Notas iniciais
Boa Leitura!

Após as apresentações, encontravam-se todos sentados na sala tendo uma conversa amigável. Frederico, obviamente, sentou-se ao lado de sua esposa, mas sem tirar as atenções de Angelo Luís. Reparou em como o doutorzinho, segundo ele, admirava Cristina e isso lhe fazia o sangue ferver. Queria voar no pescoço de Robles naquele momento.

Fred: Então quer dizer que ficará no povoado por tempo indeterminado?

Robles: Assim é. Surgiu a oportunidade de trabalhar por aqui e eu aceitei, pois sempre tive vontade de fazer algo pelos mais necessitados e pelo que notei existe apenas um hospital na região e nem todos tem acesso a ele.

Cris: Não sabe o quanto me alegram suas palavras, doutor... (foi interrompida)

Robles: Por favor, sem formalidade. Pode me chamar de Angelo Luís (sorriu olhando-a intensamente).

Cris: O mesmo digo, então, Angelo Luís (sorriu).

Frederico, que observava tudo, não estava gostando nem um pouco dessa intimidade entre sua esposa e o doutorzinho. Por isso, resolveu intrometer-se.

Fred: E... qual é sua especialidade, Angelo Luís? (também se achou no direito de quebrar a formalidade, mas por ironia)

Robles: Sou cirurgião especializado em oftalmologia. Mas, como já devem saber, todo médico é clínico geral e usarei isso para atender as famílias do povoado.

CM: Um dos melhores cirurgiões que existe nesse país. (disse empolgado).

Robles: Não é para tanto, Carlos Manuel (demonstrando humildade).

Cons: Pois seja bem vindo a esse povoado e a essa casa, Angelo Luís (disse sorrindo). Creio que Cristina adorará que volte mais vezes. (consuelo viu em Angelo Luís a oportunidade de livrar sua filha de Frederico).

Cristina sentiu-se envergonhada com a inconveniência de sua mãe, mas achou melhor concordar.

Cris: Sim é certo. Adorarei revê-lo.

CM: Tia, eu conversei com o Angelo Luís e ele me disse que existe uma possibilidade de você voltar a enxergar (falava esperançoso).

Cris: Carlos Manuel... (entristeceu-se).

Fred: Não creio que seja conveniente que vocês deem falsas esperanças para Cristina. É melhor deixar como está. Assim evitamos que Cristina se decepcione. (Frederico temia que Cristina voltasse a enxergar e o largasse, pois não estaria mais tão indefesa)

Robles: Pois eu penso que devemos tentar. Existe uma possibilidade e não pode ser desconsiderada, Cristina. (falava suplicante).

Cris: Está bem. Prometo pensar (sorriu).

Horas depois, sentado atrás da mesa do escritório e com as pernas sobre a mesma, fumando o seu charuto e com o olhar fixo em um ponto qualquer, estava Frederico.

Batem na porta...

Fred: Entra! (permaneceu na mesma posição).

Cris: Candelária disse que você quer falar comigo (disse enquanto caminhava lentamente em direção a voz de Frederico).

Fred: Sim (suspirou e andou em direção a Cristina e parou frente a ela). Que cena ridícula foi aquela sua com o doutorzinho? (perguntou furioso).

Cris: Do que está falando? Não te entendo (disse confusa).

Fred: Não se faça de desentendida, Cristina! Eu vi o jeito que sorria enquanto falava com ele. Estavam cheios de liberdade e intimidade... (dizia muito exaltado).

Cris: Isso é absurdo! Apenas fui educada com Angelo Luís... (foi interrompida).

Fred: Olha como já se tratam (gargalhou ironicamente). O fato é... (pausa) o fato é que você não fará essa cirurgia! (setenciou).

Cris: Agora veja, o Frederico autoritário voltou. Onde está o Frederico que até ontem falava de amor; que prometeu mudar? Estela tinha razão, você é um mentiroso! (dizia segurando as lágrimas).

Fred: Pouco me importa o que a Estela te disse. Não quero que você faça essa operação e muito menos que fique perto desse doutorzinho! (gritou).

Cris: Pois eu prometi pensar, mas vejo que não é mais necessário (falava segura). Farei essa operação você gostando ou não. (virou as costas e saiu).

Frederico ficou parado no mesmo lugar assistindo Cristina se retirar e ainda assimilando o que ela havia lhe dito.

Assim que fechou a porta do escritório, Cristina se recostou na mesma e iniciou um choro silencioso. Sentia-se uma estúpida por ter acreditado nas palavras de amor de Frederico. Estava evidente para ela que tudo o que ele tinha lhe prometido eram puras mentiras.

Cozinha

Cand: Notou como Seu Frederico olhava para o doutor?

Vice: Sim e confesso que não gostei nada. O patrão é a imagem do cão e ficou mais claro que água que ele não gostou do doutor.

Cand: Mas o que esperava? O doutor lançou cada olhar para a menina Cristina.

Vice: Bem que a nossa menina merecia alguém como o doutor em sua vida, mas isso só poderá ocorrer quando Seu Frederico partir dessa para a melhor.

MC: Credo Vicenta! Quem vai partir dessa para melhor? (arregalava os olhos enquanto entrava na cozinha).

