Notas iniciais
Ora aqui está, como prometido! Antes do fim do mês! Agora, eu sei que vocês vão me matar por causa deste capítulo, mas terão de esperar o próximo para verem o que tanto querem! Eu sei que sou mázinha, mas este já estava muito grande! Kiss

Num apartamento, bastante conhecido pelos humanos poderosos e shinigamis, estava uma rapariga de cabelo ruivo e outra de cabelo loiro a conversarem animadamente. No momento estavam a decidir que vestido a Inoue utilizaria para levar ao festival na Soul Society. Após a batalha contra o grupo Xcution, o comandante mandou um mensageiro à cidade de Karakura para convidar os humanos para um festival no Seireitei. Seria uma grande festa com a duração de dois dias.

− Então Hime-chan, é desta vez que vais agarrar o Capitão e levar adiante a vossa relação? Falou com bastante malícia.

− O… O… O que queres dizer com isso Ran-chan? Perguntou vermelha dos pés à cabeça.

− Estou a falar da tua primeira vez! Estas palavras deviam ter posto a ruiva a deitar fumo pelas orelhas, mas tiveram a reação oposta, algo que deixou a Tenente bastante preocupada. – O que foi Hime-chan?

− Apenas estava a pensar! Retorquiu ao ver a cara preocupada da amiga. – Sabes, acho que não vou levar nenhum vestido! Aproximou-se do guarda-roupa e agachou-se para vasculhar o fundo do armário, tirando lá de dentro uma caixa dourada. Abriu-a e tirou de lá um dos kimonos mais bonitos que alguma vez lhe tinham dado. – Este foi um presente da Yoruichi-san! Ela disse para eu utilizar quando eu sentisse que chegasse a altura de o fazer! Falou misteriosamente, sem revelar mais detalhes.

− É muito bonito! Percebendo a intenção da amiga ao manter o seu silêncio, decidiu esperar que ela lhe contasse quando estivesse preparada. – Eu ajudo-te a colocar!

Duas horas mais tarde, estavam todos reunidos na frente da loja do Urahara, a preparar-se para irem para a Soul Society. A Tenente Matsumoto abriu o Senkaimon e guiou-os pelo Dangai. Assim que lá chegaram, puderam ver como na última vez, que os shinigamis já se estavam a divertir bastante. O local era o mesmo, a mansão dos Kuchiki. Quando eles entraram no jardim onde estava a parte principal do festival, a ruiva parou a Matsumoto.

− Espera Ran-chan! Esperou que os outros se adiantassem para voltar a falar. – Eu preciso que guardes isto! Entregou-lhe uma carta selada. – Guarda-a sempre contigo e abre apenas quando eu disser! A seriedade na cara da ruiva deixou a Rangiku um pouco surpresa e confusa.

− O que é esta carta Hime? E porque razão estás com uma cara de que vai acontecer alguma coisa?

− No tempo certo irás saber! Por enquanto apenas precisas de a guardar contigo! Deu-lhe um sorriso e dirigiu-se para a festa. A loira, mesmo preocupada e confusa com a amiga decidiu fazer o que lhe foi pedido.

A Inoue assim que entrou na festa, foi o alvo de atenções de praticamente todos os shinigamis. Como na última vez, os homens babavam-se e as mulheres sentiam inveja. De facto, esses sentimentos pareciam estar mais fortes neste festival. A ruiva usava um kimono de duas camadas. A camada de baixo era do mais puro branco com bordados dourados. A faixa do meio era preta com estampados dourados. As mangas no final alongavam bastante e não eram justas, tapando praticamente as mãos da ruiva. A segunda camada era mais fina e balançava um pouco com o vento. Igualmente branco com bordados dourados, a única coisa que tinha a mais era um desenho nas costas. Um par de asas, tornando a sua beleza ainda mais magnífica. Os seus cabelos, agora mais longos, quase até ao rabo, estavam soltos dando-lhe um ar de graciosidade e elegância. Os homens ao reconhecerem a jovem humana apressaram-se para a pedir em casamento ou outras coisas absurdas que são típicas de homens pervertidos.

− Por favor, maravilhoso Anjo. Dai-me a honra de casar consigo e de a fazer a mulher mais feliz do mundo! Falou um dos shinigamis com olhos em forma de coração e a babar-se todo.

