Sempre foi Você

4 O Destino Quisera que a Encontrasse


Notas iniciais
Boa Leitura!

"O destino quis que a gente se achasse,

na mesma estrofe e na mesma classe,

no mesmo verso e na mesma frase."

— Paulo Leminski

♪♫ Contramão – Gustavo Mioto ♫♪

O destino é mesmo o jogador mais improvável desse jogo chamado vida. Não sabemos quando ou o quanto ele se tornara decisivo. Quando ele vai combater ou quando vai recuar. Não sabemos de absolutamente nada.

O coração de Robin batia em um ritmo descompassado desde que a vira. Ela estava linda, como sempre. Estava um pouco diferente por conta das roupas, é verdade, mas continuava indescritivelmente linda. Ele não cansaria de observá-la um minuto se quer. Poderia olhá-la como se fosse a mais bela obra em exposição no museu do Louvre. Como se fosse a própria Mona Lisa pintada por Da Vinci.

Chega ate a ser cômico, a história se repetindo outra vez. Mais uma vez ele estava ali, parado a observando. Mais uma vez ele está alheio a tudo. Ele estava ali por um café, mas permaneceria por muito mais.

Ela ainda não percebera sua presença. Ainda não se deu conta que Robin estava, mais uma vez e quantas fossem necessárias, fascinado com sua figura.

Ela estava acompanhada e ele só se deu conta algum tempo depois. Um leve aperto no peito foi sentido. Era como se sua chance tivesse transcorrido entre os dedos, como se ele não tivesse chegado a tempo. Tratou logo de afastar todos esses pensamentos e sentimentos que rondavam seu corpo, afinal, ela havia lhe dito que não tinha ninguém. Poderia sim, ter chego a tempo.

Resolveu sentar-se e esperar. A cada gesto e expressão que ela fazia, era um sorriso que Robin dava. Um sorriso bobo e quem sabe, ate apaixonado.

"...Conheci o amor
Só de te olhar
Tava quase congelando
Você veio pra esquentar...’’

REGINA POV

Cheguei à cafeteria com um mau humor que se fazia presente. Ali era o último local que queria estar naquele momento. Alias, só existia um lugar que gostaria de estar.

Adentrei no lugar e tudo estava seguindo o rumo correto para ser aberto logo mais. Ruby, minha amiga e braço direito aqui, já estava a todo vapor. Não entendi por que precisavam da minha presença logo cedo. O café tinha uma decoração bem moderna, mas sem deixar de ser aconchegante, era espaçoso e muito bem decorado, diga-se de passagem.

— Bom dia, Ruby. – Saudei a morena de cabelos castanhos que estava atrás do balcão.

— Bom dia, Regina. Desculpa atrapalhar seu compromisso, mas precisava de você.

— Tudo bem. Qual foi o problema? – perguntei

— Tivemos um pequeno problema com um de nossos fornecedores e ele precisa de sua assinatura. – Ela fez um gesto apontando para uma das mesas que estava com um de nossos fornecedores.

— Certo! Vou resolver isso. Você pode me levar dois cafés? O meu bem forte e sem açúcar. Obrigada! – Mandei um beijinho no ar para ela, indo para a mesa.

As horas foram passando e nem me dei conta. Só percebi quando me levantei para me despedir de Samuel e pude olhar o relógio. Minha decepção foi refletida quase que instantaneamente em meu rosto.

— Esta tudo bem, Regina? – Ele perguntou.

— Esta sim, Samuel. Obrigada! Ate à próxima. – Estiquei a mão em sinal de comprimento.

Quando meus olhos passaram pelo resto do ambiente, não pude acreditar no que estava vendo. Ou melhor, em quem estava vendo. Meu coração estava me bombardeando com uma enxurrada de sentimentos distintos. Senti minhas pernas tremerem por um leve segundo e tive que me apoiar a mesa. Eu estava mais confusa que o normal. O que ele estava fazendo ali, sentado olhando em minha direção, com aqueles olhos que se tornaram, em tão pouco tempo, umas das coisas favoritas do mundo para mim. Era tudo tão igual. Como se ainda estivéssemos naquele parque.

Ele está lindo de terno. Não sei ao certo quanto tempo passei presa em meus devaneios, mas não tinha muita importância. Como já tinha dito antes, poderia passar horas assim. Ele parecia tão alheio a tudo quanto eu.

Tudo parou quando ele levantou, vindo em minha direção.

Já não sabia como manter o ritmo do meu coração.

