Notas iniciais
House é um cara genial... ainda mais agora que se descobriu que ele consegue tirar o TRÊS irmãos do sério... kkkk...

Kl sucumbiu à pressão. Ainda bem que Kn estava ao seu lado.

E.... E Ks? o que estava rolando enquanto o foco estava nos mais velhos?

Enjoy... ^^

Kl Pov

Não sei quanto tempo fiquei abraçado com meu irmão, os dois ali totalmente perdidos, juntos e sozinhos naquela sala. Logo depois Kn saiu para fazer um lanche próximo do hospital, não sem antes repetir mil vezes que eu ligasse para ele quando tivesse qualquer notícia que ele viria correndo, só saindo enfim quando eu afirmei veementemente que eu o chamaria a qualquer sinal do caçula. Fiquei na sala de espera, sentado com cara de poucos amigos, fitando a TV sem realmente ver nada que passava ali. De repente uma médica de meia idade, linda apesar do ar sério e profissional se aproximou de mim.

- O senhor é...? — ela ia dizendo com ar de dúvida.

- Kl, o gêmeo mais velho. — lhe dei a informação, ouvindo o quanto minha voz parecia cansada.

- Ah sim, Sr. Kl como vai? Sou a Dra. Lisa Cuddy, a diretora deste hospital — ela sorriu um sorriso reconfortante. Era muito gentil.

- Não exatamente bem. Alguma novidade?

- Sim, os exames terminaram. Seu irmão está no quarto, junto dos outros médicos. Ele pediu que chamássemos vocês... — A médica olhou em volta, numa muda procura pelo outro gêmeo.

- Obrigado! Chegamos lá em um instante. — respondi de imediato, levantando-me e sacando o celular do bolso. Disquei o número do meu outro irmão que atendeu no primeiro toque.

- Alô!? — A voz ansiosa me atendeu. — O que houve?

- Acabaram os exames, vem pra cá. Te encontro no quarto dele.

- Chego em um minuto Man. — Ouvi seus passos rápidos.

- Ok. — Foi tudo que respondi. Desliguei e caminhei a passos largos pelo longo corredor branco.

Chegando próximo ao quarto de Ks, ouvi vozes no que parecia uma discução acalorada, me movi silenciosamente, escondendo-me atrás de uma coluna próxima aos médicos, e os vi compenetrados no que quer que fosse a discução. Dr. House com uma bolinha vermelha em uma mão e a inseparável bengala na outra, Dr. Foreman ao lado de House, parecia impaciente com algo, e ao lado dele reconheci as longas madeixas da Dra. Hadley e ao lado dela supus ser o Dr. Chase.

- Mas como assim "os exames não denunciaram nada"? O Hemograma? Cardiograma? Infectograma? Você tem certeza que fez todos os exames direito Remy? — então era por isso que o Foreman estava incomodado. Me aproximei mais o mais silenciosamente que pude, já que, eu queria ouvir aquela discução.

- Os níveis de leucócitos e hemoglobinas no sangue estão normais. Os de plaquetas também. Então não pode ser leucemia. — Dr. Chase também parecia confuso com os resultados.

- Mas como você explica os desmaios, as tonturas. — era uma veia pulsando na testa do Foreman?

- Mas o garoto não aparenta nem cansaço nem pouca fome, pelo contrário. Comeu três refeições e ainda disse "já podem servir o prato principal..." — Ks realmente come.

- Ele parece estar irritadiço e reclama de tonturas. — House parecia distante, como se a conversa o entediasse.

- É porque ele não gosta de hospitais. Ainda mantém o bom humor que os irmãos disseram ser característico dele. Além do mais, você o irrita House, e aos outros também. — ponto pra Dr. Hadley, House simplesmente deu de ombros.

- Palpitações?

- Ausentes.

- Cansaço? — ignorando o diálogo entre Hadley e House, Foreman e Chase trocavam palavras rápidas.

- Eu diria até hiperatividade. — por algum motivo, não estou surpreso.

Nesse momento fui surpreendido por uma mão em meu ombro.

- Mas o que diabos você ta fazendo escondido aí... Huuummhummm — Kn, discreto, chegou quase me delatando. Puxei ele pra perto, cobrindo sua boca com minha mão.

- Shiiiiiiiiii. Fica quieto, eu estou aqui ouvindo a discussão dos médicos. Você vai entregar a gente. — falei aos sussurros, tentando segurar aquele brutamonte, se debatendo embaixo do meu braço, em volta do seu pescoço.

- Argh...ta, me larga. — irritado, ele se soltou, ajeitando a roupa, me lançando um olhar torto. Então disparou a falar. — Você não pode fazer isso não irmãozão, isso queima meu filme, complica as coisas. Que mania chata de me enforcar e tapar minha boca quanto estou falando. E tu ta pensando que é invisível atrás dessa coluna? Avestruz é que esconde a cabeça achando que se camufla irmão. E tem mais... Ai! — ele gritou em protesto ao tapa que eu acertei em sua nuca.

- Cala essa boca Kn, isso é sério. Será que você pode parar de ser descontrolado e fazer 1 minuto de silêncio?

