Sempre Existe Uma Réstia De Esperança
2 O festival
Notas iniciais
Eram nove horas em ponto quando os rapazes chegaram na loja do Urahara para serem levados para o festival na Soul Sociaty. Já estava a acabar o dia quando a Rukia apareceu para os levar.
Rukia – Boa noite pessoal!
Ishida/Sado – Boa noite!
Ichigo – Olá!
Rukia – Vamos?
Ishida – Ainda falta a Inoue-san!
Rukia – Ela irá mais tarde com a Tenente Matsumoto.
Ichigo – Porquê? Aconteceu alguma coisa com ela? Perguntou com uma certa preocupação.
Rukia – Não te preocupes! Ela está bem!
Não falaram mais sobre o assunto e seguiram para a Soul Sociaty através do Dangai. Assim que lá chegaram foram bem recebidos pelo Renji e o Capitão Ukitake.
Renji – Olá pessoal!
Ishida/Sado – Olá!
Ichigo – Boa noite!
Ukitake – Espero que se divirtam no festival e que aproveitem bem. É uma forma de agradecimento pela vossa ajuda!
Ishida – Apenas lutámos para proteger os nossos amigos e a nossa cidade!
Ukitake – Mesmo assim! Vocês merecem este festival! Virou-se para começar andar. – Já agora, onde está a Inoue-san?
Renji – Ela vem mais tarde com a Matsumoto! Dirigiu-se para o festival, tomando a frente do grupo, já que o Capitão Ukitake havia parado de caminhar devido à sua curiosidade.
Ukitake – Nesse caso, vamos para o festival!
Caminharam sem pressa até chegarem ao local da festa. Surpreendentemente era na mansão Kuchiki. Quando lá entraram, o cenário era de completa euforia. Alguns shinigamis já estavam bêbados e faziam palhaçadas, outros dançavam e conversavam. Aquela visão era incomum para quem apenas conhecia a Soul Sociaty como um Guardião que nunca descansa do seu serviço.
Os rapazes e a Rukia acomodaram-se numa mesa grande o suficiente e conversaram alegremente até que notaram uma agitação nos shinigamis. Estes amontoavam-se na entrada para a festa e tinham uma expressão de curiosidade, admiração, inveja e até malícia.
Ichigo – O que está a acontecer?
Rukia – Não sei! Vamos lá ver.
Em alguns passos chegaram ao local onde os shinigamis estavam. Ouviam os seus murmúrios de completa admiração.
Shinigami 1 – É a primeira vez que vejo uma mulher tão linda e graciosa!
Shinigami 2 – Será que ela pertence à Família Kuchiki?
Shinigami 3 – Deve ser noiva do Capitão Kuchiki! Só ele conseguiria ter uma noiva assim.
Ishida – Quem será? A pergunta era mais para si do que para os outros.
A curiosidade começava a ser grande para os rapazes e a Rukia. Sem conseguirem qualquer avanço pela multidão, decidiram esperar que o grupo avultado de shinigamis dispersa-se. Minutos depois viram uma cabeleira loira a caminhar na direção deles.
Ichigo – Rangiku-san! Então era por tua causa que os shinigamis estavam a fazer tanto alarido! Disse com uma mão no queixo e pensativo.
Matsumoto – Boa noite pessoal! Receio que isso não seja verdade. Não era eu o centro das atenções! Estava com um sorriso enorme de orgulho na cara.
Rukia – Então quem era? Perguntou já sem aguentar tanta curiosidade.
Matsumoto – Onde é que ela está? Estava agora mesmo ao meu lado! Tentava achá-la em todos os lugares, até que reparou num grupo de shinigamis, tanto homens como mulheres, a rodear alguém. – Venham comigo! Em poucos segundos estavam ao pé do grupo de shinigamis. – Vá lá meninos, deixem-na respirar um pouco!
Shinigami 1 – Tenente Matsumoto! Pedi-mos desculpa, mas é que estávamos apenas curiosos! É a primeira vez que conhecemos uma princesa tão bonita!
