá pra viver num lugar daquele.

Partimos rumo ao último prédio e no caminho João Lucas já parecia desanimado:
JL: Não sabia que era tão difícil assim arrumar um canto pra morar Du...

Eu o olho com o mesmo desanimo e nós dois seguimos para nossa última esperança. E bem como aquele ditado diz: "Os últimos serão os primeiros" Assim aconteceu. A partir do momento que botei os pés nele, soube que ali era o lugar certo pra gente começar nossa vida.

Lucas compartilhou do mesmo sentimento que eu. Era um bairro calmo, afastado do centro, parecia ter boa segurança e nós dois conseguíamos se locomover dentro do apartamento sem trombar um no outro, ou nos móveis...
JL: Eu acho que esse é lugar certo Du!
Du: Você leu os meu pensamentos...

Nos abraçamos como se estivéssemos acabado de ganhar alguma coisa. Ele me solta e vai falar com o dono sobre toda aquela burocracia chata de contrato, pagamentos, etc.

Vou até a janela e começo a me perder em meus pensamentos. Fico imaginando Lucas e eu brincando naquela casa com nossos filhos, dano de mamar, colocando pra dormir... Eu arrumando a casa e ele vigiando nossos bebes.

Enquanto pensava isso foi impossível tirar o sorriso do rosto.

Depois de tudo resolvido Lucas vem até mim e movido pela curiosidade de meu sorriso pergunta.
JL: Essa felicidade toda é porque conseguimos um apê?
Du: Não é pelo apê Lucas, é pelo que ele representa! Casa nova vida nova! Não é assim que dizem? To aqui imaginando nossos dois bebes brincando nessa casa...
JL: Eu tenho esperança que antes deles nascerem tudo já se resolveu...
Du: Tanto faz Lucas, não importa se eles nascerem pra morar aqui ou numa mansão, a única coisa que interessa é a gente ficar junto, nós 4!
JL: Nossa... — Ele me diz isso e em seguida me abraça — Você nem parece a mesma mulher de hoje cedo, cade aquela garota assustada com a responsabilidade em dose dupla?
Du: Já passou... Eu sou mulher Lucas, as vezes mudo de opinião. Quer saber de uma coisa? Agora eu estou amando a ideia de ter gêmeos... Imagina, poder vestir igual?
JL: Mas a gente não sabe se os dois são do mesmo sexo. E se for um menino e uma menina? Vai vestir os dois de azul? — disse rindo.
Du: Ué, quê que tem? Quem disse que não pode? Vou vestir meus bebes do jeito que eu quiser... De azul, rosa, amarelo, de verde... Não ligo pra essas frescuras de que menino veste azul e menina rosa!
JL: Tá bom, vem cá- disse me puxando para um abraço — Obrigada viu?!
Du: Pelo que?
JL: Por estar me dando dois filhos, por me ter feito homem de verdade, por ser minha amiga e ao mesmo tempo minha mulher... Por tudo!

Nós nos beijamos e depois de resolver os últimos trâmites para a mudança vamos para o hotel.
JL: Amanha de tarde a gente já se muda... Dá pra acreditar?
Du: Ainda bem que o apartamento já é mobiliado, imagina nós dois lá sem tv, fogão... Sem cama!
JL: A TV e o fogão não me fariam tanta falta não, mas já a cama...

Nós dois rimos e vamos preparar nossas coisas para manha.

Quando deitamos na cama, estamos tão cansados que logo adormecemos.

No outro dia, eu e Lucas acordamos quase juntos, descemos para o café e passamos o dia lendo jornais a procura de um emprego pro Lucas. Eu insisti para procurar um pra mim também mas, ele me convenceu que não era uma boa ideia, além disso, acho difícil alguém contratar uma mulher grávida de gêmeos...

Fechamos nossa conta no hotel e vamos comprar algumas coisas que faltam na casa como: papel higiênico, toalhas, sabonete, etc.

