Notas iniciais
Aqui está o capítulo como prometido! Está quase a acabar a fanfiction meus amores! Kiss

Ao primeiro movimento um escudo dourado envolveu toda a Seireitei. Ao segundo movimento os estragos feitos começaram a desaparecer e a retornar ao seu estado normal. Ao terceiro movimento os Shinigamis feridos começaram a ser curados. Ao quarto movimento os Vasto Lorde começaram a gritar e a contorcerem-se de dor. Ao quinto movimento a pantera azul mais conhecida como Grimmjow começou a transformar-se para algo que ninguém sabia.

Todos estavam de olhos postos no Anjo que dançava no ar. Mesmo sem música era a dança mais bela e graciosa que alguma vez tinham visto. Todos ficaram chocados ao verem o tamanho do escudo e o que estava a acontecer dentro dele. A Seireitei estava a retornar ao seu estado de glória, os feridos estavam a ser curados. No entanto o que mais surpreendeu foi o grupo de Vasto Lordes. Estavam a ser exterminados, extinguidos por completo sem deixar uma única migalha de pó. E o Sexto Espada estava a transformar-se. O buraco no peito desaparecia aos poucos enquanto as feridas eram curadas. No entanto uma mulher loira, não tinhas olhos para o que estava a acontecer, mas sim para uma carta que lhe havia sido dada pela amiga-irmã, antes de entrarem no festival. As mãos tremiam e seguravam com força o papel. A cara estava manchada por lágrimas grossas que caiam sem parar. Tirou os olhos da carta assim que a terminou de ler e instintivamente deu alguns passos para a frente, numa tentativa fútil de parar a ruiva. Estava mesmo ao lado do Capitão Byakuya quando algumas palavras saíram da sua boca.

− Orihime… para! Atraiu a atenção dos que estavam à sua volta. Caiu de joelhos no chão a chorar e a soluçar fortemente.

− O que foi Rangiku? Perguntou o Ichigo preocupado e sem parar de olhar para a Inoue. Mas a sua pergunta apenas teve o silêncio como resposta. – Oi! O que foi, Rangiku? Abanou com alguma força a ainda mais preocupado.

− Ela… Ela… Sacrificou-se… para nos… salvar! Revelou entre soluços.

Os que ouviram ficaram em choque. O Toushirou depressa foi para o lado da sua Tenente para lhe dar algum conforto. Aqueles que sabiam da doença da ruiva, já esperavam que mais cedo ou mais tarde ela terminaria a sua vida como humana, mas o choque de saber que ela iria acabar com o resto do seu tempo para os salvar, era grande. Principalmente para os mais próximos dela. De novo, voltaram o olhar para ela e repararam que o cabelo dela estava a tornar-se branco com algum prateado. Alguns, tanto Shinigamis como humanos tinham lágrimas nos olhos. Em poucos minutos a barreira começou a enfraquecer até que de um momento para o outro, desapareceu por completo. A Inoue assim que fez o último passo de dança, quase caiu na escuridão, ficando semiconsciente. As suas asas despedaçaram-se em pequenos feixes de reiatsu para desaparecerem logo a seguir. Antes que pudesse atingir o chão devido à queda, o Byakuya, utilizando o shunpo, agarrou-a em pleno ar. Assim que pousou e a colocou no chão, a Capitão Unohana já lá estava ao lado dela para a observar.

− Ainda está consciente! Talvez ainda possamos salvá-la! Falou enquanto terminava o diagnóstico. Ia para a colocar sob o kido, mas foi interrompida.

− Não vale a pena, Capitão Unohana! Ela não quer que a salvem! Falou a Matsumoto sendo amparada pelo Capitão e ainda com lágrimas nos olhos.

− Como assim não vale a pena! Gritou o Ichigo furioso. – Não podemos deixá-la morrer! Continuou com os seus gritos desesperados e furiosos.

− Aqui! Apresentou a carta à Capitã. – É melhor ser a Capitã a lê-la para nós! Eu não tenho forças para voltar a ler essa carta!

A Unohana agarrou a carta e procedeu com a leitura.


Eu não sei por onde devo começar. Mas acho que um pedido de desculpas é um bom começo!

Se estão a ler esta carta, significa que eu estava certa e alguma coisa realmente aconteceu! Sabem como é… As mulheres têm um sexto sentido bastante mais apurado que os homens! Acho que vou começar primeiro por falar de um assunto que apenas algumas pessoas sabem!

