Sempre contigo
1 Como os Passarinhos Oneshot
Notas iniciais
A situação se passaria pouco antes de Ichigo recuperar seus poderes.
IchiRukis: Enjoy!
Fazia dezessete meses que ele havia perdido seus poderes de Shinigami. Dezessete meses que perdera toda a perspectiva do mundo espiritual. Dezessete meses que vivia a vida de um humano comum. Dezessete meses que ela havia ido embora. Dezessete meses...
Ichigo deu um suspiro cansado, enquanto voltava para casa após a aula. Tentou se convencer que seu desânimo era devido somente ao cansaço, mas a verdade era que, quando apenas enxergava espíritos, não desejava outra coisa que não fosse ser normal, não enxergá-los. Isso porque saber de sua existência podia ser doloroso, como nas vezes em que tentou ajudar um espírito, fazendo o que podia, para depois ele simplesmente desaparecer, deixando em seu lugar uma marca parecida com sangue e um forte sentimento de tristeza.
Mas então ela apareceu... Mudou o seu mundo. Indo contra a lei da Soul Society, partilhou com ele o seu poder para que ele pudesse salvar a sua família. E graças a ela, pode fazer o que sempre quis: Proteger. Protegeu seus amigos, protegeu sua família, protegeu até mesmo a garota que lhe dera o poder para proteger. Ela lhe abriu todo um mundo novo, e agora este mundo havia sido tirado dele. Antes ele via espíritos comuns, mas agora sabia que esses mesmos espíritos eram diariamente ameaçados pelos Hollows, e ele nada podia fazer...
Mais um suspiro lhe escapou, agora um pouco mais pesaroso. Parou um momento, olhando ao seu redor e notou onde estava. Fora naquele parque que, em tempos que lhe pareciam uma outra vida, ela o levara, no dia seguinte ao que adquiriu seus poderes, quando o mesmo se recusou a ser um Shinigami Daiko.
Flashback
Rukia lhe dera um baita susto, tirando-o de seu corpo e o levara até aquele parque. Ficara aborrecido com a atitude dela, arrancando-o da escola e praticamente arrastando seu espírito pela rua, sem responder a qualquer pergunta que ele fazia... Aquela nanica...
– Oe, Rukia, onde estamos? – Perguntou, não escondendo seu descontentamento.
– É aqui – ela respondeu
– Aqui o que? – Baka...Sua raiva aumentava.
– Ordens – ela respondeu sem ao menos olhar para o rapaz. – Um espírito plus que mora neste parque será atacado...
Mal terminara de falar, ouvem o grito ensurdecedor do grande Hollow, que corria atrás do garoto. Ichigo no mesmo momento foi correr para protegê-lo, porém Rukia o impediu, trazendo a tona as palavras proferidas anteriormente por ele.
– Aquele garoto é um estranho! Por que vai salvá-lo?
Ichigo se assustou, mas conseguiu compreender o que ela quis dizer, embora seu orgulho não deixasse que o mesmo admitisse que a Shinigami estava certa. Salvou o garoto, dizendo que fazia aquilo apenas porque queria.
Fim do Flashback
Ichigo se aproximou de um banco e se sentou. Por que ele sempre agira como um idiota arrogante na frente dela? À época, parecia-lhe que nunca se livraria daquela baixinha que tanto o incomodava, e agora, ao pensar que ela estava longe, que nunca mais a veria, seu coração desmoronou. Tantas palavras não ditas... Queria ter lhe dito que com o tempo ela se tornara a voz de sua consciência, que ela era o raio de luz de sua vida e que ela fora a única que conseguira fazer com que aquela incessante chuva, que há tanto tempo caía em seu coração, parasse.
Olhando ao redor, notou dois passarinhos, que estavam ali perto. Um era negro e o outro era branco. Eram de espécies diferentes, ele notou. O passarinho negro fazia um escândalo, mas não saia do lugar. Enquanto o branco, gentilmente, saia de perto do mesmo, pegava frutas e pequenos insetos.. E trazia para o outro a comida que havia pego, alimentando-o, talvez até se esquecendo de suas próprias necessidades, apenas cuidando daquele pássaro tão manhoso...
Sorriu tristemente, suspirou e disse para si mesmo:
– Eles me lembram nós dois. São tão diferentes! Na verdade, eles são iguais a nós dois. Um passarinho manhoso e perdido, e outro solidário e preocupado. São de espécies diferentes, mas isso não impede que haja um sentimento entre eles... Assim como nós. Não importam nossas diferenças, isso não impede o nosso sentimento...
Mas que sentimento era aquele? Amizade? Companheirismo?... Amor? Sim, definitivamente, era mais que um sentimento. Era tudo isso.
Baixou os olhos e admitiu pela primeira vez para si mesmo, sussurrando:
– Eu te amo, Rukia....
O que o mesmo não podia imaginar era que, sempre que podia, a pequena vinha a Karakura e o seguia quando estava sozinho. Se assustou quando teve a impressão de que algo tocara de leve seus lábios, como se fosse uma brisa, e ouvira a voz dela lhe dizer, como se viesse de dentro de seu coração:
– Eu também...
Notas finais
O Ministerio da Saude Adverte: Falta de Reviews podem aumentar o stress, deixando em nivel alarmantes e fazendo o ficwriter atingido quebrar o note * Estressada né ^_^ *
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