Sempre Juntas
5 Epílogo
Notas iniciais
Epílogo
(CINCO ANOS DEPOIS)
Acordei abraçada a Liv, fazia frio e já eram 09hs da manhã. Levantei e tomei um banho, enquanto me trocava ouvi umas batidinhas na porta. Abri já sabendo quem era.
— Mãe vocês já acordaram?
Peguei minha garotinha no colo e sai do quarto com ela.
— Não Sam, só eu acordei – respondi dando-lhe um beijo.
— Então vamos preparar o café da manhã pra mamãe?
— Vamos sim, mas antes você vai ao seu quarto por uma blusa que está muito frio.
— Ta bom.
Ela foi correndo para o quarto.
Samantha tinha quatro anos, o cabelo negro como o meu, mas os olhos eram os de Liv.
Há cinco anos Liv insistira em ter um filho e nós optamos por inseminar um óvulo meu, fecundado, em seu útero. O doador tinha as mesmas características de Liv, então Sam nasceu parecida com nós duas.
Fui para a cozinha e pus os ingredientes em cima da mesa. Decidi que faríamos panquecas e chocolate quente.
— Pronto mãe, o que vamos fazer? – Perguntou Sam subindo em uma cadeira.
— Panquecas e chocolate quente, o acha?
— Hummmm que delícia – respondeu passando a mão na barriga e fazendo cara de fome.
— Então vamos começar que daqui a pouco mamãe acorda.
— Vamos – disse olhando para a mesa com ar sério – O que faço primeiro?
— Pega aquele saquinho de trigo...
***
(LÍVIA)
Acordei sentindo falta do corpo de Kayle colado ao meu me aquecendo do frio que fazia. Olhei para o relógio e já eram 10hs, me sentei, puxei a cadeira de rodas e fui tomar um banho rápido, me troquei e sai do quarto.
Ouvi um barulho na cozinha, Kayle e Sam deviam estar lá.
Cheguei na porta da cozinha sem fazer barulho para não ser percebida e fiquei observando-as.
Elas riam de costa para mim e arrumavam alguma coisa.
Os dois amores da minha vida. Kayle até parecia uma criança junto de Sam e a minha garotinha, como crescia.
— Será que posso saber o que estão aprontando? – Perguntei entrando na cozinha.
Kayle se virou pra mim sorrindo e Sam correu até meu colo e tapou meus olhos.
— Não mamãe, não pode ver! É surpresa! – Reclamou – Você tem que ficar no quarto.
Kayle veio até nós e pos as mãos em cima das de Sam.
— Pode tirar as mãos as Sam – disse e Sam tirou, mas eu ainda não podia ver nada – vamos fazer assim, eu levo a mamãe para o quarto e você leva a surpresa depois, combinado?
— Sim, combinado.
Senti Kayle empurrar a cadeira para fora, somente quando entramos na sala que ela destapou meus olhos. Pegou-me nos braços e me levou para o quarto.
— Não vai mesmo me dizer que surpresa é essa?
— Surpresa é surpresa – respondeu me colocando na cama – não vou estragar tudo.
Ouvimos batidinhas na porta e Kayle foi abrir, mas antes me beijou os lábios.
— Surpresa! – Gritou Sam entrando no quarto com uma bandeja na mão e logo pos em cima da cama. – Pra você mamãe.
Olhei para a bandeja que tinha um café da manhã completo com as coisas que eu mais gostava e na panqueca em forma de coração estava escrito Nós Te Amamos. Dava para perceber que fora Sam mesma quem escrevera e isso me emocionou muito.
— Obrigada meu amor — disse estendendo o braço para Sam – vem cá da um abraço na mamãe. Eu também te amo muito.
Depois de tomarmos o café da manhã Sam foi para o tapete brincar e Kayle sentou ao meu lado, me aconcheguei em seus braços olhando nossa garotinha.
Sam era uma amostra de todo o amor entre eu e Kayle, todo o carinho que tínhamos estava estampado nela e faríamos de tudo para vê-la feliz.
Antes com dezessete anos pensava que nunca seria tão feliz assim, que essas coisas só aconteciam nos filmes, mas então conheci Kayle que me mostrou o verdadeiro amor, me realizei profissionalmente, tinha amigos perfeitos e então a maior realização da minha vida, me tornei mãe de uma garotinha tão linda e inteligente. Não conseguia me conter de tanta felicidade, todos os obstáculos pelo qual passara valera a pena para estar ali naquele momento de paz com minha família.
— O que tanto está pensando? – pergunta Kayle num sussurro em meu ouvido.
— No quanto de sorte eu tenho por ter vocês duas – respondi e beijei seus lábios. – Eu te amo.
Kayle me abraçou forte e também me beijou.
— Nós é que temos muita sorte por ter você e eu também te amo... muito. E sempre será assim.
Notas finais
Obrigada para quem acompanhou a história e mais ainda aos comentários.
Valeu e até a proxima.
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