Eu estou a morrer! Para aqueles que são meus amigos e não sabiam, eu peço perdão! Eu não podia contar. Era um fardo só meu para carregar! E Kurosaki-kun, não fiques zangado comigo. Eu tinha as minhas razões para não te revelar a minha doença. Acontece que na altura que eu soube, eu estava apaixonada por ti! Mas como tu e a Kuchiki-san amavam-se profundamente, eu não poderia intrometer-me na vossa relação. Sabes, é que se eu te contasse que estava a morrer, provavelmente confessaria os meus sentimentos. E eu não queria que ficasses comigo por pena!

Nestes 17 meses realizei os meus sonhos! Até fiz mais do que imaginava, afinal quem diria que eu me ia tornar uma estrela de sucesso mundialmente conhecida! Treinei, como de certeza já notaram, e consegui aprender bastante sobre os meus poderes! Fiz novos amigos! Ganhei irmãos e irmãs! Até consegui uma coisa que nunca imaginei conseguir! Um amor!

Agradeço-vos pelo apoio, amizade, amor que me deram! Agora preciso de dizer coisas importantes!

Eu não quero que a Capitão Unohana me cure! Aliás nem vale a pena! Assim que eu fiz a segunda libertação do meu poder, sabia que iria pôr toda a minha reiatsu restante na barreira! Apenas tenho o suficiente para vos dizer pessoalmente, algumas coisas importantes antes de partir!

Quero que me levem para a cidade de Karakura, para a loja do Urahara-san! Quero despedir me dos meus amigos e irmãos que não estão presentes aqui no festival!

Eu quero que seja o Byakuya-san a fazer o meu funeral depois que a minha vida humana deixar de existir por completo!

Mais uma vez obrigada a todos!

Inoue Orihime


Assim que acabou de ler a carta, quase todos encontravam-se a chorar, até a própria Unohana! O Comandante, a Soi Fon e o Capitão do 12º Capitão não apresentavam sinais de lágrimas, apenas tristeza no olhar. O Byakuya rapidamente colocou a ruiva nos braços e dirigiu-se para o Senkaimon que existe na sua mansão.

− Os que quiserem vir é melhor despacharem-se! Vamos pelo portal da mansão Kuchiki para ser mais rápido!

Sem falarem mais nada, seguiram o Capitão com a jovem nos braços. Para além do Quincy e o Vaizard, Shinji, os três humanos, a Rukia, a Matsumoto, o Renji, o Ikaku, o Yumichika, o Toushirou, o Rose, o Kensei, e a Unohana também seguiram o líder Kuchiki.

Assim que lá chegaram, foram direitos à loja do Urahara. O lojista já estava à espera deles e surpreendentemente conduziu-os a uma sala grande onde estavam reunidos todos aqueles que a Inoue queria ver e despedir-se antes de partir. Foi tudo feito sem palavras, e os que foram reunidos pelo Urahara, estavam quietos.

− A Orihime-chan falou comigo antes do festival! Ela explicou-me tudo e deu-me algo para eu saber se havia chegado o momento! Não falou mais nada. Apenas deixou que a Capitão do 4º Esquadrão a acordasse do seu estado de quase inconsciência para ela se despedir dos amigos.

− Parece que chegou o momento! Falou roucamente enquanto abria as pálpebras devagar. Olhou para as pessoas reunidas com um sorriso na cara, surpreendendo-os, até mesmo o lojista. – Peço desculpa por não ter-vos contado nada! Todos estavam em silêncio. Sabiam que não deviam interromper, pois o tempo era demasiado curto. – Quero que saibam que vos amo a todos e que nunca vos esquecerei. Meus amigos e irmãos! Obrigada pelo apoio, ajuda, amizade, amor ao longo destes meses! Sr. Oswald! Chamou.

− Sim! Respondeu num sussurro e com lágrimas.

− Obrigada por me tratar como uma filha e por me ter permitido realizar o meu sonho! Enquanto à impressa… Diga-lhes a verdade! Que eu morri por causa de uma doença terminável! Eu sei que vocês vão ficar deprimidos pela minha partida, mas peço-vos para não chorarem! Iremos vermo-nos outra vez! Isso eu garanto! Byakuya-san! O Capitão agarrou-lhe a mão e encarou-a. – Eu quero que me prometas que me irás procurar quando eu for para a Soul Society! Eu tentarei ir ao teu encontro também! E não te preocupes com as minhas memórias! Eu consegui arranjar uma maneira de as manter por completo quando partir! Amo-te muito, Byakuya!

E com essas últimas palavras, o último sopro de vida deixou o seu corpo. Os que estavam presentes apenas choraram e soluçaram. Silenciaram-se quando viram a alma da ruiva sair do seu corpo e dar um dos mais lindos sorrisos que alguma vez tinham visto.

− Obrigada a todos! Até breve! Não disse mais nada, apenas esperou que realizassem o funeral da alma, que veio quase de imediato.

Notas finais
Beijo para todas as minhas leitoras e o meu leitor!