Notas iniciais
Peço desculpa por esperarem tanto! Aqui vai mais um minhas lindas! Kiss

Num centro de espetáculos ao ar livre, numa cidade em Itália, estavam a ser feitos os preparativos para um show de dança. Era a primeira vez da dançarina naquele país. Decorreria nos dois dias do fim-de-semana à noite. Num hotel ali próximo, a Inoue, o Sr. Oswald, a Tatsuki, o Ishida e o Sado encontraram-se na sala de convívio do edifício.

− A cidade é muito bonita Sr. Oswald! Falou a ruiva encantada pela bela paisagem que havia visto durante a tarde.

− De facto! Acho que tenho de agradecer à Orihime por nos ter convidado a vir com ela! É a primeira vez que saiu do Japão! Falou o Ishida ajeitando os óculos. A Inoue, havia-os convencido a chamá-la pelo primeiro nome. Desde então têm acompanhado a amiga para todo o lado a pedido da mesma, principalmente quando faz os espetáculos.

− A que horas é o espetáculo? Perguntou a morena.

− Às nove horas! Estou tão nervosa, será que vou conseguir? Estava nervosa, era a primeira vez que ia atuar para um público tão grande. Segundo o seu agente os bilhetes esgotaram, dando um total de dez mil pessoas.

− Claro que sim Orihime! Tu consegues sempre minha querida! E hoje vou ter o orgulho de ver a minha menina atuar para pessoas de uma cultura diferente! O Sr. Oswald mandou-lhe um sorriso que se dá a uma filha.

− Está na hora de te preparares Hime! A morena ergueu-se e deu-lhe a mão para a ajudar a levantar-se. As duas disseram um “Até logo” para os rapazes e seguiram para o camarote.

Eram perto das nove horas quando a ruiva saiu do seu camarote preparada e acompanhada pela amiga, para se dirigir aos bastidores do palco e esperar que o apresentador finalmente anunciasse a sua entrada para atuar.

− Calma Hime! Não deves ficar nervosa! Recomendou a Tatsuki.

− Exatamente! Não é a primeira vez que atuas! Desta vez foi o Sr. Oswald que interveio numa tentativa de a acalmar.

− Mas nunca para um público tão grande!

− Orihime! O amigo gigante colocou uma mão no seu ombro. – Já passaste por tanto, não precisas de ficar nervosa! Apenas tens de dançar, mais nada!

Estas palavras foram o suficiente. A ruiva logo deixou o nervosismo de lado e colocou a sua face de determinação. Até se sentiu tola por sentir nervosismo, visto que apenas teria de dançar. Não havia solidão, dor, Arrancares, Hueco Mundo, Kurosaki Ichigo, nada disso para a impedir de ser livre. Iria mostrar ao mundo a sua verdadeira face.

− Tens razão! Deu um sorriso brilhante e assim que foi anunciado o seu nome foi para o palco, mais do que preparada.

− Boa sorte! Disseram em uníssono.

Começou a dançar ao som de uma música indiana, “Main Vari Vari”. O público ficou encantado com a jovem. Os homens estavam babados pela beleza dela, e até mesmo aqueles que eram dançarinos e assistiam, ficaram fascinados pelo talento que mostrava. As mulheres desejavam ser a Orihime para poderem receber aquela atenção.

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Na Soul Society, o Departamento de Pesquisa ou 12º Esquadrão, detetou uma energia estranha.

− O que é isto? Chamem o Capitão Kurotsuchi, é melhor ele ver isto!

Um dos shinigamis saiu dali a correr e passado pouco tempo, o cientista louco chegou com a sua tenente.

− O que querem? Eu estava no meio de uma pesquisa importante! Falou irritado.

− Detetámos uma energia estranha numa cidade em Itália! Falou o shinigami com dois chifres na cabeça.

− E o que é que tem?

− Está a atrair as almas da cidade e parece estar a expandir-se. A este ritmo um ataque de hollows é o esperado!

− Entendo! É melhor eu ir falar com o comandante e pedir para enviar alguém para investigar!

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No Hueco Mundo um arrancar de pequeno nível corria apressadamente.