Nesse meio tempo de discussão minha com Kn, mais alguém ouviu e se dirigiu até nós. Quando eu já estava em vias de esganar meu irmão, um 'toc toc' surdo se aproximou seguido de uma voz irônica.

- Não estão meio grandinhos pra brincar de pique — esconde? — Dr. House estava pedindo pra levar uns tapas, olhando a gente com aquele sorrisinho.

- Er.. Bem, não estamos nos escondendo... — Kn tentou se explicar, desconcertado, como criança.

- Não vem ao caso, queremos explicações Dr. e parece que o Sr. não tem nenhuma para nos dar. — falei mais alto, tentando impor respeito na situação constrangedora.

House ergueu uma sobrancelha e sem mais, virou-se, voltando ao quarto. Nós o seguimos depois de trocarmos um olhar meio furioso. Kn ainda ia apanhar, depois do médico da bengala, claro. No quarto, a discussão permanecia, indiferente à nossa chegada. No centro, deitado na cama e com o olhar mais apavorado estava o nosso irmãozinho. Ao ver a gente no entanto, ele sorriu e sorrindo de volta nós paramos ao lado de sua cama.

- Como se sente? — Kn perguntou baixo, olhando-o com carinho.

- Cansado, confuso e ainda com fome. A comida daqui é triste cara. — uma vez Ks, sempre Ks, sorri ao pensar.

Apertei o ombro do little e voltei o olhar na direção dos médicos. Eles começavam a me irritar ao não dispensar a devida atenção conosco. Impossível alguém dizer que éramos invisíveis daquele tamanho. Sem paciência, dei um pigarro alto e interrompi sem me incomodar em ser educado.

- Com licença? Estamos aqui querendo saber o que nosso irmão te e vocês aí brincando. Dá pra dizerem logo o que ta havendo?

Dra. Hadley tomou a frente, os olhos claros carinhosos e compreensivos momentaneamente me ajudaram a esquecer que estava uma fera, quando tudo isso acabasse ia ver se haveria alguma possibilidade de tomarmos um café juntos.

- Ao que parece, o irmão de vocês goza de excelente saúde, porém, há esses sintomas conflitante e ainda gostaríamos de fazer mais alguns exames com ele e alguns com vocês também, se não se incomodarem.

- Não to a fim de servir de rato de laboratório. — Kn e Ks disseram ao mesmo tempo e com a mesma entonação indignada. Foi difícil pra mim conseguir manter a expressão séria.

- De qualquer jeito, vocês três ficarão aqui, utilizando nossos maravilhosos e confortáveis pijamas aproveitando nossa glamurosa culinária e sob observação. — sei de um médico manco que vai apanhar se não tirar essa bengala que está apontando pro meu peito.

- Vou pedir para que uma enfermeira venha retirar as amostras de sangue de vocês dois mais tarde então. E vou pedir também para que te tragam algo descente pra comer Ks. — dizendo isso, Dra. Hadley lançou um leve sorriso para o caçula e virou as costas, saindo do quarto seguida dos outros médicos.

Nem bem os médicos fecharam a porta, Ks já estava olhando para mim e para Kn com a nossa cara de gatinho do Shrek característica.

- Kn, Kl, eu vou pirar se tiver que passar a noite aqui. Esse cheiro de anti séptico me dá nos nervos, a comida é uma droga, a cama é dura e esse troço que eles chamam de pijama pinica pra caramba...

Ele jogava sujo mas no fundo tinha razão. Aquele lugar começava a me dar nos nervos e pela cara, o Kn também se sentia incomodado. Apesar das circunstâncias a falta de um diagnóstico e a aparente normalidade dos exames feitos por hora tinham nos deixados um pouco mais calmos. O caçula já não sentia nada havia algumas horas e ao nos depararmos a sós no quarto, o pedido dele reacendeu a vontade de viajar para caçar. Era o que planejávamos a meses, não havia como esquecer de uma hora pra outra.

- Ks, não podemos tirar você daqui. Não sem uma alta e ainda assim tem exames que precisam ser feitos e sua presença é necessária. — comecei a discursar para que somente os dois me ouvissem.

- Ah, vamos lá irmãozão, se nós quisermos podemos dar um jeito de escapar daqui e viajar. — os olhos do little brilhavam. Fala sério, como ele fazia aquilo?

- O que quer dizer exatamente, pirralho? — Kn perguntou em um tom de carinhosa curiosidade. Ks sorriu seu melhor sorriso de covinhas, aquele que eu conhecia muito bem, o que ele usava quando ia aprontar. Dito e feito.

- Ora brothers, vamos fugir, desse lugar baby, vamos fugiiir... — ele respondeu o que eu esperava e ainda assim temia, cantarolando enquanto tateava a veia para se livrar do soro.

Mestre das fugas do jeito que o Ks era, não demorou muito para ter um plano traçado. Aquele sem vergonha sempre conseguia fugir na hora que a mamãe ia dar bronca na gente. Se todo esse talento fosse usado para o bem... Acho que talvez minha orelha ficasse dolorida com menos freqüência. Mamãe é baixinha, mas é forte pra caramba.

