Sempre ao seu Lado

2 𝟎𝟕 𝐝𝐞 𝐉𝐮𝐥𝐡𝐨 ➶


Notas iniciais
Oi amores! Gente vocês me fizeram parecer uma lagartixa chorosa e feliz nesses dois dias! Obrigada messsmo a cada um(a) de vocês, todos que favoritaram, comentaram e que estão acompanhando! Estou amando cada um de vocês ❤️️❤️️❤️️ ❤️️❤️️ ❤️️ Espero que aproveitem esse capítulo, boa leitura!

Sempre ao seu Lado

Capítulo 2

Hilary. Esse era meu único pensamento, era a única coisa importante na minha vida, é óbvio que seria a única coisa que eu pensaria. Será que ela está bem? Não me lembro de nada depois que sai do prédio. Pensava apenas em ver minha pequena, e aproveitar as poucas horas que eu teria com ela.

Ai, minha cabeça, porquê está doendo tanto?! Sem contar que sinto alguma coisa estranha em meu corpo...

— Vamos tentar mais uma vez? — ouvi uma voz perguntar.

Mais uma vez? Mais uma vez o quê?

— É necessário! Preciso dela acordada ainda hoje.

— Mas doutor, ela precisa se recuperar, e tem que esperar mais alguns minutos, o medicamento ainda está fazendo efeito.

Doutor? Medicamento? Desde quando eu vim parar num hospital?! Ah, não! Mais coisas para pagar!

Forcei-me a abrir os olhos, e com muito esforço consegui fazer minhas pálpebras abrirem. Nunca pensei que isso me daria tanto trabalho.

— Ah! Doutor! Ela acordou!

Abri meus olhos totalmente desperta após a saída da enfermeira e fiquei encarando o drywall branco acima de mim. Tentando me lembrar de algo que me desse a resposta do porque eu estou em um hospital.

— Que bom que está acordada senhora, sou o doutor Anderson. — apresentou-se ao estar do meu lado direito do leito. Ele era um dos melhores médicos nessa cidade, todos o respeitavam— Qual é o seu nome para que eu possa colocar na fixa, por favor.

— Onde estão meus documentos?

— Sua bolsa está sob os cuidados do delegado senhora, você foi encaminhada aqui antes de procurarem por sua bolsa, que estava perto do seu local de trabalho; foi isso que me passaram.

— E eu estava aonde?

— Acredite, bem longe dela. Você está aqui há dois dias. — ele me olhou confirmando, que alguma coisa havia acontecido comigo.

— Certo. — concordei, levemente temerosa — Meu nome é Amberli Gall Scott.

— Amberli. Vou coloca-la sentada, assim poderei conversar melhor com você. — me informou antes de ajustar o leito com os botões que ficavam abaixo de mim. A cama foi se erguendo e se ajustando conforme o nível que ele colocou, me deixando bem levemente inclinada para trás, mas ainda assim, sentada.

— O que aconteceu? Eu não me lembro de nada. Aconteceu algo com a minha filha??

— Amberli. Eu vou contar o que eu diagnostiquei, e preciso logo depois que você venha manter sua mente aberta, para compreender, que você corre o pior tipo de risco para sua vida. E não, sua filha está sob os cuidados da babá, Loren, que havia ligado à polícia, já que você não aparecia e seu expediente já havia terminado. Você foi encontrada a cento e dezoito milhas longe de onde sua bolsa estava. Você está com uma costela trincada, nada grave, sem contar com os hematomas em seu corpo, e sei que eles ficarão pior. Em partes, é bom você não se lembrar do que te aconteceu.

— Fui atropelada? — perguntei, mas logo percebi que ele havia falado da grande distancia que eu estava do prédio. — Desconsidere essa pergunta. — me mexi desconfortável, havia uma agulha com um tubinho em minha mão esquerda. — Hum... O que me aconteceu? Fizeram algo comigo?

Ele suspirou e ajeitou sua postura antes de continuar a falar:

— Há claros sinais de agressão íntima Amberli. Você foi violentada, sexualmente. Talvez não esteja sentindo os incômodos, e as ardências no seu corpo pela grande quantidade de analgésicos que eu mandei aplicar em você. Sinto muito pelo que te aconteceu; Mas, não é só isso.