− Grimmjow-sama, detetámos uma energia anormal no mundo dos vivos! Ao que tudo indica é daquela humana que o Aizen teve como prisioneira!

− E o que é que tem?

− A sua reiatsu está a expandir-se e a atrair as almas da cidade. Pensei que pudéssemos capturá-la. Assim o Kurosaki Ichigo vai tentar recuperar os seus poderes para a tentar salvar!

− É uma boa ideia! Manda um ataque de hollows e o Silveriano que trate de a trazer! De preferência viva e inteira.

− Sim!

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De volta ao espetáculo, o Ishida e o Sado repararam no número de almas que se estava a reunir naquele sítio. Os dois podiam sentir a expansão da reiatsu da ruiva e compreendiam a razão pela qual as almas eram atraídas. A reiatsu dela transmitia calma, calor, paz. Era como se fosse a luz ao fim do túnel. No entanto estavam preocupados, pois isto poderia trazer os hollows também e colocar em risco a vida dos espetadores. Nas outras vezes nunca aconteceu, mas a cada espetáculo, a energia era mais forte, poderosa e expandia-se mais. Voltaram a atenção para a atuação da amiga. Sentiam-se orgulhosos dela e não conseguiam deixar de sentir as maçãs do rosto um pouco quentes pela beleza extenuante e sensualidade da ruiva. Após estes últimos meses afeiçoaram-se ainda mais a ela e consideravam-na uma irmã, a qual tinham de proteger, nem que fosse com a vida.

A ruiva estava a fazer a última coreografia quando do céu se abre uma passagem vinda do Hueco Mundo. Começaram a sair hollows, de baixo nível, mas em grande quantidade. A Inoue havia sentido as reiatsus malignas, mas para não causar pânico decidiu finalizar a apresentação. Tinha confiança que os amigos conseguiam eliminá-los sem problemas. Em pouco mais de um minuto acabou a sua atuação e fazendo uma vénia de despedida aos espetadores retirou-se do palco. Antes de se juntar aos amigos, tirou a máscara e pediu à Tatsuki que ficasse ao pé do seu agente para evitar algum desastre e que ele a perseguisse preocupado. Após isso, seguiu para a parte de trás do centro de espetáculos onde estavam os amigos a combater os hollows.

− Uryu-kun, Chad-kun! Chamou a atenção deles. – Vim ajudar! Falou libertando o Tsubaki.

− Orihime, assim vais gastar mais depressa a tua energia! Falou preocupado o rapaz de óculos.

− Está tudo bem! Mas porque é que os hollows estão a atacar? E ainda por cima em grande quantidade?

− É melhor pensarmos nisso depois! Temos que os eliminar antes que causem pânico entre a multidão! Falou o Sado.

Estavam nos últimos monstros quando viram uma Garganta abrir-se e sair um arrancar lá de dentro. Os três humanos podiam dizer que era forte.

− Então és tu a humana que o Aizen teve em cativeiro! Os três foram apanhados de surpresa pelo comentário. O Ishida e o Sado colocaram-se à frente da amiga para a proteger. – Vocês os dois são amigos do Kurosaki Ichigo não é? Afastem-se dela. Preciso de levá-la para o meu mestre.

− Não vais levá-la para lado algum! O Ishida avançou para o ataque com o seu arco já preparado. O Arrancar desviou-se facilmente das setas, dirigindo-se em alta velocidade para a ruiva. No entanto foi parado por uma explosão de energia vinda do Sado.

− Com vocês os dois fica complicado de a capturar! Desapareceu da visão deles e apareceu atrás da Inoue. Preparava-se para a agarrar mas foi impedido.

− Rosne, Haineko!

− Ran-chan!? Pronunciou surpresa. – O que estás a fazer aqui?

− A investigar… Não pode continuar visto que foi interrompida por um ataque vindo do Arrancar. – Parece que temos coisas a fazer primeiro antes de conversar!

− Bem, bem! Uma Shinigami? Nunca pensei que aparecessem, mas ao que parece esta humana consegue atrair o mundo inteiro à sua presença. Agora, afastem-se ou eu mato-vos! Gritou impaciente pela demora do seu objetivo.

