Notas iniciais
Ks internado na Clínica do Dr. House... wow... complicações à vista...

Muitas coisas ainda por rolar...

Eis aí cap 5...

Enjoy... ^^

Kn Pov

Depois que descarregamos as compras, Kl disse que ia dar uma volta com o Ks, a princípio não gostei muito da idéia. O caçula pode ser um chato de galocha às vezes, mas sei lá, ele tem uma alegria contagiante, que faz com que arrumar as malas deixe de ser maçante e se torne uma tarefa bem divertida. Mas, depois, percebi que o Kl estava planejando algo e que era melhor eu deixar que ele cuide disso sozinho. De qualquer jeito, ver o Kl arrastando o Ks porta a fora e o Ks com cara de cão sem dono foi cômico.

- Vamos ver. A casa está em silêncio, sem sinal do Ks, nenhuma piadinha, nenhum projétil em formato de travesseiro acertando minha cabeça... O paraíso existe.

Sem aqueles dois crianções em casa não teria discussão, como o Kl querendo assistir a luta e o Ks enchendo o saco para ver algum filme romântico. Então eu poderia calmamente arrumar as malas, ouvir uma música qualquer, até andar pelado pela casa se quisesse, não essa última não seria boa idéia a mamãe poderia chegar e eu estaria realmente encrencado. Já até podia ouvir a voz dela em minha cabeça dizendo: “O que conversamos sobre andar sem roupa pela casa? Blá, blá, blá”. Como as pessoas dessa casa podem ser chatas às vezes.

Estava organizando as coisas no meio da sala quando o telefone tocou. Fui atendê-lo distraído revisando mentalmente a lista de coisas que já tinha arrumado.

- Alô? — por pouco não tropecei na mesinha de centro onde o telefone se encontrava.

- Kn? — mamãe respondeu, eu achava impressionante como ela podia nos diferenciar e reconhecer, mas era a mamãe então.

- Sim, Mamãe. Sou eu. Está tudo bem?

- Esta. Liguei apenas para saber como vão as coisas. — ela falou com um tom preocupado — Onde estão Kl e Ks?

- Eles deram uma saída. Acho que esqueceram de comprar alguma coisa.

- E como vão os preparativos? — mamãe falou tranquilamente e isso era sinal de encrenca — E lembre-se conversei com Kl antes de sair e disse que se estivesse chovendo não era pra vocês irem. Entendeu?

- As coisas de acampamento estão prontas já. Conversou? Tudo bem então. — "Droga." pensei comigo — Mas a previsão é de sol.

- Bom, se já estamos entendidos. — ela voltou ao tom normal, ufa — Bom estou indo para o Canadá com o pai de vocês, vamos ficar cerca de dez dias fora. E quero que esteja tudo em ordem quando voltarmos, nada de festas, garotas dormindo em casa e nem de machucados. Entendeu?

- Sim senhora, mamãe. Mas a possibilidade é remota... Provavelmente vamos chegar juntos. Mas de qualquer jeito. Boa Viagem para você e para o Papai. — Droga. O Churrasco de retorno no domingo foi pro espaço.

- Sei como minhas coisas estão Kn, então, por favor, sem idéias. — mamãe falou cansada, realmente não devia ser fácil ter três de nós em casa.

- Poxa mamãe, a gente está saindo pra caçar. Não tem como aprontarmos enquanto estivermos fora. Você poderia dar um voto de confiança, sabe?

- Sei. Sei. — ela falou cansada — Como da vez que se pai e eu saímos de férias e quando voltamos tínhamos um carrinho de golfe na sala. Ou como na vez que deram uma festa e meu sofá foi parar na piscina?

- o carrinho de golfe na sala e nem sei como aconteceu... Mas o sofá na piscina eu te juro que foi um acidente mãe.

- Imaginei que fosse. Mas sem mais acidentes ok? Gosto da minha casa inteira. - agora eu entendia a quem Kl tinha saído.

- Sim senhora. Garanto que ela ainda vai estar aqui quando vocês voltarem.

- Bom já vou indo. Beijo. Amo vocês. - ela deu beijinhos no telefone.

- Beijo Mamãe, boa viagem... Também te amamos.