E tinha suspeitas que nunca saberia quando estivesse perto dele.

POV OFF

Quando Regina despediu-se do rapaz que estava conversando, Robin viu o momento de se aproximar. Suas miradas ainda não tinham guerrilhado, coisa que sempre acontecia. Não era uma guerra para saber quem sairia vencedor, muito pelo contrário, ambos tinham quase certeza que ali não existiriam perdedores. Era apenas para contemplar as cores um do outro. Como se toda vez que se olhassem, pudessem desvendar um pedaço de suas almas.

Robin sentiu como se estivessem se vendo pela primeira vez, quando Regina direcionou seus olhos até ele. Ambos permaneceram alheios ao mundo. Estavam em um universo compartilhado só por eles. Sempre era assim.

Quase que como um aviso, Robin acordou de seus pensamentos, não poderia deixá-la ir outra vez. Não poderia e nem deixaria. Ele levantou e foi caminhando em sua direção. A cada passo que dava, seu corpo reagia como quem avisa que aquela era a única direção que queria tomar. Podemos dizer que o loiro concordaria sem muito pensar.

Um caminho longo demais.

Ele parou a sua frente e agora seus olhos se conectaram com nitidez. Agora suas almas em formato de olhos estavam juntas uma vez mais. Nenhum dos dois saberia explicar tudo que se passava em seus corações e mentes confusos e atrapalhados.

Foi a morena que quebrou aquele silêncio tão conhecido por eles. Não um silêncio incomodo, mas sim um silêncio que às vezes se fazia necessário.

— Ai esta você outra vez, me olhando de longe. – Regina disse, ainda sem acreditar que o loiro estava mesmo na sua frente.

Seus olhos não perderam a conexão por um segundo se quer.

— Diferente de ontem, hoje vim até você. – Agora foi a vez de ele fazer com que sua voz chegasse ate os ouvidos dela. Um sorriso brotou nos lábios de Regina. Como ele sentiu falta disso.

"...Não quero ser precipitado
Muito menos te assustar
Mas é nesse teu sorriso
Que o meu beijo quer morar...’’

Ela fez um gesto para que ele se sentasse. E assim fora feito, mas antes ele foi até onde ela estava, puxando sua cadeira para que ela sentasse. Ela sorriu em agradecimento.

Regina levantou a mão, chamando uma garçonete do lugar.

— Me traga, por favor, um café sem açúcar para mim e um... – Ela voltou sua visão para ele. – Qual você vai querer?

— O mesmo que o dela, por favor. – Robin disse.

— Pronto, dois cafés sem açúcar então. Obrigada!

— Certo. Só um minuto e já trago. Com licença. – Janice, a garçonete de cabelos loiros e olhos verdes, disse, se retirando.

— Que surpresa você aqui. – Ela realmente estava em choque.

— Precisava de um café e senti que tinha que entrar. Talvez eu saiba agora o porquê.

Regina não tivera tempo de responder, Janice já estava de volta à mesa com o pedido dos dois. Ela agradece e foram deixados a sós mais uma vez.

Robin tinha sua mirada voltada para ela. Pensamentos e sentimentos travavam uma batalha.

— Noite difícil? – A pergunta de Regina trouxe o loiro de volta para a realidade.

— Só pensamentos demais. – Robin bebericou um pouco do café, mas sem deixar de olhá-la.

— Entendo você. Os pensamentos não quiseram me deixar também. É como se quisessem reforçar o quanto você não pode esquecer-se daquele assunto ou para você se torturar por uma coisa que deixou de fazer, mas tinha que ter feito. – Ele apenas a observava. Era exatamente assim que ele se sentira, como se ela estivesse lendo as mais íntimas camadas de sua alma.

— É exatamente isso. Você costuma ler mentes nas horas vagas? – Um leve tom de divertimento escapara de seus lábios.

— É sempre bom ter conhecimento em outras áreas. Nunca se sabe quando iremos precisar, não é mesmo? – O som que Robin mais ansiara em escutar saiu por entre seus lábios, uma leve gargalhada denunciou o quanto eles ficavam confortáveis um com o outro.

— Você tem razão, acho que devo aprender. Se quiser me ensinar, sou um ótimo aluno.

Ela deu um leve menear de cabeça em sinal de positivo.

— Nós precisamos parar de nos encontramos assim. Chega a ser engraçado. – O seu tom era divertido, como se estivesse achando graça naquilo tudo.

— Assim como? – Ele parecia realmente confuso.

— É a terceira vez que você chega e fica parado me observando. Vão acabar te achando um louco.

