Sempre Irmãos...
11 Fuga...
Notas iniciais
A Casa dos trigêmeos explode. O Motivo? Há uma indicação sutil em uma das falas do Kl no capítulo 8... ;)
Kn e Kl não sabem o que houve com o Ks.
Não parece ser um bom período para o Caçula...
Enjoy... ^^
Kn POV
Meus sentidos estavam entorpecidos e a única coisa da qual eu me recordo era do Kl me arrastando casa afora e a vaga lembrança de um calor infernal enquanto voltava pouco a pouco a controlar meu corpo e meus movimentos, e foi quando vi Kl se aproximando hesitante de nossa casa. O lugar que foi nosso lar por tanto tempo. Ainda não entendo o porquê de ele estar tentando voltar pra casa, foi aí que eu ouvi o seu grito:
- KS!!! SAIA JÁ DAÍ! ANDA! AGORA!!! NÃÃÃÃÃÕOOOO!!! KSSS!!!
Não sei se foi o desespero ou apenas uma reação reflexiva, mas rapidamente me levantei e pulei sobre Kl, tentando proteger a ambos da massa de calor intensa que emanava da casa em chamas e onde repousavam agora as cinzas de nosso irmãozinho. A muito custo consegui manter Kl imóvel sob mim, ouvindo seus murmúrios e lamentos.
- Ks, não... Ele não pode ter ido, meu irmãozinho, o caçula, meu Little B, eu deveria ter sido mais rápido, quem sabe se eu não tivesse demorado tanto com aquela porta, talvez eu tivesse conseguido salvar vocês dois... E...
Ao notar seu silêncio, acompanhei seu olhar, e então entendi o motivo de seu choque.
- Mas como... — eu não conseguia crer em meus olhos. Temia que fosse uma ilusão.
Uma linda mulher vestida com roupas chamuscadas carregava nosso irmão como se ele não pesasse nada. O que era muito estranho afinal ele deveria ter o dobro do peso dela e ser bem maior também. Fiz menção de me levantar, mas Kl me segurou onde eu estava se levantando no meu lugar e indo na direção da mulher.
- Como é que... O que é que... Quem é você?
- Não importa agora, temos pouco tempo para salvar esse menino — ela falava sem tirar os olhos de Ks.
- é... Sim... Claro... O que quer que eu faça?
- Fique longe até que eu acabe não interfira ou posso matá-lo por acidente. — ela disse séria colocando Ks no chão com cuidado — Entendeu?
- Sim... — então Kl veio até onde eu estava e me ajudou a levantar, distanciando-se um pouco mais sem perder o contato visual com a mulher.
E para nosso total espanto ela o mordeu, Ks soltou um grito engasgado. No mesmo instante tivemos ímpeto de correr atrás daquela maluca, mas algo nos manteve parados. Ela ficou mais alguns instantes 'mordendo' nosso irmãozinho e depois o soltou.
Ks começou a gritar e a se contorcer como se todo seu corpo estivesse queimando. Eu não conseguia me mover, mas Kl já estava correndo na direção dos dois, a mulher nos olhou, soltou um pequeno rosnado, e... Espera. Ela rosnou? Bem, depois disso, ela correu rua abaixo, corria tão rápido que logo se tornou um borrão, me deixando mais estupefato ainda. Por um instante Kl ficou entre socorrer Ks que ainda gritava no chão ou correr atrás da maluca com a boca suja de sangue.
Por fim decidiu-se por socorrer Ks, pegou nosso irmão que se debatia, quase o deixando cair, nesse instante foi como se eu acordasse, corri para eles ajudando meu irmão a segurar o outro. Mas para onde iríamos? Nossa casa estava em chamas, nossos pais ainda estavam no Canadá... Mamãe provavelmente ficaria doente de preocupação quando soubesse desse incêndio. Estávamos com problemas, e dos grandes.
Já podíamos ouvir as sirenes do carro de bombeiro se aproximando, não tínhamos tempo. Entrei no banco de trás do jeepe e pedi para que Kl me desse Ks, ajeitei o melhor que pude em meu colo enquanto ainda se debatia. Kl entrou no banco do motorista socou algumas vezes o volante, respirou fundo e ligou o carro.
Começou a dirigir como um maluco. Queria avisar que deveríamos ir para um hospital, porém, não saberíamos como explicar. Seriamos internados como loucos se contássemos que uma linda mulher o mordeu e que correu a pelo menos 100 km/h rua abaixo. Acho que Kl pensou o mesmo porque começou a sair da cidade, depois de alguns quilômetros estacionou num hotel qualquer. Tiramos Ks o mais discretamente possível do carro depois de pagar por um quarto. Caminhamos carregando o caçula se debatendo, gritando, tivemos de tampar a boca dele.
Entramos num quarto que cheirava mofo, mas não tínhamos muita escolha.
Notas finais
Até o próximo capítulo...
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