Sempre ao Seu Lado
26 "Eu... Te... Odeio."
Notas iniciais
POV León.
Ouvir isso da Violetta, me machucou muito. Ela me odeia, eu a fiz me odiar. Magoei ela muito e ela tem todos os motivos do mundo para me odiar, querer me esquecer e nunca mais querer olhar na minha cara.
— O que tá acontecendo aqui? -pergunta Marina aparecendo.-
— Pergunta para o idiota do seu namorado. -diz Violetta com raiva e vai subindo as escadas, mas para e se vira. -Sejam muito felizes juntos.
Após falar isso, subiu correndo. Marina tentou falar comigo, mas apenas sai de casa, indo para a praia. Preciso pensar um pouco. Fico andando pela praia, até que me esbarro em alguém e caiu.
— Me desculpe. Estava distraido, não lhe vi. -digo me levantando e ajudando a garota a se levantar.-
— Tudo bem, também estava distraída. -diz e logo pude ver seu rosto.-
— Mia? -pergunto e logo ela me olha.-
— León. -diz e me abraça. -O que está fazendo aqui?
— Vim passar o fim de semana
Ficamos conversando e passeando pela praia, até que eu vejo que está escurecendo. Me despeço dela e sigo o caminho para a casa.
Chego e vejo a Fran, o Diego, a Violetta, a Ludmi e o Fêde na sala assistindo. Passo por eles e subo para o meu quarto, encontrando a Marina olhando pela varanda.
— Achei que não viria mais hoje. -diz ela concentrada na vista.-
— Me desculpa, não devia sair daquele jeito. Eu precisava pensar, então fui dar uma volta na praia. -digo me sentando na cama.-
— Tudo bem. -diz e logo da um suspiro. -É verdade?
— O que? -pergunto confuso.-
— Você está apaixonado pelo Violetta? -pergunta sem me olhar.-
— Marina... -ela me interrompi.-
— Seja sincero León. -diz agora me olhando. Seus olhos estão cheios de lágrimas.-
POV Violetta.
Subi as escadas correndo e com raiva. Como ele pode ser tão idiota? Como pude ser tão idiota assim? Entrei no quarto e bati a porta, chega que a Evie, que estava na varanda, se assustou.
— O que foi? Cade os sanduíches? -pergunta.-
— Eu não sei e nem quero saber. -digo com raiva.-
— Calma, o que o León fez dessa vez? -pergunta rindo.-
— Existiu. -respondo brava.-
Contei tudo a ela e a mesma ficava me aconselhando. Nunca pensei que ficaria amiga da irmã da namorado do meu ex.
Ficamos conversando mais um pouco e quando estava escurecendo, eu desci e fiquei na sala com o Dih, o Fêde, a Fran e a Ludmi.
— Então, como foi a conversa entre você e o León? -pergunta Fran esperançosa.-
— Seu irmão é um idiota. -digo e reviro os olhos.-
— Ele ainda está vivo? -pergunta preocupada.-
— Por enquanto. -digo com um sorrisinho no rosto.-
— Mas o que aconteceu? -pergunta Ludmi confusa.-
— O idiota diz que está apaixonado por mim. Eu tive que terminar com ele, para ele poder gostar de mim. Eu não acredito nisso. Se ele realmente estivesse apaixonado por mim, não estaria namorando a Marina depois que terminamos. -digo.-
— Mas Vilu, ele está mesmo apaixonado por você. -fala Fran.-
— Eu não acredito nisso Fran. Seu irmão me machucou muito, eu nunca vou perdoa-lo. -digo com voz de choro.-
— Não fica assim, amiga. -pede Ludmi me abraçando.-
— Não como não ficar. É muito ruim você pensar que o cara te ama, e depois descobrir ele nunca gostou de você e que te traia sempre. -digo já deixando algumas lágrimas caírem.-
— Eu sei bem como é. -diz e suspira, logo olho o Fêde que abaixa a cabeça.-
— Me desculpa. -digo enxugando as lágrimas.-
— Tudo bem, Vilu. -diz Fêde.-
— Por que não falamos de outra coisa sem ser o León? -pede Fran.-
Concordamos e ficamos conversando de coisas aleatórias. Minutos depois, o León entra em casa e logo sobe as escadas, com certeza para o quarto.
Ficamos conversando mais um pouco, até a fome bate e as meninas foram cozinhar alguma coisa, então eu e os meninos, ficamos assistindo.
Estavamos assistindo, até que escutamos algo ser quebrado e o barulho vinha de cima.
— O que foi isso? -pergunta Dih com medo.-
— Não sei, vamos descobrir. -digo e eles assentiram.-
Começamos a subir as escadas e logo escutamos gritos. Todos já tinha saido de seus quartos, o único quarto fechado, é o da Marina e do Leonard, que também é o quarto que vem os gritos.
— Eles estão brigando. -disse Cami.-
—Percebi. -falei obvia.-
— A coisa está feia, vamos até lá. -diz Fêde e todos fomos nos aproximando do quarto, que é o último do corredor.-
POV León.