— Você também acha isso? – Ele tinha curiosidade nos olhos.

— Não. – uma resposta curta, mas que respondia perfeitamente sua pergunta. Ela não o achara louco em nenhum instante. Ela nunca o acharia.

— Então pra mim é o suficiente. Posso lidar com o resto. – Um sorriso que evidenciava suas covinhas fora dado. Um sorriso de alívio pela resposta da morena.

A conversa entre eles fluía perfeitamente. Sempre regada de risadas fáceis. Eles poderiam ate não ter se dado conta, mas estava nítido para todos que os vissem ali, o quanto tudo era natural entre eles. Como eles estavam conectados.

"...Conheci o amor
E ele me fez ver
Que eu voei tempo demais
Deixa eu pousar em você...’’

— Um dólar por um pensamento. – Robin voltou à realidade quando escutou sua voz.

— Só um dólar? – Colocou a mão no peito, em sinal de falsa indignação. Ela só fez gargalhar. – Tudo bem, posso te dizer de graça. Bem... Só estava pensando em como as coisas são engraçadas. Digo, fui até o parque em busca de algo e não achei, chego aqui sem esperar por nada, só atrás de um simples café e o que eu ansiava encontrar estava aqui o tempo todo.

As palavras fugiram da boca de Regina, ela não conseguia pensar em mais nada. Em sua mente era repassado tudo o que acabara de escutar, como se isso fizesse com que ela gravasse cada palavra que ele tinha dito. — Você voltou no parque? – ela lhe perguntou, saindo de seu universo particular, com um semblante que Robin não conseguiu decifrar.

É engraçado como o destino joga, ela gostaria de ter ido ao parque procurá-lo e ele estava lá, justamente a sua espera.

— Sim, eu não deveria ter falado nada. Não queria te assustar, é só que... – Ele foi interrompido pelas palavras dela.

— Robin, se eu não fiquei assustada com você parado me olhando, pode ter certeza que nada vai. Eu só fiquei surpresa. E você não está com roupas propriamente ditas para uma caminhada no parque. – Ela estava sendo extremamente sincera.

Só quando ele a escutou falando de suas roupas foi que se dera conta de onde precisava ir, mas para ele não restava nenhuma dúvida de onde escolheria ficar.

— Só um minuto, preciso fazer uma ligação. – Ela apenas acenou positivamente, o olhando curiosa.

LIGAÇÃO ON

— Bom dia! Preciso que a senhorita me faça um favor, preciso que desmarque todos os meus compromissos e reuniões agora pela manhã.

— Esta tudo bem com o senhor? – Allyss, sua secretaria perguntara. Uma moça quase que da mesma idade que a sua, pele clara e cabelos levemente ondulados.

— Sim, não se preocupe. Pode encaixar os compromissos mais urgentes para depois do almoço.

— Como desejar. – Ela confirmou.

— Obrigada. Ate mais. – Disse, finalizando a ligação para voltar toda a sua atenção para a morena de olhos âmbar a sua frente.

LIGAÇÃO OFF

— Desculpe, onde estávamos? – O loiro perguntou colocando o celular novamente em seu bolso.

— Não quero atrapalhar você. – Ela tinha reparado que sua ligação se referia a trabalho, e não queria que sua permanência no café o atrapalhasse de alguma forma, mesmo que ela o quisesse ali.

— Você não me atrapalha, Regina. Não existe outro lugar que eu gostaria de estar a não ser aqui, com você. – Depois de ouvir as palavras de Robin o coração dela perdeu algumas batidas. E um largo sorriso nasceu em seu rosto. O que ele não sabia era que ela também compartilhava desse pensamento. Que ali, junto com ele, era o melhor lugar que ela poderia escolher estar.

— Me sinto lisonjeada então, só não quero te atrapalhar, mesmo. – A essa altura, suas bochechas já adquiriram um leve rubor.

— Não me atrapalha. Mesmo. – Por instinto as mãos de Locksley vão de encontro às dela. Como ocorrera no dia anterior o contanto entre eles produziu um leve formigamento, mas nenhum dos dois desfez o contato. Estavam muito bem ali. – Então temos até o almoço para que eu possa saber mais sobre você.

— Bom... O que você quer saber? – Ela o perguntou.

— Hm... Já sei seu nome, o que você gosta de fazer nas horas vagas... Que tal me dizer o que faz da vida?

— Fiz faculdade de administração e agora tomo conta dos negócios da família. Sua vez. – Eles conversavam sem nenhum tipo de preocupação.

