Notas iniciais
Boa Leitura!

Não sabiam o que dizer, nem por onde começar, o único que sabiam era que tinham muita coisa para esclarecer e não podiam adiar mais aquela conversa. Miguel, ao ver que Frederico conhecia a sua mãe, sentiu um alivio, pois não ficaria de castigo, já que Frederico não era um estranho.

Mig: Então, você conhece a minha mãe? (disse contente enquanto Frederico ainda o mantinha sobre seus ombros).

Fred: Sim, conheço! (disse olhando-a).

Cristina temia uma reação negativa de Frederico na frente de Miguel. Por isso, tinha que arranjar um jeito de sair dali para depois conversar sozinha com o pai do seu filho.

Cris: Miguel, se despeça de Frederico, pois temos que ir!

Mig: Ah! Não... não quero ir (fazendo manha).

Cris: Temos que ir jantar, pois já vai escurecer (insistia).

Mig: Já que vocês se conhecem, podemos jantar na casa de seu Frederico (disse olhando para Frederico como se esperasse uma aprovação).

Frederico, que ainda estava em uma espécie de transe, retornou a si, nesse momento.

Fred: Sim. Claro! Podemos jantar todos juntos em minha casa! Algum problema para você, Cristina? (olhando-a).

Cris: Não! Nenhum (suspirou).

Frederico sabia que essa era a sua oportunidade para estar sozinho com Cristina, pois havia dispensado Estela e apenas pediu que deixasse a comida pronta.

Estava cada um montado em seu cavalo e Miguel na garupa do cavalo de Frederico. Cristina não pode deixar de observar aquela cena. Havia sonhado tantas vezes com esse momento, mas, por covardia e orgulho, nunca teve coragem de contar a verdade. Agora, não havia mais como omitir o que era evidente.

Chegaram à casa de Frederico e decidiram manter as aparências na frente do menino.

Fred: Então, a comida está boa? (olhava para Miguel).

Mig: Sim. Está deliciosa! Estela cozinha muito bem (disse enquanto degustava).

Cristina, ao ouvir aquele nome, mudou, imediatamente, sua expressão facial. Estela? Cristina não pode evitar sentir ciúmes ao saber que Estela continuava rodeando Frederico. E se são casados? Pensava. Não! Não pode estar com Estela, não pode.

Fred: Está bem, Cristina? (perguntou ao ver que Cristina havia parado de comer).

Cris: Sim, mas perdi a fome (disse levantando-se). Espero vocês na sala (saiu).

Sala

Cristina estava em pé olhando a fazenda Olho D'água pela janela da sala. Pensava que, talvez, aquele não era o melhor momento para conversarem. Só em saber de Estela, aquilo lhe enfureceu e sabia que discutiria com Frederico. Não queria dar um espetáculo na frente de seu filho e, por isso, achou melhor levar Miguel para casa e adiar aquela conversa.

Frederico e Miguel, poucos minutos depois, terminaram suas refeições e dirigiram-se para a sala.

Cris: Que bom que já terminou, meu amor! Temos que ir para casa (pegando Miguel no colo).

Frederico ficou admirando aquela imagem. "Meu filho!" era a frase que se repetia em sua mente. Precisava ter certeza e tinha que ser naquela mesma noite. Por sorte, ou por ajuda divina, embora ele não fosse religioso, começou a chover de forma intensa.

Fred: Creio que não será conveniente sair agora (disse olhando para Cristina).

Cris: Preciso ir. Outro dia conversamos (disse com intenções de sair quando ele a segurou pelo braço).

Fred: Sabe que é perigoso. Não seja teimosa, Cristina! (disse sério).

Cristina sabia que ele tinha razão. Era perigoso e ela não podia arriscar a vida de seu filho. Rendeu-se!

As horas foram passando e a chuva parecia que duraria a noite inteira. Miguel adormeceu no colo de Cristina enquanto esperava.

Fred: Me dê ele. Vou deitá-lo na cama! (pegou o menino em seus braços e o depositou, ternamente, na cama do quarto de hospede).

Cristina ficou sentada na sala com o coração acelerado, porque sabia o que vinha, agora. Estava nervosa quando Frederico retornou à sala.

Fred: Então, por onde começaremos? (falava em pé com as mãos nas cadeiras e olhando-a)

Cristina, apenas, suspirou.

Fred: Está bem! Então, eu começo (estava sério). Miguel é meu filho?

E, Cristina, com lágrimas nos olhos, confirmou.

Frederico não conteve a fúria e chutou o primeiro móvel que encontrou a frente. Estava indignado! Havia perdido seis anos da vida de seu filho e sua gestação. Cristina não tinha o direito.

Fred: Por que? (gritou)

Cris: (levantado) Se vai começar a gritar e quebrar as coisas, avisa logo, que eu pagarei o meu filho e irei embora com chuva ou sem chuva! (sentenciou).

Fred: Nosso filho! (a corrigiu).

Cris: Que seja! O fato é que agora existe uma criança dormindo, nesse exato momento, e espero que você se contenha.

Frederico suspirou para acalmar-se, pois Cristina tinha razão. Não podia acordar o Miguel.

Fred: Por que mentiu? Por que disse que esperava um filho de Diego? (sereno).

Cris: Por raiva, orgulho, covardia... não sei. Estava muito confusa. Falei por impulso, mas me arrependi e te busquei para dizer a verdade depois do acidente de Carlos Manuel e...

Fred: E?

Cris: Te vi aos beijos com Débora na sala de minha casa. Com a noiva de seu filho! (disse furiosa).

Frederico fez cara de confundido, tentando lembrar do ocorrido.