- Seguinte, pelo que eu reparei, House passa a maior parte do tempo enfurnado na sala dele ou provocando a Dra. Cuddy ou a Dra. Hadley. Tirar o Dr. Foreman do sério também parece ser um hobby que ele aprecia muito. Mas vamos nos ater a poucas coisas. Ele passa a maior parte do dia na sala. Foreman fica na sala discutindo com ele. Dra. Hadley parece passar bastante tempo na ala pediátrica com as crianças. E Dr. Chase passa bastante tempo com a Hadley. Nosso maior risco parece ser a Cuddy, que fica andando por todo o hospital e nunca se sabe onde ela vai aparecer.

Então, em mais nem menos ele simplesmente tirou de detrás do travesseiro um mapa da clínica.

- Ks... Como é que você...

- É melhor não perguntar Kl... — falei, encarando Ks, vou deixar ele me convencer, como sempre, a simplesmente aceitar seu sorriso.

Com um movimento rápido, Ks levantou da cama, segurando em mim e em Kn por um momento, nos deixando em estado de alerta para o caso de ele desmaiar de novo, mas ele simplesmente sacudiu a cabeça e disse:

- Antes de sairmos, eu quero dois lanches de 30 cm da subway. A comida daqui não encheu um décimo do meu estômago. Mas vamos ao que interessa. — ele voltou e estendeu o mapa em cima da cama e apontou onde estávamos. — esse é o quarto onde estamos. Onde está o carro?

- Está aqui. — Eu e Kn falamos ao mesmo tempo apontando para estacionamentos distintos.

- Dois carros? Isso vai ser... — não estava gostando do sorriso dele. — Interessante. Vocês acabaram de me dar uma idéia. — Ks tendo idéias era sempre mau presságio.

- O que você está pensando, Little?

- Vamos aproveitar que somos três, e virar quatro. — o sorriso dele não poderia ser maior, e ao que parece Kn estava entendendo onde ele queria chegar.

- Como assim?

- Olha só, precisamos de um chamariz, e não dá pra bolar nada muito elaborado com o pouco que temos. Meu plano é: nós fazemos uma marionete com a minha cara, e Kn foge com ela de uma forma não muito discreta, enquanto isso, eu e Kl andamos tranquilamente pelo hospital, saindo pelos fundos, onde é mai tranqüilo e menos movimentado. Mas até chegarmos lá, precisaremos passar pela sala da Cuddy mas ela não pode estar lá.

- Mas como improvisaremos o chamariz? — Ks e Kn com os típicos sorrisos gêmeos de "nós vamos aprontar com estilo"

- Tenta contrabandear uma cadeira de rodas pra cá pro quarto. Vou bolar o resto do plano.

Silenciosa e discretamente, Kn saiu do quarto, voltando minutos depois com uma cadeira de rodas. Ks não perdeu tempo, simplesmente foi elaborando e moldando um "boneco" com os muitos travesseiros da cama, enquanto eu e Kn apenas assistíamos. E isso explicava muitas de suas escapadas pelas noite que passaram despercebidas.

- Seguinte, Kn, me dá a sua roupa. — disse Ks enquanto ia tirando o "pijama" do hospital. — você trouxe uma muda não trouxe?

- Trouxe sim, uma mochila para cada um de nós. Mas acabei descendo só a sua.

- Okay. Vai passando a sua roupa logo. — e enquanto Kn tirava a própria roupa, Ks colocava o pijama no boneco de travesseiros. — Tem algum boné na mochila?

- Tem sim. Logo de cara. — disse Kn já sem a jaqueta tirando a camiseta. — Mas eu ainda não entendi por que é que eu tenho que te dar minha roupa.

- Pega o boné pra mim por favor Kl. É porque a Hadley e boa parte das enfermeiras viu vocês dois já. E não podem supor que eu me troquei e enfim. Então, eu vou, vestido de você, com o Kl, para a "lanchonete". Enquanto você distrai os médicos correndo como um maluco pelo hospital, e eles não vão saber qual dos três é, por que você estará com outra roupa. Entenderam qual é a idéia? — se toda essa genialidade fosse usada para o bem. Nós poderíamos ter bolado uma fuga de Hogwarts mais estilosa do que a dos gêmeos Weasley...

Notas finais
N/A: Só pra constar... Eu ri muito escrevendo esse capítulo. Só o Ks mesmo pra bolar uma fuga dessa... E como diz o Kl: "Ah se toda essa inteligência fosse usada para o bem..."

Pessoal... tá aí... o Capítulo entregue. Comentem! Só pra constar... Capítulo 7 vai vir com tudo. ;)

Até lá...

Beijos dos TriBear...

N/B: Olá meus amores, aqui esta mais um capítulo, espero que estejam gostando. Agora as coisas começam a ficar interessantes, mas eu não vou contar terão de ler.

Não esqueçam de comentar e prestigiar esses três meninos e essa doida por essa história, claro que eles mercem todos os créditos eu sou só a palpiteira.

Beijos da Ravenna