— Certo. Temos uma empresária aqui. – Ela deu um pequeno riso diante da constatação do loiro. – Fiz faculdade de engenharia e vim aqui porque consegui um bom emprego, mas isso você já sabe. Outra pergunta... Hm, quais são seus medos, Regina? – essa pergunta a pegou totalmente de surpresa. Ele estava olhando exatamente dentro dos seus olhos.

— Quais são meus medos? – Ela pôs os dedos sobre o queixo o apoiando. – Talvez, seja de tudo o que eu sinto no momento. Não um medo ruim, mas tenho medo de não saber lidar com tudo ou ser demais. Não sei se você consegue me entender. Tudo parece tão bobo, eu sei. – Era assim que ela se sentia, uma boba quando estava perto dele e isso a assustava. Robin sem nenhum esforço conseguia derrubar todos os seus muros.

— Para mim não parece nada bobo, muito pelo contrário. Ter medo de uma coisa que você não sabe como surgiu que só apareceu e você se sente perdido querendo lidar com tudo é muito compreensível, acredite. – Ela o escutava atento, a cada palavra dele seus olhos brilhavam ainda mais, como se fosse a própria galáxia. Escura, porém brilhante. – E respondendo a sua provável replica, esse seria um medo para mim no momento . Tenho medo de altura também, é eu sei engenheiro e tendo medo de altura, cada um tem os medos que merecem né? – Deu de ombros.

— Okay, isso seria uma coisa que provavelmente falaria. – Agora a gargalhada dela sai alto demais, mas ela não se importa muito com isso. – Fico feliz em não estar sozinha.

— Seria incapaz de fazer isso.

— Você veio para cá sozinho? – Era a vez dela de matar sua curiosidade.

— Sim, minha família ficou toda na Inglaterra.

— Então temos um inglês aqui. Realmente você é um típico britânico.

— Por que? – Perguntou confuso.

— Porque eu acho. – Falou divertida, dando de ombros.

Já estavam a algumas consideráveis horas envolvidos naquela conversa. Entre o vai e vem de palavras, pediram dois pedaços de torta de frutas vermelhas.

Robin a olhava encantando. Encantando pelo jeito que comia, pelo jeito que falava e colocava o cabelo que caia em seu rosto atrás da orelha. Ela não parava de falar e fazer gestos com as mãos. Ele só sorria feito bobo.

— Está sujo aqui. – O loiro falou, apontando para os lábios dela.

— Onde? – ela perguntou confusa.

— Aqui. – Falou já pegando o guardanapo. – Deixa que eu limpo. – Ele foi com toda delicadeza limpando a sujeira do canto dos seus lábios. A mão de Robin se perdeu em sua pele, ele ficou ali um pouco mais do que se fazia necessário, alinhou seu rosto com o dela e sua mirada fora de encontro com suas orbes. E ali travaram mais uma vez a ferrenha batalha de sempre. O corpo dela grita pelo seu toque. O dele para toca-la.

Robin desfez o contato meio sem graça.

— Desculpa!

— Não precisa. Está tudo bem. – Ela segurou sua mão, em sinal de compreensão, soltando logo em seguida.

— Há! Quando você vai me emprestar o livro? Estou curioso.

Em uma próxima, quem sabe. Estou curiosa pra saber o que você vai achar.

— Então quer dizer que terá uma próxima? – Ele a indagou com um sorriso nos lábios.

— Tenho que te emprestar o livro, não? – Era fácil para eles entrarem nesse jogo.

— É, você tem. – Disse, terminando o último pedaço de sua torta.

— O que está achando de Nova York?

— Ainda não conheço muita coisa, mas dá pra perceber que é uma cidade bem agitada.

— Sim, ela é. Ate demais.

— E você? Gosta daqui? – Ele queria saber tudo sobre ela.

— Sim, eu nasci aqui. Então, gosto. Mas às vezes ela se torna agitada demais, por isso vou ate algum lugar com bastante natureza pra ler.

— Te entendo. É sempre bom.

A conversa entre eles seguia na mais perfeita conexão. É incrível como duas pessoas com tão pouco tempo de convivência se completavam daquela forma, não? É realmente incrível. É pura mágica. Prosseguiam o assunto entre risadas e olhares. Ah... Os olhares. Sem dizerem nada, diziam tudo. Diziam muito mais que todas as palavras pronunciadas.