Fred: Mas foi ela quem me beijou. Eu não tive culpa, Cristina (se defendia).

Cris: Ah, não! Você nunca tem culpa de nada! Afinal, você sempre foi um homem correto, honesto, de bom coração... (falava ironicamente).

Fred: Eu sei que nunca fui o melhor dos homens, mas te amava! (pausou) Te amo! (confessou olhando-a nos olhos).

Cristina sentiu vontade de atirar-se nos braços de Frederico e esquecer de tudo e de todos, mas não podia.

Cris: Diz que me ama e está com Estela.

Fred: Mas de onde tirou isso? Estela não é nada além de uma criada. Não vou negar que procurei outras mulheres e que tenha me deitado com Estela, mas somente sexo, por que sou homem, Cristina (explicava-se).

Cristina sentiu ciúmes ao saber que outras mulheres beijaram e acariciaram o seu homem, mas, em parte, ele tinha razão. Afinal, ela lhe deu o divórcio e sumiu durante quase sete anos.

Cris: Essa discursão não tem fundamento. Você não me deve explicações. Estamos divorciados! (disse virando de costas).

Fred: Claro! (gargalhou) Que estupido que sou! Você deve estar muito feliz com Diego, afinal, ele foi junto com vocês (falava de forma sarcástica).

Cris: Nunca tive nada com Diego! E, mesmo assim, Diego morreu logo depois do nascimento de Miguel.

Frederico, aproveitando que ela estava de costas, sorriu. Estava feliz em saber que Cristina não tinha sido de Diego e que o mesmo havia morrido, mas não pode deixar de pensar na possibilidade dela ter conhecido outro.

Fred: E... você voltou a se envolver com outro? (perguntou).

Cris: Não. (não queria olhá-lo).

Frederico se aproximou e rodeou sua cintura com seus braços.

Fred: Por que, se é tão linda? (cheirava o seu cabelo).

Cristina, sentindo as caricias de Frederico, não pode mais resistir.

Cris: Porque te amo! (admitiu).

Nesse momento, as palavras começaram a sobrar. Frederico desceu sua cabeça para o pescoço de Cristina e beijou enquanto a apertava contra o seu corpo. Cristina sentiu incendiar-se por dentro. Frederico a acariciava com beijos e uma de suas mãos, que estavam na cintura, subiu até o seio de Cristina e apertou-o com força. Cristina gemeu baixo e esfregou-se nele para sentí-lo. Frederico não suportava mais esperar, queria sentir os lábios de sua amada novamente, depois de tantos anos de espera. A virou entre seus braços e a beijou com desespero, paixão, desejo, medo... era uma mistura de sentimentos encontrados em um só beijo. Estavam devorando-se! Cristina o agarrou pelo pescoço para intensificar aquele contato enquanto as mãos de Frederico iniciavam um passeio por todo o seu corpo, apertando-a cada vez mais. Ela já podia perceber sua excitação, pois seu membro o delatava. Sabiam o que estavam fazendo e o que estava prestes a acontecer e, andando sem deixar de se beijarem, foram caminhando até o quarto de Frederico colidindo com as paredes e os móveis que impediam de passarem.

Chegaram ao quarto e tracaram a porta. Enquanto se desvestiam, não deixavam de se tocar e trocar palavras de amor entre um beijo e outro.

Fred: Te amo, Cristina...(beijo) Te desejo...

Frederico a deitou sobre a cama e se pôs em cima de Cristina. Estavam completamente nus. Ele beijava sua boca; acariciava o seu pescoço; depois os seios: lambendo, chupando, mordendo... Cristina, aproveitando que chuvia forte e com trovões, gemia descontroladamente, pois sabia que seu filho não escutaria. Ela podia sentir o membro de Frederico roçar-lhe a intimidade e isso a deixava cada vez mais úmida.

Frederico já não podia mais suportar e, abrindo as pernas de Cristina, se colocou entre suas coxas e a penetrou enquanto seguia enchendo-a de beijos e alisando-a com suas grandes mãos.

Cris: Aaah...

Cristina gemia sentindo o vai e vem de Frederico. Era enlouquecedor! Fazia muitos anos que não sentia um homem e o ultimo havia sido, justamente, ele. Se sentia viva!

No quarto só ouviam-se o barulho das repirações agitadas e os corpos colidindo. Estavam a ponto de chegar ao climax quando Frederico girou deixando-a por cima. Era uma posição nova para Cristina, mas ele a ajudou segurando em seu quadril, fazendo-a seguir o ritmo. Ela, com suas mão sobre o peito dele, começou a movimentar-se. Frederico puxo-a mais para perto e apoderou-se de seu seio fazendo-a gemer cada vez mais. Seus corpos tensaram-se com o intenso movimento até que atigiram acima do prazer e selaram com um beijo apaixonado.

Agora estavam deitados enrolados no lençol. Cristina repousava sobre o peito de Frederico enquanto ele fazia carinho em suas costas. Estavam felizes e saciados. Haviam feito amor até cansarem-se.

Fred: Obrigado! (disse calmo).

Cris: Pelo o quê?

Fred: Pelo filho lindo que me destes! (beijou sua testa).

Cris: Humm... pois, então, também tenho que te agradecer... (sorriu)

Fred: E?

Cris: Pelo filho lindo que fizeste, pois ele é idêntico a você (o olhava apaixonada).

Fred: Mas ele tem um grande coração como a mãe dele (olhando-a intensamente). Te amo, Cristina! (a beijou).

Notas finais
Obrigada pelos comentários, por acompanharem e aos que favoritaram e recomendaram. Não deixe de participar, pois isso mantém a continuidade da fic. Até segunda-feira com o próximo capítulo!