Shinigami 2 – Estávamos agora mesmo a perguntar-lhe se ela era noiva do Capitão Kuchiki Byakuya!
Os que estavam atrás da loira ainda não conseguiam ver a mulher, mas assim que tiveram a visão desimpedida ficaram surpresos e admirados.
Matsumoto – A Hime-chan pode ter princesa no nome, mas não é nenhuma princesa da realeza!
Inoue – Ran-chan! Suspirou aliviada pela chegada da amiga. – Ela tem razão, eu não sou nenhuma princesa e muito menos estou noiva! Deu um sorriso que deixou os homens babados e as mulheres um olhar de admiração e inveja.
Shinigami 1 – Então quer dizer que posso pedir-te em casamento! Por favor, casa comigo!
Shinigami 2- Não! Tens de casar comigo, eu sou mais jeitoso e ocupo um lugar na lista dos oficiais.
Rukia – Isso é jeito de tratar os convidados? Deu um murro na cabeça de cada um. – Vamos Inoue! Antes que estes tarados te ataquem! Agarrou na mão da ruiva e tirou-a do meio daqueles homens.
O Ichigo, o Ishida e o Sado estavam ainda um pouco abobalhados. Eles sabiam que a amiga era bonita, mas quando a viram no meio daqueles shinigamis, é que a olharam de outra maneira. Quando olham para uma mulher em vez de amiga. A Inoue utilizava um kimono branco com bordados dourados e rosas vermelhas estampadas pelo tecido. A faixa de cor vermelha, que tinha à cintura, acentuava-lhe ainda mais as curvas generosas que possuía. Parte do seu cabelo estava preso com um travessão branco e vermelho, deixando parte dele solto, que chegava a um pouco mais do meio das costas.
Ishida – Inoue-san, aconteceu alguma coisa?
Inoue – Não aconteceu nada! Porquê?
Sado – Achámos estranho teres vindo mais tarde!
Inoue – Não se preocupem, está tudo bem. Apenas tive algumas coisas para fazer antes de vir! Deu um grande sorriso para deixar os amigos despreocupados. Se havia coisa que não queria naquela altura, era incomodá-los com os seus problemas.
Rukia – De qualquer maneira estamos contentes que tenhas chegado! Estás linda Inoue!
Matsumoto – A Hime-chan está a deixar os homens babados! Deu-lhe um abraço de urso. – Essa é a minha menina! Falou entusiástica.
Ichigo – Estás a sufocá-la Rangiku!
Dentro da mansão estavam os capitães e o comandante a conversarem.
Ukitake – Vocês vão ficar aqui dentro em vez de estar lá fora?
Kyoraku – Eu vou agora ter com as belas raparigas! Falou com um sorriso maroto. – Para além disso, ouvi algumas empregadas comentarem que estava na festa uma mulher com a beleza de um anjo. E também ouvi que era uma princesa e noiva do Capitão Kuchiki Byakuya.
Unohana – Para dizerem tal coisa, ela deve ser extremamente bela! Caminhava na direção da festa junto com os Capitães Ukitake e Kyoraku.
Os restantes seguiram atrás deles. O dono da mansão estava com uma cara fechada. Via-se claramente que não estava satisfeito e os seus pensamentos apenas o confirmavam. “Quem pensam que são? Dizerem que uma simples mulher faz parte de uma das quatro famílias e ainda por cima minha futura esposa.”
Os capitães do Gotei 13 assim que saíram da mansão foram logo saudados pelos shinigamis. Caminharam em direção ao grupo onde estava o shinigami substituto e os amigos. Estavam presentes também o Renji, que tinha chegado há pouco tempo com o Ikaku e o Yumichika.
Ukitake – Estão a gostar do festival?
Ichigo – Sim! O festival está ótimo!
Kyoraku – Vocês sabem quem é a donzela que dizem ser a futura esposa do Capitão Kuchiki? Perguntou diretamente sem disfarçar a curiosidade e o sorriso maroto, que apenas indicava que o homem estava com ideias indecentes em relação à beldade da festa.