Quando finalmente chegamos a garagem do prédio Lucas me olha e diz.
JL: Nossa casa Du, minha e sua... Finalmente a gente vai viver juntos, formar nossa família... Pra minha felicidade ficar completa, só falta UMA coisa!
Du: O que? A grana da sua família ser liberada?
JL: Não... Confesso que isso seria muito bom, mas o que eu realmente queria era que você tivesse meu sobrenome de uma vez por todas!
Du: Isso é um pedido de casamento? — digo emocionada.
JL: É sim... Na verdade eu já te pedi em casamento outra vez, mas você não me respondeu. E então, você aceita?

Ao ouvir isso me lanço nos braços de João Lucas e lhe dou um beijo apaixonado. Quando finalmente paro, Lucas me olha sorrindo e fala:
JL: Acho que isso é um sim, né?
Du: Sim, eu aceito ser sua mulher. Aceito ser Eduarda Medeiros!

Lucas me abraça e ficamos assim por alguns segundos. Quando estou em seus braços o mundo inteiro parece desaparecer, parar...

Lucas me solta e segurando meu rosto me enche de beijinhos.
JL: Te amo. Te amo. Te amo! — diz no intervalo de cada beijo.
Du: Eu também te amo. Muito!
JL: Então, quando a gente casa?
Du: Ah não sei Lucas, ta tendo tanto problema com sua família né... Seu pai acabou de morrer, acho que a gente tem que esperar um pouco. Depois que os bebes nascerem, que tal?
JL: Nem vem, você não vai ficar me enrolando não. Quero casar logo. Sou homem de família, quero casar... — Diz segurando o riso.
Du: Se é assim então eu caso. Não quero que você fique mal falado... Onde já se viu? Um Medeiros de Mendonça e Albuquerque amigado com uma moça?

Nós dois rimos e subimos para nossa casa. Nossa. Minha e dele!

Enquanto o elevador nos leva até nosso andar, Lucas fica me dizendo datas possíveis para nosso casamento. Eu, por alguns segundos, paro de prestar atenção no que ele me diz. A única coisa que passa por minha cabeça é que agora, finalmente seremos só nós dois. Ou melhor, nós quatro.

O Elevador chega em nosso andar, e nos dois vamos em direção a nossa casa, quando Lucas percebe que não estou prestando atenção no que ele me fala e me diz:
JL: Senhorita distraída! Tem alguém ai?
Volto minha atenção para ele e, percebendo minha indelicadeza digo.
Du: Perdão Lucas, é que eu estava aqui pensando que finalmente ficaremos juntos, sem ninguém pra atrapalhar, pra ficar enchendo a gente...
Nesse momento o telefone de Lucas toca. Ele pega o celular, olha pra mim e fala:
JL: Numero desconhecido, será que atendo?
Du: Sim né, vai que é importante.

Enquanto Lucas atende seu celular, eu pego as chaves de casa e abro a porta, quando me volto para Lucas ele já está com o celular desligado e parece aflito.
Du: Quem era Lucas?
JL: Era o porteiro do prédio da Ísis...
Du: Como assim? Por que ele te ligou? Por que tem seu numero Lucas?
JL: Eu dei meu numero pra ele a algum tempo atrás... Nem lembro porque!
Du: Você não respondeu minha outra pergunta? Por que ele te ligou Lucas? — Digo quase gritando, não gosto da ideia de Lucas ter algum tipo de contato com a Ísis, mesmo que seja por intermédio de um porteiro.
JL: Ele ta preocupado com a Ísis, ela se trancou em casa
e não deixa ninguém entrar, ela ficou muito mal com a morte do meu pai... Ele ta achando que ela pode cometer uma loucura. Du me desculpa, mas eu vou lá.

Lucas vai rumo ao elevador e eu o fico olhando partir.

Se ele não gosta mais da Ísis por que se importa tanto com ela? Se ela está bem ou mal qual o problema?! Sei que é egoismo da minha parte, mas não consigo evitar.

Chamo o elevador novamente e assim que ele volta, entro rapidamente e vou atrás de Lucas.

Encontro meu noivo ainda na garagem do prédio, vou correndo a seu encontro e digo.
Du: Se você sair desse prédio agora pra ir ver a Ísis, você pode me esquecer Lucas!

Não vou aceitar ser trocada assim, por mais que eu ame Lucas, eu só aceito ser prioridade em sua vida. Agora a decisão é dele: Ela ou eu!