Sempre? Sempre.
1 Capítulo 1 - Encontro.
Notas iniciais
Naquela tarde ensolarada, e de um vento totalmente gostoso e confortante, lá estava Lilian em seu quarto em frente ao espelho, olhando seu vestido florido. Decidindo ainda por ultima hora se contaria á irmã os seus poderes especiais. Petúnia poderia falar para os pais ou desprezar ela depois disso, já que ela era perfeccionista e não gostava de nada que fosse ser considerado anormal. Mais aquilo também não era anormal, era somente um poder especial.
Penteara os cabelos ruivos até ficarem totalmente alinhados, coisa que não conseguiu. Mais se deu por satisfeita se não passaria á tarde ali penteando os cabelos. Correu e foi ao quarto de sua irmã ao lado esquerdo.
Túnia! – Lilian chamou vendo que a irmã estava ajeitando alguns livros na estante.
O Que foi? – Falou totalmente impaciente por deixar um livro sem ser em ordem alfabética como os outros, culpa era de Lilian que havia a desconcentrado. Pensou.
Eu tenho que te mostrar uma coisa, Anda venha. Eu vou pedir aos nossos pais se eles deixam a gente ir no parquinho na frente. – Falou totalmente animada fazendo os cabelos esvoaçarem atrás.
Petúnia olhou para Lilian com total desgosto. Ajeitou os livros e deixou-os em uma pilha que tinha outros ainda. A ruiva tinha um sorriso galanteador enorme na face.
Por que não pode me mostrar aqui? É alguma coisa errada? – Falou com um ar inspirador, afinal se desse para a irmã ficar de castigo, ficaria. Pois queria mostrar aos pais que na semana de escola dela, eles poderiam deixar ela ir junto dos colegas.
Não! É somente que não posso, pode correr o risco de quebrar alguma coisa. – Falou já ficando meio receosa. Petúnia finalmente desceu com ela e a Lilian parecia que ia explodir de tanta excitação e ao mesmo tempo de desconforto.
Pai, mãe? – A Ruiva chamou, e os dois se viraram que estavam na cozinha, o pai lia o jornal e a mãe fazia á janta adiantadamente, já que o horário era 18:30 para jantar e voltar para casa.
Olá querida, o que foi? – A Mãe disse gentilmente enquanto mexia na panela, a sopa de tomate.
Podemos ir ali no parque Da frente? Nós voltamos na hora, pode deixar. – Lilian falou, e sua mãe a observou um pouco receosa. Mais assentira e as duas saíram porta a fora.
*
Lilian ficou á frente de Petúnia e pegara uma flor que ainda não nascera, e fez ela nascer aos poucos abrindo as pétalas. Os olhos de petúnia se arregalaram de surpresa e desprezo. Uma sensação estranha percorreu por todo o corpo de Lilian, mais ainda sorria.
Você é esquisita, eu vou contar pra mamãe! Você é esquisita. – Petúnia saiu correndo totalmente assustada, fazendo também a ruiva se assustar. Mais com a atitude e reação da irmã.
Lilian continuou vendo a irmã correr desesperadamente e olhar para trás as vezes até que ela sumiu de sua vista completamente. E um menino de vestes negras, só a blusa branca. Os cabelos negros eram até a altura do ombro, os olhos negros ônix como pedras. E uma pele branca, um pouco mais alto que Lilian, sair da árvore. E ele fez a flor voar, até a mão dela. Petúnia ficou ainda mais incrédula e saiu correndo dali.
Ela lhe Dara um sorriso, e fez ele dar outro também.
*
Ela e Severo estavam deitados na grama recém cortada verde e macia. Lilian com seus cabelos ruivos espalhados e Severo tinha o cabelo na mesma posição, também um pouco espalhado.
Eles dois olhavam para o céu que estava lindo e puro, azul como nunca naquele dia.
É inveja, Ela é comum e você é especial – Ele falou ainda olhando para o céu. Se sentia totalmente confortável perto daquela menina. Eles estavam de mãos dadas.
Que maldade Severo. – A Menina falou e fazia o mesmo.
Logo depois eles viraram bons amigos e Lilian começou á ver que estava prestes á escurecer. ‘’ Mãe! ... Petúnia... ‘’ Pensou, e levantou dali tirando um pouco de terra das vestes floridas fazendo o menino a olhar.
O Que foi? – Severo disse totalmente preocupado. Havia gostado tanto dela, e queria ficar mais tempo com ela. será que ela se cansou de sua companhia? Pensou.
Sev, eu tenho de ir. Já é tarde. Eu tenho que voltar agora, se não amanhã não poderei vir e conversar com você. – Falou sorrindo, e o menino se levantou. O olhar negro se mantinha dentro do verde azulado da ruiva.
Tudo bem. Tchau. – Ele sorriu, e a menina o abraçou carinhosamente. Ela saiu e continuou olhando para trás. E ele acenava calmamente, logo ela sumiu de sua vista. E ele olhava para o caminho de onde ela veio e foi embora, deixando Severo com saudade daquele abraço adorável e reconfortante.
Do cheiro de grama recém cortada, de margarida e lavanda. E livros novos, a roupa estava impregnada com o cheiro natural da menina. Ele mesmo se cheirou, e sorrira. E deu meia volta e fora para casa. Ele estava com um pouco de... felicidade, coisa que nunca havia sentido antes. Seus pais brigavam todo o dia e seu pai agredia sua mãe. Ás vezes ele cansado saia e eles nem percebiam, mais um lado era bom nisso. Ele podia estar com Lilian, com a sua Lilian.
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