Depois de desligar o telefone, voltei à organização das malas por mais um tempo e então fui à cozinha preparar um lanche, já havia arrumado parte das coisas quando meu celular toca, por instinto levei a mão ao bolso, mas ai me lembrei que ele estava no quarto. Droga. Corri escada acima e atendi.

- Alo. — falei ofegante

- Kn? — a voz conhecida do meu irmão disse do outro lado

- Onde estão? A mãe acabou de ligar.

- Pequenas complicações. Acabou de ligar? O que ela disse?

- Está indo para o Canadá com o pai. — falei cansado

- Droga. — Tinha alguma coisa errada. E ele não estava me falando qual era essa coisa.

- Hey Big B, o que tem de errado? Cadê o Ks? — falei irritado.

Ouvi-o respirando fundo do outro lado da linha.

- É o seguinte o Ks teve outra crise quando estávamos voltando de Port Angeles. E eu achei que seria melhor levá-lo ao médico. Mas ele não queria que você fosse pra não te deixar muito preocupado. Só que quando chegamos à clínica do House ele desmaiou na recepção. E provavelmente vai ficar internado. O Dr. House não sabe o que ele tem, e aparentemente ele e o Dr. Foreman estão em desacordo quanto ao resultado dos exames...

- O quê? — falei mais alto do que pretendia no telefone.

- Irmão, não surte agora, não vai ajudar o caçula.

- Não estou surtando. Mas deveria ter me contado, eu deveria estar ai. — falei hiperventilando, é eu realmente estava surtando.

- E estaria aqui, hiperventilando, andando de um lado para o outro. E checando o relógio a cada 5 minutos pra saber sobre os resultados dos exames.

Eu odiava quando Kl tinha razão, mas espera ai se Ks iria ficar internado como faríamos com a viagem? Teríamos de ficar um ano sem caçar, não era justo.

- Estou indo até ai. — limitei-me a dizer.

- Se eu disser que não você não vai me ouvir então... — Ele realmente bufou lá do outro lado? — Aproveita e traga mudas de roupas pra gente...

Sem nem esperar por mais palavras, apenas desliguei o telefone. Não acredito nossos pais fora do país e ao invés de aproveitarmos, vamos passar o tempo num hospital. Numa porcaria de hospital.

Tudo bem que nem eu nem o Ks somos lá muito fãs de hospital. E o problema dele parece ter se agravado. Circulei pelo meu quarto pegando três mochilas, e deixei uma em cima da minha cama, jogando dentro dela algumas roupas que eu não tinha separado pra viagem.

Entrei no carro, joguei as mochilas no banco de trás e dirigi feito um maluco para o hospital. Cara com eu odiava aquele ambiente. Assim que cheguei ao hospital e me dirigi a recepção, dei o meu melhor sorriso para a recepcionista.

- Boa tarde. — o que ela nem me olhou, será que era cega? Balancei minha mão na cara dela.

- Posso ajudá-lo? — Ela me olhava com uma expressão indiferente. Será que tinha alguma coisa de errado com ela? Eu não era do tipo galã, mas não costumam me olhar desse jeito. De repente ouvi uma voz familiar me Chamando.

- Kn!

- Kl. — disse com alívio, porque já estava começando a achar que estava num daqueles programas 'Além da Imaginação'.

- A mãe já foi?

- Já me ligou do aeroporto, acho eu. — respondi acompanhando meu irmão e me afastando daquele recepcionista estranha.

- Hmm... — se ele fosse ficar em silêncio eu ia acabar surtando.

- Cadê o Ks?

- Ta em alguma sala... Eles acabaram de pegá-lo do quarto para uma bateria de testes

- E para onde estamos indo? — falei ainda acompanhando Kl.

- Escritório do House.

Rolei meus olhos e continuei a caminhar em silêncio, pior que hospitais eram os médicos deles. Caminhamos por mais uns momentos num silêncio incomodo, até que finalmente chegamos a uma sala, que ao que parecia era o escritório.

- Finalmente, achei que andaríamos o dia todo até chegarmos aqui. — resmunguei de mau humor.

- Relaxa cara. Mau humor não vai ajudar a tirar o little daqui ainda hoje.