— Já está na minha hora. Nem vi o tempo passar, como sempre. – Perder a noção do tempo para eles já não era nenhuma novidade quando estavam na companhia um do outro.

— Nem eu! O tempo voa.

Robin retirou um cartão pessoal do bolso e entregou para ela. Não queria correr o risco de ficar sem contato com a morena outra vez. Ela pegou e ficou olhando por alguns segundos, como se estivesse decorando cada informação gravada ali.

Regina foi até sua bolsa e pegou o seu, lhe entregando.

— Regina Mills! Agora sei o que faltava. – Disse rindo. – Obrigada pela manhã maravilhosa, Mills.

— Sou eu quem agradeço, Locksley.

— Agora temos o contato um do outro, pode me ligar ou mandar mensagem quando quiser.

— Okay. Você também.

Eles já estavam de pé. Robin já estava quase levantando a mão para chamar a garçonete, quando Regina o interrompeu.

— O que esta fazendo?

— Isso se chama pagar a conta, não sabia? – Ele tinha uma expressão divertida em seu rosto.

— Há-Há-Há. Bem engraçadinho. Não precisa, é por minha conta.

— Nada disso, pode deixar que eu pago.

— Por algum acaso você está sendo machista, Robin? – Ela o olhava com os olhos semicerrados, segurando o riso.

— C-claro que não, longe de mim Regina. Perdoe-me se essa foi essa impressão...

— Robin eu estou só brincando, não se preocupe. Mas sério, não precisa pagar nada, eu cuido daqui.

— Ah sim. Tudo bem, então, tenho outra promessa para te fazer. Te levar para jantar, por minha conta.

— Okay!

E lá estavam eles, no mesmo caminho para o abraço. O mesmo caminho que ambos queriam fazer morada. Eles ainda não sabiam, mas tudo era questão de tempo.

O corpo de Regina se encaixou perfeitamente no do loiro, era tudo o que eles precisavam no momento. Nada a mais e nem a menos. Robin a apertou contra si, mas sem machucá-la, como se tivesse medo de perdê-la. Depositou um leve beijo em um lado de suas bochechas, desfazendo o contato em seguida.

— Tenha um ótimo dia, Regina.

— Você também, Robin.

O loiro pegou suas coisas e foi saindo em direção à rua, deixando uma morena atordoada para trás.

Robin seguiu até seu carro com um sorriso no rosto.

Logo em seguida Zelena adentra a cafeteria, indo ate ela.

— O que estava fazendo que não me respondeu? – A ruiva perguntou percebendo o brilho no olhar de sua amiga.

— Nada, só me permitindo. – Deu de ombros e deixando um sorriso escapar.

— Como assim?

—Esquece depois te explico. Vamos almoçar? – Sabia que a curiosidade dela estava a mil por hora.

— Vamos, mas não pense que vai me enrolar.

Regina riu.

♡♡♡

Robin chegou à empresa com uma cara de quem viu o passarinho verde.

— Sua manhã deve ter sido incrível. – Disse Allyss, o tirando de seus pensamentos.

— Como disse?

— Desculpe, não quis parecer intrometida. Mas o senhor chegou com uma cara toda boba e eu comentei que sua manhã deve ter sido incrível.

— Ah sim! Não se preocupe. Realmente ela foi, como há tempos não vem sendo.

O loiro foi para sua sala, sentando em sua cadeira, logo em seguida pegou o celular e o cartão preto que Regina lhe dera.

Seria cedo demais para entrar em contato? Que se dane o cedo!

Abriu o aplicativo de mensagens e entrou na aba com seu nome.

MENSAGEM ON

Robin Locksley (13:03): Oi! Sou eu, Robin. Só queria ter certeza se o número estava certo.

Quando viu que ela estava digitando seu coração deu um leve salto, afinal, não queria ser invasivo demais.

Regina Mills (13:04): Eu não ia te dar meu número errado, Robin.

Robin Locksley (13:04): Eu sei que não, foi mais uma desculpa.

Regina Mills (13:04): Já está com saudades? ;)

Robin Locksley (13:05): Quem sabe! ;p

Regina Mills (13:06): Você sabe onde me achar.

Robin Locksley (13:07): Pode apostar que sim! Cuida-se!

Regina Mills (13:07): Se cuida! ;*

MENSAGEM OFF

O dia começara cinza para ambos, mas agora possuíam motivos o suficiente para torná-lo uma aquarela de cores.

Hoje com certeza o dia seria bom.

O destino te dá chances diárias de recomeços. Basta agarrá-las.

Enfrente seus medos e permita-se.