Havia mais? Fiquei quieta, pensando em quantas desgraças poderiam me acontecer mais à frente. Tudo estava formando uma grande bola de neve para cima de mim, tudo de uma só vez, e as notícias ruins nunca param de chegar.

— Você é a favor do aborto Amberli? — continuou, depois de alguns minutos em que eu não pronunciei nada. E nem teria, para falar a verdade.

— Não. — respondi prontamente, lembrando-me de Hilary— Me atribularam com a mesma pergunta antes deu ter a Hilary.

— Nem mesmo agora que está grávida, de alguém que te estuprou?

Parei.

Parei mesmo. Nem pensar eu tô conseguindo. Como assim grávida?! Grávida?!

— Não tem como você saber. — falei alterada, isso não pode estar acontecendo! — Com duas semanas ou mais a afirmação é mais concreta.

Isso está sendo demais para mim. Não tem como saber, nem com exame de sangue, não em um período tão curto.

— Sinto muito pelo que te aconteceu. Mas como eu disse, não é só isso. — continuou.

— Mais desastre para minha vida! — esbravejei em meio as lágrimas de desgosto.

— O agressor não é humano Amberli.

— Com certeza não é! — gritei — Ele foi um monstro ao fazer isso comigo! Mesmo que eu não me lembre! Ele não tem direito de fazer isso com nenhuma mulher!

— Não discordo de você, realmente há milhares de humanos assim. Mas quando eu disse que ele não é humano, fui além disso! — exclamou aproximando seu rosto do meu — Ele é um vampiro Amberli. — ele declarou de certa forma apavorado. Respirando fundo ele afastou-se de mim e caminhou por entre a maca — E eu preciso te ajudar, se você quiser manter sua vida, e a vida desse feto.

Vampiro? E da onde que ele tirou isso? Quis rir da cara dele em meio a essa tragédia em minha vida, mas ele me encarava tão sério, que eu quis acreditar um pouco, bem pouco, no que ele disse sobre o ser que me agrediu.

— Você sabe né doutor Anderson, que o que você acabou de dizer é algo terrivelmente ridículo e...

— Pode parecer tudo isso senhora. — cortou-me — Mas se quiser viver, tem que acreditar nisso. — suplicou— Você terá alta hoje a tarde, sei que precisa cuidar de sua filha. Não se preocupe com a a conta do hospital, eu irei pagar. Mas quero que faça exatamente o que eu mandar.

Assenti esperando ele continuar, por mais que eu não quisesse acreditar no que ele falava, mas eu acreditava. Isso era algo totalmente insano.

— Hoje quando você estiver com sua filha, quero que faça suas malas, e vá para essa cidade — anotou na folha da prancheta que estava em suas mãos — Você irá procurar por Carlisle. Carlisle Cullen. Apenas com ele, mesmo que for filho dele. E não pense no que está querendo falar! — me olhou — Me prometa que irá pensar em comida, ou em qualquer coisa, quando alguém da família dele te perguntar alguma coisa.

— Prometo. — respondi indecisa, mas como prometi, eu faria.

— Ótimo. Ele é loiro, um homem bom, quando estiver diante dele... Espero que o encontre no hospital... Bem, quando o encontrar diga que eu falei sobre ele. E peça ajuda. Daqui alguns dias você irá saber o porquê, se ele ficar indeciso, interceda pela sua menina, peça para que ele cuide dela no final, se ele realmente não quiser ajudá-la. Ele é o único que saberá como te ajudar com essa gestação. Voltarei aqui a tarde, para liberá-la. Se quiser, repetirei tudo a você, pagarei duas viagens ao taxi que te levará para casa da babá, e te darei dinheiro para que tenha gasolina o suficiente para chegar ao seu próximo destino. Te desejo muita sorte garota. Você irá precisar.

Notas finais
Não se esqueça de comentar! Isso me fará ser uma lagartixa feliz da conta! Até o próximo! ;*