− Não! Ela vai casar-se comigo! Retorquiu outro deus da morte que estava presente.

Do nada começou uma discussão entre eles, deixando os restantes que apreciavam a festa, a rir-se à gargalhada. A ruiva também se ria com o comportamento vulgar deles, apesar de os achar um tanto pervertidos.

− Desculpem! Atraiu a atenção deles. – Mas eu já tenho um noivo! Mesmo que não fosse completamente verdade, era o suficiente para os afastar. Os homens simplesmente ficaram depressivos e foram para outro lado.

− Parece que o teu sucesso aumentou ainda mais Hime-chan? Falou a Rangiku que se aproximava dela. – Está na altura de te ires preparar. Sabes que o Kuchiki-san não gosta de atrasos!

− Eu sei! Deixa-me só ir cumprimentar algumas pessoas! Dirigiu-se para o local onde estava os restantes amigos.

− Boa noite pessoal! Cumprimentou a Rukia, o Renji, o Ikakku e o Yumichika. – Como estão?

− Muito bem agora que estás aqui! Falou o quinto oficial que nem um cãozinho aos seus pés. Os outros apenas reviram os olhos a tal comportamento.

− Boa noite Inoue! Estás cada vez mais bonita! Elogiou a princesa Kuchiki.

− Sabes como é! Intrometeu-se a loira. – O amor faz maravilhas à pele!

− Ran-chan! Não digas isso! A ruiva estava simplesmente vermelha e o sorriso maroto na cara da Tenente, do Sado e do Ishida faziam-na ainda mais corada. – Vocês também! Apontou para os dois amigos-irmãos. Os restantes simplesmente riam da inocência da amiga.

− Espero bem que não estejam a fazer mal à minha Hime! Falou alguém por trás deles.

− Shinji-kun! Exclamou contente depois de o ver atrás dele. A sua ação seguinte deixou a maior parte do grupo surpresa. – Que saudades! Vocês nunca mais disseram nada, Kensei-kun, Rose-kun! Deu um forte abraço a cada um.

− Estivemos ocupados Hime-chan! Falou o Rose.

− E os outros onde estão? Hiory-chan, Hachi-kun, Lisa-chan, Love-kun, Machiru-chan!

− Eles ficaram na cidade de Karakura! Tenho a certeza que estão com bastantes saudades tuas! Respondeu o Kensei num tom calmo que até levou de surpresa aqueles que o conheciam por ser rabugento e nunca sorrir.

− Oh! Exclamou triste. – Eu estou a morrer de saudades deles também! Mais tarde irei vê-los! “Ou talvez não”. Concluiu em pensamento.

− Inoue! Chamou o Ichigo. – Desde quando é que te dás tão bem com eles? Perguntou curioso. E aparentemente mais alguns do grupo estavam curiosos. Antes que ela pudesse responder o seu salvador apareceu para a levar dali.

− Boa noite Orihime! Falou uma voz conhecida por muitos como fria e indiferente mas calma e quente por muito poucos.

− Capitão Byakuya! Exclamou a Inoue com uma grande dose de alegria. – Vejo que está aqui para me levar, não é?

− Sim! Não convém atrasar senão o comandante fica impaciente! Estendeu o braço para ela se agarrar.

− Não será o senhor que esteja a ficar impaciente? Sempre ouvi dizer que não gostava de atrasos! Brincou com ele.

O Byakuya apenas deu um sorriso para ela e ficou silencioso. Os dois seguiram para dentro da mansão, caminhando atrás deles a Tenente Matsumoto. Os restantes, exceto o Sado e o Quincy, ficaram com a boca aberta. A Rukia e o Renji ultimamente já o haviam visto sorrir, mas não de maneira tão gentil para alguém. O Ichigo estava com uma cara fechada, sentindo que lhe estavam a esconder alguma coisa. Os dois shinigamis do 11º esquadrão nem comentaram, simplesmente ficaram no seu silêncio, sem quererem se intrometer na vida de ninguém, apesar de também estarem surpresos. Os três capitães que ainda estavam presentes comentavam entre eles, algo sobre uns rumores em relação ao líder Kuchiki, serem verdadeiros.

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Havia chegado o momento mais aguardado da noite. Um espetáculo surpresa. No fundo do jardim, estava um palco de tamanho razoável. Quando o comandante chegou ao palco todos silenciaram-se.

