Sempre Ao Seu Lado.
1 Capítulo 1
Notas iniciais
PDV Esme
Era verdade. Eu havia perdido mais um filho. As palavras jogadas com raiva sob Carlisle, que escutou tudo machucado. Quando Edward disse "até Esme vai se cansar de você", ele o atingiu em cheio no seu coração inerte, e dito isso sumiu dentre as arvores que cercavam nossa casa. Segurei a mão de Carlisle com força, para mostrar que eu estava ali, ele continuava com a expressão magoada no rosto e foi em direção ao escritório, largando minha mão devagar, me deixando sozinha na sala.
Fiquei surpresa com sua atitude, pensei que ele me consolaria, como sempre fez ou que me deixasse o consolar, mas talvez ele precisasse de um tempo sozinho, Edward o feriu muito. Subi para nosso quarto, o esperando chegar e nada. Abracei o travesseiro desencadeando seu perfume, me acalmando. Passou-se horas, pensei em ir até ele, mas decidi ficar, meu marido precisa assimilar o que estava acontencendo. Ele só chegou de manhã, na hora de ir trabalhar, se arrumou e se foi.
Levantei e desci, arrumei a casa em tempo humano, para passar o tempo, mas não adiantou muito, comecei a ler um livro e me distrai. Carlisle me ligou dizendo que chegaria tarde, por causa de um contra-tempo de ultima hora no hospital, sua voz era desanimada. Comecei a pensar, tinha que fazer algo para fazer esquece-lo de sua dor, lembrei que ele demoraria e fui até a cidade e comprei o ingrediente de minha surpresa. Cheguei em casa e comecei a prepara-la.
PDV Carlisle
Finalmente cheguei em casa, exausto, não pelo trabalho, já que vampiros não se cansam, mas por tudo que estava sentindo, estava magoado. Será que Esme também achava errado que eu controlasse sua sede? Será que ela iria se cansar mesmo de mim? Eu não poderia viver sem ela, eu a amava demais. Abri a porta preparado para lhe perguntar e para pedir desculpas pela noite passada. Quando Edward foi embora, andei em direção ao meu escritório sem sequer a olhar, não me dei conta de como era para ela perder outro filho, da dor que ela devia sentir, de que ela poderia estar precisando de mim.
Mas quando abri a porta, tive uma surpresa. A sala estava decorada de petalas de rosas vermelhas, que caiam sob o chão formando um caminho. "Minha Esme", pensei comigo. Institivamente segui o caminho que parava no nosso quarto, a cama estava repleta de petalas espalhadas pelo lençol, sorri comigo mesmo. A porta do closet se abriu, revelando a mulher mais linda que já vi. Esme estava com um hobbie de seda rosa, um pouco aberto no colo, revelando sua lingerie preta rendada, eu a olhava maravilhado. Ela veio até mim e pegou minhas mãos.
— Eu sei que você está magoado, e sei que deve ter se perguntado o dia todo se eu me cansaria de você. Saiba que não. Eu nunca vou me cansar de você, porque eu te amo mais que qualquer coisa do mundo, eu estarei ao seu lado para enfrentar esses e outros problemas pela frente. Eu amo você. — ela disse, a abraçei forte.
— Você é maravilhosa, eu te amo muito. — ela sorriu. — desculpa ter te deixado sozinha ontem à noite, não me dei conta de que também estava sofrendo e que precisava de mim. — disse afagando seu rosto.
— Você precisava de um momento sozinho, eu entendo. — a puxei pela mão até a cama e me sentei. — vem cá, eu quero você. — ela puxou meu queixo e me beijou.