− Cala-te! Nunca irás levar a Hime-chan! A tenente libertou a shikai e a poeira rodeou o inimigo, na tentativa de o matar de uma vez. Antes que pudesse atingir o seu objetivo, o Arrancar utilizou o Sonido para escapar à armadilha. Numa nova tentativa de capturar a ruiva, apareceu atrás dela para a agarrar, mas foi bloqueado por um escudo dourado.

− Porque é que me queres levar? Perguntou na tentativa de obter respostas.

− Não precisas de saber! Apenas tens de saber que o meu mestre te quer, humana inútil! Falou com desprezo.

Os amigos da ruiva ficaram ainda mais irritados pelas palavras do Arrancar. Iam para atacar quando foram surpreendidos pela voz da Inoue.

− Atreve-te a dizer humana inútil mais uma vez! Falou com frieza e determinação. Desde que a sua vida dera uma volta de 360 graus desde a guerra de inverno, passara a ser uma pessoa mais extrovertida, determinada, sem medo de utilizar a violência quando necessário. Nesse tempo que passou, a palavra inútil fora tirada do seu vocabulário. Por isso mesmo detestava que a chamassem algo, que ela tanto lutou para deixar de ser. Os amigos surpresos pela mudança da amiga, simplesmente observavam os dois atentamente.

− Humana inútil e desprezível! Falou arrojadamente pensando que a mulher à sua frente não tinha hipóteses alguma de contra-atacar.

− “Santen Kenshu”, eu rejeito! O escudo dourado envolveu o Arrancar começando a curar as suas poucas feridas que eram apenas arranhões. Os demais ficaram surpreendidos pelo que estava a acontecer.

− Orihime, o que estás a fazer? Perguntou o Ishida nervosamente. – Estás a curar as suas feridas! Tentava pôr razão na cabeça da amiga pelas ações inexplicáveis da mesma.

− Apenas vejam! Respirou fundo e concentrou-se em aumentar a sua reiatsu para o objetivo pretendido.

− Tu és mesmo idiota! Falou a rir. – Em vez de me matares estás a curar-me! O quanto idiota consegues ser! Começou a rir-se como se estivesse a gozar da cara dela. Logo o riso parou para dar lugar a gritos de dor. – O que estás a fazer comigo mulher?

− A matar-te! Respondeu num tom de frieza e indiferença que assustou os amigos. Alguns segundos depois o braço do Arrancar começou a desaparecer.

− O que está a acontecer? A tenente perguntou confusa. A mudança de atitude na rapariga que considera como uma irmã era muito grande e não conseguia achar palavras para descrever o que estava a sentir ao ver aquela cena. Ninguém respondeu, pois todos estavam como ela. Sem palavras. No minuto seguinte apenas se viu a ruiva cair e ficar apoiada num joelho. A sua barreira começou a enfraquecer até quebrar.

− Orihime! O gigante apressou-se até à amiga.

− Não o deixem fugir! Gritou para os amigos mas já era tarde de mais. A Garganta abriu-se e o Arrancar rapidamente entrou nela para depois se fechar logo a seguir.

− Será que agora podem explicar-me o que estava a acontecer aqui? A Tenente exigiu.

− Vamos para o meu camarote! Eu explico tudo. Tentou levantar-se mas estava um pouco fraca.

− Eu levo-te Orihime! O Sado levantou-a do chão e carregou-a como se fosse uma noiva.

− Podem pedir à Tatsuki-chan que vá lá ter?

− Sim! Eu vou chamá-la! O Ishida saiu rapidamente da vista deles.

No camarote estavam todos reunidos quando a morena entra com o Sr. Oswald, deixando os restantes confusos pelo fato de ela o ter trazido.

− Orihime, temos um problema!

− O quê? Perguntou incerta ao ver o rosto nervoso da amiga.

− Quem é ela? O Sr. Oswald falou do nada apontando para a Tenente, deixando o grupo surpreso.

− Tu consegues ver-me?

− Repito mais uma vez. Quem é ela? E porque razão desapareces-te depois da atuação Orihime? Olhou-a com um olhar repreendedor, fazendo-a sentir culpada por o preocupar.