− Quero agora anunciar, o início do espetáculo que a Seireitei preparou para vocês! Apresento-vos o nosso convidado de honra. A dançarina conhecida mundialmente no mundo dos vivos. Hime! Saiu do palco para de seguida entrar a ruiva, com uma das suas melhores máscaras. A fantasia angelical que havia usado apenas uma vez. Este espetáculo iria ter as melhores coreografias e músicas do seu reportório.

Começou com a sua música preferida. E.T- Katy Perry. Em poucos segundos todos os olhos estavam colados na figura que dançava graciosamente no palco. Para aqueles que já a tinham visto a dançar, sentiam-se orgulhosos pela amiga. Outros como os capitães, que sabiam da verdade mas nunca tinham visto um dos seus espetáculos, sentiam-se calmos e bastante surpresos pela força da sua reiatsu. Na verdade o comandante já estava a instalar ideias na cabeça para quando ela fosse para a Soul Society. Os shinigamis de baixo nível, simplesmente sentiam-se em paz, tranquilos, como se os seus corações estivessem completos. E o espetáculo continuou ao som de Main Vari Vari, Paradise de Coldplay, Sail de AWOLNATION, Do you care de Bela, e mais algumas grandes músicas.

Quando acabou o show, simplesmente se ouvia aplausos por toda a Seireitei. Todos mostravam-se encantados e enfeitiçados por ela. O comandante subiu ao palco e falou para todos.

− Peço silêncio por favor! De seguida apenas se ouviam moscas a voar. – Deixem-me que vos apresente a nossa convidada! Fez um aceno de cabeça dirigido à dançarina para ela tirar a máscara. Assim que ela tirou, ouviram-se sons de coisas a cair, provavelmente colheres ou garfos, de pessoas que estavam em choque. Outras tinham a boca aberta e não pareciam que iriam recuperar da surpresa assim tão cedo. No entanto, ouve uma pessoa que estava com a cara fechada e parecia estar zangado. Assim que a ruiva viu que era o ruivo a transmitir aquela aura, já não tinha tanta certeza se queria sair do palco e enfrentar os lobos. O comandante, ao perceber a situação, estendeu-lhe a mão para ela agarrar e o acompanhar para fora do palco. A Inoue sentiu-se aliviada que o velho a ajudasse naquele momento. Agarrou a sua mão e seguiram para o grupo de amigos, onde também se tinham reunido os capitães.

− Não tens nada a explicar, Inoue? Perguntou irritado e sem querer saber de quem ouvia e via.

− Desculpa. Mas foi a minha decisão de manter em segredo a minha vida fora da escola! Falou determinada. Assim que tinha chegado ali, o velho Yamamoto largou a sua mão mas continuou ao seu lado, e os outros capitães também estavam ali ao seu lado. E já que eles sabiam de tudo, ela confiava plenamente neles para a defenderem caso alguma coisa acontecesse.

− Eu sou teu amigo, não sou? Aliás, nós somos teus amigos! Apontou para o gigante e o Quincy. – Então porque é que não nos contaste nada?

− Estás enganado Kurosaki! Eu e o Sado já sabíamos de tudo. De fato, nós até a acompanhámos a inúmeros espetáculos! Não te sintas triste por ela não te incluir Kurosaki, mas tu não tens o direito de lhe exigir que ela te conte a vida dela fora da escola! Este comentário fez o Ichigo pensar melhor e acalmar a sua fúria. No entanto ainda havia algumas coisas que ele não percebia.

− Então porque é que apenas confiaste neles os dois e não em mim também!

− Kurosaki-kun, eu prometo que te contarei mais tarde tudo sobre isso! Mas hoje e amanhã é para nos divertirmos! Eu tenho a certeza que a Kuchiki-san não vai gostar nada de te ver assim quando ainda agora se reencontraram! Ela falava com tanta confiança e sabedoria que ninguém seria capaz de reconhecer nela a menina de 15 anos que todos conheceram. E para além disso, tal comentário fez o Ichigo surpreso com ela, porque ele tinha a certeza que ninguém sabia do seu caso com a Rukia.

− Ela tem razão! Interveio o Byakuya. Ao ver a tensão que se tinha instalado no ar, decidiu proteger aquela que tanta ama, daquele que ela amou no passado. – Orihime, Matsumoto-san, eu e os restantes capitães iremos beber um chá. Querem nos acompanhar? Ofereceu o braço esquerdo para a Inoue e o direito para a Tenente.