- Eu sei. — limitei a responder.

Kl parou em frente à porta e respirou fundo antes de bater. Pela porta de vidro pude ver dois médicos discutindo, o grisalho Dr. House, como sempre com a inseparável bengala e outro médico que eu supus ser o Dr. Foreman. House veio mancando até a porta, e escancarou-a.

- O que querem? — falou seco e olhar duro

- Saber sobre nosso irmão mais novo. — Kl e sua calma inabalável em momentos de tensão.

- Quem? — não é possível...

- Minha altura, loiro, rosto igual o meu...

- Sei. — ele fez cara de quem se esforçava para lembrar, man eu ia dar na cara dele.

- Ele está na sala de testes. Olá, eu sou o Dr. Foreman. — ainda bem que ainda existem médicos normais nesse hospital.

- E sobre os resultados?

- Fizemos um primeiro exame, que não denunciou nada. Por isso o mandamos fazer outros testes.

- Acho que nosso irmão esta se tornando uma cobaia. — falei meio sem pensar.

- Acho que seria interessante tirar amostras sanguíneas de vocês também. — House falou girando a bengala — Assim poderíamos ter um panorama completo.

- Nem vem. É ruim de eu deixar uma agulha chegar perto de mim. — nem pensar. Não mesmo. Nunca.

- Kn. Por favor. É claro Dr. House.

- Não. — gritei e corri. Eu sei que não foi muito heróico da minha parte, mas odeio agulhas.

- Kn! — Kl gritou da porta — Volta aqui ou eu te mato.

Por algum motivo, senti que aquela não era uma ameaça só da boca pra fora. Parei de correr no ato, e me virei, voltando até onde o Kl estava, fazendo a cara mais desolada possível, mas aquele ser desprovido de sensibilidade era imune a ela.

Estávamos chegando a uma conclusão sobre se eu e Kl realmente iríamos ter de tirar amostras de nosso sangue quando uma médica se aproximou andando rapidamente e com uma expressão angustiada no rosto.

- House! — A média parecia não ter notado nossa presença.

- Thirteen? — e ao que parece o House nos ignorava também.

- O garoto desmaiou na sala de testes. — não estou gostando do rumo dessa história.

- Como é? — Foreman tenso, Kl tenso, e as coisas só melhoram...

- Estávamos fazendo a bateria de testes físicos como você sugeriu. E de repente o corpo do garoto simplesmente desmontou. Como se tivesse desligado. Deixei-o lá com o Chase e vim chamá-los imediatamente.

Quando nos preparávamos para correr junto com a equipe médica, quando House levantou aquela bengala na altura de nossos peitos. Man, eu ia acabar perdendo a cabeça com esse cara.

- Acho melhor ficarem aqui. — House falou

- Como é que? — esse cara estava começando a me estressar

- Vai que confundo vocês e espeto o cara errado. — House falou continuando a andar.

Quando me virei pra reclamar de House pro Kl vi que ele estava sentado com ambas as mãos no rosto.

- Está tudo bem irmão?

- Não Kn, não está tudo bem. Nosso irmãozinho está com alguma doença que os médicos não identificaram, acabou de desmaiar na sala de testes. — conforme ele ia falando ia andando e um lado para o outro pelo corredor — nossos pais estão fora do país, papai é que saberia o que fazer em um momento como esse. E eu estou aqui. No hospital. Me sentindo impotente. Sem saber o que fazer. Eu estou um... — ele não terminou a frase... Não conseguiu. Quando vi que ele estava a ponto de explodir o abracei, e ele me abraçou de volta, e lá ficamos.

Notas finais
N/A: Hey pessoal... Capítulo 5 entregue... Esperamos que tenham gostado... ^^

Comentem... Indiquem... Sempre bom saber o que vocês acham da Fic... :)

Beijos dos TriBear

N/B: Oi gente, estamos com mais um capítulo espero que estejam se divertindo tanto quanto eu.

Bom acho que não. Afinal eu leio antes, palpito, os deixo doidos com perguntas e sugetões. É realmente eu me divirto mais. ^^

Espero comentários e recomendações.

Beijos da Ravenna.