Renji – Ainda não a vi!
Yumichika – Eu estou ansioso por conhecê-la! Dizem que tem a beleza de um anjo! O quinto oficial estava no mundo da lua e com olhos esperançosos.
Matsumoto – Aí vem ela! Hime-chan! Gritou bem alto para todos ouvirem e foi a correr na direção dela. – Demoraste tanto tempo na casa de banho! Deu-lhe um abraço de urso novamente e levou-a até ao grupo praticamente a sufocá-la.
Inoue – Ran-chan, estás a sufocar-me! Tentava libertar-se dos braços da amiga sem ser rude, mas não estava a ter sucesso. Só alguns segundos depois é que a loira a libertou. – Boa noite a todos! Fez uma reverência para os capitães.
Kyoraku – Orihime-chan! Estás tão linda. Se não fosses a futura esposa do líder da família Kuchiki eu pedia-te em casamento! Fez uma cena dramática como se estivesse a representar. A Inoue ficou um pouco embaraçada por tal comentário. Afinal nunca ninguém vira o Kuchiki Byakuya agir de maneira oposta ao que ele é. Todos o conhecem como o frio, indiferente, orgulhoso e poderoso líder da família Kuchiki. Para além disso, a ruiva sabia que no seu coração, apenas havia lugar para a falecida esposa, Hisana, irmã mais velha de Rukia.
Byakuya – De onde é que tiraram essa ideia? O Byakuya falou no seu tom normal de indiferença, mas a raiva e indignação que sentia antes, desapareceu assim que viu a Inoue.
Yamamoto – Espero que estejam a divertir-se! É uma honra para nós poder desfrutar da presença de uma mulher tão linda como tu! O comentário mais inesperado da noite. Ninguém imaginou o velho comandante falar de maneira tão galante e ao mesmo tempo respeitosa para uma mulher.
Ukitake – Parece que o comandante também não consegue resistir aos encantos da nossa convidada!
Inoue – Obrigada pelo convite! Fez uma reverência para o comandante. – Posso não saber lutar, mas se precisarem dos meus poderes, terei todo o gosto em ajudá-los!
Unohana – Por enquanto está tudo a correr bem! Se precisarmos de ajuda eu própria solicitarei a tua presença Inoue-san!
Os capitães seguiram o seu caminho e espalharam-se pelo festival. No grupo de amigos todos estavam sorridentes.
Yumichika – Tão linda! Adorava casar-me com ela!
A ruiva estava a ficar vermelha de vergonha por tantos comentários, principalmente porque quase todos queriam casar-se com ela. Obviamente que na cabeça da Inoue começou a formar-se umas ideias um pouco indecentes. Ela podia ser inocente, mas sabia bem o que o casamento implicava. Contacto físico. No entanto o vermelho da sua face logo desapareceu para dar lugar a um sorriso triste. De todos as pessoas que a elogiaram nenhuma delas era a pessoa que queria ouvir. O ruivo nem parecia importar-se com os elogios sequer. Apenas tinha olhos para uma certa shinigami pequena de cabelos pretos. Só depois de sair dos seus pensamentos é que reparou que alguém a estava a observar. Ali perto deles estava o Capitão Kuchiki Byakuya a observá-la atentamente. Mesmo quando a ruiva o encarou, ele não desviou o olhar. Parecia estar a analisá-la de cima a baixo e tinha um pequeno brilho no olhar. A Inoue concluiu ser um olhar de admiração. Sentia-se nua perante o olhar daquele homem e isso a deixava um pouco desconfortável. Era a primeira vez que alguém a olhava daquela maneira.
Os músicos começaram a tocar uma música mais calma, o que serviu de pretexto para muitos casais ali presentes, se agarrarem um ao outro de maneira mais íntima. O Byakuya parou de observá-la e foi-se juntar a alguns dos capitães, deixando a Inoue um pouco mais aliviada, por não estar sob um olhar tão penetrante. Ao seu lado estava o Yumichika que não tirava os olhos de cima dela. A única opção que tinha era ignorar, para não mostrar a ninguém o seu desconforto. Só lhe tomou atenção quando o viu levantar-se, estender-lhe a mão e perguntar se queria dançar.