— Sim, eu sou apaixonado pela Violetta. -respondo.-
— Por que está namorando comigo? Por que mentiu para mim? Por que? -pergunta com raiva e eu fico calado. -RESPONDE. -manda gritando.-
— Quando eu percebi que estava apaixonado por ela, já era tarde. Me arrependo de está namorando com você. -digo sem pensar e ela se aproxima e me da um tapa na cara.-
— SEU IDIOTA. COMO VOCÊ PODE? SE NÃO GOSTAVA DE MIM, NÃO ME PEDIA EM NAMORO. -grita com ódio.-
— Achei que estando com você, eu esqueceria dela. Me desculpa. -digo e recebo outro tapa.-
— EU TE ODEIO! -grito chorando. -VOCÊ É O ÚNICO CARA, POR QUEM EU ME APAIXONEI DE VERDADE.
— Me desculpa. -sussurro.-
— NÃO. NÃO TE DESCULPO. EU TE AMO E VOCÊ ESTÁ SIMPLESMENTE ME USANDO. -grita com raiva e chorando. -EU TE ODEIO LEONARD VARGAS CAUVIGLIA PASQUARELLI.
Fiquei calado, mas acho que foi pior, por que ela pegou um vaso que tinha no criado-mudo perto da cama e jogou em mim, ainda bem que desviei.
— Eu... Te... Odeio. -diz com a voz falha de tanto chorar.-
— Me perdoa Marina. Você tem todos os motivos para me odiar. -digo tentando me aproximar dela, mas ela se afasta.-
— Não chega perto de mim. -fala chorando e eu me aproximo mais um pouco. -NÃO CHEGA PERTO DE MIM. -grita e ela acaba caindo no chão.-
— MARINA. -grito seu nome e chego perto dela, tentando ajuda-la a levantar. -Você está bem?
— SAI DE PERTO MIM. -grita me empurrando e escutamos batendo na porta.-
— León? Marina? Está tudo bem? -pergunta alguém.-
— VAI LÁ COM A VIOLETTA. É ELA NA PORTA, PODE IR, EU ESTOU BEM. -grita com raiva chorando demais.-
— Vou ficar com você. -digo sussurrando chegando perto dela.-
— Não, vai lá com seus amigos. -diz com a voz baixa. Ela se levanta e com dificuldade, vai até o banheiro e se tranca.-
Escuto uns gritos dela e choro. Me levantei e fui até a porta, encontrando todos surpresos.
— León. -disse Vilu e me abraça forte, retribuo.-
— O que aconteceu? Cadê minha irmã? -pergunta Evie preocupada.-
— Ela está no banheiro, ela precisa de você. -respondo e logo me separo da Vilu.-
— O que é isso vermelho no seu rosto? -pergunta Vilu preocupada.-
— Depois explico. Evie, vai lá na Marina. -digo, ela assenti e entra no quarto.-
— Você está bem? -pergunta Vilu ainda preocupada e passando a mão pelo meu rosto.-
— Sim, estou bem. -respondo colocando minha mão sobre a dela.-
— Tem certeza? -pergunta e eu assenti. -Mas o que aconteceu?
— Depois eu explico. -digo. -Está tudo bem galera. -aviso.-
— Vem comigo. -pede Vilu e pega minha mão, me levando para as escadas e começamos a descer, indo para a cozinha.-
— Calma. O que estamos fazendo aqui? -pergunto e ela faz eu me sentar na cadeira do balcão.-
— Espera um pouco. -pede e vai até a geladeira, e dentro do congelador, ela procura alguma coisa. -Só para lembrar, vai ter que me contar o que aconteceu.
— Tudo bem. -digo rindo e ela vem até mim com uma bolsa de gelo. -Eu estou bem, não preciso disso.
Me ignorou e colocou a bolsa no meu rosto, com o contato, eu dei um gemido de dor.
— Ta doendo. -reclamo.-
— Ela te bateu? -pergunta e eu assenti. -Por que? O que aconteceu?
— Violetta, não quero falar sobre isso. -peço.-
— Pode me chamar de Vilu. -diz e eu assenti. -Pode confiar em mim.
— Eu sei e confio, mas é complicado. -digo.-
— Você que torna complicado. -fala já ficando brava. -Me desculpa.
— Eu só estava com ela, para te esquecer. Ela escutou minha conversa com a Fan e o Diego. -falo e ela fica surpresa.-
— Por que você faz isso? -pergunta com a voz de choro, tirando a bolsa e se sentando ao meu lado.-
— Eu não sei. Me perdoa Vilu, nunca quis te machucar. -pedi deixando uma lágrima escorrer pelo meu rosto.-
— Eu te perdoo. -diz ela e eu dou um sorriso fraco. -Mas isso não significa que vamos voltar a ficar juntos. -conclui.-
— Tem chances de algum dia voltamos a ficar juntos? -pergunto.-
— Para isso, você terá que me conquista. -diz e rimos.-
Ficamos mais um pouco conversando e logo subimos para um quarto só nosso e dormimos juntos.
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