Sem muitas mais palavras, deixaram o jardim e entraram na mansão para beber um chá. Os restantes ficaram cá fora na festa a divertir-se, mas alguns deles estavam um pouco apreensivos pelos acontecimentos anteriores.

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A noite já ia bem alta quando o último shinigami deixou o jardim da casa Kuchiki. O líder do clã, no momento, passeava pela casa para ver como estavam as coisas e porque não tinha muito sono ou vontade de dormir. Quando este chegou ao jardim, viu algo ou alguém na pequena ponte que passa por cima do lago da casa. Quando percebeu o cabelo ruivo, ficou maravilhado pela visão que a rapariga lhe oferecia. Ao pé das árvores de cerejeira, debaixo do luar de lua cheia, os cabelos soltos a voarem de acordo com o vento, a camisa de dormir cumprida até aos pés, com um decote generoso, justa até à cintura e depois solta, mangas que iam apenas até ao antebraço e ficavam coladas à pele branca e suave que ele tanta desejara por noites, um pequeno robe de seda que esvoaçava e deixava à mostra todas as curvas por baixo. O Capitão simplesmente não conseguia deixar de se admirar com tanta beleza. A rapariga mais parecia um anjo. O seu anjo. Aproximou-se dela sem fazer barulho e abraçou-a por trás, assustando-a.

− Byakuya-san, assustaste-me!

− Não era a minha intenção! O que estás a fazer aqui fora? Podes ficar doente vestida apenas nessas roupas! Falou preocupado.

− Estava apenas a pensar!

− A pensar o quê? Perguntou curioso.

− Que ainda não me deste um beijinho hoje! Retorquiu marota.

− Tu queres os meus beijos, é? Será que estou a ouvir a inocente Orihime a pedir por… beijos? Brincou, tocando levemente os seus lábios nos dela.

− Sim! Afirmou como de fosse uma criança inocente, mas com uns olhos de traquina. – Talvez seja melhor regressar ao meu quarto! Não quero que nos apanhem aqui aos beijos!

Podia parecer que ela o estava a dispensar, mas era exatamente o contrário. A ruiva simplesmente não queria que alguns do anciões, ou até mesmo alguma empregada visse para depois ir contar aos mais velhos do clã. Então para evitar confrontos iriam para o seu quarto e ter a privacidade que tanto desejavam. Seguiram rapidamente para o quarto sem fazer barulho. Assim que a porta foi fechada para o mundo lá de fora, o Capitão sem querer esperar mais, agarrou-a e puxou-a contra si, para logo a seguir abalroar os lábios da ruiva com desejo, luxúria, paixão, fome pelos lábios carnudos e sede pela saliva doce da boca que lhe era presenteada.

A ruiva não estava habituada a tanta ferocidade por parte do Capitão. Isso mostrava o quanto ele a desejava. Começou a deixar-se levar e correspondia com a mesma fervura aos beijos do Byakuya. Tanto um como o outro sentiam o corpo mais do que quente. E apesar de os seus cérebros dizerem que há outras pessoas na casa e que poderiam ouvir, os seus corpos apenas seguiam a vontade de se possuírem ao outro.

Separaram-se por falta de ar, mas a ruiva assim que terminou o beijo, sentiu-se zonza e teve que se agarrar ao Kuchiki para não cair.

− Estás bem Hime? Perguntou preocupado. – Talvez seja melhor pararmos por aqui!

− Não! “Não vês que não haverá próxima vês enquanto eu for viva?” Eu… Eu quero que me possuas hoje! Afirmou bastante vermelha e sem conseguir olhar para o Capitão.

− Tens a certeza? Levantou-lhe o queixo para poder ver os seus olhos. Quando ouviu a ruiva dizer sim e sem mentira alguma no olhar, deu-lhe um beijo calmo e terno para depois dizer aquilo que a ruiva mais gostava de ouvir do homem. – Amo-te muito Hime!

Notas finais
Quero dar um Kiss às minhas lindas leitoras:
Hime-chan;
Anne-chan;
Miss-chan;
Klotus-chan;
Lila-chan;
Ino-chan;
Naai-chan;
Biaah-chan;
Jessy-chan;
Victoria-chan;