Inoue – Eu não sei dançar! Tentou dar uma desculpa para não dançar com o rapaz mas parecia que o destino estava contra ela.
Matsumoto – Hime-chan não sejas modesta! Eu sei que danças bem, muito bem por sinal! Porque não aceitas?
Inoue – Não sei Ran-chan! Achas que devo?
Rukia – Claro que sim! Tens de te divertir enquanto podes! Quando fores velha já será tarde demais!
Inoue – Tens razão! Vamos Yumichika-kun? Sentiu-se derrotada perante a insistência das amigas, mas havia uma certa razão no comentário da Rukia. Por isso esqueceu as tristezas e com um sorriso aceitou o pedido.
Yumichika – Claro que sim! Pegou-lhe a mão e levou-a gentilmente e delicadamente para o meio da multidão.
A Inoue estava um pouco corada por causa dos olhares que recebia e o seu paceiro de dança tinha um sorriso de orgulho, por estar a dançar com a mulher mais bonita do festival. Enquanto os dois dançavam, os amigos observavam-nos animadamente.
Ishida – Rangiku-san, posso perguntar-te uma coisa?
Matsumoto – O que foi?
Ishida – Desde quando é que tu e a Inoue-san são tão amigas?
Matsumoto – Estás com ciúmes?! Deu um riso espalhafatoso que atraiu a atenção dos amigos. – Ela é como uma irmã mais nova para mim! Desde o dia em que a conheci que nos damos muito bem! Deu um suspiro e respirou fundo. – Adorava que ela pudesse ter um pouco de felicidade na vida! Falou com um olhar distante e um tom triste.
Ishida – Rangiku-san, está tudo bem? Perguntou baixinho só para ela ouvir.
Matsumoto – Sim! No dia em que a Hime-chan vier para a Soul Sociaty e tornar-se uma shinigami, vou estar sempre ao lado dela para a apoiar e ajudar! Notava-se um certo entusiasmo na sua voz. Estava claro que as duas eram como irmãs, mas havia algo estranho no seu tom, como se estivesse a esconder alguma coisa.
Enquanto isso, a Inoue dançava com o Yumichika. A música estava a terminar quando alguém tropeça e cai em cima dela.
Inoue – Estás bem? Perguntou preocupada e curiosa para saber quem era a mulher, já que esta estava com o cabelo à frente da cara e não dava para lhe ver o rosto. Assim que a rapariga levantou o rosto para responder, a Inoue teve uma grande surpresa. – Nanao-chan?
Nanao – Desculpa-me Orihime-chan! É que acabei por beber um pouco demais e não estou habituada a utilizar o cabelo solto! Mostrou um sorriso e as bochechas encarnadas por causa da bebida.
Inoue – Está tudo bem, não te preocupes! Não te magoaste pois não? Perguntou no seu tom gentil e meigo de sempre. A tenente apenas acenou negativamente a cabeça. Assim que obteve a sua resposta, a ruiva levantou-se e ofereceu-lhe a mão para a ajudar. – Já que não estás habituada a utilizar o cabelo solto, eu vou dar-te uma mãozinha a pô-lo melhor! O seu parceiro de dança olhava curioso para ela. Ao longe os amigos apenas riam da queda da Tenente Nanao. Os capitães Kyoraku e Kuchiki olharam interrogativos para as duas raparigas. A Inoue tirou o seu travessão e colocou-o na jovem de óculos, fazendo-lhe o mesmo penteado que ela tinha anteriormente. – Pronto. Assim está melhor! Podes ficar com ele. Ofereço-te! Assim tens algo para te lembrares de mim! Falou com um grande sorriso mas a sua voz transportava uma grande tristeza.
Nanao – Obrigada, Orihime-chan! Deu-lhe um ultra abraço. Óbvio que era efeito do saqué.
