Sempre Te Amarei...
45 Chegou a Hora...
Um Mês se Passou, a barriga de Karina estava cada vez maior, a de Jade também estava bem bonita e redonda, não tanto como a de Karina, claro.
A Dama tinha viajado para são paulo a poucos dias com seu vagabundo, queriam ver a mãe dela, que estava doente, antes de Isabella nascer, dali a dois meses.
Hoje era aniversário de Karina, lá estava a loira sentada no sofá pensando, com uma cara triste, afinal nunca gostara de comemorar o dia da morte de sua mãe, sem falar o medo que ela carregava só pra si, e se acontecesse o mesmo com ela?
_ Um beijo pelos seus pensamentos!! — disse Pedro lhe roubando um selinho, sorriu, abraçando-o.
_ Eu te amo! — Disse Karina com lagrimas nos olhos, Pedro estranhou, levantou-se para olha-la, ela chorava.
_ Hey! — ele levantou seu queixo, para olha-la — Por que você tá assim? — ele perguntou, mesmo sabendo que a resposta era o dia de hoje.
_ Sei lá pê, eu to com medo.. — ela falou fungando — E se acontecer comigo o que aconteceu com a minha mãe? — ela falou chorando, Pedro abraçou-lhe, seu medo também era aquele, mas ali, naquele momento, precisava lhe dar força.
_ Não vai acontecer nada viu? — ele disse tentando-lhe mandar forças — Eu, e você iremos cuidar do Rafinha e da Aninha juntos, iremos aguentar muito choro e muita fraldas sujas! — ele disse arrancando um sorriso de lado da mulher.
_ Pê, só me promete uma coisa? — ela pediu, Pedro sentiu o peito apertar- Se os médicos pedirem pra você escolher entre eu ou eles, promete que vai escolher eles? — Ela pediu, Pedro não aguentou, lhe abraçou chorando, não poderia imaginar viver sem ela ou sem os filhos, não podia, teria que ser com os três.
_ Promete? — ela perguntou novamente, nada ele respondeu, não podia fazer essa promessa, não podia escolher entre um ou outro, ele amava todos eles, não podia, então, apenas a abraçou.
***
Karina e Pedro almoçaram no perfeitão, e logo em seguida foram para o consultório da doutora Carla, hoje teriam consulta.
_ Boa tarde Papais! — Disse a Medica sorrindo, Karina forçou um sorriso e Pedro apenas assentiu com a cabeça, ainda não tinham parado de pensar na conversa de mais cedo.
A doutora fez mais uma ultrassom, estava tudo bem com os bebês, estavam bastante saldáveis.
_ Bem, eu quero marcar uma cesária, é melhor nascer algumas semanas antes do que termos surpresas! — ela disse para eles, marcando dali a duas semanas o nascimento, Karina sentiu os olhos umedecerem, o medo batia novamente na porta, Pedro a abraçou.
_ Doutora, pode acontecer comigo o que aconteceu com a minha mãe? — ela perguntou chorando, Carla coçou a cabeça, sim, ela tinha riscos.
_ Olha Karina, eu não vou mentir, a sua gravidez é arriscada, pode sim acontecer, mas não vai, você tá bem, os bebês estão saldáveis, então, é só marcar a cesária, vai dar tudo certo! — ela disse acariciando a mão de Karina, que suspirou.
Depois da consulta eles foram direto pra casa, aquelas semanas seriam muito longas, oh se seriam.
***
Uma semana já tinha passado, e ali novamente estavam todos, reunidos na casa da família Duarte.
Todos comiam, normalmente, mais tinha algo estranho.
_ O que foi meu amor? — Perguntou Pedro, vendo Karina remexe-se desconfortavelmente na cadeira.
_ Nada não... — Ela responde com uma cara estranha.
_ Ta tudo bem K? — Bianca pergunta, ela não responde, apenas libera algumas lagrimas, Pedro a olha desesperado.
_ Amor, se sente bem? — Pedro pergunta agachando-se ao seu lado, Gael faz o mesmo, ela continua calada, engolindo em seco.
_Filha, o que você está sentindo? — fala Gael tirando alguns fios de cabelos do seu rosto, mais silêncio.
_ Ta doendo.. — ela balbucia, deixando escapar mais lagrimas, suas mãos estava na barriga.
_ O que? — Pedro também balbucia.
_ Filha? — Gael chama, mais silêncio.
_ Marcelo, prepara o carro!!! — grita Delma, o marido logo pega a chave.
_ Melhor leva-la ao hospital! — aconselhou Dandara, Pedro concordou, pegando-a no colo sobe gemidos de dor da mulher.
_ Deixem ela calma, eu aviso a Doutora Carla! — Disse Bianca, pegando o celular e começando a discar o numero.
_ O que você tá sentindo filha? — Gael perguntou, a essa altura todos já estavam no carro, Pedro ia atrás, tentando acalma-la, Gael dirigia.
_ Aiaiaiai! — gritava Karina, enquanto Pedro ficava cada vez mais desesperado.
_ Acelera esse carro! — ele gritou, foi isso que gael fez, indo o mais rápido possível.
***
Seguiram para o hospital, Karina chorava, se contorcia, gritava de dor, pedindo que não a deixasse perder os filhos, começou a virar, até perder a consciência, levando todos ao desespero.
_ Amor! — grita Pedro desesperado, chorando.
_ Anda com esse carro! — Gritou Bianca, desesperada pra Gael que já tremia.
Pedro temeu, não, nada iria acontecer, mas por mais que tentasse, não esquecia das palavras da mulher.
" Se O doutor Pedir pra você escolher, promete que vai escolher eles?? "
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