− É melhor sentar-se Sr. Oswald. Temos muito que conversar!

Depois de ter explicado tudo sobre os hollows, Soul Society e os eventos que decorreram nos últimos anos, conseguiram finalmente iniciar a conversa sobre o que acontecera aquela noite.

− Ran-chan, porque é que estás aqui?

− O 12º Esquadrão detetou uma energia estranha aqui neste sítio e o comandante mandou-me vir investigar! Por alguma razão estava a atrair as almas da cidade para este lugar!

− Isso pode explicar-se! Falou o rapaz mexendo nos óculos. – Aquela era a reiatsu da Inoue-san!

− Minha? Perguntou confusa.

− Sim! Nós ainda não tínhamos dito nada porque nunca aconteceu incidentes até hoje. Quando tu danças, libertas a tua reiatsu. Ela expande-se e a cada atuação que fazes torna-se mais forte e poderosa. A tua reiatsu é como se fosse a luz ao fim do túnel para as almas, por isso é que elas são atraídas!

− Por isso é que apareceram aquele monte de hollows e aquele Arrancar! Falou pensativa.

− Não exatamente! O Arrancar disse-me que estava atrás de mim para me levar ao seu mestre no Hueco Mundo!

− Isso outra vez?! Estes Arrancares devem estar apaixonados por ti para sempre te quererem levar para lá! Vou ter que reportar isto ao Comandante. A situação parece estar séria! Agora, está na altura de me explicares umas coisas! Porque estão aqui e está a faltar o Ichigo?

− Aconteceram bastantes coisas nos últimos meses! Falou a morena com tristeza. Os restantes, exceto a Inoue, tinham uma expressão de extrema tristeza no rosto. Até o Sr. Oswald que na última hora ficou a conhecer melhor a rapariga que considera como sua filha.

− Eu explico Tatsuki-chan! Olhou para a loira seriamente. – Neste momento eu sou uma dançarina de sucesso conhecida mundialmente por Hime! Ninguém sabe da minha verdadeira identidade a não ser os que estão aqui presentes! Antes que perguntes, deixa-me acabar de falar! Falou ao perceber o olhar confuso da amiga, cheio de dúvidas e questões. – Lembras-te dos exames que eu fiz? Apenas recebeu um aceno de cabeça da amiga. – Os exames revelaram que eu estou a morrer!

− Morrer?! Falou chocada e sem palavras. – Eu sabia que se passava algo, a tua reiatsu tinha muitas oscilações, mas nunca pensei algo assim tão grande! O que é que tu tens?

− É melhor deixar os detalhes para uma conversa particular! Por agora apenas te dou o geral!

− Entendo! Então, porque razão o Ichigo não está aqui?

− Ele não sabe de nada! Deu uma pausa e depois continuou pensando nas palavras certas para dizer. – Dançar é o meu sonho! Graças ao Sr. Oswald eu consegui fazê-lo, apesar de ele saber da minha condição. Apenas os que aqui estão e os Vaizards sabem da minha condição de saúde, e espero que mais ninguém venha a saber! O Ichigo não precisa de saber de nada. Ele agora está feliz e eu não posso estragar isso! Olhou para a loira com um olhar cheio de significados.

− Entendo! “Será que isso tem a ver com o fato de a Kuchiki estar com um sorriso e um olhar de saudade? Parece que o Ichigo fez a sua escolha!” Pensou furiosamente. – Eu vou visitar-te sempre que puder Hime! Falou olhando-a com compreensão. A ruiva ficou aliviada por a amiga ter conseguido ver a mensagem escondida entre as suas palavras e olhar.

− Amanhã faço outra atuação! Queres vir? Começa às nove horas!

− Adoraria! Mas primeiro tenho de regressar e entregar o meu relatório. Depois eu peço permissão ao meu capitão para vir ver a tua dança!

− Espero ansiosa pelo teu regresso! Lançou-lhe um sorriso caloroso que foi retribuído com a mesma intensidade.

Notas finais
Beijos para:
Klotus-chan;
Miss-chan;
Naai-chan;
Baai-chan;
Lila-chan;
Jessy-chan;
Hime-chan;