Os homens ficaram ainda mais fascinados pela jovem humana quando ela soltou o cabelo por completo. Os seus amigos ficaram ainda mais abobalhados e com um pequeno vermelho na cara por olharem de maneira tão errada para a sua amiga. Ao longe o frio e glorioso Byakuya olhava fixamente a Inoue. Um olhar que transmitia admiração e suavidade, algo incomum para alguém tão sério! Para ele ver a rapariga e o seu comportamento era como um relaxante, até talvez uma droga. Ela tinha o poder de fazer as pessoas quererem aproximar-se dela. A sua gentileza e doçura tornavam-na algo parecido com um anjo. Tornava as pessoas felizes e colocava-as acima dela própria.
A música tinha acabado e estava prestes a começar outra balada. Pela primeira vez o líder Kuchiki seguiu os seus instintos. Entrou no meio da multidão de shinigamis e caminhou até à Inoue. Quando ela ia ter com os seus amigos, obviamente negando outra dança ao quinto oficial, apareceu quem ela menos esperava à sua frente.
Byakuya – A senhorita dava-me a honra desta dança? Estendeu-lhe a mão para solidificar o pedido. O jovem Yumichika ficou atónito. Os capitães riam-se apesar da surpresa. A Matsumoto tinha um sorriso indescritível no rosto. “ Parece que o Capitão Kuchiki também foi apanhado pela doçura e gentileza dela. Tal como nós dois fomos, mais e mais virão! Ela é um autêntico anjo que traz felicidade aos que a rodeiam.” O Ishida, que permanecia ao seu lado, tentava perceber a expressão da loira, mas estava a ser praticamente impossível. A Rukia ficou em choque pelo comportamento do irmão. O resto do grupo simplesmente olhava para as estranhas expressões dos amigos, tentando perceber qual era o problema daquela dança.
Inoue – Adorava Byakuya –san!
Deu-lhe a mão e seguiram para o centro da multidão. Deixando para trás um Yumichika triste e dececionado. Todos os olhos pousaram em cima deles assim que começaram a dançar. Ela estava corada por estar a dançar com o famoso capitão conhecido pela sua frieza. Pela primeira vez reparara na beleza do homem que é reconhecido como líder da família nobre Kuchiki. Os olhos que costumavam ser frios, transmitiam serenidade e analisavam-na como se tentassem ver através da janela que dá acesso à alma. O que estava a ser difícil para o capitão já que ela não conseguia encará-lo por se sentir embaraçada e acanhada. A mão dele, que estava na cintura da jovem, agarrava-a firmemente. A outra mão que agarrava uma mais pequena e delicada, estremecia com o toque macio e quente que a ruiva lhe proporcionava.
Quando os dois se encararam pela primeira vez, não desviaram mais. Tanto um como o outro perderam-se na imensidão dos seus olhares. A Inoue ao perceber o que tinha feito desviou rapidamente o rosto para não notarem o quanto corada ela estava. A dança acabou, mas nenhum parecia querer ir embora ou separar-se. Quando reparam que todos olhavam para os dois com estranhas expressões é que se deram conta que a música já terminara e que ainda estavam agarrados. Separaram-se logo de imediato bastante corados e desconfortáveis pelos olhares e sussurros dos terceiros.
Byakuya – Obrigado pela dança! Fez uma reverência e retirou-se para junto de outros capitães. Assim que o homem saiu vieram dezenas de shinigamis em direcção à ruiva.
Shinigami 1 – Dança comigo, por favor!
Shinigami 2 – Comigo! Por favor linda Deusa!
Shinigami 3 – Podes fazer de nós o que quiseres!
Inoue – Desculpem! Eu estou cansada! Infelizmente não poderei aceitar mais pedidos por hoje! Ia-se para virar mas uma súbdita tontura obrigou-a a parar para que ninguém percebesse disso. A Matsumoto que até então ria-se por causa dos homens que se ajoelhavam no chão para conseguirem a atenção da ruiva, viu-se obrigada a utilizar o shumpo para chegar até à amiga o mais rápido possível, por ter sentido uma oscilação na sua reiatsu. Como sabia que ia atrair a atenção se se mostrasse preocupada, apenas colocou a mão no ombro da Inoue e sorriu-lhe, a dar-lhe a indicação que havia percebido a situação. De seguida deu um murro na cabeça de cada shinigami por chatearem tanto a amiga.