Cand: Ninguém, Maria do Carmo. Isso não é assunto para você.

MC: Perdão, avózinha (disse sem jeito). Onde está Carlos Manuel? O procurei na casa inteira e não o encontrei.

Vice: Carlos Manuel saiu faz algumas horas. Foi levar seu companheiro de trabalho, Angelo Luís, até a um hotel para que ele se hospede.

MC: Ele havia me dito que o doutor chegaria hoje, mas eu sou uma tonta e esqueci desse detalhe. Que anta, que anta! (recriminava-se)

Candelária e Vicenta riam da cena que presenciavam. Maria do Carmo era uma verdadeira moleca. Isso as fazia recordar de Cristina quando tinha a mesma idade.

No lado de fora da casa, parado em pé olhando para o céu e admirando a noite, estava Frederico. Pensava em tudo o que havia ocorrido e em como tratou Cristina.

[On] Será que eu exagerei com Cristina? Mas é claro que sim, Frederico! Estúpido! Logo agora que estava ganhando o coração de Cristina... Ah! Mas esse medo de perdê-la me consome. [off]

De repente, Frederico sentiu uns braços rodear-lhe a cintura por traz.

Deb: Olá meu amor...(dizia toda melosa). Estava pensando em mim? (ela posicionava-se em ponta de pé para poder lhe acariciar a nuca com beijos).

Fred: Mas é claro... que NÃO! Saia daqui, Débora! Deixe-me sozinho (não estava de bom humor).

Deb: Hum... não me deseja mais? (se posicionou na frente dele e o agarrou pelo pescoço se esfregando sedutoramente).

Frederico por ser um macho, em todos os sentidos da palavra, não pode evitar sentir-se excitado).

Fred: Débora...(falou quase suspirando).

Deb: Ou será que a cega maldita que anda te aborrecendo? (seguia esfregando-se nele e a poucos centímetros de sua boca ).

Aquilo que Débora disse foi o suficiente para que Frederico saísse do transe em que se encontrava.

Fred: Dobre sua língua quando for falar de Cristina! (disse furioso segurando nos braços de Débora).

Deb: Solta-me, Frederico, está me machucando (suplicava).

Frederico a encarou com um olhar furioso. Ele sentia seu sangue ferver. Então, num ato de brutalidade, jogou Débora no chão e deu-lhe as costas dirigindo-se para dentro da casa.

Quarto de Cristina

Estava banhando-se, pois necessitava relaxar para depois poder conciliar o sono. Pensava que talvez Frederico tivesse razão e que essa cirurgia só lhe daria falsas esperanças, mas quando lembrava de Maria do Carmo, isso a motivava a prosseguir. Desejava muito ver sua filha, saber com quem ela se parece.

Nesse momento, Frederico entrava no quarto de Cristina e escutou o barulho da água que escorria no banheiro. Não pensou duas vezes em dirigir-se até o banheiro para admirá-la, afinal, não seria a primeira vez que ele faria isso. Entrou e por alguns minutos ficou analisando como ela passava a mão sobre o corpo, como a água deslizava desde sua cabeça até os pés, seu lindo cabelo negro colado ao seu corpo... Ah! (Frederico suspirava para si mesmo). Não resistindo em ficar apenas olhando, ele começou a se despir e quando terminou, entrou lentamente no box sem que Cristina percebesse. Ela se assustou quando sentiu uns braços fortes lhe rodeando a cintura e depois quando sentiu algo duro roçar-lhe seu traseiro.

Cris: Frederico? É você Frederico? (estava muito assustada e tentava livrar-se daqueles braços, mas era inútil).

Fred: Sim, sou eu, seu marido! (estava roco de tão excitado).

Cris: Saia, Frederico! Deixa-me! (relutante).

Frederico apertava-lhe os seios massageando-os enquanto lhe acariciava o pescoço enchendo-o de beijos. Cristina já não conseguia raciocinar de forma coerente, pois as caricias que Frederico estava lhe oferecendo levava-lhe a loucura. Quando Cristina parou de resistir, Frederico a virou e, inclinando-se sobre ela, a beijou de forma intensa e ardente, colando o corpo de sua esposa contra a parede. Estavam cada vez mais excitados esfregando-se um no outro; acariciando-se por todas as partes. Frederico parou de beijá-la na boca para iniciar um "tour" em todo o seu corpo: beijou e mordeu seu pescoço, seus ombros, seus seios, sua barriga e até que chegou em sua intimidade. Frederico fez maravilhas naquela região; mordia, chupava, beijava. Em todo esse tempo Cristina apenas gemia e enfiava os seus dedos nos cabelos molhados de seu marido. Sentindo que já não podia mais se conter, Frederico levantou e suspendeu Cristina até a altura de sua cadeira; ela o rodeou com suas pernas e, sem esperar mais, ele a penetrou com força. Cristina gemeu alto e nesse instante iniciaram um vai e vem de cadeira que cada vez ficava mais intenso, chegando ao climax. Durante todo esse tempo a água escorria sobre o corpo de ambos sendo testemunha daquela entrega.

Notas finais
Obrigada pelos seus comentários. Até o próximo capítulo!