Sempre Eu.

1 Minha Ilha.


Notas iniciais
Apenas uma reflexão do nosso próprio procurar, minha definição em palavras do oblíquo.

Sempre Eu.

Encontro-me adornado por meus pensamentos,

Afogado em minha teimosia,

Exagerado por meu egoísmo,

Violentado por minhas convicções,

Recluso em mim,

Vejo mares de cores

Faltando o branco

Cores nomeadas por palavras,

Mas significantes apenas no sentimento.

Na visão turva e desleixada,

Avisto o horizonte

De cores nunca nomeadas

Que não cegam, mas ardem ao ver;

Uma falha tentativa do racional,

Esmorecido pelas ondas,

Sempre quebradas.

Dou um passo vacilante na areia

Rumo ao desconhecido ansiado

Trêmulo, escorrego nas inseguranças

Os olhos se viram para dentro

Num narcisismo doloroso

Cego ao real

Surdo às verdades

As cores se ausentam

Volto a mim.

Sempre a mim.

Notas finais
A verdade, é que não sei se será apenas um capítulo. Pode ser uma coletânea egocêntrica, no sentido literal da palavra, o que convenhamos, têm aos montes em cada ser.
E antes que alguém fale dos avisos, eles foram escolhidos não por seu sentido literal, mas sim para combinarem com a poesia.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!