Matsumoto – Parem de parecer tarados e pervertidos! Ela não quer dançar, por isso parem com isso!
Inoue – Ran-chan! Não é preciso gritar com eles. Eles estavam apenas a ser simpáticos! Mais uma vez os shinigamis ficaram fascinados e admirados.
Shinigamis – Kawai! Disseram em uníssono.
Matsumoto – Vamos sair daqui? Deves estar cansada! Voltaram para onde estava o grupo.
Rukia – Então Inoue, como foi dançar com o meu irmão?
Inoue – O que queres dizer com isso? Eu também dancei com o Yumichika-san! Estava confusa. O tom utilizado pela pequena shinigami continha curiosidade e o que parecia ser malícia.
Rukia – Eu não me imprtaria de te ter como irmã! Ao menos teria alguém para conversar!
Inoue – P…Porque dizes isso? Apenas dançámos, nada demais! Estava bastante corada e nervosa por aquilo que estava a ser implicado.
Matsumoto – Rukia-chan não sejas assim para ela! Ela é inocente demais para ouvir coisas dessas.
Ichigo – Acho que estás a sonhar muito alto Rukia! O teu irmão não tem sentimentos e um coração de gelo. Para além de se achar convencido e superior.
Rukia – Não fales assim do meu irmão! Deu-lhe um murro na tola.
Ichigo – Para que foi isso minorca?
Rukia – Minorca é o teu cérebro! Deu-lhe outro murro.
Ichigo – Estás a chamar-me de burro, sua pulga anã?
Ishida – Parece que a carapuça serviu!
Ichigo – O que disseste quatro-olhos?
Inoue – Acalmem-se meninos. Estão todos a olhar! Repreendeu-os apesar de manter o seu tom gentil e doce. Mesmo que quisesse ficar chateada com eles, não conseguia pois já estava cansada demais para isso.
Matsumoto – Hime-chan, queres ir embora? Decerto que estás cansada! Ao notar o cansaço evidente da amiga, decidiu intervir e levá-la para descansar.
Inoue – É uma boa ideia! Sorriu-lhe e lançou-lhe um olhar de quem precisa de dizer algo importante.
Matsumoto – Boa noite pessoal! Nós vamos indo! Encontramo-nos amanhã no portal.
Inoue – Boa noite! Até amanhã.
Rukia – Mas não vais ficar aqui na mansão?
Inoue – Não! Vou ficar com a Ran-chan! Então até amanhã!
Foram-se embora sem darem mais explicações. Despediram-se dos capitãese seguiram para a casa da Tenente. No grupo a conversa e as risadas voltaram a reinar, no entanto o Ishida estava bastante pensativo. “A Inoue-san está muito estranha! E aquela oscilação na sua reiatsu? Parece que apenas eu e a Rangiku-san percebemos! Acho que ela está a esconder alguma coisa.”
Sado – Passa-se alguma coisa Ishida?
Ishida – Não! … Amanhã falarei contigo. Há algo de estranho na Inoue-san!
Sado – Eu também notei!
Na casa da Tenente Matsumoto.
− Hime-chan, estás bem?
− Estou! Apenas sinto-me cansada. Não tenho dormido bem!
− Eu sei que há algo mais! Sabes que podes confiar em mim!
− Eu sei! Respirou fundo para acalmar-se e tentar decidir se havia de contar ou não. – Desde que vim do Hueco Mundo tenho tido pesadelos horrorosos. Normalmente só durmo três a quatro horas por noite.
− Então é por isso que por baixo dessa maquilhagem, tens grandes olheiras. No entanto, eu sinto que há algo mais. É por causa do Ichigo não é?