Intensifiquei o beijo deslizando as mangas do hobbie pelos seus ombros, desfazendo o laço, o deixando cair no chão. A puxei para cima de mim e ela começou a desabotoar minha camisa e a arrancou, em segundos já havia tirado minha calça, a deitei no travesseiro e acariciei seu cabelo, minha mão roçou pelo seu seio e a desci até sua coxa começando a aperta-la. Ela acariciou meu peito e deixou as mãos subiram até minhas costas, então me beijou, fazendo carinhos em minha nuca. Tirei seu sutiã, ela sorriu, tirei sua calcinha e minha box. Entrei nela e me movi devagar, sentindo o fogo escorrer por dentro de mim, a melhor sensação de todas. Senti meu climax depois de Esme, deitei ao seu lado e a trouxe para cima de mim, ela descansou a cabeça em meu peito e me abraçou, pegando o lençol para nos cobrir.
— Como foi hoje no trabalho?- ela se aninhou mais em meu abraço.
— Normal. Senti falta de te ter em meus braços.
— Eu também.
— Você acha que eu controlo demais sua sede? — perguntei.
— Não dê ouvidos à Edward. Eu acho nobre você poupar a vida de pessoas inocentes e fico grata por você me ensinar a me controlar.
— Você me surpreende a cada dia. — ela sorriu. — Esme, posso te perguntar uma coisa que venho pensando desde que te transformei?
— Claro, amor.
— Quando te transformei vi cicatrizes em sua pele que não eram da queda. — ela me olhou como quem dissese "você percebeu..."
— Charles fumava e costumava me queimar com o cigarro, as vezes ele me cortava com cacos de vidro, enfim. Ainda bem que sumiu com a transformação. — ela se levantou um pouco para me olhar, meus olhos estavam negros de raiva, era impossivel acreditar que um homem poderia fazer isso com Esme. — se acalma, tá? Isso é passado, agora eu tenho você.
— Minha vontade era mata-lo lentamente para que ele sentisse toda dor que você sentiu.- ela voltou a deitar a cabeça em meu peito.
— Ele não merece sua raiva, e com você é como se nada disso acontecido. Sou feliz agora.- a beijei.
Ficamos assim até o dia seguinte. Decidi não ir ao hospital, então liguei e disse que não estava me sentindo bem.
— Não vai trabalhar? — ela perguntou me abraçando por trás.
— Preferi ficar com você.- me virei e a beijei.
— Fez bem. Vamos caçar? — assenti e fomos rumo à floresta.
Nos alimentamos, quando estavamos voltando para casa, nos deparamos com um homem de cabelos e olhos castanhos. Esme ficou paralisada.
— Esse é seu amante vagabunda? — ela se escondeu atrás de mim. Amante? Tudo se juntou na minha cabeça como um quebra-cabeça, aquele era Charles.
— Vai embora Charles, por favor! — ela disse soluçando, peguei sua mão, ela a apertou.
— Eu não vou! — ele gritou. — você vai voltar para casa comigo e vai aprender a se comportar! — só de imaginar o que ele seria capaz de fazer com ela, meu olhar ficou negro.
— Você não vai tocar nela! — rosnei.
— Essa vadia é minha mulher!
— Esme não é vadia! — rosnei mais alto, os soluços atrás de mim se aumentaram.
— Eu te dei casa, comida, até um filho!
— Mas nunca me deu amor! Você só me torturou, Charles. — Esme tomou a frente. — esse homem foi quem me ensinou o que é amar. — ela apontou para mim. — ele é tudo que eu sempre sonhei e um pouco mais, além de dar dez a zero em você na cama! — sorri com a declaração. Charles rosnou e veio na direção de Esme, que ficou paralisada pelo medo, me coloquei na frente dela e cravei meus dentes no pescoço dele, matando-o, cuspi logo em seguida. Me virei e ela pulou em meus braços, me abraçando forte.
— Pronto acabou, amor. — sussurrei em seu ouvido, ela me apertou mais forte. Peguei sua mão e nos guiei até em casa. — você está bem?
— Agora sim. Você ainda está com o gosto do sangue humano na boca?
— Não, porque? — ela me beijou.
Subimos as escadas, deitei ela na cama e abaixei a manga do seu vestido junto com a alça do seu sutiã e comecei a beijar seu ombro, levantei minha cabeça para olha-la, ela sorria. Depois de muitas caricias, podemos sentir o climax juntos.
— Amo você.- dissemos juntos.
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