− Sim! Eu não consigo evitar de sentir esta tristeza e inveja. Falou com lágrimas. – Parece que me apaixonei pela pessoa errada. Então e tu, Ran-chan? Deve estar a ser difícil suportar a sua ausência! Falou enquanto limpava as lágrimas.
− É! Falou num tom triste e cheio de saudade. – Acho que não temos sorte nenhuma no amor! E já agora, como correram os exames? Mudou de assunto propositalmente. Estava farta de assuntos tristes e de ver o sofrimento da amiga ao falar sobre isso.
− Bem, eu acho! Só sei os resultados daqui a algumas semanas.
− Então Hime-chan, o que achaste da dança com o Capitão Kuchiki?
− Normal! Ficou corada e nervosa.
− Estás vermelha! És tão engraçada Hime-chan. Sabes, tu e o Capitão Kuchiki fazem um belo par.
− Não digas isso Ran-chan! “ Eu acho que vou fechar o meu coração para sempre!” Os seus pensamentos fizeram aparecer uma sombra de melancolia no seu olhar, o que não passou despercebido pela loira.
− Hime, sabes que eu apoio-te a cem porcento, qualquer que seja a tua decisão! Havia percebido o significado daquela melancolia, e por conhecê-la perfeitamente, sabia o que iria fazer por causa do seu amor incorrespondido.
− Sim! Obrigada Ran-chan, tu és como uma irmã mais velha para mim. Se não fosses tu eu estaria sempre a sentir-me sozinha, apesar de estar rodeada pelos amigos.
− E a chorar pelos cantos da tua casa! Brincou com a amiga para a tirar daquele estado depressivo.
− És tão mazinha! Fez beicinho e fingiu estar chateada, mas tudo isso desapareceu para dar lugar aos risos. A conversa continuou por mais algum tempo até se deitarem. Na mansão apenas estava instalado o silêncio, exceto num dos quartos onde estavam os rapazes.
Ishida – Então Ichigo, aproveitas-te bem a noite?
Ichigo – O que queres dizer com isso?
Sado – É óbvio que tu e a Kuchiki-san partilham de um sentimento que ultrapassa a amizade!
Ichigo – Vocês são doidos! Falou corado. – Vamos dormir, amanhã temos de nos levantar cedo.
Ishida – Parece que acertamos em cheio Sado! Disse num tom de gozo e ao mesmo tempo sério.
O Sado não disse nada, apenas ficou com uma cara séria e preocupada. Tanto ele como o Ishida sabiam dos sentimentos da Inoue, e preocupavam-se bastante com ela. Não disseram mais nada e adormeceram. A manhã veio rápida e os convidados preparavam-se para partir. Era dez da manhã quando se juntaram no Senkaimon.
Inoue – Ran-chan, vou ter saudades tuas, não te esqueças de me vir visitar!
Matsumoto – Irei assim que puder, Hime! E é claro que vou ter saudades da minha irmãzinha! Virou-se para os outros. – Adeus pessoal, vou ter saudades vossas!
Ichigo- Adeus e cuida bem do Toushirou!
Ishida – Até à próxima!
Sado – Adeus!
Ukitake – Adeus pessoal! Rukia, depois quando voltares vem logo falar comigo para entregares o relatório!
Rukia – Sim, Capitão Ukitake!
Foram todos para a cidade de Karakura.
Inoue – Bem pessoal, vou-me embora. Vou ter com a Tatsuki-chan! Adeus! Saiu dali rapidamente. Realmente ia ter com a sua melhor amiga, mas uma pessoa não é de aço para aguentar tudo o que os seus olhos vêm. Os sorrisos e os olhares trocados pelo ruivo e pela shinigami eram como uma facada no coração.
Ishida – Eu vou também! Sado, importaste de vir comigo? Preciso de falar contigo!
Sado – Está bem! Até à próxima pessoal!
O Ichigo e a Rukia simplesmente acenaram. Foram deixados sozinhos e confusos.
Rukia – Achas que se está a passar alguma coisa?
Ichigo – Não sei! “Será que fizeram de propósito para nos deixarem sozinhos?”
Rukia – Vamos para casa?
Ichigo – Sim!
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